Sobre o Coração

Meditação do dia: 07/11/2023

“²⁸E ligarão o peitoral com as suas argolas às argolas da estola sacerdotal por cima com uma fita azul, para que esteja sobre o cinto da estola sacerdotal; e nunca o peitoral se separará da estola sacerdotal. ²⁹Assim, Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente. (Ex 28.28,29)

Sobre o Coração – Não se trata de ponto de vista, nem tampouco é mera estética. Já pensei algumas vezes sobre questões como essa, onde condições são impostas e elas não podem ser alteradas e precisa ser assim mesmo. Aqui, se trata de uma peça de vestuário cerimonial e observando todos os detalhes, percebemos que ela era bem confortável, feita sob medida e exclusiva para aquela pessoa. Era consideravelmente pesada, em se tratando de uma veste, mas os tecidos eram nobres e muito apropriados para aquele tipo de clima e cultura. Os detalhes eram alusivos à fé, ao propósito divino para a vida da pessoa, de sua família, de sua tribo e da nação. Sua função era um ofício sagrado, que exigia devoção e consagração total de sua vida, com renúncia de muitos aspectos que seria considerada normal para todos os demais cidadãos. Estou pensando nas questões semelhantes  que encontramos no exercício da vocação cristã para o serviço ministerial na atualidade. Na Nova Aliança, quando Cristo instituiu a sua igreja e comissionou inicialmente os seus doze apóstolos, para fazerem discípulos de todas as nações e espalhar a fé por todos os cantos do mundo, em todas as nações; ele não recomendou nada sobre vestes ministeriais, aparatos cerimoniais e nem o Espírito Santo, que veio para substituí-lo e guiar a igreja até quando ele voltar, instruiu sobre esses aspectos, já que agora essa fé seria proclamada além da cultura e costumes israelitas. Apenas após o ano 313 da era cristã, foi que começaram a aparecer os primeiros sinais ritualísticos e cerimoniais, incluindo templos e sacerdotes e isso se desenvolveu até chegar no que conhecemos hoje, especialmente no lado católico e ortodoxo do cristianismo, com vemos no Oriente. Quando a fé evangélica chegou ao Brasil, por meio dos cristãos europeus e americanos, eles trouxeram algumas práticas e costumes que se amalgamaram criando uma cultura que de certa forma era estranha a uma cultura tropical e até hoje ainda faz vítimas. Precisamos, claro, evitar os extremos e excessos e cultivar hábitos saudáveis em toda a nossa vida e nossas praticas, de forma a darmos um bom testemunho, sem produzir peso e culpa sobre as pessoas por aspectos meramente de usos e costumes que a Palavra de Deus recomenda evitar. “¹⁸Não deixem que ninguém se faça de árbitro para desqualificar vocês, com pretexto de humildade e culto de anjos, baseando-se em visões, estando cheio de orgulho, sem motivo algum, na sua mente carnal, ¹⁹e não retendo a cabeça, a partir da qual todo o corpo, suprido e bem-vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que vem de Deus” (Cl 2.18,19).

Senhor, agradecemos pela vida plena e abundante que o Senhor Jesus conquistou para nós através de sua vida, morte e ressurreição. Agora podemos viver uma vida de fé e alegria completa em ti, com a ajuda e assistência do Espírito Santo. Te louvamos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Estola e o Peitoral

Meditação do dia: 06/11/2023

“²⁸E ligarão o peitoral com as suas argolas às argolas da estola sacerdotal por cima com uma fita azul, para que esteja sobre o cinto da estola sacerdotal; e nunca o peitoral se separará da estola sacerdotal. ²⁹Assim, Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente. (Ex 28.28,29)

