A Santidade do Altar

Meditação do dia: 17/11/2023

“Durante sete dias você fará expiação pelo altar e o consagrará; e o altar será santíssimo; tudo o que o tocar será santo.” (Ex 29.37)

A Santidade do Altar – Entre as instruções de consagração de tudo o que dizia respeito ao Tabernáculo e seus utensílios, esse detalhe sobre o altar me parece muito interessante. Durante uma semana, sete dias, Moisés ofereceria sacrifícios sobre aquele altar apenas para consagrá-lo ao serviço de Deus. Fazer expiação é cobrir, no sentido de pagar uma conta, uma dívida, um débito; os pecados das pessoas eram perdoados com base no sacrifício que fazia expiação por eles, ou seja, alguém morria a morte do pecado sentenciado por suas culpas, mas essa dívida era cobrada da vítima que era oferecida sobre o altar, expiando assim a culpa e a condenação do pecador. Não é faz de contas que não houve culpa; é substituição de uma vida por outra vida. Foi o trabalho de Jesus lá na cruz, em expiação pelos nossos pecados, sua morte cobriu a nossa morte, removeu as nossas culpas de diante de Deus. Ele morreu e nós vivemos! Ele foi condenado, para que nós fôssemos livres! Aquele altar após a devida consagração ficaria sendo muito importante no culto dos israelitas, ele seria santíssimo, ao ponto de qualquer coisa que encostasse, ou tocasse nele ficaria santo também. Isso é algo muito profundo e só mesmo com uma revelação do Espírito Santo uma pessoa pode chegar a esse tipo de conhecimento e torna-lo aplicável na vida. Nos tempos de Jesus aqui na terra, as pessoas, incluindo as lideranças religiosas israelitas, haviam desvirtuado as verdades práticas do culto a Deus e se perdiam no modo de interpretar as realidades espirituais em detrimento das coisas materiais; Jesus reprovou tal comportamento: “¹⁸ E vocês dizem: “Se alguém jurar pelo altar, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou.” ¹⁹Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? ²⁰Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. ²¹Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; ²²e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que está sentado no trono” (Mt 23.18-22). Entender o valor espiritual das realidades como prescritas por Deus faz muita diferença na vida e no culto da pessoa. Entender o valor do altar na vida e assim poder aplicar esse princípio na vida pessoal e devocional leva a um nível de crescimento que vale a pena. Todas aquelas peças e suas funcionalidades serviam para apontar para o futuro onde a vida e o ministério do Messias, Jesus, se revelaria de forma definitiva e faria o verdadeiro sacrifício e a verdadeira santificação para que o homem verdadeiramente pudesse se aproximar de Deus. O profeta Ageu, no tempo pós-exílio na Babilônia, na época da reconstrução do templo e da nação, trouxe uma mensagem, no sentido de uma entrevista aos sacerdotes e conhecedores da Lei de Deus, sobre a validade dos rituais e cerimoniais de purificação e santidade, que na verdade apontavam para a vida dos adoradores e não necessariamente para o objeto ou ritual em si mesmo. “¹¹Assim diz o Senhor dos Exércitos: Peça aos sacerdotes que decidam a seguinte questão relacionada com a lei: ¹²Se alguém leva carne santificada na borda de sua roupa, e ela vier a tocar no pão, ou no cozido, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, isso ficará santificado? E os sacerdotes responderam: Não. ¹³Então Ageu perguntou: Se alguém que se tornou impuro pelo contato com um cadáver tocar em qualquer dessas coisas, ficará ela impura? E os sacerdotes responderam: Sim, ficará impura. ¹⁴Então Ageu continuou: Assim é este povo, e assim é esta nação diante de mim, diz o Senhor. Assim é toda a obra das suas mãos, e o que ali oferecem: tudo é impuro” (Ag 2.11-14). Não é a oferta, o trabalho, o serviço, o ministério, o dízimo, o esforço da pessoa que o habilita e o torna agradável diante de Deus, mas a vida de obediência e fé. A prática da Palavra de Deus é que é transformadora. Sem isso, tudo se torna em religiosidade vazia e um peso na vida da pessoa.

Senhor, agradecemos pela tua graça salvadora, que em Cristo Jesus se tornou favorável a todos nós pecadores. Há redenção suficiente para todos em Jesus e na sua morte na cruz. Há perdão e provisão suficiente para ninguém ser condenado ou viver debaixo de condenação, sob o peso do pecado. Agradecemos pelo investimento feito em nossas vidas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Herança e Consagração

Meditação do dia: 16/11/2023

“²⁹As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas. ³⁰Sete dias as vestirá o filho que for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda do encontro para ministrar no santuário.” (Ex 29.29,30)

