Dieta Indigesta

Meditação do dia 26/04/2017

Ez 4.10,11- E a tua comida, que hás de comer, será do peso de vinte siclos por dia; de tempo em tempo a comerás. Também beberás a água por medida, a saber, a sexta parte de um him; de tempo em tempo beberás.”

Dieta indigesta – Que bom que vivemos no tempo da graça, diria alguns, pois no Velho Testamento, o nível era outro. A graça sempre foi a graça e a misericórdia de Deus sempre esteve disponível a todos indistintamente. Segundo a nossa fé, o Senhor continua sendo o mesmo ontem, hoje e eternamente; ele não mudou e não mudará, e justamente por isso, não somos consumidos. O que está em questão aqui, não é a rigorosidade vétero testamentária em detrimento de uma graça lassa e permissiva que alguns suponham existe na época da igreja. O grau de comprometimento de fé e consagração das pessoas e que tornam as experiências mais profundas ou rasas o suficiente para não produzirem efeitos ou mudanças. Podemos ver um Abraão comprometido e ainda com muito pouco de revelação disponível, ao mesmo tempo que encontramos um Jacó crente mas de caráter ainda em formação e dado à trapaças, se bem que parte do seu mentoreamento foi feito por Labão, um tio espertalhão disposto a vender qualquer coisa por uns bons trocados e se possível, não entregar como combinado. Encontramos uma Joquebede disposta a salvar a vida do filho ainda que tivesse que tentar a sorte botando ele no rio perto de onde a princesa pudesse acha-lo e deu certo. Amamos o comprometimento de Josué e Calebe e repudiamos a ambição de Coré e Datâ e sua turma. Sou fã da atitude de Eli, se apegando a uma segunda chance na vida ao criar Samuel, já que havia falhado na criação de seus filhos biológicos. Não se fala em consagração sem pensar em Ana e Samuel, mas os filhos de Samuel foram um desastre, tal qual os tios de criação (filhos de Eli). Então quando um profeta, ou um servo de Deus se comprometia com seu ministério, em muitas situações ele passava por maus bocados, como Elias e suas experiências ao desafiar o rei Acabe e não foi fácil para ele. Jeremias e suas longas viagens, teatros idealizados para ilustrar sua mensagem e no final sobrou escombros e cativeiro para ele também, mas lá estava ele identificado com sua mensagem. Aqui Ezequiel é chamado a teatralizar uma experiência duríssima, para um judeu piedoso e farisaico, cheio das tradições e rituais, mas Deus o força ao limite, mostrando que o pecado leva a pessoa a níveis tão degradantes, que não importa o que ela creia, defenda e quais sejam seus padrões de nobreza, higiene, boas maneiras à mesa, comprometimento religioso… tudo cai diante do poder destruidor do pecado e das alianças erradas. O que estou ou estamos dispostos a ceder ou fazer para que a misericórdia divina seja entendida e os pecadores se convertam de seus caminhos e se voltem para Deus? Nossa ortodoxia aceita vidas se perderem só para satisfazer minhas convicções religiosas e denominacionais? O que alguém pode alcançar em termos de experiências pessoais com Deus que não posso aceitar ou ao menos respeitar? Só nós estamos certos, tudo o que não sabemos não existe? Não pode?

Senhor, mais do que aprender doutrinas e regras, precisamos conhecer a ti e confiarmos em tua multiforme graça. Ela sim nos basta. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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