O que a Queda do Rei Revelou

Meditação do dia 21/12/2015

2 Rs 1.2 “E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, que tinha em Samaria, e adoeceu; e enviou mensageiros, e disse-lhes: Ide, e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.

O que a queda do rei revelou – Parece que a grade ou o parapeito da sacada do palácio não era nada confiável. O rei se debruçou sobre ela e acabou caindo e se machucou no acidente, a ponto de adoecer. Mas esse acidente acabou por revelar outras coisas que também não eram visíveis a todos, ou pelo menos tinham aparências de que estava tudo bem, até que a tragédia revelou a verdade. Mais do que a fraqueza da estrutura de proteção da sacada do palácio, a queda do rei trouxe para a luz também a condição do coração e da fé desse homem. O coração dele em termos espirituais era e estava fraco, longe do Deus verdadeiro e totalmente perdido, desorientado. Sua fé não tinha consistência alguma e sem qualquer condição de avaliar o que é certo e o que é errado, ele se achou na condição de aceitar qualquer tipo de ajuda espiritual, mesmo não sendo na sua comunidade de fé e em suas raízes. Deus e sua Palavra não tinham mais valor do que qualquer consulta espiritual pagã, mística e oculta. Ele nem se lembrou do pacto que sua nação tinha com Deus, que se revelara como “JEOVÁ RAPHA” – O Senhor que te Sara! Sequer deu ao trabalho de considerar que como rei, ele era um ministro a serviço de Deus para governar a nação. Completamente perdido e desviado da fé, ele mandou consultar um deus filisteu, Baal Zebube, conhecido entre os israelitas da época como o “deus das moscas” e no tempo de Jesus era reconhecido e tratado como o príncipe dos demônios. “Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios.” (Mt 12.24) A queda física do rei, da sacada de seus aposentos mostrou que sua condição espiritual estava em ruína tal qual a grade de proteção na qual ele se apoiou. Mesmo assim ele não procurou o caminho certo para a reconciliação. Ao invés de consultar a Palavra de Deus, uma fonte segura de orientação e cura, ele se distanciou ainda mais. Isso só confirma o que estamos acostumados a ver o tempo todo ao nosso redor. Quando as pessoas não possuem uma raíz espiritual, ficam totalmente vulneráveis aos ataques do mal e daí em diante a sequencia é cada vez mais para baixo. O rei Acazias quando caiu da sacada, já tinha caído da fé e da comunhão com Deus, caiu ainda mais ao não buscar ajuda em Deus que estava ao seu lado e caiu mais ainda ao enviar emissários para consultar um deus falso e estranho a sua fé; depois caiu no conceito de Deus que o reprovou e caiu na sepultura, porque morreu prematuramente pelas escolhas erradas que ofendia a Deus; o profeta Elias lhe afirmou claramente por palavra de Deus que ele morreria, não porque estava doente ou acidentado, mas porque foi buscar socorro espiritual nas hostes do inferno e com certeza, nessa condição caiu ainda mais para as profundezas das trevas da morte espiritual. Não é errado buscar socorro médico, remédios, tratamentos, terapias e toda a gama de ajuda que a medicina e a ciência coloca a nossa disposição; mas como cristãos, filhos de Deus e pessoas de fé ativa, podemos orar e consultar a Deus e pedir-lhe a graça e a bênção, a nossa fé não contraria e nem contradiz a ciência. O Deus que servimos é quem dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos; Jesus é o médico dos médicos! Consulte a Deus, consulte sua Palavra! “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara.” (Ex 15.26). Sem fanatismo, só para lembrar, sabemos que as doenças que estamos enfrentado como epidemia, transmitidas por picada de mosquitos, e que agora atingem também os nossos bebês, o inseto transmissor tem origem no Egito!

 

Pr Jason

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Ainda Há Algum Profeta?

