O Tempo de Deus Tem Tempo

Meditação do dia 21/03/2017

 Jr 25.12 Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniqüidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.

 O tempo de Deus tem tempo – Somos imediatistas de carteirinha, e tendemos sempre a ver as coisas apenas de um prisma comum – os fatos presentes! Também somos fortemente instigados pelas mídias e fontes formadoras de opiniões, que tudo o que eles estão mostrando é a pura verdade e esses são os fatos, discordar disso é ser preconceituoso, retrógrado e outros nomes mais, que são até bonitos, mas o significado não é nada legal. Constantemente assistimos tragédias, algumas ambientais, outras provocadas por irresponsabilidades humanas, outras, são efeitos da ganancia e da avidez por lucros fáceis e à qualquer custo. Quando o cristão lê na sua Bíblia, a profecia de Elias, dizendo ao rei Acabe que não haveria chuvas e nem águas no país inteiro, senão quando liberasse para chover, todos dizem glória a Deus, palavra do homem de Deus, e realmente não choveu por três anos e meio; o que acarretou crise de fome, desabastecimento, morte dos rebanhos e tudo o que se pode imaginar. Nenhum cristão tem dúvida que a mão de Deus estava nisso, até quando ele respondeu a oração de Elias no Monte Carmelo e choveu muito, começando de uma nuvenzinha menor que a mão de um homem. Mas esses mesmos cristãos, olham para o noticiário diário no Brasil e veem a situação do Nordeste e as calamidades sertanejas, e ninguém vê os pecados de idolatria, feitiçaria, violência, imoralidade que corre solto e torna muita gente até famosa; É quase normal, ver todos os políticos, governadores, deputados e senadores e ministros do nordeste, atuando lá e à nível federal estarem metidos até o pescoço em toda sorte de bandalheira de corrupção e continuam sendo eleitos e reeleitos, se perpetuando no poder e passando o bastão de pai para filho e a população cada vez mais na miséria. E em muitos desses casos, igrejas e pastores, estão também com as mãos sujas. Mas tudo que se mostra é crianças doentes, hospitais delapidados, pacientes morrendo à mingua nas macas e corredores, trabalhadores rurais perdendo tudo todos os anos, gado morrendo e a pobreza se alastrando e a desertificação se tornando mais real a cada ano. Não há juízo divino nisso também? O mesmo vale para o sul, sudeste, norte e centro-oeste – onde há pecado e corrupção, haverá juízo divino. No verso três desde capítulo, Jeremias disse em nome do Senhor ao povo, que havia agora vinte e três anos, que Deus vinha enviando profetas, manhã, tarde e noite, confrontado e chamando ao arrependimento e todos diziam que não tinha nada a ver uma coisa com a outra… afinal somos povo de Deus, temos a bênção, a promessa, a aliança… podemos fazer o que quisermos e estaremos sempre protegidos, afinal as promessas de Deus não falham! Então chegou o juízo, irão para o cativeiro por setenta anos. Uma coisa interessante, que é muito difícil para o orgulho dos cristãos é engolir que Deus pode e usa meios, pessoas e até nações inteiras, de índoles más e muito pecadoras para disciplinar até mesmo o povo deles. Para os evangélicos mais pentecas e místicos, qualquer um que atravessar o caminho de um “crente” ou é para abençoar ou então é do capeta e tá repreendido – como ele se atreve? Eu tenho as marcas da promessa! (E as vezes estão se referindo a uma tatuagem feita nos braços ou nas costas). Depois de setenta anos, viria a vez da própria Babilonia e a sentença dela seria perpétua, como vemos até hoje, naquelas ruinas nababescas no Iraque e arredores. Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará(Gl 6.7). Aceite o fato de que pessoas, igrejas, denominações e nações recebem disciplina quando se comportam mal. A justiça de Deus é tão eficiente quanto o amor, a graça, o perdão e a misericórdia.

Observe seus alvos e motivos de oração e também de conduta; não se meta a besta com Deus!

 

Senhor, justo és em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras; obrigado pelo perdão e generosidade para com os teus filhos. Permita que vivamos reconciliados plenamente e cumprindo os teus propósitos. Te peço um coração sensível e disposto a ao arrependimento e à conversão verdadeira. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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Qual o Significado do Que Deus Revela?

Meditação do dia 20/03/2017

Jr 24.1 Fez-me o SENHOR ver, e eis dois cestos de figos, postos diante do templo do SENHOR, depois que Nabucodonosor, rei de babilônia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os carpinteiros, e os ferreiros de Jerusalém, e os trouxe a babilônia.