A Herança e a Consagração – São abordados dois temas muito importantes na vida dos sacerdotes do Senhor. Um se trata de herdar as vestes de Sumo Sacerdote quando este viesse a falecer, então um de seus filhos herdaria a função e consequentemente as vestes sacerdotais do pai. O outro tema é a consagração ao ministério, ou ofício que eles deveriam desempenhar. Um sacerdote herdaria as vestes mas não a autoridade e a unção de Sumo Sacerdote. Isso seria conseguido por um processo de consagração, tal qual da primeira vez e seria repetido todas as vezes que houvesse a substituição. Como podemos aplicar isso em nossos dias, para nossas vidas e ministérios na Nova Aliança? Como já vimos, as vestes representam o estilo de vida, o comportamento em justiça e retidão; também serviam para beleza e glória da representatividade diante de Deus. Podemos pensar na vida de bom testemunho, santidade e justiça de todos nós cristãos, não só diante de Deus, mas também diante da sociedade em que vivemos. Somos uma amostra daquilo que revela a grandeza e a bondade de Deus. Isso é construído dia a dia na convivência como sendo sal e luz diante de um mundo hostil e com aversão à fé e ao próprio Deus. É uma verdade bem conhecida, que as pessoas querem muito as bênçãos e os favores de Deus, mas não querem um compromisso ou um relacionamento com ele. É aí que entramos, como testemunhas. “Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus” (2 Co 5.20). Na Nova Aliança, os ministérios são dons, ou seja, presentes da graça de Deus para os seus filhos. Não herdamos ministérios e nem funções, somos chamados para servir e recebemos as capacitações através do discipulado e a ordenação acontece através da autoridade eclesiástica que uma comunidade organizada pode ordenar as pessoas vocacionadas e preparadas para ocupar tais funções, mas os dons e a vocação pertencem a Deus.

Senhor, somos gratos por sua bondade e misericórdia em nos chamar para servir a ti e  servir a nossa comunidade de fé. Somos gratos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sangue e Óleo

Meditação do dia: 15/11/2023

“Então pegue um pouco do sangue sobre o altar e um pouco do óleo da unção e faça aspersão sobre Arão e suas vestes e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele, para que ele seja santificado, e as suas vestes, e também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.” (Ex 29.21)

Sangue e Óleo – Prestemos atenção à cena descrita nesse versículo base da meditação de hoje: misturar um pouco de sangue de um carneiro oferecido como sacrifício e um pouco de óleo de unção. Que era um preparado à base de azeite de oliva, perfumes, ervas aromáticas em uma composição bem precisa e artesanal, especialmente confeccionado para ser utilizado nas cerimônias de ungir para consagrar. Esse mistura de sangue e óleo, seria aspergido, respingado nas vestes sacerdotais de Arão, o sumo sacerdote e de seus filhos, que seriam os sacerdotes. Isso fazia parte do processo cerimonial de consagração, ou seja, eles seriam separados em santidade para oficiarem no ministério em favor do povo diante de Deus. O sangue do animal sacrificado simbolizava no ritual, o futuro sacrifício de Jesus lá na cruz. A obra da redenção se fundamenta sobre o sacrifício vicário de Cristo que se entregou em nosso lugar. A sentença de morte que recaia sobre os pecadores foi comutada em Cristo. Assim, a justiça dele foi comutada ao pecador. Sendo assim, a justiça de Deus foi satisfeita porque o preço do pecado foi pago em condições satisfatória e a graça salvadora dele pode ser comunicada aos que depositam sua fé naquilo que suas palavras proferem como sendo o caminho para a salvação. O serviço sacerdotal é servir a Deus em favor dos homens, levando sobre si e as responsabilidades de ser um representante de Deus, podendo oficiar as graças de Deus disponível através da morte do filho de Deus em favor dos pecadores, para que esses venham a se tornar verdadeiros e legítimos filhos de Deus. A unção com óleo faz lembrar a obra de aplicação da redenção que é feita pelo Espírito Santo, levando os pecadores ao arrependimento e à conversão a Deus. Sem a obra do Espírito Santo, o homem não chega a Deus, porque ele precisa de convicção verdadeira e uma conversão dos pecados para a justiça e só o Espírito Santo faz isso. Simbolicamente, Arão e seus filhos, carregavam sobre si mesmos uma demonstração visível da graça redentora de Deus, através do sacrifício de Cristo, naquele tempo, simbolizado e profético através de um animal sacrificado. Quem está perdido no pecado é o homem; quem salva e liberta do poder do pecado é Deus através da obra de Cristo; isso precisa ser exposto e colocado à disposição dos pecadores, isso é feito através do serviço da igreja, como sacerdotes de Deus. Nosso papel é muito importante, proclamando a boa nova oferecida por Deus em Cristo Jesus.

