Ninrode, o Desenvolvimento do Paganismo

Meditação do dia 06/02/2018

Des­sa terra ele partiu para a Assíria, onde fundou ­Nínive, Reobote-Ir, Calá” (Gn 10.11)

Ninrode, O Desenvolvimento do Paganismo – Estaremos continuando a transcrever a história de como chegamos ao grande desenvolvimento de um paganismo tão baixo, que de moderno e novo não tem absolutamente nada. Da união Ninrode-Semíramis, nasceu  Tammuz,  mas com  um  detalhe  significativo:  a  deusa   permanecera “virgem”.  Aqui está, talvez, a primeira tentativa satânica de dar um falso cumprimento à profecia bíblica relativa ao nascimento  de  Jesus  de  uma  virgem anunciada  uns setecentos anos antes de Cristo. Na Bíblia do padre Mattos Soares, traduzida da Vulgata Latina, registrou-se a versão grega de Tammuz, que é Adonis. Tammuz é o tipo do deus que morre e ressuscita, personificando as forças  vivas  da   natureza.  Morre com os calores estivais e ressuscita com a primavera.  Era conhecido em Sumer, segundo alguns, cerca de três mil anos antes de Cristo, mas consta, todavia, como filho do casal fundador de  Babilônia,  logo após o  dilúvio.  Penetrou posteriormente em outras nações e até mesmo no  recinto do templo  em  Jerusalém:  Então ele me levou para a entrada da porta norte da casa do Senhor. Lá eu vi mulheres sentadas, chorando por Tamuz. Ele me disse: “Você vê isso, filho do homem? Você verá práticas ainda mais repugnantes do que esta”.  Ele então me levou para dentro do pátio interno da casa do Senhor, e ali, à entrada do templo, entre o pórtico e o altar, havia uns vinte e cinco homens. Com as costas para o templo do Senhor e o rosto voltado para o oriente, eles se prostravam na direção do Sol. Ele me disse: “Você viu isso, filho do homem? Será que essas práticas repugnantes são corriqueiras para a nação de Judá? Deverão também encher a terra de violência e continuamente me provocar a ira? Veja! Eles estão pondo o ramo perto do nariz! Por isso com ira eu os tratarei; não olha­rei com piedade para eles nem os pouparei. Mesmo que gritem aos meus ouvidos, não os ouvirei”. (Ez 8.14-18). Semíramis, esposa de Ninrode, era filha da deusa-peixe Derceto e de  um jovem sírio. Após o trágico assassinato de seu marido, a “virgem” Semíramis deu à luz à Tammuz, em quem,  segundo  ela,   seu  esposo  havia  reencarnado.  Desses ensinamentos  procede  o  culto  da  virgem-mãe  e  do menino-deus.  Semíramis  proclamou  que  o  marido  era divino  e  que ela  era  a  esposa de  Deus,  a  rainha do  céu e  que,  sendo  o   seu  filho  estimado  o  próprio  pai reencarnado,  era  ela  a  mãae  de  Deus!  E  mais:  disse  que seu  filho  Tammuz  foi  destinado  a  ser  o  libertador da Humanidade do jugo tirânico do Criador. A  arqueologia  moderna  descobriu  nas  ruínas  de Babilônia as  mais  antigas  imagens  do  culto  pagão,  algumas  delas  de  dois  mil  anos  antes  de  Cristo:  a  mãe com um menino ao regaço. No Tibet e na China ainda hoje  se  encontram   imagens  a ídolos  representando  a  mãe e  o  filho,  que  eram  adorados  séculos  antes  da  era cristã.  Estas  imagens  têm  uma   perfeita  semelhança  com as  adoradas  na  Igreja  Romana.  Os  antepassados  romanos adoraram, entre outros deuses, a virgem e o filho na forma de Vênus e Cupido. Nas  notas  de  sua  tradução  da  Bíblia  Sagrada,   Sábado Dinotos vê  em  Tamar a  origem  de  Semíramis.  Ele afirma  que  Sêmele  (Tamar,  no   hebraico)  declina  de  Meri, que  é  amora  ou  tamarindo,  raiz  do   grego  Muriki.  Este nome  era  Tomyris  para  os  Massagetas,  e  para  os  assírios Semíramis. “A lenda  tebana  fazia-a  mãe   de   Baco,  quando,  em realidade,  foi  amante  e  nora.  Era, outrossim,  chamada  a Mãe  Terra  pelos  povos  do  Turquestão  russo…  Num relevo de Ara Pacis ela aparece com seus dois gêmeos ao colo, que foram  Perseu  e  Orion.”  Em  artigo  assinado  numa importante revista  portuguesa, E. W. Moser afirma que “o jejum  anual  e  as  festas  inauguradas  pelos  fundadores  de  Babilônia  foram os  seguintes:  Quaresma,  Páscoa,   Natal etc.

Pai celestial, oramos por sabedoria e discernimento verdadeiro do teu Espírito Santo para que a nossa fé seja pura, simples e fervorosa para ti, como Deus único e verdadeiro. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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