A Estola e o Peitoral – Duas peças da indumentária eram para ficaram ligadas o tempo todo, assim a estola e o peitoral com as doze tribos representadas com seus nomes lapidados nas pedras preciosas, seriam levados de forma contínua e permanente pelo Sumo Sacerdote, sempre estivesse oficiando os rituais de culto, na presença de Deus. Esse peitoral estava ligado à estola através das ombreiras, que já continha duas pedras preciosas contendo os nomes das doze tribos, por ordem de nascimento. Isso nos fala da santidade do ofício sacerdotal e o poder da representatividade diante de Deus. No culto daquele povo, eles eram lembrados continuamente diante de Deus, que eram o povo da aliança e formavam uma unidade, ligados pela fé em Deus e pelo culto que lembrava a necessidade da redenção e ao mesmo tempo o propósito eterno do Deus Criador para que todos os povos fossem abençoados e estivessem em memória eterna diante de Deus. Vivemos uma nova etapa desse programa de redenção – Jesus já veio como o Messias aguardado por gerações e profetizado pelas profetas de Deus. Ele já efetuou as etapas onde as boas novas foram proclamadas, o sacrifício definitivo foi oferecido lá na cruz e ele já ressuscitou e deu as instruções finais sobre o papel da igreja na pregação do Evangelho, para que todos os povos tenham acesso ao amor e à graça de Deus. Nessa Nova Aliança, cada cristão, cada adorador é também um sacerdote e Cristo é o nosso Sumo Sacerdote. Toda a simbologia do Velho Testamento se cumpriu com a vinda, a vida, a obra, os ensinos, sua morte, ressurreição e ascensão cumpriu todos os protocolos exigidos pela justiça de Deus. Nossas funções ministeriais não demandam mais os rituais e os paramentos, mas não se pode abrir mão da santidade e vida exemplar, que são o que de fato era representado por tudo aquilo.

Graças te rendemos, Senhor Deus Todo Poderoso. Engrandecemos o teu santo e poderoso nome. Somos agradecidos pela salvação que há em Cristo Jesus, disponível e acessível a todo aquele que nele crer. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Peitoral do Juízo

Meditação do dia: 05/11/2023

“¹⁵Faça também o peitoral do juízo. Será obra esmerada, feita conforme a obra da estola sacerdotal. Faça-o de ouro, pano azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido.

¹⁶Será quadrado e duplo, e terá um palmo de comprimento e um palmo de largura. ¹⁷Coloque nele engaste de pedras, com quatro ordens de pedras: a ordem de sárdio, topázio e carbúnculo será a primeira ordem; ¹⁸a segunda ordem será de esmeralda, safira e diamante; ¹⁹ a terceira ordem será de jacinto, ágata e ametista; ²⁰a quarta ordem será de berilo, ônix e jaspe; elas serão guarnecidas de ouro nos seus engastes.” (Ex 28.15-20)

O Peitoral do Juízo – Estamos olhando com uma certa atenção aos detalhes da confecção das partes do vestuário sacerdotal que o Senhor Deus mostrou a Moisés como seria e como fazê-lo. Hoje, vou ficar concentrado no aspecto meramente material dessa peça, que era um quadrado de um palmo de cada lado, que ficaria posicionado no peito do Sumo Sacerdote Arão. Os materiais eram os mesmos das vestes, ou seja, “Faça-o de ouro, pano azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido.” Teria quatro ordens de pedras preciosas engastadas nele. Essas pedras também conteria os nomes dos filhos de Israel. Pensar numa peça de roupa com essa qualidade e com esses valores agregados é interessante para pensarmos. O certo é que se necessita ter uma visão muito além do bem material em si mesmo; é olhar para o valor simbólico que espiritualmente tem uma representação de incalculável aos olhos humanos, mas que apontam para realidades maiores e mais duráveis, como a eternidade e a perenidade da obra de Deus em favor da redenção humana. Não sou especializado em pedras preciosas, mas sei que elas são preciosas, valiosas e tem representatividade, que provavelmente muitos de nós não entendemos, mas que por razões próprias, Deus inseriu na sua revelação. Não era uma veste que se poderia fazer em linha de produção, com propósitos comerciais ou para uso por qualquer pessoa e por finalidades triviais ou mesmo cerimoniais de importância. Era uma veste, com peças distintas, com aplicação e simbologia apropriada para que o ofício do sacerdote realmente representasse o povo diante de Deus e revelasse também a grandeza e a generosidade de Deus para com o povo de sua aliança. Poderíamos perguntar, quanto será que custaria em termos de valores monetários, um traje completo do Sumo Sacerdote? Não era um bem pessoal, mas pertencia à nação, feito com doações voluntárias da parte do povo, que doaram generosamente em gratidão e louvor à bondade de Deus para com eles. A eternidade tem muito a nos revelar e nos fazer compreender coisas que vimos e lemos nas Escrituras, mas que estão fora da nossa alçada em conhecimentos. Os discípulos de Jesus, certa vez acharam um exagero o que uma pessoa ofereceu ao Senhor; eles entendiam que haveria melhor utilidade para a aplicação daqueles recursos e Jesus discordou. “⁴Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si: Para que este desperdício de perfume? ⁵Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários, para ser dado aos pobres. E murmuravam contra ela. ⁶Mas Jesus disse: Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo” (Mc 14.44-6). Valor e preço não são as mesmas coisas e saber a diferença é um exercício que envolve maturidade, discernimento e boa mordomia.