Senhor, eis-nos aqui, disponíveis ao teu serviço, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aplicação do Sangue

Meditação do dia: 14/11/2023

“Mate o carneiro, pegue um pouco do sangue e coloque-o na ponta da orelha direita de Arão e na ponta da orelha direita de seus filhos, bem como sobre o polegar da mão direita deles e sobre o polegar do pé direito deles; o restante do sangue você jogará sobre o altar, ao redor.” (Ex 29.20)

Aplicação do Sangue – Esse capítulo vinte e nove de Êxodo trata do ritual de consagração de Arão e seus filhos para oficiarem como sacerdotes diante de Deus em favor do povo. É explicado em detalhes os diversos passos do processo de consagração, para então estarem aptos a ministrarem. Não vamos entrar nesses detalhes, porque eles são autoexplicativos e não é difícil encontrar ensinos, escritos e ministrações sobre tudo isso. Vou separar alguns poucos trechos e buscar algumas verdades que podem enriquecer a vida de todos nós. Enquanto estudo, leio e medito, eu também aprendo e me edifico, por isso compartilho. Nesse detalhe do texto separado para esse texto, há umas informações muito preciosas na consagração de Arão e seus filhos, que podem ser aplicadas espiritualmente em nossas vidas, no processo de nos separarmos para servirmos a Deus na causa do Evangelho. Ainda que muitos não venham a se tornar um ministro oficialmente, mas todos os cristãos são chamados a servir, como voluntários em suas igrejas locais e alguns alcançam muitas vidas e causam grandes impactos positivos por suas áreas de serviço a Deus. Assim, você deve continuar a fazer aquilo que te vem a mão e com a oportunidade que essas portas se abrem, devem ser aproveitadas e levar a mensagem que salva, liberta, transforma, alimenta, corrige e edifica o povo de Deus. Todos os ministérios são úteis e devem ser valorizados. O detalhe interessante era que Moisés devia pegar do sangue do carneiro oferecido e digamos, marcar com um toque de dedo na orelha direito, polegar direito da mão e polegar direito do pé de Arão e de seus filhos. Estamos consagrando o ouvido, a audição para ser separada para ouvir a Deus e ouvir as necessidades do povo de Deus. O polegar da mão, que simboliza a ação da pessoa, o que ela faz, o trabalho; essas mãos estão separadas para Deus e para o seu serviço. O dedo polegar do pé também diz respeito ao caminhar, o andar, isto deve ser agora exclusivo para Deus e seu serviço. Estamos pensando em como nossos ouvidos devem ser consagrados e como nossas mãos e nossos pés devem estar disponíveis para servir o povo de Deus e fazermos as coisas que agradam a Deus. Tanto eu, quando vocês, devem estender a meditação e a aplicação dessas verdades na vida toda. O que temos escutado, a serviço de quem estão nossos ouvidos? O que temos feito com nossas mãos e o que elas representam? Por onde tem andado os nossos pés? Quais tem sido os nossos caminhos? Sete vezes em Apocalípse Jesus repetiu: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”  Pau escrevendo à Timóteo pediu que ele incentivasse a igreja a uma vida de oração e intercessão: “Quero, pois, que os homens orem em todos os lugares, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade” (1 Tm 2.8). O profeta Isaías disse: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: “O seu Deus reina!” (Is 52.7). ouvidos, mãos e pés cobertos pelo Sangue do Cordeiro!

Senhor, nos aproximamos de ti que és santo, justo e bom, esperando em tua graça e bondade que nos acolha, nos limpe e nos purifique baseado no sacrifício de Jesus lá na cruz. Nossos pecados são perdoados e assim podemos nos aproximar para servir ao Senhor e servir ao teu povo. Consagramo-nos a ti e ao teu serviço. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Calções de Linho

Meditação do dia: 13/11/2023

“⁴²Faça também calções de linho para eles, para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas. ⁴³Esses calções estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda do encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no santuário, para que não incorram em iniquidade e morram. Isto será estatuto perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele.” (Ex 28.42,43)

