Meditação do dia 03/02/2018
“juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor, mesmo que Noé, Daniel e Jó estivessem nela, eles não poderiam livrar seus filhos e suas filhas. Por sua justiça só poderiam livrar a si mesmos.” (Ez 14.20)
Tres Homens e Seus Filhos – Deveras o meu coração fico inquieto com a intensidade das verdades deste texto de Ezequiel e suas consequências. Se de um lado vemos a integridade e justiça desses três irmãos na fé, que assumem uma posição quase que inigualável aos demais companheiros de caminhada e concordo que devemos tirar o chapéu para eles e reverenciá-los como homens que merecem o nosso respeito. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha: Será que os filhos deles não seriam assim tão convertidos, ou será que andar na sombra de pais como esses é bem complicado em se tratando de comparação? Mas em nenhum lugar das Escrituras se aceita essa idéia de comparação como critério de avaliação. Cada pessoa tem sua oportunidade e suas responsabilidades diante de Deus e da sociedade. Seremos julgados diante do trono por escolhas e decisões nossas, feitas livremente ou por nos colocar em condições de risco e escravidão ao pecado e ao ego. Mas mesmo assim, ainda seremos os responsáveis. Sobre os filhos de Noé, sabemos que eram três e deles se povoou toda a terra novamente após o dilúvio. O mais novo, Cão teve aquele problema com a embriaguez do pai, mas ainda assim se tornou um patriarca e claro, não lhe deve ter faltado oportunidade de arrependimento e mudança de postura que lhe valesse a bênção. Daniel, sabemos que morreu bem de idade, já que chegou na Babilonia ainda bem jovem e foi um dos responsáveis pelo regresso dos judeus do cativeiro. Foi ministro de quatro impérios que se sucederam naquelas terras; mas nada sabemos sobre registro de filhos e familiares. Jó sabemos que ao todo teve vinte filhos em duas etapas de sua vida, antes e depois de sua provação; sete rapazes e três moças e na segura etapa até se menciona o nome das três filhas e diz que eram muito bonitas. Na primeira etapa se sabe que Jó era um paizão zeloso e cuidadoso da vida espiritual de seus filhos. Certa vez vi na TV uma entrevista com o cantor e compositor Tom Zé, que falava sobre o comportamento geracional e ele citou um ditado popular que qualificava o que se experimentava no Brasil, ele disse: “Pais trabalhadores, filhos burgueses e netos degenerados.” Como seria a versão disso em termos de vivencia de fé e prática nas gerações de cristãos na igreja brasileira? Será que tivemos “Pais fervorosos, filhos acomodados e netos desigrejados?” Amados, verdadeiramente eu me inquieto porque a fé não é apenas para ser vivida individualmente e cada um para si e Deus para todos ou eu cuido de mim e o resto que se perca. A filosofia judaico-cristã é que os valores da fé precisam passar de geração em geração; uma geração faz conhecida à outra geração as maravilhas do Senhor. Uma geração é responsável por outra geração; cada geração é responsável pela próxima geração, assim como os pais são responsáveis pelos filhos. Não é aceitável os pais irem cultuar a Deus e os filhos ficarem em casa ou saírem para outros caminhos longe dos caminhos de Deus! Nosso bom testemunho deve influenciar positivamente as pessoas, especialmente dentro do círculo familiar. Isso é um sério motivo de reflexão e orações e mudança de postura. Particularmente, não gostaria de chegar à eternidade sem os meus.
Pai, obrigado por nos ensinar o valor da justiça e retidão diante de Ti. Obrigado por nossos filhos são verdadeiros tesouros com os quais nos presenteaste e somos mordomos e responsáveis por cuidar deles e apresenta-los naquele dia. A frase de Josué e o grande desejo de todos nós: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor! Em nome de Jesus, amém.
Pr Jason