Armas Para Derrotar Gigantes

Meditação do dia 21/10/2015

I Sm 17.40E tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco seixos do ribeiro, e pô-los no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão, e lançou mão da sua funda; e foi aproximando-se do filisteu.”

As armas para derrotar gigantes – A história de Davi e Golias é um clássico universal; todo mundo sabe e todos tiram lições. No mundo todo, o princípio da vitória do menor contra o maior e aceito e respeitado. Davi colocou seu nome na história e estabeleceu um novo paradigma, de que não só os grandes, os fortes e os favoritos vencem. Com uma boa estratégia e a bênção de Deus, qualquer gigante tomba. Literalmente, o que acontecia era um desafio para uma luta, uma briga e quem vencesse levava tudo, sem necessidade de uma guerra e muitas mortes e desperdícios. Golias fez o desafio, por que imaginava não encontrar alguém disposto a encarar um adversário tão superior. Saul, o rei de Israel, era o mais alto dos homens do exército de Israel; mas nem ele nem qualquer outro homem se habilitou, mesmo sendo oferecido uma régia recompensa em caso de vitória. Quando Davi se apresentou como voluntário e mostrou no seu currículo, vitórias contra ursos e leões, o rei aceitou-o como representante, mesmo sendo ele um adolescente, sem idade para se alistar no exército e sem preparo para combates. Uma irresponsabilidade real! O que o medo é capaz de fazer! Saul sabia que Davi seria massacrado, e para não sujar muito mais a sua consciência, ofereceu equipamentos e armas para o jovem, para que ficasse protegido; as armas e armadura oferecidas, eram de Saul, portanto, grandes demais e impróprias para Davi, que era garoto e de pequena estatura. Davi experimentou mas viu que não dava nem para andar, quanto mais, lutar e vencer um inimigo experiente, bem treinado e bem equipado. Aqui tem um princípio importante: Quem não tem coragem de lutar, empurra os outros e oferece suas armas e armaduras, mas cada guerreiro, precisa ter sua própria arma e sua própria armadura. Entrar em combate com armas estranhas, é derrota na certa. Se Deus permite que eu tenha que lutar, ele providenciará as armas e armaduras que me darão as garantias de que preciso. Davi, tirou as roupas, armaduras e armas de Saul e vestiu-se de si mesmo, ele era um pastor e iria enfrentar a Golias, como pastor, com roupa de pastor, com cheiro de pastor e armas de pastor! Ele não iria enfrentar um inimigo travestido de rei, de guerreiro! Davi queria ser Davi e ninguém mais e nem parecer com quem quer que fosse, ainda que fosse o rei. Não caia nessa de que o rei está te dando a honra de usar suas armas e armaduras, esse tipo de rei quer é a sua cabeça numa bandeja ou num poste. Creia que Deus te ajudará em todo tempo! Creia nas promessas do Senhor! Firme-se nas experiências já vividas, mesmo que suas vitórias tenham sido pequenas e insignificantes diante dos atuais desafios! Davi usou a sua fé e a sua funda;  e como dizia o pastor Rubens Lopes, isso é tudo o que precisamos: Tenha meu irmão a sua fé e a sua funda, senão, a sua fé afunda!

Pr Jason

Aparencias X Coração

Meditação do dia 20/10/2015

I Sm 16.7Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.”