Calções de Linho – É um assunto delicado, se trata de processos de intimidade pessoal, mas extremamente necessário de ser abordado e tratado na igreja atual, com muita responsabilidade e temor de Deus. Como é familiar, na simbologia bíblica, vestes de linho significam conduta ilibada, santidade de vida e de proceder, viver em justiça e retidão. “A ela foi permitido vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19.8). os calções de linho que deveriam compor o conjunto de vestes sacerdotais, são o equivalente que conhecemos hoje como “cuecas” ou “ceroulas” para os mais antigos. Se trata de “vestes íntimas.”  Por se tratar de um tema assim, acaba sendo relegado ao esquecimento ou não seja abordado nos melhores discursos e pregações nos púlpitos e muito pouco nos fóruns mais reservados nas denominações, mesmo nos trabalhos internos entre as muitas atividades eclesiásticas. Deus se preocupou em utilizar espaço útil de sua Palavra e incluiu em suas instruções normativas das cerimonias rituais de culto, Por quê? Porque é importante! Os calções de linho falavam da intimidade das vidas pessoais dos sacerdotes. Os calões de linho se refere ao modo de proceder dos pastores, ministros, obreiros e líderes eclesiásticos e não apenas cristãos, mas todos que lidam com o sagrado, que representam a Deus e se expõem diante da sociedade, a suas condutas morais, vidas íntimas e pessoais importam e significam muito e pesam na balança dos afazeres. Temos vividos dias de muitas lutas e provas entre o povo de Deus por tantas ações de imoralidade sexual, cometida por líderes entre o povo de Deus nas mais diversas denominações em todo o globo. Isso não é só no Brasil ou entre latinos e ou quaisquer grupos étnicos. Os americanos sofreram e ainda sofrem com constantes escândalos entre os mega-evangelistas e celebridades do mundo religioso. A igreja católica está recebendo os seus boletos de anos, décadas de imoralidade no clero, nas mais diversas áreas de atuação. Pessoas a quem foram confiadas entidades beneficentes e filantrópicas para cuidarem de pessoas vulneráveis socialmente, se viram na verdade vítimas de quem deveria amar, cuidar e proteger. Nossos púlpitos tem sido sacudidos não tanto pelo poder de Deus, mas pelo sacrilégio de líderes de se afundam em imoralidade tão nefasta e se escondem atrás de seus títulos e autoridades corporativistas dentro de suas instituições. Quantas novas congregações e denominações tem surgido,  não pela ação de crescimento evangelístico, mas por obreiros imorais, que fugindo das disciplinas institucionais, saem e fundam movimentos, abrindo portas e congregando pessoas que concordam com suas práticas e as apoiam em iniciativas de não se arrependerem e mudarem de vida. Os calções de linho deveriam servir de modelo para quem está diante do rebanho, como Deus disse a Moisés e para que ele desse instruções aos sacerdotes para se cuidarem quando estivessem ministrando no altar de Deus. “⁴²Faça também calções de linho para eles, para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas. ⁴³Esses calções estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda do encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no santuário, para que não incorram em iniquidade e morram. Isto será estatuto perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele” (Ex 28.42,43). Atente para as partes que fiz questão de sublinhar – era para evitarem a morte. Quantos estão por aí cadáveres espirituais ambulantes ministrando sem vida, sem aprovação de Deus, mas se apoiam em argumentos racionais e humanistas e em apoios de outros que se não praticam, permitem e apoiam tais práticas. O sacerdócio cristão de cada filho de Deus, vem da linhagem sacerdotal bíblica e é estatuto perpétuo, isto é o que Deus disse, tá dito de uma vez por todas e para sempre. O fato da igreja tolerar, concordar e apoiar eclesiasticamente tais atitudes não é sinal de que Deus também tolera e apoia. Ser condescendente com o pecado não é ser acolhedor, inclusivo, misericordioso. O ministério é sagrado, era no passado, é no presente e o será para sempre. É Estatuto perpétuo!

Senhor, com temor e tremor, meditamos nas verdades da tua Palavra, que acreditamos serem as verdadeiras Palavras de Deus, viva, eterna, penetrante, espada de dois gumes. Aceitamos e nos abrigamos sob a intercessão de Jesus na oração sacerdotal que pediu ao Pai que nos santificasse na verdade, a tua Palavra é a verdade. Obrigado por nos permitir fazer parte dessa vocação ministerial, com fé, responsabilidade e temor de Deus. É nossa oração em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aparencia Importa?

Meditação do dia: 12/11/2023

“⁴⁰Para os filhos de Arão você fará túnicas, cintos e turbantes, para que lhes deem glória e beleza. ⁴¹Com essas roupas vista o seu irmão Arão, bem como os filhos dele; unja, consagre e santifique-os, para que me sirvam como sacerdotes.” (Ex 28.40,41)