Meditação do dia 20/12/2015

1 Rs 22.12 “Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?

Ainda há algum profeta? Pergunta interessante para se fazer numa terra marcada pela presença de Deus e suas manifestações. Profetas eram homens escolhidos e separados pelo próprio Deus para receberem e transmitirem mensagens e revelações ao povo. A nação dos hebreus era governada por um sistema que modernamente designamos de “Teocracia” – Um sistema de governo baseado nas leis de Deus e revelações dadas por ele através de pessoas vocacionadas para isso. Com o passar dos tempos, hábitos e práticas estranhas a isso foram sendo introduzidas por meio de assimilação de culturas que orbitavam ao redor deles e também por introduzir pessoas da nobreza de outras nações na família real através de casamentos políticos para garantir alianças de paz nas fronteiras. Nesse época específica, a rainha de Israel era Jezabel, uma princesa fenícia que se casara com o rei Acabe e trouxera uma vasta idolatria e paganismo, contaminando todo o sistema vigente. O Pais havia se dividido em duas nações após a morte do rei Salomão; a parte norte, com dez tribos, ficou sendo chamado de Israel e a parte sul, com outras duas tribos, ficou conhecido como Judá, pois era a maior das 12 tribos e aliada de Benjamim. Essa parte sul, ficou fiel ao culto e a fé hebraica, enquanto o “Israel” afundou em paganismo crasso. O rei Josafá, de Judá foi fazer uma visita de estado em Israel e foi convidado a juntar forças com o norte para desocupar e reintegrar um território e ele aceitou, desde que se consultasse a Deus. Isso era um costume, antes de declarar guerra ou entrar em combate, os reis faziam isso, para certificar que teriam a bênção e a garantia de vitória. O rei de Israel, aceitou consultar e de imediato já compareceram diante deles um grupo de mais de quatrocentos “profetas chapa branca,” todos bajulando o rei e incentivando-o a fazer o que quisesse, que seria abençoado e vitorioso. Claro que ele gostou! Afinal era para isso que eles eram sustentados e bajulados pela corte. O rei Josafá não engoliu o engodo e fez a pergunta do nosso texto de hoje. No verso seguinte o rei Acabe diz que existia sim, um homem de Deus, mas que não contava com a simpatia real, “pois nunca profetizava coisas boas a respeito do rei…” – É esse homem que precisamos ouvir, disse Josafá! Só para variar, ele confirmou o sentimento do rei Acabe, contrariando a profetada que afirmava sucesso e volta triunfante, ele afirmou: “E disse Micaías: Se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos!” (v.28). Como dizemos atualmente, o rei voltou dentro de um saco preto, para cadáveres. Hoje, estamos no finalzinho do ano de 2015, eu replico a pergunta do rei Josafá: “… Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar? Será que também estamos nas mãos de uma turba de bajuladores do poder e de mãos dadas com a corrupção institucionalizada, de onde tiram suas benesses e se mantém em evidencia com ares de piedade e espiritualidade, mas no fundo são todos farinha do mesmo saco? Nada mudou, desde os tempos de Acabe e Josafá? Pode acreditar que não mudou! Os dois lados continuam andando lado a lado! Um desses lados, sempre é minoria, constantemente sendo execrados e postos de lado. Mas a verdade de Deus continua livre, e homens e mulheres de Deus continuam pregando a mais pura verdade, doa a quem doer, seja rei, soberano, nobres e plebeus, ricos e pobres, grandes e pequenos. Abençoados sejam os que amam a verdade e a proclamam e não se vendem ao poder temporal, acreditando que a bênção que vale a pena, vem de Deus, e isso basta!