 Qual o significado do que Deus revela? – Quando ensino sobre o uso dos dons espirituais digo que uma pessoa pode errar em três ocasiões na operação dos dons: Ao receber a revelação, ao interpretá-la e ao entregá-la. A pessoa pode errar em uma dessas três ou até nas três e assim comprometer a integridade daquilo que até então era autentico e expressava a vontade de Deus; mas agora está contaminado, misturando verdade divina com opinião, conceito ou preconceito humano. Tal revelação adulterada não é mais confiável e útil. Como já disse outras vezes, quando Deus nos faz uma pergunta, necessariamente ele não espera uma resposta, mas uma atitude, afinal ele é onisciente; ou se trata de uma pergunta retórica com a finalidade de chamar a atenção para um próximo passo ou algo que ele queira nos ensinar. Aqui Jeremias viu, por permissão, no campo espiritual, dois cestos contendo figos, e eles estavam diante do templo, e isso aconteceu pouco depois que o rei caldeu levara prisioneiros cativos, incluindo o rei, príncipes e toda uma classe de trabalhadores e profissionais. O que significa isso? Perguntaria Jeremias e qualquer pessoa com alguma noção e percepção espiritual. Na explicativa o Senhor mostrou que ambos os cestos representavam as pessoas que foram para o cativeiro; embora coletivamente toda a nação era culpada de pecados, rebeldia e erros ofensivos a Deus, o que produzira o juízo executado. Porém individualmente entre os cativos, havia coisas boas, pessoas piedosas, verdadeiramente tementes a Deus, e pessoas que se comprometeram com mudanças e vida séria, a tal ponto que mesmo estando em cativeiro e em terra estranha não se contaminaram e ao contrário foram exemplos de santidade e de andar verdadeiramente na presença de Deus. Conhecemos pessoas assim: Podemos citar sem vacilar, Daniel e seus companheiros, que foram exemplos de bom testemunho e venceram suas provações em território inimigo e foram muito úteis até mesmo para a restauração futura de Israel e sua volta à terra prometida. Podemos lembrar, Esdras e Neemias, Ester e seu tio Mardoqueu, o profeta Ezequiel e com certeza milhares que não tem seus nomes citados, mas que fizeram parte importante em preservar a fé e o testemunho de Deus. Muitos sacerdotes não se corromperam e não se venderam e tantas pessoas mudaram de atitude ao ver a realidade do cativeiro, sabendo que tudo aquilo havia sido previsto em tempo de ser revertido, mas a comodidade e o desejo de cada um fazer o que lhe conviesse, aliado a um governo fraco e corrupto. Jeremias entendeu e isso também nos ensina, que mesmo em meio à tragédias e desastres, sempre é possível encontrar ilhas de favor e graça de Deus. Mesmo numa sociedade majoritariamente má, corrupta e perversa, sempre haverá pessoas boas, honestas, desejosas de ver a situação melhorar e estarão dispostas a se aliar e cooperar com qualquer ponta de esperança. Quando olhamos para o cenário evangélico brasileiro e mundial, em muitas coisas é uma visão de doer e chorar. Não é isso que a Bíblia fala; não é assim que pessoas que se declaram filhos de Deus deveriam se comportar e agir. Ainda que haja pessimistas de montão, a ponto de afirmar que se Jesus voltasse hoje, com uma van, ele levaria os que realmente são dele. Mas se tem alguém especializado em restaurar e preservar remanescentes fiéis, no meio das piores crises e catástrofes, esse alguém é Deus. A cruz está vazia, o túmulo está vazio, o cenáculo está vazio, mas o trono está ocupado, aleluia! E por alguém que governa, de fato e de direito, com autoridade e nada se lhe escapa. Isso me dá esperança, ainda que não veja, mas posso acreditar. Tudo ainda está nas mãos de Deus.

Senhor, obrigado por ter uma visão muito mais ampla e perfeita das coisas do nós e nas tuas mãos estão as rédeas do destino de todos e isso nos dá paz e tranquilidade. Ninguém desafia o Senhor e sai ileso, como também ninguém confia em ti e fica envergonhado. A fé e poderosa e é ela que norteia os nossos passos no caminhar contigo. Permita que entendamos perfeitamente a visão que nos dá, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Jeová-Tsidekenu- O Senhor é a Nossa Justiça

Meditação do dia 19/03/2017

 Jr 23.6 Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.

 JEOVÁ-TSIDEKENU- O SENHOR É NOSSA JUSTIÇA

 Há somente uma maneira de ter um coração e uma vida limpos: Só mediante uma verdadeira união com Cristo podemos viver uma vida justa e ter uma correta relação com Deus. Ele é nossa justiça. Isso está diretamente ligado a nossa confiança na sua Palavra – Convicção de nossa condição ou estado. Sabemos que o problema do homem é sua condição de pecador injusto. Rm 3.9-20 revela a real condição humana diante de Deus – é irremediável. Rm 3.21-23 revela que a obra de Cristo permite justificar o pecador sem quebrar a lei e ainda com o seu apoio – É a justiça de Deus através de Jesus sem distinção alguma. Is 9.7; 16.5 afirmam bem que o Messias prometido firmaria seu governo na justiça. Rm 3.24-26 – A graça de Deus possibilita a justificação feita pela redenção, proposta como propiciação no sangue de Jesus. Rm 3.27 – A lei da fé cancela a possibilidade do homem vangloriar-se. Rm 3.20,28 – mostra que o pecador …Não será justificado… – ele é justificado… Rm 3.30 – Qualquer que seja a dispensação a justificação é sempre pela fé. Rm 4 Mostra Abraão que viveu antes da Lei e da graça – justificado pela fé.  (25) mostra que Jesus morreu pelos pecados e ressuscitou para justificação. Rm 5.13,14 – Antes da Lei, o pecado não era imputado, mas a morte reinava assim mesmo. Rm 5.15 – A justificação é um dom de Deus em Cristo mais eficiente que a ofensa. Rm 5.16 – O juízo veio de uma ofensa – o dom veio de muitas ofensas. Rm 5.20 – Onde abundou o pecado, superabundou a graça. Rm 6.1,2 – Vamos permanecer no pecado pelos benefícios da graça? Não! Rm 10.4 – O fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. 2 Co 5.21 – Aquele que não conheceu pecado o fez pecado por nós para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. Estou utilizando um esqueleto de uma estudo bíblico que os revela o efeito da justiça divina em nosso benefício pela redenção em Cristo. Quando sabemos disso e não praticamos, ou não vivemos à altura da luz alcançada, criamos uma espécie de conflito interior, pode ser até uma crise de fé e com ela vem algumas anomalias como: Inveja dos ímpios – se tornar excessivamente analítico – Vive em função de seus próprios problemas. Claro que isso não ajuda em nada no desenvolvimento da pessoa e ao contrário, a coloca em rota de colisão e o desastre está logo à frente. O Sl 73 descreve com precisão essa realidade de quem esquece que Jesus é Jeová-Tsidekenu – a nossa justiça! Não somos e não temos em nós mesmos as soluções para justiça diante de Deus. Ou aceitamos o que nos é oferecido em Cristo gratuitamente, ou nos afundamos num pantanal de obras da carne tentando ganhar méritos e créditos diante de Deus. Se Deus pode ser a nossa justiça, porque insistir em produzir a própria justiça? Se render é a medida mais fácil e eficaz!