Aparência Importa? – Jocosamente alguém disse que opinião é como nariz, cada um tem o seu! Até mesmo as constituições de nações democráticas prescrevem a liberdade e o direito à opinião e pensamento. Sendo assim, as pessoas se dão ao luxo de discutir até mesmo o que Deus legislou e ordenou. As vestes são motivos de discussões e como ela faz parte da efemeridade da moda, ele é tremendamente inconstante, ou tem ciclos constantes. Mas aqui estamos lidando com vestes sagradas, cerimoniais para serem utilizadas por pessoas especiais, específicas com finalidades peculiares e especialmente porque estariam representando Deus diante das pessoas. Logo de entrada percebemos que elas deveriam ser confeccionadas artesanalmente, personalizadas e meticulosamente reguladas no padrão prescrito por Deus. Vejam bem, sou o ocidental, vivendo a milhares de anos distante da vigência da lei dada por Moisés ao povo, e estamos vivendo sob a graça de Cristo na Nova Aliança, onde os conceitos simbólicos foram cumpridos na pessoa e obra de Jesus lá na cruz. Agora, os cristãos são todos sacerdotes e ministros diante de Deus e devem servir à igreja e a Deus. Nisso, todos concordamos. Não há uma regulação bíblica no Novo Testamento e nos ensinos apostólicos sobre esse assunto. Historicamente, os templos e os rituais vieram de mansinho adentrando as portas da igreja e a formalidade foi assumindo proporções mais visíveis, praticamente uns trezentos anos depois do início lá em Jerusalém, com a ressurreição e ascensão de Cristo aos céus. Lá no Velho Testamento, todos esses rituais e simbologias representadas nas vestes, nos materiais, texturas, formas e movimentos, apontavam para a futura realização do sacrifício de Cristo que consumaria a obra da redenção. Mas Deus enfatiza que essas vestes deveriam conferir aos sacerdotes e ao Sumo Sacerdote, glória e beleza. É muito natural e faz todo sentido, que uma representação de algo ou alguém grandioso e poderoso, ostente e apresente uma aparência que dê credibilidade e  faça uma boa imagem do representado. Assim, falar de um Deus, Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas, Senhor e dono de tudo e de todos, que se revela e manifesta invisivelmente ao seu povo, embora perceptível, mas sem uma forma e aparência física, é de se esperar que seus ministros, apresentem uma beleza, uma graça e uma glória que demonstre a quem eles servem. Então, para a igreja de Cristo, se não é simbólico e não há regulação, toda a descrição deve ser preservada em termos de estilo de vida, santidade, modéstia, simplicidade e atitudes que permitam que as pessoas percebam que esses ministros de fato servem a um Cristo poderoso e transformador, acolhedor e receptivo a todos que se aproximam dele. Resumindo, o testemunho de vida, deve ser notório e revelador de que Deus está presente nessas vidas e no que se prega e o poder de Deus opera em benefício do pecador.

Senhor, graças te rendemos, porque ao Senhor, pertence toda a honra, a glória e o poder, pois fizeste uma obra perfeita, completa e única, suficiente para transformar as nossas vidas. Recebemos a validade da obra da cruz em nossas vidas e vivemos firmados nela. Queremos e devemos ser modelos e referencias para que as pessoas creiam em ti e sejam libertas, salvas e abençoadas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lâmina de Ouro

Meditação do dia: 11/11/2023

“³⁶Faça também uma lâmina de ouro puro e grave nela à maneira de gravuras de sinetes as seguintes palavras: “Santidade ao Senhor”. ⁷Amarre essa lâmina com um cordão de pano azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará. ³⁸E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniquidade concernente às coisas santas que os filhos de Israel consagrarem em todas as ofertas de suas coisas santas. Essa lâmina sempre estará sobre a testa de Arão, para que eles sejam aceitos diante do Senhor.” (Ex 28.36-38)

Lâmina de Ouro – Estamos diante de outra preciosidade da simbologia utilizada nas vestes sacerdotais. A veste do Sumo Sacerdote do culto a Deus no povo de Israel, era diferente das vestes dos demais sacerdotes. Tudo ali, apontava simbolicamente para aspectos da obra da redenção, que um projeto eterno de Deus, elaborado antes mesmo da criação e colocado em exercício assim que o pecado entrou no mundo através dos nossos primeiros pais. Como somos imediatistas, supérfluos e materialistas, nos apegamos muito àquilo que é visível, palpável e produz satisfação imediata. As verdades de cunho eterno, quase sempre são relegados a um plano posterior, como se o que é eterno pode esperar para a eternidade. O ofício sacerdotal é uma vocação ministerial que demanda consagração total da vida, que a serviço do povo, representa-o diante de Deus e carrega em si as responsabilidades espirituais que a graça de Deus manifesta ao povo e à humanidade. O Sumo Sacerdote utilizava uma Mitra, uma espécie de turbante, e nela era colocada uma lâmina de ouro puro, que ficaria sobre o alto da testa, com os dizeres “Santidade ao Senhor.” Não era apenas um adereço, embora ornamentasse lindamente a composição de peças; mas ela expressava um aspecto importante, porque aquilo trazia à lembrança ao sacerdócio e ao povo que a via, que tudo o que eles ofereciam a Deus, era recebido por ele devido à sua graça e que suas ofertas e sacrifícios pelos pecados valiam diante de Deus, porque simbolicamente aquelas vítimas davam suas vidas em favor ou em troca daquelas vidas que ofereceram tais sacrifícios. O Sumo sacerdote levaria em sua testa esse testemunho para o povo da bondade de Deus de aceitar a substituição da pessoa por uma vítima oferecida em sacrifício. Para Deus, aquilo recaia sobre a vida de Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.19). Encontramos os fragmentos proféticos explicativos dessas verdades eternas, em muitas passagens das Escrituras, como em: “⁴Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. ⁵Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. ⁶Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). O apóstolo Paulo citou a obra redentora de Cristo, nessas mesmas condições. “¹⁴Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. ¹⁵E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. ¹⁹ A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. ²⁰Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. ²¹Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.14,15,19-21). O ofício sacerdotal é um serviço a Deus em favor do povo e de sua reconciliação com o Deus Criador. A santidade é possível porque o Deus a quem servimos providenciou a provisão necessária para o perdão e a restauração da comunhão. Sem essa compreensão o valor da obra de Cristo na cruz, a fé se torna um mero aparato religioso vazio de significação e valor; como seria um pedaço de pano bonito na cabeça de alguém com uma placa de ouro escrito algo como “santidade ao Senhor.” Lembramos a poucos dias que o “Hábito, não faz o monge!” a roupa não torna ninguém um sacerdote, um pastor ou ministro. Deus é que faz a obra e os seus ministros são “seus ministros” com autoridade delegada, representativa. Nada podemos fazer por nós mesmos. Portanto se “auto promover” a cargos e títulos e se nomear ministros, não legitima ninguém a menos que Deus o faça. Ministério é coisa séria. “⁴E ninguém toma esta honra para si mesmo, a não ser quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão. ⁵Assim, também Cristo não glorificou a si mesmo para se tornar sumo sacerdote, mas quem o glorificou foi aquele que lhe disse: Você é meu Filho, hoje eu gerei você” (Hb 5.4,5).