Pr Jason

Reunião Solene com Fins Iníquos

Meditação do dia 19/12/2015

1 Rs 21.12 “Apregoaram um jejum, e puseram a Nabote diante do povo.

Reunião solene com fins iníquos –Não continueis a trazer ofertas vãs; o ncenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias … não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene!” (Is 1.13) Eu não posso deixar de ligar esses dois textos, pois Isaías expressa a indignação do coração de Deus com o acontecido no texto de I Reis. Sendo isso não foi um caso isolado naquela nação e não o é na história da humanidade. A religião e a fé das pessoas serem manipuladas para interesses pessoais e pior ainda, de pessoas más com finalidades muito ruins. A rainha Jezabel usou a fé de alguns pessoas boas e os elementos de suas confissões para cometer assassinato de um homem bom e correto, apenas para satisfazer o ego do rei Acabe. Mas é claro que não apenas a ímpia mulher e seu marido banana são culpados ou responsáveis. Toda pessoa que tem oportunidade de fazer escolhas e abre mão de seus direitos para ser escravizado pela insanidade de outros é igualmente responsável. A rainha enviou cartas as autoridades locais, tanto civis quanto religiosas e eles leram as instruções e tinham o dever moral de se posicionarem ao lado da verdade e da justiça. Ela apelou para o orgulho religioso deles, já que a rainha está pedindo uma reunião solene marcada por jejum e orações, uma consagração, as pessoas piedosas gostariam de participar disso, sem saber que havia infiltrados, homens de belial, ou seja, pessoas malignas, iníquas, ao ponto de se apresentaram em solenidades públicas e oferecerem denúncias graves, contra pessoas que eles não tinham nada pessoal, mas estavam prontos a praticar perjúrio, e levar uma pessoa boa ao tribunal penal para ser sentenciado à morte, sem apelação. Isso foi privilégio só do judaísmo? Não, mesmo depois de tudo, ainda repetiram com Jesus! É comum no paganismo? Não necessariamente! A questão é que o mal não existe, a menos que alguém o pratique; ele é uma espécie de parasita, que explora a vida e o potencial dos outros para existir. Pessoas de índole má, se valem da religião e da fé dos outros, para num ambiente de piedade e sinceridade, poucos irão de início suspeitar de intenções tão ruins e profanas em ambientes tidos como sacros. Ou como diz um provérbio popular: “A oportunidade faz o ladrão.” Para atingir seus fins, elas utilizam todos os meios possíveis indistintamente. É daí que vem a corrupção sacerdotal e ministerial, carriadas pelas oportunidades lucrativas, sejam financeiras, sejam de poder, ou status e não é difícil que a politicagem esteja com suas mãos sujas no meio ou por detrás de tudo. Deus diz que não dá para suportar a iniquidade e o ajuntamento solene. Convocar uma manhã de Jejum, com a intenção de no meio da solenidade, aparecer dois elementos maus com coragem de fazer falsas acusações gravíssimas a uma pessoa que ali presente como convidado por sua piedade e no meio de outros tantos que estão de fato cultuando e servindo a Deus, juntos com uma massa deliberadamente assassina, premeditadamente preparada para tirar uma vida e depois voltarem para casa à tempo do almoço. Você consegue imaginar algo assim? Ou ir a uma reunião do seu grupo de fé e acontecer algo assim? Oremos, e mantenhamos corações piedosos de verdade! E não misture as coisas, fé e impiedade!

 

Pr Jason

Direito de se Gloriar

Meditação do dia 18/12/2015

1 Rs 20.11 “Porém o rei de Israel respondeu: Dizei-lhe: Não se gabe quem se cinge das armas, como aquele que as descinge.

O direito de se gloriar – Nossa cultura e idioma são cheios de provérbios, adágios e como dizem lá no sertão, “ditados” que exprimem sabedoria, clássica ou popular, que exprimem conceitos que se deve levar em consideração. As Pessoas mais antigas, ainda preservam muitos dessa sabedoria e se valem dela para transmitirem seus conhecimentos ou suas observações da vida. Imagino que praticamente toda cultura também tem suas formas de expressarem dentro de seus próprios contextos e isso também aparece na Bíblia, afinal ela é também uma coletânea de literatura e sabedoria que transcende tempos e povos, culturas e línguas; suas verdades viram nascer, crescer, florescer e fenecer muitas reinos, reis, impérios e dinastias e para seus admiradores, ela é e continuará prevalecendo, pois sendo Palavra de Deus, permanece para sempre. Gloriar-se é uma forma de pessoas expressarem suas vitórias e conquistas; isso pode ser distorcido e tornar-se negativo, a vanglória. A sabedoria e a experiência de pessoas que merecem ser ouvidas, recomendam equilíbrio e bom senso para evitar prejuízos. Aqui o rei Acabe, se indignou com a arrogância do rei da Síria, que não se contentava com nada e queria mais e mais e demonstrava que faria o que quisesse com quem quisesse e não teria oponente à altura para tentar impedi-lo. Foi assim que Acabe respondeu a ele com esse provérbio militar de seus dias, que em termos simples significava: “Quem está vestindo a armadura para lutar não deve agir como aquele que já está tirando a armadura depois de ter lutado e vencido.” E essa sabedoria se comprovou logo em seguida, porque Acabe venceu seu oponente muito maior e mais bem equipado, porque Deus quis mostrar para Acabe, quem é que realmente tem poder e pode agir com garantia de resultados. O apóstolo São Paulo, é sem dúvida alguma, uma referencia em termos de grandeza humana dentro do contexto de fé e vida espiritual no cristianismo. Desde sua conversão até sua morte, por execução penal do imperador romano Nero Cesar, ele deixou um legado riquíssimo de escritos, ensinos e trabalho abnegado pela expansão do cristianismo e do reino de Deus. Mas também tinha seu conceito sobre isso, ele disse o seguinte: Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo (Gl 6.14). Em outra carta ele disse: Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! (I Co 9.16). O profeta Jeremias, no Velho Testamento transmitiu uma palavra de Deus, muito interessante, na qual o Senhor não limita a possibilidade humana de se gloriar, desde que o faça pelas razões apropriadas. Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor (Jr 9.23,24). Conhecer a Deus e saber quem Ele é e o que Ele faz, isso sim, é justificável de se gloriar, mas quem atinge esse nível, atinge também o patamar ideal de humildade para não se gloriar de nada, absolutamente nada, porque é a graça e a bondade de Deus que permite chegar a tal nível. Então, voltamos à estaca zero, de novo!