 

Senhor minha justiça, obrigado por fazer lá na cruz aquilo que jamais conseguiria fazer por mim mesmo. Obrigado por me aceitar na tua família, com base na obra amorosa de Cristo na cruz. Para sempre e eternamente, serás sempre a minha justiça, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Vai o Anel e Fica o Dedo

Meditação do dia 18/03/2017

 Jr 22.24 Vivo eu, diz o Senhor, que ainda que Conias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo na minha mão direita, contudo dali te arrancaria.

 Vai o anel e fica o dedo – Quando o anel põe em risco a saúde do dedo, aconselha-se tirar o anel, usando qualquer meio possível, incluindo cortar ou danificar a jóia, mesmo que seja muito cara e preciosa. Em dias de insegurança como vivemos no Brasil, é saudável não ostentar jóias caras, bonitas ou atraentes; a pessoa corre o risco de perde-las e ainda sofrer lesões corporais, mutilação e até morrer; então abra-se mão do gosto e do prazer e do direito em detrimento da vida, saúde e segurança. No caso do texto e da mensagem de Jeremias, o que estava em jogo era algo muito mais precioso do que dedos, pescoços ou pessoas na sua integridade física e emocional. Valia-se a obra da redenção e o plano eterno de Deus em alcançar seus propósitos. Eu explico: Onze em cada dez leitores da Bíblia detestam ler as genealogias, e até nem valorizam ou entendem porque Deus gastaria tempo e espaço preciso nas paginas de sua palavra para registrar quem gerou quem e quem é pai de quem, numa lista enjoada de ler e nomes complicados de pronunciar que torna a leitura muito enfadonha e entediante. Pois bem, essas listas são parte da verdade total e são tão importes quanto o salmo 23 ou João 10. Quem entende de direito, sabe que tudo que o advogado do bandido precisa é encontrar uma falha no processo e se essa falha causar dúvida razoável e comprometer as provas, fica muito fácil desmontar tudo. Sem a genealogia bíblica, não se comprovaria a humidade de Jesus e isso comprometeria seu ministério e sua obra redentora. Desde a promessa feito à Adão e Eva em Gn 3.15, sobre o descendente da mulher que esmagaria cabeça da serpente, ela, a serpente vem esforçando-se para corromper a linhagem humana, tornando-a incapaz de servir aos propósitos eternos de Deus. Ela começou com os dois primeiros filhos de Adão, matando um e tornando o outro tão mal, que não serviria para prover uma descendência pura; então Deus recomeçou com o terceiro filho do casal, Sete. Pode–se perceber essas intervenções malignas em todas as gerações. Quando Noé saiu da arca, logo um de seus filhos pisou na bola e uma linhagem já saiu do páreo. Olhe as lutas para Abraão, Isaque e Jacó terem filhos e olhe as lutas e brigas entre eles. Na época de Jeremias já estava estabelecido que o Messias viria de Israel e mais especificamente da tribo de Judá e mais perto ainda, da linhagem de Davi; e foi aí que o mal intensificou seus ataques, Davi caiu em imoralidade crassa, Salomão foi devasso e mulherengo e cada geração teve lá sua cota. Mas quando chegou em Conias, filho do rei Jeoaquim, que fora mal e levado ao cativeiro, o caos se instalou de vez a ponto de Deus proferir essa terrível sentença sobre a linhagem real judaica. Os reis carimbaram e autenticavam documentos com um anel-selo, sem isso não tinha validade seus atos e ordens. O Senhor disse em termos mais simples que se ele fosse um rei e Conias fosse o seu anel-selo, ele o arrancaria e jogaria fora ou inutilizaria, de tão ruim e imprestável que o cabra era. No último verso do capítulo, o Senhor fecha o assunto, anulando essa linhagem de prosperar e ter qualquer direito ao trono dali em diante. Assim diz o Senhor: Escrevei que este homem está privado de filhos, homem que não prosperará nos seus dias; porque nenhum da sua geração prosperará, para se assentar no trono de Davi, e reinar ainda em Judá (Jr 22.30). A serpente entendeu que agora havia dado um “xeque-mate” em Deus. Não é por acaso que Deus é Deus e contra ele não se pode prevalecer… Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor(Pv 21.30). Lendo as listas de genealogias registradas nos Evangelhos de Mateus e Lucas, percebe-se uma diferença surgida a partir de Davi. Há uma teoria judaico cristã muito interessante e para mim também faz sentido. Mateus escreveu seu evangelho para os cristãos judeus e sua linha de pensamento é provar a seus leitores que Jesus é legítimo filho de Abraão e Davi, consequentemente herdeiro direto e legal do trono de Israel, partindo de Abraão e passando por Davi e Salomão, chegando em José, marido de Maria e assim Jesus poderia ser coroado legitimamente. Lucas escreve seu Evangelho para um amigo Grego e público universal não hebraico e sua linha de pensamento é provar a humanidade de Jesus, partindo de Adão, passando por Abraão, Davi e aqui surge a diferença, Lucas usa a linhagem de Davi através de Natã e não de Salomão, chegando em Maria, esposa de José e como as mulheres não eram contadas na linha de sucessão, aparece José e não Maria, mas mesmo assim Jesus legitimamente é herdeiro do trono de Davi. Com isso, Lucas evita a linhagem de Davi, que foi interrompida em Conias, que perdera o direito de ter filhos no trono. Enquanto a serpente prestava atenção e corrompia a linhagem de Salomão, Deus já trabalhava na linha paralela com Natã. (Chupa essa!!! Alguém armou e ficou de bobo). Então Deus abriu mão do anel e preservou os dedos, e hoje Jesus não só e rei, como é O REI dos reis e O SENHOR dos senhores e tem o nome acima de todo nome e diante dele todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é Senhor para glória de Deus Pai. Oh! Glória! A minha oração de hoje também são as palavras escritas por João em Apocalipse, não palavras melhores…

E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre. (Ap 5.9-14)

Pr Jason

Vai o Anel e Fica o Dedo

Meditação do dia 18/03/2017

 Jr 22.24 Vivo eu, diz o Senhor, que ainda que Conias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo na minha mão direita, contudo dali te arrancaria.