Senhor, agradecemos pela obra redentora que o Senhor planejou desde antes da criação do mundo e na qual Cristo ofereceu-se a si mesmo como Sacerdote e vítima, em favor da nossa redenção. Agradecemos pela vocação ministerial que é vocação divina, para servir ao Senhor em função da salvação das pessoas pela graça através da fé em Cristo. Sou grato pela minha vida ter sido escolhida por ti e estar até hoje disponível ao Senhor e ao teu serviço. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Romãs & Sinos

Meditação do dia: 10/11/2023

“³³Em toda a borda da sobrepeliz coloque romãs de pano azul, púrpura e carmesim; e sininhos de ouro no meio delas. ³⁴Haverá em toda a borda da sobrepeliz um sininho de ouro e uma romã, outro sininho de ouro e outra romã. ³⁵Esta sobrepeliz estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o som dos sininhos quando ele entrar no santuário diante do Senhor e quando sair; e isso para que não morra.” (Ex 28.33-35)

Romãs & Sinos – Desde que ouvi pela primeira vez uma explicação sobre o sentido dessas peças do santuário, vestes, e todo esse universo do tabernáculo e sacerdócio, fiquei muito interessado e assim esses detalhes passaram a exercer um certo fascínio sobre mim. Como um pastor de igreja local, temos que ministrar muitas vezes na semana à diferentes públicos e serviços. Precisamos preparar materiais e estudar a Bíblia e materiais de apoio, além de cultivar uma vida devocional e produzir materiais tanto para uso na igreja e ministérios, quanto para ministrar em outras oportunidades, cooperando com a obra de Deus onde nos for possível apresentar alguma contribuição. Todo ministro e também os cristãos em geral que são comprometidos com o serviço do Reino de Deus, oram e buscam serem cheios da graça e do poder do Espírito Santo para serem efetivos e a graça de Deus se manifestar e assim os frutos serem produzidos e de fato fazermos o ministério e glorificar a Deus. Aqui, nesses detalhes das vestes sagradas do Sumo Sacerdote, estão contempladas essas demandas da vida ministerial. Literalmente, aqueles Sumos Sacerdotes ministravam a Deus e ao povo e tinham que entrar no lugar sagrado e anualmente no santíssimo, ou santo dos santos, para aspergir o sangue da expiação anual. Ele devia estar devidamente reconciliado, tratado de suas questões espirituais e estar digno de realizar tais ofícios, conforme bem descreve o escritor aos Hebreus: “¹Cada sumo sacerdote, sendo escolhido dentre os homens, é constituído nas coisas relacionadas com Deus, a favor dos homens, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. ²Ele é capaz de se compadecer dos ignorantes e dos que se desviam do caminho, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas. ³Por esta razão, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si mesmo” (Hb 5.1-3). O verso trinta e cinco do texto base, cita a possibilidade dele vir a morrer diante da presença de Deus em caso de irregularidade cerimonial e de sua vida pessoa descuidada; assim, os demais sacerdotes acompanhavam seus serviços, atentos ao barulho produzido pelos sininhos de outros na aba de sua vestes, caso eles silenciassem, poderia ser um sinal de alguma tragédia e as providencias emergenciais deveriam ser adotadas. O que me chamou muito a atenção, foi o fato da confecção da veste ser obrigatória a presença dessas romãs de tecido, uma espécie de “pompons” intercalados com os sininhos de ouro. Se houvesse apenas as romãs, a veste ficaria silenciosa e não serviria para alertar uma possível situação de perigo com a vida do ministrante. Se fosse apenas os sininhos, ficariam por demais barulhentos e artificiais, metálicos, o que poderia incomodar e inquietar. Assim essa intercalação era uma proporção de equilíbrio simbolizando as romãs, aos frutos da vida ou até mesmo os frutos do Espírito Santo produzidos na vida dos cristãos, conforme aponta o apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas; ao mesmo tempo que contempla também o barulho, ou ruídos que se produz pessoalmente, ainda que movidos pelo Espírito Santo; é um fato que no serviço a Deus, estamos sempre numa parceria humana com o divino. Só Deus pode produzir vida, transformação, santificação e convicção tanto nos corações ainda não convertidos e impactados pela pregação do Evangelho, quando na vida dos filhos e servos já alcançados pela graça salvadora de Cristo; mas há sempre uma parte humana na tarefa e uma confirmação divina nesse ministério humano. De certa forma, essas romãs e esses sininhos falam dessa parceria na execução a obra de Deus. Nem barulho demais e só frutos, mas o equilíbrio. Alguém até sugeriu a concepção pentecostal ou carismática de igrejas com as congregações tradicionais e mais históricas/ conservadoras. Assim, nem demais para um lado e nem demais para o outro. Equilíbrio.