Aparências X Coração – “Não se julga um livro pela capa;” “Nem tudo que brilha é ouro;” “Quando a esmola é demais o santo desconfia;” “Quem vê cara não vê coração.” Poderia citar aqui, outros tantos provérbios populares e adágios, que mostram a grande verdade de que “as aparências enganam.” Quantas pessoas não tem caído em golpes por acreditarem na aparência e na boa intenção de certos elementos que contam uma história sofrida e de necessidades pessoais que cortam o coração e logo em seguida se descobre que foi apenas mais uma vítima. Até Samuel, um homem consagrado, experiente em andar com Deus e profeta respeitadíssimo no país inteiro, foi traído em seu discernimento sobre a escolha de um rei. Imagino que Samuel, ao receber a missão de ir a Belém e ungir um dos filhos de Jessé como rei, se envolveu emocionalmente com a grandeza da missão e começou a imaginar no seu coração como seria o novo rei. Saul, o atual, era grande em estatura e muito bonito fisicamente e certamente quando se pensa em coroar alguém como rei a imaginação corre solta sobre a bela aparência que esse cargo pressupõe. Ao ver os filhos de Jessé enfileirados e ansiosos pela revelação, de qual deles fora escolhido por Deus e seria ungido ali mesmo, dentro de casa, à vista de toda a família, era algo de tirar o fôlego. Os três filhos mais velhos já estavam alistados no exército e como guerreiros experientes, sem dúvida alguma, o trono seria de um deles, era o que imaginavam e até Samuel; que ficou impressionado com a postura e a imponência de Eliabe, o mais velho dos filhos de Jessé; Ele deve ter imaginado: “um homem desses, com uma coroa na cabeça, um cetro na mão e um manto real às costas, será um rei para ninguém botar defeito.” Mas na mesma hora Deus lhe falou: “Negativo, pode parar! Tá viajando, Samuel? o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” Não era aquele e nem um dos outros que fora lhe apresentado; o que nem o pai e os irmãos acreditavam foi o escolhido de Deus e até hoje, tem o posto de o maior rei da nação de Israel. Até Jesus, o Rei dos reis, é contato para sempre, como descendente de Davi. (Único personagem na Bíblia com esse nome). Precisamos valorizar a sabedoria de Deus e consequentemente, os dons e as ferramentas espirituais que nos auxiliam a discernir coisas, situações e pessoas, além do nosso entendimento. Os princípios de Deus não falham! A uma frase muito sábia, que afirma, que é possível enganar muitas pessoas por muito tempo, mas é impossível enganar todas as pessoas por todo o tempo. Alguém vai ser sensível a orientação do Senhor e vai agir pela fé, para glória de Deus.

Pr Jason

Obedecer é Melhor do que Sacrificar

Meditação do dia 19/10/2015

I Sm 15.22Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.”

Obedecer é melhor que sacrificar – Vamos direto ao assusto; servir a Deus é um privilégio muito grande e maravilhoso, que Ele em sua infinita graça nos concede. Servir a Deus é relacionar-se com ele e como todo relacionamento, a convivência faz todo a diferença. As regras do relacionamento são ditadas por Deus e não por nós. Então estou afirmando, que não se serve a Deus nos nossos próprios termos. Não decidimos o que fazer e o que deixar de fazer; não escolhemos o que obedecer e o que desobedecer. A escolha de servir e adorar a Deus é livre mas uma vez tomada a decisão, a vontade de Deus deve ser plena e cabalmente obedecida. Saul, o rei, era um servo e um ministro de Deus para cumprir um ministério de rei da nação e como tal, devia plena obediencia as revelações divinas. Ele recebeu uma missão militar para executar, com ordens claras e definidas sobre o que deveria fazer – mas ao chegar no local, ele tomou iniciativas próprias de interpretar a ordem recebida da maneira que lhe fosse mais conveniente ou que ele julgava tão correta quanto lhe fora ordenado. Só que a opinião de Deus era outra, e as razões de Deus não foram levadas em conta. Saul foi reprovado e interpelado pelo profeta Samuel. O interessante é que o rei Saul continuou argumentando com o profeta, como se tivesse plena razão, e pudesse justificar cada um dos seus atos. Quando finalmente confrontado com a desobediência explícita, ele atribuía ao “povo” a parte que estava errado. “Não fui eu, foi o povo!” Ele justificava sua conduta, dizendo que a quantia e a qualidade de animais apreendidos e trazidos como despojo, e que poderiam ser todos oferecidos a Deus em sacrifício, então valera a pena desobedecer; afinal Deus será glorificado e adorado de qualquer forma. Errado! Deus não é glorificado e nem recebe adoração fruto de desobediência e atitude egoísta e vaidosa! A santidade de Deus não se mistura com atitudes erradas de quem quer que seja. Foi nesse contexto que Samuel apresentou esse ensinamento que se tornou clássico entre os adoradores verdadeiros de Deus. “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.” Amados, o que Deus disse, é palavra de Deus, podemos crer e confiar nele, pelo caráter, pelas suas promessas e por tudo o que temos experimentado dele. Se não pode confiar, se não pode seguir uma instrução, porque duvida de suas intenções, então não é servo, não é adorador, não é filho! Sem fé, é impossível agradar a Deus. (Hb 11.6). Obediencia, é um ato de fé!