 

Pr Jason

Comeu, Bebeu e Caminhou

Meditação do dia 17/12/2015

 

1 Rs 19.8 “Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

 

Comeu, Bebeu e Caminhou – À medida que meditamos na Palavra de Deus, descobrimos preciosidades que não se percebe na simples leitura e estudo. Outra maneira muito proveitosa de adquirir conhecimento bíblico e espiritual é ouvindo pessoas, pregadores, mestres e irmãos que tem muita sabedoria e experiência, ainda que não sejam acadêmicos. A vida do profeta Elias, é uma fonte de inspiração e ensinos sobre a vida com Deus e o relacionamento ministerial profético. Toda pessoa engajada ministerialmente precisa aprender com Elias, bem como todo cristão pode desfrutar de lições que a vida e o trabalho desse homem ímpar na história tem para oferecer. Aqui, hoje, vou pensar com vocês, sobre a experiência de Elias, logo após exterminar os profetas e sacerdotes de Baal e Asera, no Monte Carmelo e atrair de volta para Deus a fé dos israelitas. A ímpia rainha Jezabel, colocou a cabeça dele à prêmio e ele botou o pé na estrada. Não se pode negar que Elias foi apanhado por uma melancolia depressiva, tão angustiante, à ponte de desejar morrer. Para uma pessoa da maturidade e estatura espiritual dele, chegar numa situação como essa, convenhamos, que realmente seu estado emocional estava em risco de colapso. Ele queria morrer, mas não estava pensando em se matar, suicídio estava fora de cogitação, ele pensava em algo mais suave e mais digno para um profeta, isto é, que o Senhor Deus mesmo, o recolhesse como um prêmio de consolação e recompensa pelos anos de serviço prestado. Mas acredite, melancolia, depressão, cara de carência chorosa e auto piedade, não convence Deus a mudar seus planos. Elias queria a morte, mas o Senhor lhe deu comida, bebida e energia para prosseguir e realizar a maior e mais importante obra de sua vida, que foi posteriormente ungir dois reis e um profeta substituto e aí sim, ser recolhido em grande estilo em carruagens de fogo. Isso é lição, meu amado. Nem sempre Deus vai nos conceder o queremos ou achamos que precisamos, mas ele nos dá o que é necessário para realizarmos os seus projetos, que é na verdade o que dá sentido e significado para nossa vida e nosso trabalho aqui. Pare de choromingar e saia dessa melancolia e cara de “Maria Madalena pedindo misericórdia!” Quem te escolheu foi Deus e não foi por causa dos seus múltiplos talentos e aptidões, foi por obra e graça dele e ELE é a sua fortaleza, não você mesmo! Não estão reconhecendo ou valorizando seus esforços e anos dedicação? E daí? Para quem mesmo é que você trabalha? De quem e de onde você espera a verdadeira recompensa? Para de fazer tempestade num copo dágua! Levante-se! Elias foi acordado duas vezes pelo anjo para comer e beber, parece com alguém que conhecemos, de manhã cedo, que dá um cansaço para tirar da cama? O que Elias comeu foi um pão, pelo menos era o que ele percebeu e o que bebeu, parece ser água ou quem sabe até mesmo vinho, como era costume e cultura. Mas alguém aí já viu um pão e uma água ou vinho, que produza energia física para alguém caminhar por quarenta dias e quarenta noites sem parar? Ainda mais, em lugar deserto, sem estradas oficiais, sombra e etc. Veja o que Deus e capaz de fazer para seus servos completem o trabalho que lhes é dado! Não há impossível para Deus, seu agir não conhece limites! Meus problemas, seus problemas não são limites para Deus agir e realizar seu trabalho. Levante-se!