Senhor Deus, Criador e sustentador de todas as coisas; reconhecemos a grandeza de tua capacidade e o teu poder de criar coisas bonitas, preciosas e úteis que agregam valor a nossa vida e ao serviço que está sob nossa responsabilidade. Ao meditarmos sobre aspectos simbólicos dos ofícios sacerdotais utilizados no culto ao Senhor, pedimos entendimento, porque nossa atenção não pode ficar focada no que é aparente, material e humano. Tudo que o Senhor faz tem propósitos muito elevados e são verdadeiramente justos, por isso, abra o nosso entendimento para uma compreensão espiritual, piedosa e santa diante do Senhor. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Ombreiras

Meditação do dia: 04/11/2023

“⁷Terá duas ombreiras que se unam às suas duas extremidades, e assim se unirá. ⁹Pegue duas pedras de ônix e grave nelas os nomes dos filhos de Israel: ¹⁰seis de seus nomes numa pedra e os outros seis na outra pedra, por ordem de nascimento. ¹²Coloque as duas pedras nas ombreiras da estola sacerdotal, por pedras de memória aos filhos de Israel; e Arão levará esses nomes sobre os seus ombros, para memória diante do Senhor.” (Ex 28.7,9,10,12)

As Ombreiras – Ao meditarmos nas Escrituras Sagradas, o fazemos com um propósito em mente: Aprender! Tudo o que foi escrito, o foi para o nosso aprendizado e edificação, para produzir esperança e consolo; foi o que disse o apóstolo Paulo aos Romanos. “Pois tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). Sendo assim, sempre que vamos para aquele momento delicioso de ler e estudar a Palavra de Deus, vamos com uma intenção muito firme no coração e na mente: “Vou aprender alguma coisa – alguma lição vou tirar desse texto.” Aqui, estamos vendo a confecção das vestes sacerdotais, e nem mesmo estamos falando de um culto, celebração ou ritual espiritual dos velhos tempos. Alguém com certo senso de humor, poderia dizer que isso teria proveito para alguém da área da moda, costura, design de modo, tecelagem, artesanato, lapidário, joalheiro e por aí… não tiraria a razão de tal linha pensamento; mas a sabedoria bíblica nos ensina estar atentos e ler até aquilo que não está escrito, ou escrito nas entrelinhas. Os seres humanos têm certa tendência para estar nos extremos, demais para um lado ou para o outro – daí vem a minha preferência pelo equilíbrio como o grande desafio da vida. Alguns apregoam que Deus é tão exigente, com um padrão tão elevado de perfeição que o melhor que fizermos ainda está longe de agradá-lo. Outros vão para o outro lado, dizendo que Deus reconhece a nossa incapacidade e incompetência, que se pode fazer de qualquer jeito que ele aceita. O combate a essas premissas vem do fato que Deus é o Criador e ele criou cada pessoa, com personalidade, capacidade, habilidade e potencial único. Não há dois iguais! Somos muito parecidos com ele, uma cópia na verdade. Quando ele dá ou pede uma tarefa muito sofisticada ou complexa, ele também dá os recursos necessários. Ele pode exigir que um trabalho seja feito com perfeição, afinal, tudo o que for necessário, ele providencia. Arão teria uma linda roupa, rica em detalhes e também em valor nos materiais e forma artesanal de confecção. Aqueles detalhes e tudo ali tinha um significado e um propósito: As cores, os materiais, as formas, a composição, as misturas, as posições, tudo apontava para a perfeição de Cristo e sua obra redentora completa. O ofício em si, do Sumo Sacerdote e dos sacerdotes também colaboravam para isso. Destaquei o texto de hoje, sobre as ombreiras, onde seria colocada duas pedras preciosas e nelas gravado o nome das doze tribos de Israel, por ordem de nascimento. O ministério do Sumo Sacerdote incluía carregar nos ombros os filhos de Israel, ou seja, a nação toda. Isso pesa! Era lindo, mas pesava com a responsabilidade de lembra-los diante de Deus constantemente. Isso é papel do oficio eterno de Cristo. “²⁴Jesus, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. ²⁵Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.24,25).