Vai o anel e fica o dedo – Quando o anel põe em risco a saúde do dedo, aconselha-se tirar o anel, usando qualquer meio possível, incluindo cortar ou danificar a jóia, mesmo que seja muito cara e preciosa. Em dias de insegurança como vivemos no Brasil, é saudável não ostentar jóias caras, bonitas ou atraentes; a pessoa corre o risco de perde-las e ainda sofrer lesões corporais, mutilação e até morrer; então abra-se mão do gosto e do prazer e do direito em detrimento da vida, saúde e segurança. No caso do texto e da mensagem de Jeremias, o que estava em jogo era algo muito mais precioso do que dedos, pescoços ou pessoas na sua integridade física e emocional. Valia-se a obra da redenção e o plano eterno de Deus em alcançar seus propósitos. Eu explico: Onze em cada dez leitores da Bíblia detestam ler as genealogias, e até nem valorizam ou entendem porque Deus gastaria tempo e espaço preciso nas paginas de sua palavra para registrar quem gerou quem e quem é pai de quem, numa lista enjoada de ler e nomes complicados de pronunciar que torna a leitura muito enfadonha e entediante. Pois bem, essas listas são parte da verdade total e são tão importes quanto o salmo 23 ou João 10. Quem entende de direito, sabe que tudo que o advogado do bandido precisa é encontrar uma falha no processo e se essa falha causar dúvida razoável e comprometer as provas, fica muito fácil desmontar tudo. Sem a genealogia bíblica, não se comprovaria a humidade de Jesus e isso comprometeria seu ministério e sua obra redentora. Desde a promessa feito à Adão e Eva em Gn 3.15, sobre o descendente da mulher que esmagaria cabeça da serpente, ela, a serpente vem esforçando-se para corromper a linhagem humana, tornando-a incapaz de servir aos propósitos eternos de Deus. Ela começou com os dois primeiros filhos de Adão, matando um e tornando o outro tão mal, que não serviria para prover uma descendência pura; então Deus recomeçou com o terceiro filho do casal, Sete. Pode–se perceber essas intervenções malignas em todas as gerações. Quando Noé saiu da arca, logo um de seus filhos pisou na bola e uma linhagem já saiu do páreo. Olhe as lutas para Abraão, Isaque e Jacó terem filhos e olhe as lutas e brigas entre eles. Na época de Jeremias já estava estabelecido que o Messias viria de Israel e mais especificamente da tribo de Judá e mais perto ainda, da linhagem de Davi; e foi aí que o mal intensificou seus ataques, Davi caiu em imoralidade crassa, Salomão foi devasso e mulherengo e cada geração teve lá sua cota. Mas quando chegou em Conias, filho do rei Jeoaquim, que fora mal e levado ao cativeiro, o caos se instalou de vez a ponto de Deus proferir essa terrível sentença sobre a linhagem real judaica. Os reis carimbaram e autenticavam documentos com um anel-selo, sem isso não tinha validade seus atos e ordens. O Senhor disse em termos mais simples que se ele fosse um rei e Conias fosse o seu anel-selo, ele o arrancaria e jogaria fora ou inutilizaria, de tão ruim e imprestável que o cabra era. No último verso do capítulo, o Senhor fecha o assunto, anulando essa linhagem de prosperar e ter qualquer direito ao trono dali em diante. Assim diz o Senhor: Escrevei que este homem está privado de filhos, homem que não prosperará nos seus dias; porque nenhum da sua geração prosperará, para se assentar no trono de Davi, e reinar ainda em Judá (Jr 22.30). A serpente entendeu que agora havia dado um “xeque-mate” em Deus. Não é por acaso que Deus é Deus e contra ele não se pode prevalecer… Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor(Pv 21.30). Lendo as listas de genealogias registradas nos Evangelhos de Mateus e Lucas, percebe-se uma diferença surgida a partir de Davi. Há uma teoria judaico cristã muito interessante e para mim também faz sentido. Mateus escreveu seu evangelho para os cristãos judeus e sua linha de pensamento é provar a seus leitores que Jesus é legítimo filho de Abraão e Davi, consequentemente herdeiro direto e legal do trono de Israel, partindo de Abraão e passando por Davi e Salomão, chegando em José, marido de Maria e assim Jesus poderia ser coroado legitimamente. Lucas escreve seu Evangelho para um amigo Grego e público universal não hebraico e sua linha de pensamento é provar a humanidade de Jesus, partindo de Adão, passando por Abraão, Davi e aqui surge a diferença, Lucas usa a linhagem de Davi através de Natã e não de Salomão, chegando em Maria, esposa de José e como as mulheres não eram contadas na linha de sucessão, aparece José e não Maria, mas mesmo assim Jesus legitimamente é herdeiro do trono de Davi. Com isso, Lucas evita a linhagem de Davi, que foi interrompida em Conias, que perdera o direito de ter filhos no trono. Enquanto a serpente prestava atenção e corrompia a linhagem de Salomão, Deus já trabalhava na linha paralela com Natã. (Chupa essa!!! Alguém armou e ficou de bobo). Então Deus abriu mão do anel e preservou os dedos, e hoje Jesus não só e rei, como é O REI dos reis e O SENHOR dos senhores e tem o nome acima de todo nome e diante dele todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é Senhor para glória de Deus Pai. Oh! Glória! A minha oração de hoje também são as palavras escritas por João em Apocalipse, não palavras melhores…

E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre. (Ap 5.9-14)

Pr Jason

Quando o Ruim Não é o Pior

Meditação do dia 17/03/2017

 Jr 21.8 E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.