 

Pr Jason

Procura-se Perturbadores

Meditação do dia 16/12/2015

1 Rs 18.17 “E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu o perturbador de Israel?

Procura-se perturbadores – “O gato ruivo daquilo que usa, disso ele cuida!” Não entendeu nada? Eu também passei anos ouvindo minha mãe citar esse adágio até chegar a compreensão do seu significado. Numa “tradução livre” seria equivalente a dizer que as pessoas se preocupam com aquilo com que se envolvem. As pessoas sentem o cheiro do tipo de coisas que as atraem e nas quais se envolvem; pessoas “barraqueiras” conseguem achar confusão de graça em qualquer lugar que vão. Pessoas desonestas desconfiam de todo mundo; pessoas positivas conseguem ver um lado bom em toda situação, afinal um ponto de vista nada mais é do que a visão de um certo ponto. O rei Acabe foi uma tragédia para a nação, dificilmente algum outro rei conseguiria ser e fazer mais males do ele conseguiu fazer. Mas do ponto de vista dele, os males e tragédias que se abatiam em todo o país, tinham um único ponto de origem – o profeta Elias. Após a mensagem de que não haveria chuva em Israel senão quando ele liberasse, ele foi viver isolado, em locais indicados por Deus, assim ficando fora dos radares da maldade do rei e da rainha. O secretário do rei disse a Elias, que não houve nação e povo em que o rei não enviara comitivas a sua procura e até ameaçava os governos caso algum deles estivesse omitindo informação e dando abrigo a Elias. Quando finalmente se avistaram, antes de qualquer cumprimento, o rei já descarregou sobre Elias a pergunta: “…És tu o perturbador de Israel? Elias foi corajoso e rebateu de pronto: “…Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes a Baalim (I Rs 18.18). Essas verdades permanecem no tempo e na história, porque os homens repetem os mesmos erros e seguem a velha cartilha de procurar alguém para ser responsabilizada pelos males, menos a si mesmos. Toda a feitiçaria, idolatria, paganismo, homicídios e injustiças cometidos pela casa real e pelo governo perverso de Acabe, parece que era tudo normal na sua óptica; mas a mensagem de Deus e o chamado à mudança, isso causava transtorno à sociedade. A nação podia tolerar tudo aquilo sofrendo graves consequências, mas não podia tolerar Elias e sua mensagem forte e confrontadora. Nos idos dos séculos XV, a igreja oficial podia tolerar todos os pecados e heresias do clero e da própria igreja, mas não podiam tolerar Lutero e os reformadores. Na carta enviada a igreja de Laodicéia, no Apocalípse Jesus conclama a igreja a se arrepender e mudar seu curso, mas ao vivermos esse tempo hoje, a igreja se institucionaliza e tolera todos os males do modernismo e suas heresias e desvios de conduta, satisfazendo-se de encher os bolsos e cofres e se gabando de ser “poderosa” mas essa mesma igreja não tolera o chamado ao arrependimento e conversão. Precisamos, e como precisamos de perturbadores, muitos perturbadores, para desafiar Jezabel e suas filhas, não com faixas e cartazes de protestos, mas com uma mensagem bíblica, cristocentrica, avivada, pregada no poder do Espírito Santo. Que doa nos ouvidos do rei e da rainha!!! O chamado dos perturbadores é para agradar o Rei dos reis e proclamar uma mensagem que ultrapassa o cotidiano vazio e formal e alimente o coração e a alma de quem realmente tem fome e sede de justiça. Que se levantem os perturbadores!!!