Senhor, agradecemos pelo nosso perfeito Sumo Sacerdote da nossa confissão! Ele é perfeito, fez uma obra perfeita e continua diante do trabalho de assistir e interceder por aqueles que através dele se aproximam de ti para salvação. A ele, seja a glória, a honra, a força e o poder para sempre, amém.

Pr Jason

Vestes Para Servir

Meditação do dia: 03/11/2023

“Diga também a todos os homens hábeis a quem enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo, para que me sirva no ofício sacerdotal.” (Ex 28.3)

Vestes Para Servir – Estamos vendo algo que parece tão simples, tão trivial, que nem se dá tanta atenção, mas que Deus considera relevante: Roupas! Há um adágio ou ditado popular muito utilizado no Brasil, que diz: “O hábito não faz o monge!” é claro que a ambivalência da palavra “hábito” foi muito bem explorada, por se refere a costumes, práticas, afazeres etc. Mas também aquela roupa utilizada pelos monges se chama “hábito.” A moral da história é que não é por causa da roupa, da aparencia que se avalia a vida e o serviço da pessoa que a veste. Estamos vendo  com muita tristeza e indignação as ondas de violência e assaltos nas cidades, onde os meliantes se apresentam como entregadores de comida ou encomendas; em diversos setores de atividades as pessoas de má intenção se infiltram e se passam por participantes e frequentadores ou prestadores de serviço. Arão já servia a Deus. Ele era o auxiliar direto, chamado por Deus para ser o porta-voz de Moisés na interlocução com o Faraó, para a libertação do povo. Ele já exercia alguma liderança e sua influencia era positiva entre a comunidade de hebreus. Era dedicado e comprometido. Agora, Deus o está chamando para algo novo e diferente, onde ele seria separado para oficiar como Sumo Sacerdote da nação. Deixava o posto de serviço voluntário e assumiria o mais alto posto do ofício de culto, em caráter definitivo e hereditário. Olhando e comparando isso a nossa realidade como igreja, Corpo de Cristo presente aqui na terra para oficiar ao mundo, levando as boas novas do Evangelho de Cristo, fazemos isso basicamente pelo meio de transmissão através do discipulado. Passamos de uma geração para a outra, servindo inicialmente como voluntários e posteriormente somos chamados por Deus, reconhecidos pela igreja local e no meu caso, a denominação assume a responsabilidade da ordenação e credenciamento. Não seria aquelas vestes bonitas e bem trabalhadas que fariam de Arão um Sumo Sacerdote à altura das expectativas de Deus. As vestes seriam para serem usadas no serviço santo do Senhor, por uma pessoa consagrada, isso é, separada, especialmente para isso. Não é um terno e uma gravata que faz um pastor e não é a ausência desses itens que desqualifica, ou anula os atos. Quem é chamado deve se orgulhar e se alegrar desse privilégio, ao mesmo tempo que necessita agir no temor do Senhor e com a máxima reverencia e consideração para com a vocação espiritual. Todo grande privilégio, vem com uma grande responsabilidade. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,” (Ef 4.11).

Senhor, Deus Todo Poderoso, nosso Salvador Jesus Cristo e o Espírito Santo, o Consolador, que a bondade de Deus nos mantenha vocacionados e aptos a servir com humildade e fidelidade diante de ti. Graças te damos pela capacitação e pela forma como preparas os nossos corações para o serviço. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Homens Hábeis

Meditação do dia: 02/11/2023

“Diga também a todos os homens hábeis a quem enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo, para que me sirva no ofício sacerdotal.” (Ex 28.3)

