Tudo Que é Demais, Passa!

Meditação do dia 03/03/2018

E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos.” (Gn 13.6)

Tudo que é demais, passa! – De certa forma, esse adágio popular faz sentido para mim, pois estou sempre citando-o nas minhas conversas. Não sei de onde nós brasileiros desenvolvemos o exagero nas formas de expressar, que acabaram por fazer parte da cultura e nem entra mais nas figuras de linguagem, é exagero mesmo. Desde pequeno, ouvimos as mães expressarem: “Já te falei isso mais de mil vezes!!!” e as mais populares: “Todo mundo faz, todo mundo vai… todo mundo viu…todo mundo sabe…” De região para região aparecem as variedades dos exageros, mas de repente há exageros literais cometidos pelas pessoas que nem sempre acabam bem. Não quero dizer que há exagero na expressão do texto, mas me incomoda pensar que numa época em cercas para demarcar fazendas e pastagens não eram comuns, dois adultos, da mesma família, se veem com dificuldades de relacionamentos porque faltava espaço, a terra não comportava os rebanhos deles. Eram tão abençoados, prósperos que afetou a amizade e a convivência, exatamente por causa da abundancia que possuíam. Não deixa de ser um dos casos clássicos onde a falta de comunicação vai ruindo as relações pouco a pouco até não sobrar muito. Cada um imaginando o que o outro está pensando e por isso mesmo agindo e ao invés de aproximar e confirmar ou esclarecer os fatos, continuam aumentando as distancias entre ambos, até chegarem no ponto que para se comunicar é preciso gritar. Ouvi de alguém que falava para casais e famílias em igrejas, que quando um casal está gritando um com o outro é porque a distancia entre eles está grande. Parece a Ló e Abrão poderiam lidar com isso de forma mais relacional e assim poderiam cultivar as bênçãos de Deus e desfrutar de paz e prosperidade juntos, ainda que não geograficamente tão próximos. Quero pensar aqui também, nas situações que deparamos na vida de membros de nossas igrejas, que após terem suas vidas transformadas pelo Evangelho de Cristo, começam a desfrutar de muitas bênçãos e a prosperidade material acompanha a desenvolvimento espiritual. Mas nem sempre a consagração e a dedicação permanecem no mesmo rítimo com o passar dos tempos. À medida que o conforto e a segurança aparecem, o zelo e a frequência nos trabalhos da igreja e atividades devocionais diminuem. A casa fica grande e dá mais trabalho para cuidar e com isso menos tempo para ler a Palavra de Deus e participar das reuniões de oração que produziram aquelas bênçãos. O acúmulo de trabalho e as incontáveis jornadas duplas solapam a comunhão e o tempo junto de estar com a família e o cansaço limita as participações nos cultos e atividades da fé. Assim, quanto mais se prospera, mais prejuízo sobra para Deus, que abriu as portas e socorreu aquele aflito. Bênçãos demais acabam por fazer mal! A crise vira aliada da espiritualidade e quando maior o arroxo, mais fervor e dedicação…. Confesso, que tenho dificuldade de compreender bem esses caminhos.

 

Senhor, obrigado por suprir o necessário para cada um de todos nós teus filhos. As bênçãos devem estimular o crescimento e um testemunho ainda mais eficaz. Desejo aprender a fazer as coisas da tua maneira para que os resultados sejam também aqueles que trazem paz ao coração. Obrigado pelas bênçãos na minha vida. Em nome de Jesus, amém..

 

Pr Jason

 

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