Pr Jason

Mel Faz Bem

Meditação do dia 18/10/2015

I Sm 14.27Porém Jônatas não tinha ouvido quando seu pai conjurara o povo, e estendeu a ponta da vara que tinha na mão, e a molhou no favo de mel; e, tornando a mão à boca, aclararam-se os seus olhos.”

Mel faz bem – As situações difíceis podem produzir lições de muita valia. Por mesmo, não desprezamos as provações e as dificuldades que a vida proporciona, porque nelas, podemos crescer e prosperar. As conquistas alcançadas em meio ou ao final de lutas árduas, se tornam inesquecíveis nos servem de referencia para não incorrermos nos mesmos erros ou nas situações que nos levaram a passar por aquilo. Jônatas, o príncipe de Israel, filho do Rei Saul, era um jovem muito valente e generoso nas suas relações de amizade; era um homem de grande caráter, digno de ser respeitado com a nobreza legítima do título que possuía. Seu povo estava em guerra, sitiado por um inimigo bem armado e experiente em combates e especialmente saques e destruição de patrimônio. Nesses dia em particular, ele foi ousado e usado tremendamente para iniciar uma vitória de Deus em favor do seu povo. Quando o inimigo se viu em desvantagem e desorientado, correndo as cegas, cada um para livrar sua própria pele, dando uma tremenda vantagem para o rei Saul e seu exército, surge um problema interno que quase coloca tudo a perder. Saul faz um voto esdrúxulo, obrigando os soldados a ir para combate em completo jejum, o que produziu desfalecimento físico e consequentemente incapacidade de lutar e perseguir o exército inimigo. Isso é o que acontece com a religiosidade falsa, moralista, legalista, travestida de espiritualidade. Substituindo as verdades da Palavra de Deus, por medidas e regras humanas para produzir os mesmos resultados que a manifestação do poder de Deus. Por que o Senhor estava agindo poderosamente em favor do seu povo, alguém teve a idéia brilhante de que a sua ira e sede de vingança de seus inimigas eram tão justas que merecia até jejum, para selar a vitória. Não se substitui justiça e verdade, por ira e caprichos pessoais. Não se troca a obediencia em detrimento de sacrifícios. Cada coisa tem o seu lugar e sua vez. Viver em pecado deliberado e mascarar a fé com jejum e caridade material, não funciona aos olhos daquele que tudo vê. Ter uma cara na igreja e outra em casa, ser bonzinho com os de fora, sendo perverso e ímpio com os da família; não funciona, fazer média com Deus! Mas essa insanidade de Saul, produziu uma pérola preciosa que só em anos mais modernos é que se validou a experiência de Jônatas. Ele provou um pouco de mel, e os seus olhos “se aclararam;” Ele mesmo testificou a mudança imediata que isso produzira nele e como seria diferente para todo o exército se estivessem alimentados; com certeza não estariam desfalecendo pelo caminho. O mel é uma fonte de energia muito eficiente e de rápida absorção pelo corpo humano, repõe energia útil. Então vai para vocês uma dica boa: Ao realizar tarefas desgastantes e com exigência máxima de atenção, como em provas escolares, vestibular, concursos, provas do Enem, etc Leve consigo um melzinho, até mesmo balas de mel, e reponha as energias ao aproximar a primeira hora e daí em diante, antes de bater o cansaço e a fadiga. Você vai se dar bem!

Pr Jason

A Pressão das Circunstancias

Meditação do dia 17/10/2015

I Sm 12.12Eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei; e constrangi-me, e ofereci holocausto.”