 

Pr Jason

Previsão Meteorológica

Meditação do dia 15/12/2015

1 Rs 17.1 “Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.”

Previsão Meteorológica – Faz parte do nosso cotidiano, saber e se informar sobre as condições do tempo. Isso é um benefício da modernidade, pois ao sair de casa a pessoa já sabe se vai precisar levar acessórios e quais deles. Convenhamos, que os paulistanos normalmente desfrutam das quatro estações num só dia. Mas na época do profeta Elias, não havia esse ciência com tamanha precisão e as pessoas se baseavam nas estações regulares e ciclos climáticos, contando com algumas vicissitudes que poderiam acarretar mudanças drásticas, como secas ou invernos rigorosos. Mas Elias chegou e fez uma declaração ao rei, que à partir dali, não choveria por tempo indeterminado, e quem determinaria o fim do período de escassez de chuvas seria ele mesmo, por Palavra de Deus. Elias foi arrogante ao trazer para si o controle sobre o tempo? Elias foi fiel a uma ordem explícita de Deus? Elias blefou e deu certo? Acreditamos de coração e com toda simplicidade, que o Senhor Deus, a quem servimos é o Criador de todas as coisas e que tem perfeito controle sobre a sua criação, incluindo o senhorio ou direito de governar, estabelecer, mudar ou alterar segundo o seu entendimento quaisquer elementos do mundo criado. Quem tem o hábito da leitura bíblica, conhece muitos textos que mostram em muitas ocasiões alterações no curso da natureza, para cumprir certos propósitos divinos, quer para abençoar ou para disciplinar um povo. Exemplos disso, são por demais conhecidos, como o dilúvio no tempo de Noé, as dez pragas no Egito, a abertura do Mar Vermelho na travessia dos hebreus, e tantas outras. Aqui se tratava de um tempo de disciplina a que a nação toda precisa para corrigir seus rumos, uma vez que haviam deixado todos os ensinamentos e práticas de fé, e entrada para uma onda de paganismo estatal, patrocinado pela rainha, vinda da fenícia, num daqueles casamentos políticos arranjados para conveniências de estado. Ela trouxe sua fé, sua cultura e seu culto a Baal que arrogava para si o controle dos tempos e das colheitas. Claro que isso dava de encontro com a fé monoteísta local, e uma afronta ao Deus Todo Poderoso, que começou por enviar o profeta Elias para avisar o rei, que as torneiras celestes estariam fechadas até segunda ordem. Hoje, estou refletindo, sobre a responsabilidade ministerial minha e nossa, dos pastores e ministros de Deus. Não estamos aqui, claro, para controlar e manipular tempos e estações; mas temos sim, um papel sacerdotal de representar a vontade de Deus e interpretar essa vontade e sua Palavra diante de um mundo cada vez mais cético e anti-Deus. O número de blasfêmias e ofensas que vemos e ouvimos diariamente nas mídias e meios de comunicações, revelam o quanto há de pessoas amarguradas, ressentidas e com corações endurecidos; e nessas condições alguém tem que ser culpado de suas dores e fracassos e sobra também para Deus. Estou constantemente pensando na palavra do profeta Amós: Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas (Am 3.7). Precisamos saber fazer as leituras do nosso tempo, para sermos os mensageiros ao povo dos nossos dias. Se eles vão ouvir ou não, se vão mudar ou não, isso é com eles, é com cada um, o meu papel é ser profético e transmitir a mensagem fielmente. Isso é o Deus espera de mim e de cada colega de ministério.

 

Pr Jason

Qual o Preço do Sucesso?

Meditação do dia 14/12/2015

1 Rs 16.34 “Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó; em Abirão, seu primogênito, a fundou, e em Segube, seu filho menor, pôs as suas portas; conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.”