Senhor, agradecemos a graça misericordiosa através da qual somos abençoados no convívio com a ação do Espírito Santo nos guiando e ensinando a viver na dependência plena dele. Obrigado pela ação de abafar os nossos muitos ruídos e gerar frutos de forma tão graciosa e assim a tua obra segue firme em todo o tempo e lugar. Em nome de Jesus, agrademos, amém.

Pr Jason

Urim e Tumim

Meditação do dia: 09/11/2023

“Ponha também no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; assim, Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente. (Ex 28.30)

Urim e Tumim – Estamos diante um grande mistério ou segredo do qual muito pouco se sabe e não há nenhuma deliberação ou regulamentação do seu uso entre os filhos de Israel. Mas pela posição ocupada entre os itens das vestes cerimoniais do Sumo Sacerdote, e que fora ordenado por Deus, visto por Moisés durante sua estadia na presença de Deus lá no cume do Monte Sinai, sabemos que tinha elevada importância. Uma busca por informações e outros detalhes, não ajuda muito. Aqui vou adicionar umas poucas linhas de explicações mais equilibradas que podemos encontrar. “O Urim e Tumim era um instrumento que possibilitava que os sacerdotes conseguissem interpretar a vontade de Deus a respeito de um determinado assunto. Basicamente era um lançar de sortes que apontava o conselho de Deus no juízo de uma causa. Mas a verdade é que a definição do Urim e Tumim é muito misteriosa, pois a Bíblia não descreve como isso funcionava; nem mesmo dá detalhes a respeito das ocasiões em que o Urim e Tumim era usado. Os significados dos nomes “Urim e Tumim” também são desconhecidos. Alguns sugerem que essas palavras venham de raízes que significam “luzes e perfeição.” (https://estiloadoracao.com/o-que-e-urim-e-tumim/) Tudo indica que eram duas pedras, uma branca e uma preta, e serviam para designar em sorteio “SIM e NÃO” – ou “CERTO e ERRADO” – “CULPADO e INOCENTE.” Também é corrente entre entendidos, que isso é muito anterior ao sacerdócio levítico. Possivelmente, por ser uma prática tão comum entre aqueles povos, em suas culturas, que nenhuma explicação era necessário ser dada. Um paralelo nosso é “Cara ou Coroa” com uma moeda, ou “Par ou Ímpar,” por ser tão comum e popular, não precisa explicar o que é e para quê. Como as Escrituras extrapolaram a cultura e a comunidade hebraica e oriental, chegando até nós no presente, algumas dessas questões ficam um tanto incógnitas para nós. Mas de certa forma aparecem citações em outros trechos das Escrituras, Esse sistema foi utilizado no caso conhecido do pecado de Acã: “¹⁴Pela manhã, pois, vocês se apresentarão, segundo as suas tribos; e a tribo que o Senhor designar por sorteio se apresentará, segundo as famílias; e a família que o Senhor designar se apresentará por casas; e a casa que o Senhor designar se apresentará homem por homem. ¹⁵Aquele que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e tudo o que tiver, porque quebrou a aliança do Senhor e cometeu um ato infame em Israel. ²⁰Acã respondeu a Josué: – É verdade, eu pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim” (Js 7.14,15,20). O profeta Samuel utilizou para designar Saul como rei. “²⁰Samuel fez com que todas as tribos se aproximassem, e a tribo sorteada foi a de Benjamim. ²¹Então Samuel chamou a tribo de Benjamim pelas suas famílias, e foi indicada a família de Matri. E da família de Matri foi indicado Saul, filho de Quis. Mas, quando o procuraram, não puderam encontrá-lo” (1 Sm 10.20,21). No Novo Testamento encontramos o caso, onde os onze apóstolos escolheram o substituto de Judas para compor o grupo apostólico. Eles utilizaram um sorteio, mas provavelmente não foi Urim e Tumim, porque eles não eram aceitos pelos líderes e sacerdotes e o Sumo Sacerdote fora um dos que conspiraram contra a vida de Jesus. “²³Então propuseram dois: José, chamado Barsabás, também conhecido como Justo, e Matias. ²⁴E, orando, disseram: – Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual dos dois escolheste ²⁵para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou, indo para o seu próprio lugar. ²⁶Depois fizeram um sorteio, e a sorte caiu sobre Matias, que foi acrescentado ao grupo dos onze apóstolos” (At 1.23-26). Entre os cristãos brasileiros existe uma aversão a sorteios e sortilégios, mas eles têm suas próprias criações, como fechar a Bíblia, abrir aleatoriamente, apontar com o dedo um versículo e aceita-lo como a revelação da vontade de Deus. Tem denominação que até utiliza esse sistema para designar que ministra nos cultos e ofícios regularmente. A “Caixinha de Promessas” também foi muito popular entre os pentecostais alguns anos atrás. Ainda tem também aqueles que pedem “Sinais ou Confirmações” através de situações e circunstancias inusitadas, para tomarem decisões de questões que estão em dúvidas. Você prática ou acredita em alguma dessas práticas ou tem a sua própria? De qualquer modo, te desejo boa sorte!