A Pressão das circunstancias – Quem nunca se viu pressionado por circunstancias adversas? Quem nunca se viu refém de situações fora do seu controle? Provavelmente todos! Todos nós, todos os que agem com responsabilidade. Mas o que se faz num momento desses é que determina a fibra de cada um. As provas de fogo são capazes de derreter e queimar, tanto quanto podem forjar um caráter forte e determinado. Os filósofos de plantão afirmam que “o mesmo sol que endurece o barro, amolece a cera!” A versão cristã no Novo Testamento é que nossos feitos para Deus baseado em motivação interior determina o material e a qualidade do nosso serviço, que pode ser de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Segundo o apóstolo São Paulo, tudo isso será submetido à prova de fogo por Deus e o resultado determina a recompensa pelo que fizemos. Sabemos que ouro, prata são purificados e até depurados, saindo do fogo melhor e mais valiosos do que entraram; enquanto que madeira, feno e palha, viram cinzas e desaparecem com o fogo. Qual é o material com qual estou construindo? Depois da provação, o que restará? Saul, não merecia ser rei e pela graça e generosidade de Deus ele chegou a ser rei e era intenção divina confirmar e perpetuar o trono, ele só precisa ser fiel e obediente, com a motivação correta. O contexto do capítulo confirma isso. Mas ele não suportou a pressão de se ver sendo abandonado por seguidores medrosos, mostrando que sua confiança não estava em Deus que o levantara, mas em homens e soldados e sua fonte de segurança estava lhe escapando. Saul não soube ficar e agir na esfera do que lhe era direito e responsabilidade. Samuel havia se comprometido estar com ele para oferecer os sacrifícios e buscar o favor de Deus; mas a falte de fé, o fez precipitar e imaginar que o profeta estava atrasado e se não tem profeta ou sacerdote, ele estava então autorizado a ministrar sacerdotalmente; e não estava. Saber qual é o seu lugar e sua esfera de ação é fundamental para se confirmar o chamado e a bênção de Deus sobre o ministério de qualquer pessoa. Pensar que, porque sou líder, pastor, ou qualquer que seja o título ou a autoridade, eu posso fazer qualquer coisa e Deus vai aceitar, pois sou a “autoridade no pedaço,” Isso tem levado tantas pessoas à ruina e destruição. Casamentos são destruídos assim, famílias são despedaçadas por isso, igrejas e ministérios são vaporizados do mapa, por “reverendos” irresponsáveis e ou membros rebeldes, metidos a donos e senhores daquilo que pertence na verdade à Deus e comprado pelo sacrifício de Jesus. Para Saul custou-lhe o reino. É por isso que se diz que de boas intenções o inferno está cheio. Não obedecer uma ordem de Deus, conhecida e sabida, alegando força das circunstancias, não cola! Ande pela fé, obedeça de bom coração e não ceda à pressão seja de que modalidade seja. Obedecer é melhor que sacrificar.

Pr Jason

Não Deixe de Orar

Meditação do dia 16/10/2015

I Sm 12.23E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito.”

Não deixe de orar – Como Batistas Nacionais, estamos no décimo dia de uma Campanha Nacional de Oração e Jejum, em prol de uma avivamento de Deus em nosso meio. Temos motivos de oração e temos um devocional diário, onde refletimos o que é e como alcançar um mover do Espírito de Deus na vida da igreja do Senhor Jesus, mas também nas pessoas individualmente. Entendemos que um igreja relevante é composta de membros, pessoas relevantes; uma igreja que faz diferença, é formada de pessoas diferentes. Gosto pensar na frase que diz que “o pregador da cruz precisa ser um crucificado!” Então um pregador ou incentivador de avivamento, precisa ser “fogo puro!” Oração é uma marca do povo de Deus, ao longo dos tempos. Nós oramos quando estamos em crises e necessidades, a assim seguimos o ensinamento bíblico: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” (Fp 4.6). Nós oramos a Deus quando estamos alegres e felizes, pois somos instruídos para isso: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (Its 5.16-18).  Nós oramos uns pelos outros e pelas autoridades constituídas, para que o bom desempenho delas, traga progresso e bênção para todos. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (I Tm 2.1-2). Nós os pastores e líderes oramos por nós e pelo rebanho que pertence a Deus e nos foi confiado para cuidar para ele. “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.28). Os irmãos e participantes das igrejas oram por nós, seus líderes, e isso nos abençoa e nos fortalece para nos mantermos firmes nos propósitos de Deus. “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente” (Hb 13.17,18). A recomendação que recebemos através da experiência do Profeta Samuel, é sempre bem-vinda e jamais deixaremos de orar. Recordando nosso saudoso e querido Pastor Eneias Tognini:  “Muita oração, muito poder, pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder!” Orar é falar com Deus, e isso independe das circunstancias, Ele é sempre digno de ser adorado, louvado, apreciado e ele gosta muito da presença e da companhia de seus filhos. Não ore só por necessidades, cultive um relacionamento com o Pai! Aba Pai!