 

Qual o preço do sucesso?  De pessoa para pessoa, o conceito de sucesso varia bastante. O que alguém considera sucesso, necessariamente não tem o mesmo valor para outra pessoa. O mesmo vale para riqueza, prosperidade, bem-estar e etc. Mas existe um ponto em que todos precisam refletir, quando se trata do investimento que se fará para chegar a um ponto satisfatório. Quando trabalhamos com famílias, e a restauração de lares, compreendemos que nenhum sucesso, vale o fracasso do lar. Assim, antes de se aventurar por caminhos de conquistas, é bom refletir e considerar vários ângulos antes de uma decisão final, pois existem perdas que se tornam irreparáveis depois. As lágrimas e as medidas de compensação não farão o mesmo efeito daquilo que deveria ter sido feito. Quando Josué, entrou com os israelitas na terra de Canaã, tiveram batalhas duras e muitas conquistas só se efetivaram graças a intervenção ajudadora de Deus. Um desses casos, foi a cidade de Jericó, que era grande, bem protegida com sua muralha reforçada e que a população se fechou e humanamente seria intransponível. Houve então a famosa marcha por sete dias consecutivos em absoluto silencio, rodeando a cidade e só no sétimo dia, rodearam-na sete vezes e então gritaram e fizeram muito barulho e as muralhas caíram de dentro para fora, por um ato sobrenatural de Deus e seu exército de anjos. Todos os tesouros e despojos da cidade foram proclamados como abominação e não poderiam ser recolhidos e apropriados como prémio de guerra e Josué decretou uma pena de maldição sobre as ruinas da cidade, para que ela não fosse reconstruída, mas caso alguém se propusesse fazê-lo, teria que arcar com os custos da maldição. Quando o restaurador lançasse os fundamentos para reconstruir Jericó, ele sofreria a morte de seu filho primogênito e quando ele concluísse a obra, morreria o seu filho mais novo. Quem está disposto a perder seus filhos, em nome de ficar para a história como alguém que desafiou uma maldição e reconstruiu uma cidade maldita? Prefiro ser um anônimo, ou um ilustre desconhecido, do que ter uma estátua na praça ou nome em placas de rua, à custas da vida de meus filhos, ou até mesmo da vida de filhos de outras pessoas. Mas o sr. Hiel, da cidade de Betel, fez isso! Mas não vamos jogar pedras em Hiel, pois nos nossos dias, pais tem sacrificado seus filhos e famílias, por bem menos do isso, ao adotar posturas inapropriadas, perigosas e irresponsáveis, pensando apenas em si mesmos. Faça uma visita aos conselhos tutelares de sua cidade e converse com os conselheiros, ou se informe nas varas de famílias, que você terá elementos de sobra para ficar estarrecido. A idéia a princípio pode ser inofensiva e se der certo, vai ser lucrativa e ajudar muito, mas as consequências podem ser previstas, se olhar com sensatez. Cuidado!

 

Pr Jason

Não ao Nepotismo

Meditação do dia 13/12/2015

1 Rs 15.13 “E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Aserá; também Asa desfez o seu ídolo horrível, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.”

 

Não ao Nepotismo – Modernamente alguém diria: “Que filho mais desnaturado!” Mas a verdade é que esse rei, agiu com rigor não poupando nem mesmo a rainha-mãe, a sua mãe! Ele separou distintamente os negócios de estado das questões familiares e religiosas e espirituais, colocando as coisas em se devido lugar. A fé hebraica era e é monoteísta e sempre que alguém saía dessa linha de fé e aventurava por conceitos politeístas, arrastando a nação para cultos estranhos, logo apareciam as consequências e nunca eram boas. Alguém, recentemente escreveu uma contestação simples de uma máxima brasileira muito popular que afirma: “Futebol, política e religião não se discutem.” Ao contestar essa asseveração a pessoa argumenta que deve ser por isso, ausência de debate e discussão de temais assim, que estamos experimentando tudo isso – Alguém já engoliu os 7 X 1 para a Alemanha? Alguém está satisfeita com os rumos da Fifa, CBF e seus aliados? E a política, quer nacional, quer internacional, quer de direita, de esquerda, democrática ou ditatorial, tá beleza? E a Religião, por não poder discutir, então temos que engolir tantos charlatões e mercadores da fé, que vendem desde bênção, caneta, tijolo, cruzeiros para terra santa até imóvel no céu! Talvez se discutisse não chegaríamos a tanto. Ou não! O rei Asa tinha um coração comprometido com Deus e com a verdade de Deus, sua retidão era comparada à do rei Davi, que agradara a Deus e foi um gestor abençoador do seu povo. As reformas deveriam alcançar não só a religião, mas a espiritualidade do povo e exigia medidas que saneassem os males disseminados pela licenciosidade que tomara conta do povo. A dona Maaca, se achando, porque era da nobreza, e afinal era a mãe do rei, poderia fazer o que quisesse e não haveria impedimento algum, “meu filho não maluco de mexer comigo e com as minhas coisas!” Dançou! A casa caiu! Hoje, vivemos num país com estado de direito, liberdade de pensamento e expressão e direito assegurado de associar-se e reunir publicamente, incluindo a fé e sua livre manifestação, respeitando-se os direitos de todos. Isso dá a mim o direito e o dever poder me comprometer com minha fé e vivenciá-la e expressar livremente. Eu posso ter convicção de fé e testemunhar isso. Não viver e expressar sua fé por medo, pressão social ou status, para ficar bem na fita com outras pessoas que não tem ou não expressam fé, não é exercer o seu direito de cidadania. Asa, entendeu que Deus estava certo, que a nação estava errada e sua mãe estava comprometida com o lado podre da maçã, e alguém tinha que fazer alguma coisa e ele fez. Sinceridade só não basta, a fé precisa estar fundamentada na Palavra de Deus e no sacrifício de Jesus, senão a pessoa vai se perder eternamente. Não ter coragem ou ousadia para confrontar o erro, pode levar a perdição eterna uma vida preciosa! Asa foi corajoso e correto!

