Isaque é o Descendente

Meditação do dia 30/11/2018

 “Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.”  (Gn 21.12)

 Isaque é o descendente – Em alguns círculos evangélicos no Brasil, ainda circulam correntes de pensamento, uma pseudo interpretação da vontade de Deus, um tanto quanto baseado no “achômetro;” e eles dizem a vontade de Deus se manifesta em três níveis: Básica, perfeita e permissiva. Isso serve para adequar situações e circunstancias em que a pessoa se intromete e faz suas próprias escolhas e como tais escolhas não são necessariamente pecaminosas, então “Deus permite.” Meus respeitos ao direito e á liberdade de pensamento e expressão, constitucionalmente permitidos e defendidos, mas a vida cristã é mais séria do que isso. O Altissimo, o possuidor dos céus e da terra, havia empenhado sua Palavra numa aliança com o nosso querido patriarca. A aliança era abrangente e tinha a eternidade como meta a ser alcançada; eternidade no sentido de que eles continuariam aliançados de geração em geração, pelos séculos dos séculos, sempre renovando os termos. Também visava a redenção da criação de Deus, que fora vendida e escravizada ao pecado e para reavê-la Deus teria que exercer o direito de remissão; através de um parente remidor e nesse caso, um representante humano se tornava útil e necessário. Foi assim que entre Deus, Abraão e Sara, como um casal, uma célula familiar humana, se estabeleceu um pacto, no qual eles seriam pais biológicos de um filho que teria ratificado todos os termos da aliança firmada com Abraão e Sara. O casal, estava consciente da dificuldade de gerar esse filho, porque Sara era estéril e desde cedo, se viu nessa condição e então passaram a crer na promessa e reivindicar uma cura ou um milagre de concepção para que a aliança vingasse. O Senhor Deus já sabia da condição de Sara? Claro! Mas isso não era um impedimento para ele, embora fosse para eles. Como humanos, vemos a vida e as circunstancias sempre pela ótica humana e os recursos cabíveis nessa condição. Mesmo para quem caminha com Deus e já tem experiências do poder de Deus, ainda conta primeiro com o que lhe está à mão e toda ajuda extra é bem vinda. Por experiências distribuídas na história bíblica entendemos que muita coisa Deus faz à partir do impossível humano, exatamente para evitar o orgulho e a vanglória, mesmo dos mais humildes. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). O homem tem um pé dentro do círculo do heroísmo e procura, apropriar-se de feitos, nos quais foi coadjuvante, para se propor como protagonista. Assim, surge as muitas missões impossíveis, nas quais Deus faz exatamente o que não era humanamente possível e tira, toda e qualquer chance de glória sobre os feitos de Deus. Foi assim que foi reafirmado para Abraão, que Isaque era a pessoa com a qual a promessa se confirmaria e era ele o descendente prometido, aguardado e agora confirmado. Deus nunca teve um plano B para Abraão e Sara.

 

Pai, graças te damos por tua boa, agradável e perfeita vontade. Sempre! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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