 Quando o ruim não é o pior – Quem já me conhece, ou tem lido minhas meditações, talvez não estranhe tanto um título tão estranho, para dizer esquisito mesmo; mas a idéia faz sentido. Muitas pessoas tem dificuldades para tomar decisões e as vezes ficam procrastinando o mais que podem, até para ver se alguém ou alguma coisa muda o cenário e tire delas essa responsabilidade. Outros são precipitadas e decidem mesmo antes de examinar as várias possibilidades e assim, erram ou acertam, mas a possibilidade maior é de errar. Outros são cautelosos e conservadores, levando a decisão para os últimos instantes, e as vezes, já na prorrogação. Não é caso da população israelita contemporânea de Jeremias, que vinham sistematicamente sendo advertidos por Deus para se converterem e mudaram de postura, caso quisessem evitam uma medida drástica de juízo divino. Mas não adiantou, e o cerco foi se fechando, até literalmente falando. Quando Moisés estava dando as instruções finais ordenadas por Deus, antes deles entrarem na posse da terra prometida, o Senhor deu-lhes um ultimato parecido com esse, do texto de hoje, com um final com melhores alternativas. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,  amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar” (Dt 30.19,20). A escolha era entre vida e morte, bênção e maldição, com a dica de que deveriam escolher a vida, para terem a bênção de Deus e permanecerem na sua herança. O tempo passou e eles enveredaram pelos caminhos errados e pecaminosos, e mesmo advertidos, eles não se corrigiram e agora veio o ultimato. No verso seguinte, o nove, Deus esclarece, ou como costumamos dizer hoje em dia, Deus desenhou para eles entenderem o que realmente iria acontecer. O que ficar nesta cidade há de morrer à espada, ou de fome, ou de pestilência; mas o que sair, e se render aos caldeus, que vos têm cercado, viverá, e terá a sua vida por despojo. Estar vivendo sitiados por exército inimigo, já era terrível, pois a possibilidade da invasão acontecer a qualquer momento era muito real. Já estavam convencidos de que seus exércitos e seu rei, não poderiam livrá-los; e o socorro divino de outros tempos estava fora de questão, porque era juízo divino permitido e todos sabiam. Agora, todos, nobres e plebeus, ricos e pobres, militares e civis, estavam todos na mesma condição e Jeremias veio trazer a última oportunidade de fazer uma escolha. Agora era o ruim ou o pior; aquilo que nunca poderia ser imaginado estava às portas e agora era “sem choro e sem vela!” Quem escolher ficar na cidade está escolhendo morrer, e tem três possibilidades: Espada, Fome ou peste – francamente, nenhuma me parece mortes dignas ou menos traumáticas. Quem escolher se entregar ao inimigo, o exército babilônio, que não é nada gentil, humano ou piedoso, estará escolhendo ganhar o direito de viver, ter a vida como desposo, ou seja, a sobra do que restou depois da destruição. O pecado não costuma fazer reféns, ele destrói por completo; ele arrasa e não deixa chance de se reerguer. Brincar com o pecado, levar uma vida descuidada, sabendo que isso afronta a revelação de Deus, é tragédia anunciada. Se podemos escolher entre o bom e o melhor que Deus oferece, por que fazer escolhas estúpidas, pecaminosas, desafiando a santidade de Deus e sua autoridade? Pensar que o juízo de Deus não vem, ou é tão tardio que terei tempo para ou parar ou consertar quando bem entender, não é sábio. Quero fechar com uma pergunta importante que Jesus fez ao ilustrar um ensinamento: E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. (lc 12.19-21)

Graças de dou Senhor meu Deus e Salvador meu, por me acolher em teus braços e dar-me um lugar nos teus planos. Mantenha-me sob te olhar de misericórdia e graça, para que viva reconciliado todos os dias e ande em novidade de vida, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Maldição Retroativa ou Pós-Paga

Jr 20.14,15 Maldito o dia em que nasci; não seja bendito o dia em que minha mãe me deu à luz. Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho; alegrando-o com isso grandemente.