Homens Hábeis – Todos nós provavelmente já ouvimos falar daquela história infantil, “O Patinho Feio.” O Patinho Feio é um conto de fadas do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado pela primeira vez em 11 de Novembro de 1843; daqui a uns nove dias ele completa 180 anos. Essa história encanta gerações e suas aplicações morais continuam válidas. Aquele patinho se descobriu ao encontrar suas verdadeiras raízes e percebeu que não era nada feio, pois pertencia a uma outra categoria e vivera até então deslocado e onde não fazia muito sentido. Estou pensando aqui sobre os filhos de Deus, que após se converterem, se tornaram novas criaturas, com uma nova vida, um novo destino e novos propósitos de vida e para a vida. É importante a reafirmação dessa identidade espiritual para se encontrar de fato na verdadeira família da qual faz parte e onde se encaixa muito bem. “¹⁶O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus. ¹⁷E, se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.16,17). O Espírito Santo testemunha em nosso interior (nosso espírito) quem verdadeiramente somos; se somos isso, temos então todas as características inerentes a essa condição. Sou filho, então sou herdeiro! Nessa família de Deus todos são dotados de dons e habilidades, com as quais fomos criados para no devido tempo servirmos a Deus e ao próximo com esses dons e talentos. Olhemos esse paralelo na vida dos hebreus acampados ali no deserto do Sinai. Até poucos dias, eram escravos no Egito, uma grande massa de gente sobrevivendo e sem identidade. Agora, Deus os chama, organiza, distribui tarefas e responsabilidades e pede participação para construírem o Tabernáculo e todos podem participar. Hoje, estamos vendo que Deus ordenou que se fizessem roupas muito bonitas, bem feitas, cheias de detalhes e simbolismos que exigiam perícias e habilidades de verdadeiros artesãos e de diferentes ofícios. No texto Deus fala que é para convocar os homens hábeis, ou seja, essas pessoas já tinham capacidades e habilidades e agora estavam sendo revestidos de poder do Espirito de Deus para realizarem uma obra diferente das usuais, onde eles só precisavam das próprias habilidades. Cada cristão, cada membro de igreja tem alguma habilidade profissional ou artesanal, criatividade e deve fazer uso disso para levantar seu sustento e prover suas necessidades e de suas famílias. Quando Deus precisar de qualquer um deles, ele chama, capacita e enche com o Espírito Santo e dá sabedoria para fazer aquilo que essa pessoa precisa fazer. Alguém é chamado para ser professor(a), outra para ser médico, outro para ser enfermeiro(a), Engenheiro(a), Piloto, Administrador(a), Pastor(a), Mecânico, Pedreiro, Costureiro(a) Cozinheiro(a), etc… Cada um deve estar disponível para servir, mesmo não sendo sacerdote, ou ministro formal do Evangelho. É um erro agir como chamado é para ser pastor ou missionário e as outras coisas não são ministérios e não é serviço para Deus. O seu trabalho, a sua profissão é seu ministério primário!

Senhor, obrigado por realizar a tua obra através de homens e mulheres com um coração cheio de amor e zelo pelo Senhor em primeiro lugar. Servir com fidelidade e zelo é muito importante. Obrigado pelas vocações e pela disponibilidade para servir na tua causa. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Com Que Roupa?

Meditação do dia: 1º/11/2023

“Faça vestes sagradas para o seu irmão Arão, para que lhe deem glória e beleza.” (Ex 28.2)