Pr Jason

Cheio do Espírito e Irado

Meditação do dia 15/10/2015

I Sm 11.6Então o Espírito de Deus se apoderou de Saul, ouvindo estas palavras; e acendeu-se em grande maneira a sua ira.

Cheio do Espírito e irado – Permita-me antecipar, que o uso da palavra “irado” que faço aqui, não é uma aplicação da linguagem jovem urbana contemporânea, que significaria “muito bom – poderoso(a) – fascinante” onde eles diriam que “a coisa é irada.” Também não seria sinônimo de irritado, briguento, raivoso. Isso tornaria o texto uma contradição em relação àquilo que usualmente se recomendaria a uma pessoa ter como atitude louvável. Mas e gosto muito desse texto, e posso entender o quanto precisamos de atitudes como essa que Saul teve numa situação em que se requeria energia e capacidade de liderança. Constantemente, como pastor ou na condição de pregador da Palavra de Deus, recebo perguntas e consultas de pessoas que tem dúvidas sobre vocação e ou confirmação de chamado para algum ministério em termos de igreja ou missões. Ao longo da caminhada, vamos percebendo sinais que indicam como as coisas acontecem e que até parece que tomam forma de “padrão” de Deus. Por exemplo: Normalmente todas as pessoas chamadas ou vocacionadas por Deus para alguma tarefa, estavam trabalhando ou ocupadas com alguma coisa. Então, é quase um padrão, que Deus não chama ociosos e desocupados para o seu serviço. Quem não vê o que fazer, com certeza não fará o quando ver. Outra coisa muito usual é que o desafio para o qual Deus chama, sempre é maior do que a pessoa imagina ser capaz de cumprir. Isso indica que Deus ajudará, mas precisará se esforçar e se aprimorar e principalmente precisará andar pela fé. Outra coisa, Situações e aprendizados anteriores da vida, sempre serão úteis no ministério. Assim, ofícios, habilidades, conhecimentos e experiências obtidas, serão ferramentas de muita valia no campo de trabalho. Quem já está rodando no ministério, examine sua experiência e veja como faz sentido essas observações que fizemos aqui. Costume dizer àqueles que ainda não se definiram sobre chamada, vocação e até mesmo profissão, ou carreira e até tem dúvidas sobre que vestibular fazer etc; ou alguém que quer servir em alguma área social nos ministérios da igreja local – eu lhes pergunto: “O que lhe causa indignação? O que provoca sua ira? O que você mudaria se estiver em posição de autoridade?” A resposta a essas perguntas pode indicar a sua vocação interior, aquilo que no íntimo você irá se preparar para servir e corrigir. Foi isso que produziu a “ira” de Saul. Ele fora ungido para liderar a nação e livrá-la da vida servil a que era submetida constantemente. Então, certo dia, ele estava cuidado de suas coisas familiares e de trabalho quando chega em casa e está todo mundo chorando, por causa de uma ameaça iminente. Um rei do país vizinho mandou uma proposta para uma região ali perto, dizendo que eles deveriam se submeter a ele e como sinal dessa submissão, todo mundo deveria se mutilar arrancando um de seus olhos. Imagina, uma população inteira, mutilada e escravizada, de graça! Saul achou qe isso era demais, o cara lá tinha perdido a noção do ridículo e estava pensando que o povo de Deus era um bando de retardados e covardes o suficiente para não reagir e se submeter a todo tipo de tirania. Ele disse não! E desafiou a cada homem, a que se levantasse e botasse aquele indivíduo no seu devido lugar. Lembrando aquela frase nobre: “Para o mau prevalecer, é suficiente que os bons não faça nada!” Você e eu, todos nós precisamos nos irar contra o pecado, a injustiça, a corrupção e o mal de toda e qualquer espécie. Levante-se! Insurja-se contra isso!

