Sem aos Cem Anos

Meditação do dia 08/02/2018

Este é o registro da descendência de Sem: Dois anos depois do Dilúvio, aos cem anos de idade, Sem gerou Arfaxade.” (Gn 10.11)

Sem aos Cem anos – Esse simpático senhor, filho mais velho de Noé, tem pouca coisa descrita sobre si, mas não menos importe do que muitos outros. As vezes em um único versículo, ou parte de um, tem informação suficiente para fazer a história de alguém valer a pena. Nesse caso aqui, fica registrado que ele se tornou pai, aos cem anos de idade, exatamente dois anos após o dilúvio. Já sabíamos que toda a tripulação da arca eram exatas oito pessoas ou os quatro casais, Noé e seus três filhos e suas respectivas esposas. Outro detalhe que me chama a atenção, é o registro dos anos vividos pelas pessoas depois do dilúvio. Sem estava com noventa e oito anos quando aconteceu o dilúvio e depois na sequencia, registra que ele viveu mais quinhentos anos. Já é um registro considerável, visto que antes todos viviam uma longevidade muito maior. Aqui entra também as consequências e os resultados climáticos e atmosféricos que foram alterados para provocarem o dilúvio e então a vida pós diluviana não era mais a mesma de antes e diversos fatores contribuíram para isso. Podemos aprender com isso, pois em certas circunstancias das nossas vidas, algo acontece e muda definitivamente os rumos de tudo o que conhecíamos até então e nem sempre tem meios de se mudar o quadro. Quando não podemos mudar algo, a sabedoria nos ensina que devemos nos adaptar e aprender sobre a nova realidade. Como cristãos e filhos de Deus também somos afetados por mudanças que necessariamente não foram provocadas por nós ou por responsabilidade nossa. Crises provocam mudanças, empregos são perdidos, oportunidades passam, novas formas de se fazer e realizar tarefas surgem; tecnologias e enfim, o mundo ao nosso redor não está sob nosso controle. No Brasil em menos de cinquenta anos a população praticamente migrou do interior e da vida rural para as cidades e capitais de estados que ficaram cada vez maiores e com isso vieram todos os problemas de infraestrutura e tudo mais que vemos no nosso dia a dia. A maioria de nós temos nossas raízes, de pais e avós, vindos da vida pacata do campo, para a agitação das metrópoles. Nos últimos vinte anos as tecnologias se popularizaram e universalizaram em grandíssimas proporções; muitas pessoas ainda não se adaptaram e alguns resistem bravamente. Os cristãos de mais tempo de conversões estão se sentindo perdidos com os novos tempos e tendências na fé e nas igrejas. Parece, que o primogênito de Noé também teve que passar por experiências semelhantes e viver em tempo de transição não é nada fácil, mas podemos aprender e colher o melhor dos dois tempos. Provavelmente Arfaxade ouviu do pai histórias que pareciam meio mirabolantes, mas ele já nascera num época diferente da do pai. Como nossos filhos e netos na presente geração que ficam imaginando como era a vida sem um celular, sem net, sem shoppings, sem computadores, energia elétrica, leite de caixinha, comidas congeladas e tantas novidades para eles a cada dia, imagina para os pais e avós? Mas a igreja do Senhor também sempre experimentou tempos de transição e sempre prevaleceu. Ânimo!

 

Obrigado, senhor pelos desafios de cada dia e de cada geração, mas que bom que temos a tua promessa e a tua companhia conosco. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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