 Maldição retroativa ou pós-paga – Amaldiçoar é o contrário de abençoar! Abençoar significa bendizer, autorizar para prosperar; então amaldiçoar é maldizer ou desautorizar para que prospere. No meu modesto entendimento, amaldiçoar nunca é uma boa coisa a se fazer, por quaisquer que sejam as razões. Prefiro entender, e escolho me reservar o direito de não amaldiçoar nada e ninguém, pois sei, com todas as letras que não tenho um conhecimento pleno das situações e somente Deus conhece mente e coração, presente, passado e futuro e tem controle, governo, poder e autoridade sobre isso, então, ele pode fazer isso com absoluta imparcialidade e justiça. Ele sim, eu não! Também argumento aqui em minha defesa, sobre o fato de que algo está, existe ou é citado nas Sagradas Escrituras, nem por isso estou autorizado a fazer e praticar também, sob a argumentação de que “isso é bíblico.” Cada um deve andar segundo a luz que tem, e a minha luz e a minha experiência espiritual, não me permite tal prática. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (I Co 6.12). Há outros casos citados na Bíblia em que as pessoas amaldiçoam suas vidas e etc. e quase todas estão num contexto de sofrimento e dificuldades, onde a pressão emocional interfere no raciocínio e ela profere palavras que até contrariam a fé cultivada e o conhecimento que as Escrituras passam sobre a vida e os propósitos eternos de Deus para com cada um de nós. A cultura hebraica é muito forte sobre a idéia de que a vida é um dom muito precioso de Deus, e que cada pessoa é única e especial, criada à imagem de Deus e colocada aqui para cumprir um destino personalizado, feito sob medida para ela. As Palavras do Salmo 139, é provavelmente a mais fiel e perfeita descrição da ideologia judaico-cristã sobre a origem da vida humana. Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!” (Sl 139.13-17). O título dessa meditação é uma alusão jocosa e até cínica valendo-me da figura dos planos de telefonia móvel, para expressar meu pensamento sobre a atitude de uma pessoa proferir maldições sobre sua vida e as pessoas ligadas a sua existência. Como pode? Uma pessoa, nascida sob a bênção de uma família que vive uma aliança com Deus, fruto do sonho dos pais, concebida, gestada, nascida sob bênçãos e até com cerimonias que confirmam isso; criada no conhecimento da Palavra e da fé bíblica sob os valores de Deus, que cresce, desenvolve, habilita-se e é útil em sua comunidade e testemunha da graça de Deus e por um fator adverso, por mais terrível que seja, olha para trás e anula tudo que aconteceu em sua vida, retirando (como se pudesse) a bênção, o favor e o cuidado de Deus e o investimento da família, como se ela simplesmente tivesse poder de vida e morte sobre si e sobre os outros? Como eu acredito que os pensamentos de Deus são preciosos demais para mim e sobre mim e depois eu amaldiçoo aquilo que acredito ser obra maravilhosa das mãos de Deus? Porque no dia de hoje a pessoa fracassa nos negócios, na profissão, no casamento ou relacionamentos amorosos, ou é diagnosticado com alguma doença etc. que tudo o que aconteceu até ontem não tem mais validade? Foi tudo fraude e todos os que fizeram parte disso são malditos?  Ora, convenhamos!!! Não é uma atitude sábia precipitar palavras e julgamentos, quando estamos emocionalmente abalados e envolvidos. Amaldiçoar o passado, não concerta ou trás a bênção para o presente ou futuro! Como cristãos, ainda temos conhecimento de que as palavras faladas tem peso e seremos responsabilizados por elas. Nossas palavras são sementes, e tudo o que plantamos, colheremos com toda a certeza. As palavras podem ser ou se transformar numa das coisas mais poderosas desse mundo; elas tem o poder de criar o que se diz e atrair para si tudo o que se confessa. Uma pessoa responsável, nunca brinca com palavras, elas são objetos muito precisos. Um conceito macalônico ou jasoniano (quem souber, que entenda), quando esmagamos uma flor, ela deixa seu perfume, o mesmo acontece quando esmagamos aquele inseto chamado de “Maria Fedida.” Assim também, quando abençoo ou amaldiçoo algo ou alguém, sempre fica um pouco na minha vida; e nesse caso, eu escolho sempre, ficar com um pouco de bênção, ainda que o outro leve uma porção maior. Como diz o antagonista: “É melhor dois marimbondos voando, do que um na mão!”

Farei das Palavras do Salmo 145, a minha oração de hoje e espero que elas também traduzam o seu prazer em Deus.

Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre. Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre. Grande é o Senhor, e muito digno de louvor, e a sua grandeza inescrutável. Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas. Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas. E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza. Proferirão abundantemente a memória da tua grande bondade, e cantarão a tua justiça. Piedoso e benigno é o Senhor, sofredor e de grande misericórdia. O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras. Todas as tuas obras te louvarão, ó Senhor, e os teus santos te bendirão. Falarão da glória do teu reino, e relatarão o teu poder, para fazer saber aos filhos dos homens as tuas proezas e a glória da magnificência do teu reino. O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura em todas as gerações. (Sl 145.1-13)

Pr Jason

Jeremias Vai às Compras

Meditação do dia 15/03/2017

 Jr 19.1 Assim disse o SENHOR: Vai, e compra uma botija de oleiro, e leva contigo alguns dos anciãos do povo e alguns dos anciãos dos sacerdotes;

 Jeremias vai às compras – Vivemos numa nação capitalista e numa sociedade consumista, portanto, ir às compras, é uma atividade normal entre nós. Algumas pessoas até se vale desse expediente como fator desestressante. Luiz Fernando Veríssimo, com seu notável humor escreveu que sempre que ia ao Shopping com sua esposa, fazia questão de andar de mãos dadas o tempo todo; mas isso nada tinha a ver com romantismo, era porque se ele soltasse a mão, ela ia direto às compras. Já vimos o profeta Jeremias indo às compras para adquirir um cinto, que servir de simbolismo para o futuro destino do povo israelita no cativeiro babilônico que já era iminente. Agora vemos o Senhor o enviando às compras novamente, para comprar uma botija de oleiro, quem sabe, foi até a mesma que ele vira o oleiro fabricando, naquela experiência anterior. Mais para frente há uma outra citação, quando ele é instruído a adquirir um imóvel, uma propriedade rural em sua cidade natal, Anatote. Aqui a lição não era para ele, mas com certeza ele também estaria aprendendo, ao lidar com as pessoas a quem estava sendo dirigida aquela instrução. A missão completa incluía: 1. Comprar uma botija de barro; 2. Levar com ele dois grupos de pessoas a um vale nos arredores de Jerusalém; 3. Quebrar a botija na presença deles, e 4. Profetizar a mensagem dada por Deus. Quero pensar aqui juntamente com vocês, sobre o ministério cristão dado a cada um de nós; quer pastores, líderes, membros, administradores institucionais, discipuladores e demais ocupações no serviço do reino de Deus. Para começar, todos estamos à serviço do Senhor e temos responsabilidades diversas, como vimos no texto, pois Jeremias era profeta, era para ele convocar e levar os anciãos do povo e também os anciãos dos sacerdotes, para que eles ouvissem uma palavra de Deus. Algumas das atribuições que Deus ordena, é extremamente simples de cumprir e obedecer, como foi para o profeta comprar uma botija de barro. Outras atividades, já sabemos onde executá-la, como no caso dele ir e levar às pessoas ao Vale do Filho de Hinon. Outras partes das tarefas a nós confiado envolve a participação de outras pessoas e aí entendemos que elas tem o direito de aceitar ou rejeitar, ou impor suas agendas e outras coisas possíveis, mas a nossa função continua sendo fazer o que nos foi ordenado; a reação das pessoas é problema delas com Deus e como Deus nunca ordens absurdas ou impossíveis de obedecer, faremos nossa parte e ele se encarregará de convencê-las; mas é claro, que a nossa credibilidade aqui conta muito, pois se não somos sérios no que fazemos, ou não somos confiáveis, comprometemos a obra de Deus. Uma outra situação vista aqui, é que o público alvo determinado por Deus, tratava-se de “feras – cobras criadas – pessoas mais velhas e mais experientes do que o mensageiro.” Os anciãos do povo, eram líderes do povo, representantes de classes, com autoridade, poder e controle. No sistema de governo tribal dos hebreus, eram pessoas dadas como sérias e suas palavras e decisões eram muito respeitadas e praticamente inquestionáveis. Os anciãos dos sacerdotes eram outra classe distinta e respeitadíssima pelo conhecimento teológico, cerimonial e religioso, das tradições, leis e costumes e suas aplicações. A opinião deles era quase como palavra de Moisés. Eram os mestres, formadores de opiniões e intérpretes da verdade e das novas revelações e situações. Resumindo, não eram pessoas que gostavam de sentar e ouvir um profeta novo, querendo falar da vontade de Deus sobre isso ou aquilo, sem que isso tivesse passado por eles primeiro. O Apóstolo Paulo fala que quanto mais aproximássemos dos fins dos tempos, mais problemas e resistências iríamos encontrar em nossos ministérios. Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te… Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade (2 Tm 3.1-5,7). Jeremias teria que quebrar a botija na frente deles e depois dizer o que Deus dizia que aquilo significava e a decisão que deveriam levar de volta e participar aos seus representados. Ser fiel e obediente a Deus e à sua Palavra, é a parte que nos toca. Façamos bem feito a nossa parte e os resultados ficam sob a responsabilidade do Senhor, pois um profeta legítimo, não tem mensagem própria, ele só transmite as ordens do seu Senhor.