Pr Jason

A Unção de Deus

Meditação do dia 14/10/2015

I Sm 10.17Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança?”

A unção de Deus – No culto e no cerimonial bíblico antigo, a unção com azeite, era praticada em casos medicinais e ou em termos de consagração e separação para Deus, poderia ser objetos ou pessoas. Em termos de autoridades, a unção mais comum de acontecer era para os sacerdotes, os profetas e os reis. Aqui temos a unção de Saul como Rei de Israel. O sistema de governo era uma teocracia, ou seja, Deus era o supremo chefe de governo e os reis ou governadores, eram considerados como ministros de Deus, pessoas que exerciam uma função, representando Deus. O rei era um ministro. A unção era portanto, uma necessidade espiritual, que o habilitava diante do povo, que o via como investido de autoridade de Deus para cumprir aquele serviço. Em termos de capacitação, a pessoa que recebia a unção, recebia com ela o poder do Espírito de Deus, que passava a atuar nela e com ela para o exercício pleno de seu ministério. Esse poder e autoridade seria transferida de pessoa para pessoa, na sucessão hereditária da família real, ou quando houvesse quebra na linhagem, haveria nova autorização para se ungir um novo rei. O contexto mostra que após ser ungido, uma série de episódios se sucederam ao jovem Saul, confirmando as palavras proféticas do profeta Samuel. A pessoa ungida, no caso do rei Saul, ele precisava adquirir conhecimento e experiência para se beneficiar da autoridade da unção que possuía. Ela, claro, não o tornava um super homem, nem infalível como também não interferiria no seu caráter e nas suas escolhas. Ele ainda continuava sendo uma pessoa, com liberdade e capacidade de fazer escolhas e como tal, responsável pelas escolhas feitas. Hoje, o sistema é um tanto diferente, mas a autoridade da unção de Deus, ainda permanece na vida das pessoas que são chamadas e separadas para exercerem algum ministério. Todo privilégio, trás consigo suas responsabilidades; assim sendo, homens de Deus que são ungidos e legitimamente ordenados ou separados para o serviço sagrado, precisam conhecer e respeitar a autoridade da unção que pesa sobre sua cabeça. Como a toda autoridade, o abuso no exercício, é reprovável e danoso para a imagem do ministério. Exerça como de fato é, um sacerdócio para Deus e para o representar, servindo as pessoas e não para ser servido pelas pessoas. No final do capítulo, vemos que algumas pessoas quando tomaram conhecimento de que alguém tinha sido ungido rei, eles o desprezaram e nem mesmo se congratularam com ele; mas naquele tempo, Saul, era grande, e como um homem grande, agiu como tal, não buscou tirar satisfação ou exigir reconhecimento e respeito, ele se fez de surdo para com as críticas. Como é bom agir como gente grande!

Pr Jason

Saul à Primeira Vista

Meditação do dia 13/10/2015

I Sm 9.17E quando Samuel viu a Saul, o Senhor lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povo.”