Pr Jason

Mantendo as Aparencias

Meditação do dia 12/12/2015

1 Rs 14.18Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei.”

Mantendo as aparências – Esse capítulo da Bíblia, é também um capítulo da história de uma nação, de um povo escolhido de Deus e resume a vida de dois reis que se torna um páreo duro para decidir qual fez mais tolices na vida. Também se torna um capítulo da vida de muitas pessoas que ao longo da vida desperdiça tudo de bom quanto Deus lhe concede e trocam o melhor por algo bem inferior e ainda assim se julgam satisfeitos com os resultados. Fingimento, parece-me que seria uma boa expressão para os acontecimentos descritos aqui. Primeiro o rei manda sua esposa se disfarçar e fingir ser outra pessoa ao consultar a Deus através do profeta Aías. Ele sabia que vivia em desobediência e rebeldia ao que conhecia como a vontade divina para ele e seu governo e não cara para comparecer diante de Deus, arma uma situação, se valendo da doença de seu filho pequeno. Ele não contava que Deus sabe todas as coisas e vê todas as coisas e ela foi surpreendida ao tentar surpreender. O que ela levou para casa foi uma nota triste e isso seria o melhor que iria acontecer aquela família dali em diante. Do outro lado, o desmiolado rei Roboão, que tomou atitudes ruins sucessivamente não manteve um coração puro e ensinável, como seu avô Davi, e mesmo seu pai, o rei Salomão. Entre os tesouros preciosos do reino, haviam trezentos escudos de ouro, que foram confeccionados artesanalmente, e eram decorativos e revelavam a grandiosidade e magnitude daquele reino. Eram usados cerimonialmente em ocasiões especiais. Pois, bem, um rei do Egito invadiu militarmente o país e saqueou todos os bens e preciosidades acumulados ao longo dos anos e entre as coisas, foram os escudos de ouro. Imediatamente, o rei mandou confeccionar outros escudos, agora de cobre e os colocou nos mesmos lugares e os utilizavam nas mesmas cerimonias, como se nada tivesse acontecido. Escudos de cobre, substituindo escudos de ouro, afinal, qual a diferença? Tanto um como o outro brilha, são metálicos, são úteis apenas cerimonialmente, e nunca seriam usados em combate! Será que alguém vai perceber? E se perceber, irão perguntar? Ou irão se importar? Como diríamos na atualidade: “Ele cai, mas não perde a pose!” Roboão ainda faz escola! Pessoas substituem espiritualidade por religiosidade; trocam caridade, por doação onde ele lucra mais ainda; substituem oração por ladainha e comunhão íntima por encontros e dinâmicas. Aparencias, só aparências, são só escudos de cobre reluzindo, já que o show não pode parar. Isso tem um preço, e caro no final.

Pr Jason