Com Que Roupa? – Não quero nem pensar em mexer nesse vespeiro social que é falar sobre roupas e com que roupa que eu vou, como diz a turma da moda! Mas temos que convir que o vestuário é um importante elemento social que expressa muita coisa, para todos os lados que pudermos imaginar. É de peso forte no mercado e na economia de qualquer povo; é elemento que expressa a beleza cultural, a fé, a religião. Ela demonstra graus e níveis sociais, e temos vestes para todas as ocasiões, situações e ambientes. Vai do básico ao sofisticado! Aqueles sacerdotes do povo israelita, iriam ocupar funções de muita relevância e possuiriam posições de destaque, poder, autoridade e prestígio, afinal eles eram os representantes espirituais do culto ao Deus Todo Poderoso. Se oculto era o centro da vida da nação, quem oficiava nesses rituais, estava sim em posição de relevância. Por isso mesmo, Deus mostrou e normatizou as indumentárias sacerdotais de forma que representavam aquilo que Deus entendia que deveria ser. Como todas as coisas, as peças, utensílios, rituais e tudo mais tinham significados espirituais através da simbologia que apontava para o sacrifício definitivo que um dia Cristo faria. Eles eram representantes de um legítimo e verdadeiro sacerdote, que ofereceria o verdadeiro sacrifício, completo, perfeito, único e para sempre. Como o Messias, que um dia haveria de vir, seria um sacerdote, um profeta e um rei, ocupando em si mesmo todos os ofícios que a redenção revelaria ao seu povo. “¹³e, no meio dos candelabros, um semelhante a um filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com um cinto de ouro. ¹⁴A cabeça e os cabelos dele eram brancos como alva lã, como neve. Os olhos eram como chama de fogo. ¹⁵Os seus pés eram semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha. A voz era como som de muitas águas. ¹⁶Na mão direita ele tinha sete estrelas, e da sua boca saía uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Ap 1.13-16). Em se tratando de vestes, elas quando citadas nas Escrituras de forma simbólica ou numa aplicação espiritual, elas significam um estilo, padrão de vida, comportamento, moral e caráter de quem as usa. “⁷Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro, e a noiva dele já se preparou. ⁸A ela foi permitido vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro.” Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19.7,8). Temos uma citação de uma visão profética, onde o sacerdote se apresentava com vestes sujas, isso claro, jamais poderia acontecer no exercício do serviço a Deus, pois revela também traços do caráter de Deus, o culto à Deus revela a sua glória, grandeza, poder e santidade e seus sacerdotes e ministros são a prova e a evidencia física e visível dessa realidade espiritual. Isso se tratava de mostrar como estava a verdadeira vida espiritual daquela nação e como estava o culto na vida daquelas pessoas. “Ora, Josué estava diante do Anjo vestido com roupas muito sujas” (Zc 3.3). Recomendo a leitura desse capítulo de Zacarias, porque tem uma mensagem para quem se vê como sacerdote e ministro de Deus, mesmo nos termos da Nova Aliança.

Senhor, obrigado por providenciar vestes apropriadas para os teus servos, que ministram diante de ti, mas também te representam diante dos homens e da sociedade. Queremos estar à altura de servir o Todo Poderoso, graças a redenção que há em Cristo Jesus, disponível a cada um de nós. No nome poderoso de Jesus, oramos em fé; Amém!

Pr Jason

(Correção: A referência bíblica da meditação de ontem 31/10/2023 é Ex 28.1)

Vocação Sacerdotal

Meditação do dia: 31/10/2023

“Traga para junto de você, do meio dos filhos de Israel, o seu irmão Arão e os filhos dele, para que me sirvam como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.” (Ex 27.20,21)

Vocação Sacerdotal – Vamos meditar hoje sobre servir a Deus em uma função especial e específica. Posso, até certo ponto falar sobre isso com alguma propriedade, porque sou um ministro ordenado oficialmente, dentro de uma denominação tradicional e reconhecidamente respeitada no cenário evangélico no Brasil e no mundo. Estou servindo numa função pastoral desde 1985, são trinta e oito anos de vida ministerial de tempo integral. Mas não é sobre isso, ou sobre mim que pretendo escrever. No texto que apreciamos hoje, Moisés, no exercício da liderança do povo hebreu, na jornada em direção à sua Terra Prometida, está ordenando as coisas, em todos os níveis e esferas de administração, porque aquele povo, não estava e nem estivera organizado como uma nação. A liderança exercida até então era informal e tribal; os líderes das principais famílias, se reuniam e decidiam as questões e orientavam nas tomadas de decisões. Agora eles estavam sendo preparados para serem uma nação organizada, com as instituições e aparatos próprios de estado. O culto e as suas ritualidades também estavam sendo organizadas e formalizadas. Deus ordena a Moisés a separar a Arão e a seus quatro filhos, para exercerem a liderança espiritual, como sacerdotes principais do culto a Deus e expandirem o conhecimento e as práticas de fé para todos eles. Primeira lição que aprendemos é que Deus levanta os seus ministros, os vocacionados, de dentro do próprio povo. Onde há uma necessidade, ali também tem a solução. Uma segunda lição é que a escolha é de Deus, ele é quem chama quem ele entende que deve ocupar alguma função ministerial. Tanto Moisés, quanto Arão e vários outros, inclusive da mesma tribo de Levi, já serviam e trabalhavam fazendo serviços e ocupando funções, até que Deus disse especificamente: Separe Arão e seus filhos, Nadabe, Abiú, Eleazer e Itamar para oficiarem como sacerdotes. Uma necessidade não constitui uma chamada! Não é porque está faltando alguém aqui ou ali, que isso signifique que uma pessoa deva ser ordenada ou colocada ali e Deus está validando aquilo. Ministério é um pouco mais sério e solene do isso.