Saul à primeira vista – No mercado comercial dizem que “a primeira impressão é a que fica.” A experiencia sempre ensinou a não ser precipitado e tomar todo o cuidado com a aparência, pois nem tudo que reluz é ouro. Não entrando em méritos doutrinários, a vida de Saul e os resultados finais de sua gestão diante da nação, pode se concluir que foi desastrosa, para ele, sua família, sua tribo e a nação. Ele acabou sendo uma pedra no sapado de Davi, causando-lhe muita dor e sofrimento. Mas vamos pensar hoje, no passo a passo, na situação atual e na condição em que encontramos esse jovem na história. O contexto do capítulo, mostra que era um jovem muito bonito fisicamente, de porte atlético, saradão mesmo e muito simples e humilde na sua condição de interiorano, em termos paulista, um caipira de bom coração e responsável, com as ocupações da família. Não era um alpinista social e nem um sonhador visionário, que se imaginava um dia vir a ser rei; isso estava fora de suas humildes pretenções. Foi nessas condições que Deus o encontrou e viu nele o potencial para ser bênção e colocar a casa em ordem. Foi Deus mesmo que o escolheu, e Samuel, o profeta e sacerdote daqueles dias, teve uma revelação antecipada sobre sua pessoa, um dia antes dele aparecer na cidade de Samuel, à procura de informações sobre o paradeiro de animais de sua família que se perderam. Estou pensando aqui, que a história de Saul, nesse início, é igual a minha, a sua e a de muitos outros jovens, que tem uma vida normal; trabalha, estuda, ajuda a família, frequenta igreja, ora a Deus, sonha em se estabelecer, ter família, se realizar na profissão e dentre tudo isso, ser útil, ser bênção, ser um bom cidadão e servir de alguma forma que ajude o próximo. Como Saul, muitos encontram sua vocação e sua chamada e sua vida dá uma guinada radical e de uma vidinha quase medíocre, surge a oportunidade de fazer algo grande, grande mesmo, maior do que a gente! Isso, assusta! Uns vão tentar fugir, outros vão ficar arredios e outros vão até gostar e delirar embriagado com a possibilidade do sucesso, da visibilidade e notoriedade. Como Saul, o que faremos daqui pra frente é muito importante e vai determinar o rumo e o destino final da grande jornada. O que fazer quando surge a mega oportunidade da vida? E ainda contando com a bênção de Deus! Só isso é garantia de dar tudo certo? Meus problemas acabaram? Como proceder quando estamos “bem demais na fita” com o chefe, o líder ou o homem de Deus?!!!! É hora de orar, orar muito e orar sério!

Pr Jason

Queremos um Rei

Meditação do dia 12/10/2015

I Sm 8.7E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.”

Queremos um rei – Não há nada de errado em um povo querer um líder que de fato os conduza e os governe. Não haveria nada de errado nos hebreus pedirem um rei que os governasse e os liderassem em suas batalhas e demandas de expansão. As profecias e as promessa incluíam isso, portanto, já estavam nos planos de Deus para eles. Muitas demandas que temos na vida são legítimas e boas e precisam ser supridas e Deus também sabe disso. O problema está quando surge motivações erradas por trás das reivindicações legítimas. Em relação a raça humana, desde a tragédia da queda lá no Éden, quando a natureza e as qualidades humanas foram corrompidas pelo mal, aprendemos a dissimular e praticar o que chamamos de “segundas intenções.” Sempre que surge uma demanda, por trás dela, normalmente tem embutido algo de mal, de egoísta, de proveito próprio, quando não, perversidade irrestrita. Olhe como líderes assumem a liderança de sua nação, para livrá-la de governos corruptos e maus, e logo em seguida ele se torna igual ou pior ao que depôs; mudam a constituição do país para lhe garantir mais poderes, ou poderes irrestrito…. Observe as leis aprovadas no nosso congresso, como é grande o percentual delas que mais favorece um grupo, uma categoria em detrimento da maioria. Nossa constituição brasileira assevera que todos são iguais perante a lei, mas na prática, todos sabemos e vemos que existe “alguns mais iguais que os outros.” Os hebreus, pediam um rei, que estivesse a frente de seus exércitos e reinasse de fato sobre eles. Mas a motivação por detrás, era a independência de Deus, e como eles isso é praticado até hoje. Todos dizem: “Deus é bom! Eu o amo! É meu pai! Quero fazer sua vontade!” Na prática, é tudo fachada! Ninguém quer sua vida governada por princípios “bons;” No fundo todos querem ser igual aos que não tem compromisso com Deus. Israel se orgulhava e se vangloriava de ser “o povo escolhido de Deus, separado de todos os povos, único…” mas agora diziam a Samuel: “constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.” (8.5) na verdade diziam que não queriam ser únicos, diferentes, propriedade exclusiva de Jeová, mas queriam ser iguais a todos os outros. Como podemos fazer diferença, se queremos ser iguais? Isso não tem nada a ver com contextualização! É nivelar por baixo mesmo! Se Deus for o rei, nossa vida será diferente; então ou temos uma vida diferente, ou um “rei” diferente. Já pensou nisso hoje? O que você quer?

Pr Jason