Pai, obrigado por utilizar meios e argumentos fortes para convencer os homens de suas reais necessidades; e a igreja é o agente de transformação enviado por ti para representar o teu reino e a tua vontade. Obrigado por chamar homens e mulheres e muitos deles ainda jovens e pouco experientes, mas o Senhor confia a eles as tuas Palavras, e quem tem o teu Espírito saberá discernir e dar ouvidos a tua mensagem. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Escolhe Onde e Como se Revelar

Meditação do dia 14/03/2017

 Jr 18.2 Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.

 Deus escolhe onde e como se revelar – Esse texto é um daqueles cantados em verso e prosa de muitas maneiras entre o povo de Deus. É um texto cheio de significado e revelador sobre o trato de Deus com os homens e a importância que ele dá ao processo de transformar o que aparentemente não é útil, em algo abençoador. Em todos os círculos cristãos, os filhos de Deus falam e lembram desse ensinamento, se colocando como vasos nas mãos de Deus e prontos a serem modelados ou remodelados pelo seu agir sábio e amoroso. Como em outras lições que já vimos e o livro de Jeremias está repleto desses ensinamentos ilustrados, teatralizados como finalidade didática. Se Deus, que é Deus, gosto de método de ensino visualizado, certamente ele sabe que os processos mentais e os níveis de percepção e aprendizagem humana, são melhores estimulados dessa forma. Hoje sabemos que aprendemos não apenas com o cérebro, mas com os sentidos todos e além deles, pois temos memória emocional e um sistema de arquivamento mental muito eficiente. Cada pessoa tem seu próprio modo e tempo de aprendizagem e retenção de conteúdos. Alguns aprendem lendo, outros lendo e fazendo, uns com instruções tipo “faça você mesmo,” e assim cada um assimila de modo peculiar. Por isso, na sua vida devocional, Deus trata contigo da forma que é mais natural e produtiva para você; assim como faz comigo e com cada um de seus filhos. O Espírito Santo habita em nós, como um assistente, para nos guiar à toda a verdade e nos fazer lembrar tudo o que aprendemos na caminhada espiritual. Deus disse à Jeremias que fosse a um ateliê de alguém pelas redondezas, que precisa falar com ele e é por aqui que se começa a crescer no relacionamento com Deus. Tudo começa com a disponibilidade para com o Senhor. A agenda deve ter espaço para obedecer uma nova instrução divina. O Senhor dispõe de toda a atenção de seus servos e se não temos tempo para Deus, não podemos ir onde ele manda, ou fazer imediatamente o que ele determina, porque nossa agenda está sobrecarregada e nossos compromissos não esperam…. então essa relação de servo-senhor não está nada bem. Jeremias chegou ao local e se ficou à observar o que ali acontecia, pois poderia ser que Deus se manifestasse num detalhe qualquer. Isso é outro fator importante na comunhão e no desenvolvimento da intimidade com Deus. Tudo é motivo para se aprender e receber lições; onde quer que vamos, ou que Deus nos guie, há propósitos e possibilidades de aprendizagem. Quando vamos por exemplo numa celebração do povo de Deus, no domingo, ou numa menor no meio da semana, ou numa reunião familiar, permaneça com os olhos, orelhas e antenas ligadas o tempo todo. A melhor atitude é sempre poder dizer: “O que diz o Senhor ao teu servo?” O outro aspecto é a capacidade de Deus em fazer uso das nossas percepções para nos instruir e transmitir sua revelação. Jeremias pode perceber a conexão entre a obra do oleiro e sua matéria prima, com a obra de Deus na vida humana, quer individual quer coletiva. O barro é sempre barro e está sujeito a variações por fatores externos como umidade, temperatura, pressão e o oleiro está ciente disso e segundo sua capacidade, criatividade e planos, ele modela. O oleiro é senhor do barro. O mesmo vale para os homens que estão nas mãos de Deus, eu e você, também somos influenciados por fatores externos e Deus sabe a nossa consistência, resistência, maleabilidade e segundo sua multiforme sabedoria, nos modela para propósitos que atendam sua soberana vontade. Resistir ou se opor a Deus, não é sinal de inteligência e muito menos de consagração. Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tem mãos? (Is 45.9). O que dá valor ao vaso, é a autoria; é possível encontrar vasos de barro aos montes em lojas populares de R$ 1.99 e também encontrar vaso do mesmo formato, tamanho e utilidade, por milhares de reais, a diferença está na assinatura de quem confecciona. Acho que um bom modo de concluir é relembrando: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel (Jr 18.6).