Senhor, obrigado pela chamada e a vocação para cada pessoa e para cada função na tua seara. Precisamos ouvir a tua instrução e trabalhar bem o preparo para que as pessoas possam cumprir com alegria e capacidade o chamado que veio do Senhor. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lâmpada Acesa Continuamente

Meditação do dia: 30/10/2023

“²⁰Ordene aos filhos de Israel que tragam a você azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente. ²¹Na tenda do encontro fora do véu, que está diante da arca do testemunho, Arão e seus filhos a conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, diante do Senhor. Este será um estatuto perpétuo entre os filhos de Israel de geração em geração.” (Ex 27.20,21)

Lâmpada Acesa Continuamente – Percebemos que muitas coisas ordenadas por Deus para que Moisés instruísse os filhos de Israel a fazerem, tinha caráter permanente, no sentido mais literal possível; aqui também, a lâmpada deveria ser abastecida e o suprimento ser provisionado para que nunca faltasse e ela pudesse ser mantida acesa conforme os preceitos do ritual, de geração em geração. Podemos imaginar, que a inauguração desse tabernáculo se deu no segundo ano da saída do Egito; sendo assim, uma criança que nascera ali no deserto nos dias da inauguração, quando eles entraram em Canaã, essa pessoa já tinha trinta e oito anos de idade e viu aquilo acontecer e se repetir todos os dias de sua vida e aquilo seria ensinado e passado para seus filhos e os filhos de seus filhos em uma sucessão interminável. Isso exige fé, obediência, determinação, superação de obstáculos, ser criativo em tempos de crises e dificuldades. Constantemente assistimos na TV programas e reportagens sobre algumas festividades religiosas que já tem mais de duzentos anos e a uma força muito grande das tradições familiares para preservar e perpetuar tais práticas. Dentro das famílias, existe uma força muito forte capaz de manter acesa uma chama e perpetua-la, desde que certos princípios não sejam violados. Foi o que Deus ensinou aos povos antigos e muitas dessas verdades foram registradas nas Sagradas Escrituras transmitidas ao antigo povo de Israel. Celebrar com festas as grandes marcas e conquistas, ensinando aos filhos e ajudando-os a repetirem os atos e passa-los adiante de geração em geração. Agora, por exemplo, no nosso presente, estamos vivenciando uma fase crítica da sociedade e da civilização humana, onde alguns alcançaram um bom progresso e desenvolvimento e outros vivem ao lado disso, numa ilusão de que alcançaram uma iluminação tal que têm todas as respostas. Com esse orgulho e arrogância social, os princípios divinos, morais e sociais que são fundamentos firmes para o bem da humanidade, são assolados por ventos de vaidades destruidoras. Em todo o globo, é muito pequeno o índice de natalidade, consequentemente, a população envelhecida ficou maior que a proporção mais jovem e em idade produtiva, com sistemas de sustento dessa massa idosa provida pela ala produtiva, que não atende mais a demanda. Até os cristãos estão se omitindo de casarem e terem filhos para alimentar uma vaidade mundana e contrária a mentalidade do Reino de Deus. Há famílias cristãs com três filhos adultos ou mais e que não terão uma terceira geração, porque nenhum desses filhos produziu filhos e nem os quer! Certamente também, não verão a bênção de Deus passando de geração em geração. Ainda que simbólica, mas a luz não poderia ser extinta, teria que haver provisão para jamais faltar unção. Que Deus tenha misericórdia de nós e das próximas gerações.