Pai, obrigado por tua fidelidade e capacidade de comunicar a tua boa, agradável e perfeita vontade. Somos gratos pela direção do Espírito Santo que nos guia pela paz interior e fala aos nossos corações e mentes através da Palavra escrita e também pelos dons carismáticos. Te louvamos e agradecemos por nos orientar diariamente para os caminhos da verdade, justiça, retidão e humildade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Entrar no Santuário

Meditação do dia: 08/11/2023

“²⁸E ligarão o peitoral com as suas argolas às argolas da estola sacerdotal por cima com uma fita azul, para que esteja sobre o cinto da estola sacerdotal; e nunca o peitoral se separará da estola sacerdotal. ²⁹Assim, Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente. (Ex 28.28,29)

Quando Entrar no Santuário – já é ponto pacífico para os cristãos que estamos vivendo na era da graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e nessa Nova Aliança, aquilo que era simbologia, tipologia e etc, se cumpriram em Cristo e sua obra perfeita, então uma nova realidade se estabeleceu espiritualmente. O templo substituiu o tabernáculo e agora o novo templo de Deus são os seus filhos, os salvos em Cristo. “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos?” (1 Co 6.19). em bom português, o apóstolo Paulo está utilizando uma linguagem que se denomina “perguntas de retórica;” isto é, se responde algo fazendo uma pergunta, ou a pergunta é apenas uma constatação daquilo que já se sabe. Tudo o que ele disse ou perguntou era conhecido e sabido por todos. podemos até dissecar o texto e as respostas serão sempre “sim, sabemos.” Na época do rei Davi, ele compôs um salmo onde trata desse tema e lá ele pergunta as mesmas coisas praticamente. “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem poderá morar no teu santo monte?” (Sl 15.1). “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar?” (Sl 24.3) Aqueles adoradores do Senhor, entendiam que o santuário era o lugar apropriado para servir a Deus e prestar culto. Eles foram instruídos assim por Moisés e isso prevaleceu durante toda a vigência da Lei. Nos dias de Jesus aqui na terra, ele já iniciou seu ministério anunciando uma nova disposição da prática da adoração a Deus; ele sendo Deus, estava credenciado para tratar do assunto. Ele sabia o sentido do que a Lei apregoara e sabia o cumprimento dela em sua pessoa, como o Messias. Então quando ele revelou-se àquela mulher em Samaria, ao lado daquele poço, ele ensinou o que agora entendemos e praticamos sobre santuário e lugar de adoração. “²⁰Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. ²¹Jesus respondeu: Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. ²²Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. ²³Mas vem a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. ²⁴Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. ²⁵A mulher respondeu: Eu sei que virá o Messias, chamado Cristo. Quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. ²⁶Então Jesus disse: Eu sou o Messias, eu que estou falando com você” (Jo 4.20-26). Lá no Sinai estava sendo iniciado a figura, aqui, em Cristo está o cumprimento da figura e a realidade. Então quando aquele Sumo Sacerdote entrava no Tabernáculo, levando no peito, sobre o coração, aqueles pedras preciosas, gravadas nelas os nomes dos filhos de Israel para apresenta-los diante de Deus de forma simbólica, agora, cada um é um santuário onde Deus habita e assim não se entra mais no tabernáculo, se vive nele, não se entra na presença de Deus, se vive na presença dele, pois ele habita em nosso espírito, que é a sede do Espírito Santo. Nosso culto e nossa intercessão é permanente. Vocês não sabem disso? Foi o que Paulo perguntou. Nossa resposta deve ser: Sim, sabemos!

Eis aqui, oh! Senhor, diante de ti para nos apresentar em espírito e em verdade, com uma adoração profunda, santa e abençoadora pela graça alcançada em Cristo Jesus! Em nome dele oramos agradecidos, amém.

Pr Jason