Via de Duas Mãos

Meditação do dia 16/02/2018

E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gn 12.3)

Via de duas mãos – O bom de se aprender com a vida e a história de Abrão, é que Deus mesmo se encarregou de determinar e delimitar certas coisas, das quais ele não precisaria se preocupar ou ter que correr atrás. Sei que as pessoas dos tempos antigos e suas culturas entendiam melhor certos conceitos da vida, que também conseguiam transferir para suas relações de fé. Um exemplo disso são as alianças; em nossa cultura ocidental pasteurizada, é quase nulo o valor de alianças entre pessoas, governos ou até mesmo os cristãos que tem a Bíblia nas mãos. Não só não sabem o valor, nem o significado e não tem ou demonstram qualquer respeito por uma aliança. As relações humanas estão plenamente baseadas nas conveniências circunstanciais e momentâneas. O maior exemplo disso para nós brasileiros é visto na política. Se ler os estatutos de qualquer partido, ficamos impressionados de como é bom, positivos e construtivos e realmente tem alternativas, tudo fundamentado em ótimas ideologias que faz sentido. Mas o que vemos na prática? Fisiologismo puro! Se aliam com qualquer um e com qualquer coisa, desde que isso os leve ao poder. Essa mazela entrou para dentro até mesmo das igrejas e suas políticas denominacionais, onde algumas viraram carteis, com ditadores, opressores, praticam-se subornos, enganam, trapaceiam, trocam regras e estatutos e vão para a justiça comum e os partidos se multiplicam dentro das lideranças, enquanto a Bíblia diz exatamente o contrário: Nada façais por partidarismo ou vanglóriamas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.(Fp 2.3). Abrão entrou em aliança com Deus, alianças essas, propostas pelo Senhor mesmo e ele entendeu tudo e viveu dentro dos limites das alianças e esses limites foram e são suficientes para prover tudo o que é necessário para o bem estar dele, de sua família e descendentes por gerações e gerações. Abrão não teve que correr atrás de proteção contra inveja, mau-olhado, olho gordo, zica ou qualquer outra coisa contra ele. Estando dentro da aliança, O Senhor mesmo se encarregava de abençoá-lo e a qualquer um que o abençoasse e se aliasse a ele; o mesmo valia para quem se opusesse e atentasse contra ele, os reis dos filisteus e até faraó que o digam e também aquela aliança de reis que invadiram as terras ali e levou o sobrinho dele em cativeiro. Certas coisas precisam ser deixadas com quem entende do assunto e em termos de abençoar ou amaldiçoar, isso fica melhor à critério de Deus. Nós vivemos nos auspícios da Nova Aliança, celebrada por Cristo e ele mesmo é o garantidor dos benefícios dela; a Ceia do Senhor é o memorial dela, para não deixarmos de vivenciá-la e tão poucos cristãos entendem a Ceia do Senhor e mesmo o valor que ele representa. Não nos admira muito os resultados e as condições espirituais da maioria dos nossos amados irmãos, igrejas e ministros. Não é por força, esforço, práticas demais e vida de menos, é apenas para viver a aliança e andar com Deus.

 

Obrigado Senhor pelas promessas que estão dentro de um contexto de aliança celebrada por ti e garantida por Cristo. É o Espírito Santo que aplica e convence o homem de sua realidade e também da grandiosidade do teu amor e das tuas misericórdias. Senhor, queremos viver isso de forma pura e simples, a cada dia, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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