Senhor, a minha resposta à tua pergunta é: Sim, Senhor, claro que podes, e estou disponível e dependo de ajuda do Espírito Santo para estar sensível o suficiente para o teu agir. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Problemas Cardíacos

Meditação do dia 13/03/2017

 Jr 17.9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?

 Problemas Cardíacos – Como nosso propósito é devocional e não doutrinário teológico, não vamos entrar na discussão quase eterna, sobre o coração humano, ser ou não confiável, caso o dono dele já seja convertido. Pois há quem defenda que isso se refere somente aos não convertidos e outros que engloba a todos. A única certeza que sei, é que nada sei e que todo mundo que tem coração, tem que tomar muito cuidado com ele, pois de vez em quanto nos surpreendemos conosco mesmos. Todos também admitimos que somos mais complexos do que nossa vã filosofia quer admitir, mas ainda bem que Deus nos ama, sonda nossos corações e o Espírito Santo é poderoso como guia e assistente, para nos levar a uma vida de fé e piedade autênticas. Na verdade não pretendo fixar meu tema nesse verso, pois o vejo como a conclusão de duas premissas fortes que Deus estava falando ao seu povo e que não era novidade, pois é ensinamento básico da fé deles. Essas verdades estão no contexto acima e vou trabalhar com uma de cada vez. Primeiro – Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!(17.5) A atitude de confiar em si mesmo em vez de confiar em Deus coloca a pessoa numa condição de maldição. A pessoa quer fazer do seu esforço pessoal e da força bruta aquilo que só a confiança em Deus pode produzir. Certamente o coração da pessoa se afasta de Deus, pois ela é seu próprio salvador. A condição dessa espécie de atitude produz o seguinte resultado na vida: Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável (17.6). Vida no deserto, esterilidade, ausência de bem, habitação em condições improdutivas e até impróprias. É fim de linha! A segunda premissa, que tem à ver com decisões do coração exatamente o contrário da primeira: Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor (17.7). A condição de crer em Deus e ser o próprio Deus a razão da fé dessa pessoa, o coloca em condição de ser abençoado, ser bendito. Ser bendito, é o oposto de ser maldito, mas não é apenas não sofrer penas e males, a abrangência da bênção de Deus, alcança tamanha dimensão da vida, que não se compara com a situação oposta. Veja o efeito de se confiar em Deus: Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto (17.8). As duas pessoas são comparadas à árvores, pois o processo de produção da vida leva em conta as estações, o trabalho, o cultivo, o investimento, a confiança, a esperança. Nada acontece em passe de mágica. Ninguém fica rico do dia para a noite, ninguém amadurece de um dia para o outro; ninguém aprende tudo de uma única vez; ninguém recebe uma revelação para a vida inteira, ela vem passo a passo, uma decisão leva a outra, uma construção edifica solidamente demanda investimento, suor, habilidade e inteligência. Mesmo a pessoa tipo “árvore plantada junto às águas,” como na descrição do Salmo primeiro, ela estende suas raízes, ou seja, ela age, atua, investe no seu desenvolvimento, ela não é passiva. O calor também a atinge, como atinge aquela no deserto, mas ela investiu na preservação de suas folhas, que a embeleza, ajuda na respiração, conservação da umidade, floração e frutificação, enquanto a outra é “um pau pelado.” O ano de sequidão também vem para o cristão piedoso e de vida devocional bem estruturada. As crises e problemas não fazem acepção de pessoas, mas essa está bem preparada para encarar os desafios de tempos difíceis e recursos escassos; ela não se afadiga, não se desgasta a ponto de comprometer sua produtividade. Essa pessoa, não deixa de dar fruto, que é na verdade a razão de existência da árvore. O cristão, o filho de Deus, tem uma razão pela qual foi criado, nascido e colocado nesse lugar, nesse tempo e nessas condições para cumprir um papel e agindo pelos caminhos certos de Deus, ele produz fruto em todo tempo, isto é, nas estações de produção ele está ali firme e forte. O verso sobre coração enganoso, é a conclusão desse ensino de Deus. Há pessoas que entende que só pela fato de ser “evangélico, crente, ir a uma igreja” ele já é “árvores plantada junto às águas” e todos que não são como ele, são árvores no deserto. O coração dele o está enganando redondamente. Ser bem aventurado, ou ser maldito, como colocado aqui por Jeremias, é questão de escolha, de decisão de vida! Que tipo de pessoa eu quero ser e vou ser! Que investimentos farei na minha vida espiritual que me colocarão nessa ou naquela condição? Quantas pessoas nas igrejas que são até gente boa e fiéis, mas estão distantes daquilo que eles mesmo acreditam e veem nas Escrituras? A verdade teológica, não é a mesma da verdade prática da vida delas. O Deus da Bíblia é Todo-Poderoso, mas na prática da vida delas, não é do mesmo tamanho a ponto delas terem de “se virarem nos trinta” senão passam fome, vivem em crises constantes e problemas aos montes. Essas pessoas, certamente tem “problemas cardíacos espirituais.”

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda a sorte de bênçãos em Cristo, nas regiões celestes. Graças te rendemos, por és Deus em cima nos céus, na terra e em todo e qualquer lugar, de eternidade em eternidade, para todo sempre, amém.

Pr Jason