Meditação do dia 08/08/2017
Ag 1.9 – “Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa.”
Uma coisa tem à ver com a outra – Deus não se esquece de suas palavras, nem tampouco esquece dos compromissos. Ele também não precisa de uma agenda para anotar para evitar esquecer, como nós, por exemplo. No Salmo 119 está escrito uma verdade digna de ser lembrada aqui: “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu” (119.89). Certa vez brinquei com os alunos na aula de bibliologia, dizendo-lhes, que se destruírem todos os exemplares da Bíblia, aqui na terra, não há problemas, pois Deus guardou a original lá com ele. Jesus nos seus dias terrenos foi assertivo ao afirmar que a Palavra de Deus é permanente e não cai por terra ou é reformada, revisada como se envelhecesse e precisasse de atualizações. “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.18). Estou fazendo essas citações para lembrar que o Senhor nosso Deus estabeleceu alianças com o seu povo e firmou termos de compromisso e responsabilidades que deveriam ser praticados, mantidos com muito zelo em todos os tempos, com validade perpétua, sem interrupções. Umas das razões para tal, seria o fato de que muitos daqueles rituais apontavam para a obra perfeita, completa e eterna, realizada uma única vez por Jesus Cristo, como Cordeiro de Deus, sacerdote e vítima em oferta e sacrifício pela redenção da humanidade. Deus não falharia na parte da missão e nem nós poderemos; há consequências pela violação. Os judeus, representando na época o povo de Deus e guardiões dos propósitos divinos revelados à humanidade, receberam as instruções e depois negligenciaram no dever. O direito de ser abençoado, próspero, saudável e protegido, está inerentemente aliançado à obediência e a prática do culto à Deus, na forma requerida por Deus. Eles abandonaram tudo e passaram a correr atrás dos próprios interesses materiais e temporais, mas queriam continuar recebendo a mesma porção de favor divino de antes. Não funcionou! Hoje, estamos experimentado algo semelhante; muitos filhos de Deus, por entenderem que na Nova Aliança, não tem uma tribo sacerdotal e que todo cristão é um sacerdote e que a chamada divina é subjetiva e não compulsória, se dão ao direito de negligenciar as partes que lhes cabem na manutenção para o bom andamento do reino de Deus. As outrora bem sucedidas EBD hoje na sua maioria estão entregues às moscas – os cultos de ensino e doutrinamento sumiram – as reuniões de orações recebem boas “audiências” se for uma campanha, com unção e revelação – as vigílias de oração se tornaram reunião de bate-papo e lanches – Os retiros e acampamentos são movidos pela cozinha e cantina e todos voltam ao final alguns quilos à mais no peso. Depois, perguntam-se porque o poder de Deus não é tão atuante quanto em …. Jesus, o cara, passou a noite em oração antes de escolher os doze discípulos; hoje os caciques denominacionais se reúnem numa churrascaria para escolher os candidatos ao ministério. O triste de tudo isso, é que todos, todos mesmos, dizem: “Não tem nada à ver, os tempos são outros!” E os resultados também!
Senhor, tu tens razão e precisamos nos arrepender e reavaliar nossos conceitos, quando eles nem deveriam existir, pois o certo é seguir os teus conceitos, critérios e métodos de fazer a obra que é tua e que o Senhor mesmo sustenta e chama quem e como quer. Nossas escolhas tem feito diferença nos resultados e não foi para melhor. Nos perdoe e nos ajude, em nome de Jesus, o Senhor da seara, amém.
Pr Jason