Senhor, nos apresentamos diante de Deus, conscientes de que as coisas não estão caminhando na direção da obediência à tua vontade revelada nas Escrituras. Queremos um avivamento e isso deve nos levar a voltar aos princípios que fundamentam os teus planos de geração em geração. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Altar de Bronze

Meditação do dia: 29/10/2023

“¹Faça também o altar de madeira de acácia. Seu comprimento será de dois metros e vinte e a largura será de dois metros e vinte; o altar será quadrado. A altura será de um metro e trinta.²Nos quatro cantos coloque quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar, que deverá ser revestido de bronze.” (Ex 27.1,2)

O Altar de Bronze – O Tabernáculo ocupava o centro do acampamento israelita no deserto durante as suas peregrinações, até quando chegaram em Canaã. As doze tribos se organizaram em função da posição do tabernáculo. O culto a Deus era o centro da vida daquele povo. Eles foram escolhidos e separados dos demais povos para representarem os propósitos de Deus para todas as famílias da terra. O conhecimento de Deus deveria ser disseminado através deles e assim Deus seria amado, conhecido, adorado e servido em toda parte. Entre as peças do serviço de culto, estava esse altar, que ficou sendo conhecido como o “altar de bronze;” porque era na verdade a aparência visível dele para o povo. Ele era confeccionado de madeira de acácia, uma árvore de porte não muito grande e muito resistente e de qualidade nobre. O altar seria revestido de bronze e esse metal aparece na Bíblia quando em sentido figurado, ele representa “juízo,” ou seja ali se recai o julgamento de uma pessoa. O pecador ao reconhecer seu pecado diante de Deus, o confessava e oferecia um sacrifício de algum animal, que o substituía, assumindo o seu lugar e a sua culpa, recebendo a condenação ou a sentença do julgamento. Sendo assim, aquele altar era então o lugar da manifestação da misericórdia divina para com o pecador. O  condenado era substituído e a vítima era então totalmente queimada e consumida naquele altar; esse é o sentido da palavra “holocausto.” Por causa desse significação tão especial, veio um costume em Israel de uma pessoa culpada de algo grave, como poderia ser condenado à pena capital, ela corria para o altar de bronze e se agarrava nesses pontas do altar, que eram utilizadas para amarrar os sacrifícios quando eram muitos a serem queimado simultaneamente. O ato de se agarrar ao altar de bronze era um pedido de clemencia, de misericórdia e ele poderia ser atendido, e as vezes não, dependendo  da gravidade de sua conduta. “⁵⁰Porém Adonias, temendo Salomão, levantou-se, foi e pegou nas pontas do altar. ⁵¹Então alguém foi dizer a Salomão: Eis que Adonias tem medo do rei Salomão, porque pega nas pontas do altar, dizendo: “Que o rei Salomão me jure hoje que não matará este seu servo à espada.” ⁵²Salomão respondeu: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá no chão. Mas se fizer alguma maldade, morrerá” (1 Rs 1.50-52). Depois desse meio irmão do rei Salomão ter passado por essa situação, o ex-general do exército de Israel, com muitos crimes e desobediências de grande gravidade, também usou esse artifício. “Quando esta notícia chegou a Joabe porque Joabe tinha se desviado para seguir Adonias, embora não tivesse se desviado para seguir Absalão, ele fugiu para o tabernáculo do Senhor e pegou nas pontas do altar.” (1 Rs 2.28). Esse altar, compõe o conjunto de peças que atribuem significados à determinados aspectos da obra da redenção realizada por Jesus Cristo lá na cruz ao morrer em substituição ao pecador que se arrepende. A morte de Cristo na cruz é suficiente para substituir o pecador arrependido que corre para Deus pedindo misericórdia e perdão. Aquele ato de desespero de correr e se apegar ao altar, é simbolicamente substituído pela ação de se aproximar de Deus com humildade, contrição e legítimo arrependimento por seus pecados e receber os benefícios oferecidos pela morte substitutiva de Cristo na cruz. Isso é o significado da expressão, “sacrifício ou morte vicária de Cristo.” O profeta Isaías disse profeticamente e o Apóstolo Pedro aplicou a profecia na Nova Aliança: “⁴Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. ⁵Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. ⁶Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). Pedro colocou nos seguintes termos: “carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados” (1 Pe 2.24). Precisamos do altar de bronze e seu significado atuando em nossas vidas.

Senhor, agradeço pela morte de Jesus Cristo lá na cruz do Calvário em substituição à minha vida, que estava perdida, pelos meus pecados e ali as minhas culpas foram removidas, me dando a possibilidade de ter comunhão e ser aceito diante de Deus. Agradeço, louvo e bendigo ao Senhor meu Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason