Isaque, o Moço

Meditação do dia 03/12/2018

 “E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.”  (Gn 22.5)

 Isaque, o Moço – Momentos entre pais e filhos são sempre preciosos e alguns deles se tornam inesquecíveis. Um bom relacionamento e afinidades levam a estas experiências de convivência em caminhadas, esportes, lazeres ou até mesmo em situações de viagens e trabalho. Entre tantas coisas comuns, aparecem as joias preciosos e ali se revelam as mais maravilhosas situações do relacionamento. Estou descrevendo do ponto de vista positivo, pois também há o reverso da moeda. Fatores conflitantes e destrutivos que numa situação de ficarem à sós, aparecem também as decepções e as amargas lembranças, que por mais indesejadas que sejam, e tornam inesquecíveis, até que aparece a redenção em Cristo e uma reconciliação, onde a graça divina pode operar cura e libertação. Mas aqui estamos pensando num paizão, que era Abraão e Isaque, que estava sendo preparado para uma tipo de sucessão que só aconteceria entre eles e para nós, ficara a história e as lições, o que de fato aconteceu, pois hoje, em 2018, quase seis mil anos depois ainda estamos nos alimentando e daqueles ensinamentos e bebendo na mesma fonte. Abraão disse aos moços, ou empregados/servos que estavam de companhia, que ele e o moço iriam um pouco mais adiante, que eles esperassem até a volta deles, após um tempo de adoração a Deus. Abraão operava pela fé, pois no seu coração ele estava convicto de alguma coisa iria acontecer, ainda que não soubesse como, mas ele confiava no caráter santo de Deus. Ele podia não entender, mas dava para confiar. Para Isaque  era algo novo e estava tudo bem, pois iria participar de algo maior e mais especial do que as experiências anteriores de adoração e qualquer outro sacrifício de que já participara. Seu coração estava sereno e seguro nas decisões do pai, que “sabia como proceder e era um sacerdote fiel.” Aqui estava acontecendo uma experiência de treinamento e discipulado. Ambos estavam dando passos de fé – Abraão sabia parte do que deveria fazer e mesmo que isso contrariasse o senso comum, ela ouvira a voz de Deus e não estava em dúvida de nada. Isaque estava com poucas ou nenhuma informação, exceto a de que iriam adorar a Deus e oferecer-lhe um sacrifício. A jornada havia sido longa, de três dias de caminhada, então certamente seria algo diferente e mais significativo. Até ali, eles haviam andando em companhia um do outro, mas também estavam acompanhados de outras pessoas que lhes serviam de apoio e segurança. Mas agora, a intimidade seria aumentada, os próximos passos seria apenas entre pai e filho, só os dois! Algumas bagagens ficariam com os moços, algumas coisas eles levariam e isso seria repartido entre eles. Estamos falando de saber onde e quando devem acontecer o fim de uma etapa e o início de outra; saber o que à partir de agora pode ser levado e o que deve ser deixado e também saber o que compete a cada um carregar. Paulo falou sobre uma jornada e a necessidade de desvencilhar-se de pesos que atrapalham o caminhar e até correr em direção ao alvo que está proposto. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (I Co 9.24-27). O escritor aos hebreus também versou sobre isso: Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hb 12.1,2). Isaque estava na sua jornada rumo a um conhecimento maior e um nível maior de consagração a Deus, que até então era o “Deus de Abraão;” mas ele precisa ser iniciado na sua própria jornada da vida de fé e relacionamento com Deus. Isso também deveria ser uma coisa a ser aprendida e ensinada em família, entre pai e filho. Isso faz parte das heranças e legados que se passa para as próximas gerações. Quantos de nós, de fato, tem sua morte fatia de conhecimento espiritual herdada, aprendida ou deixado como legado pelos pais? Tem problema cultural envolvido aqui, mas tem responsabilidade ministerial também. Para nós servos de Deus, os ensinamentos das Sagradas Escrituras, estão acima dos costumes e tradições da nossa cultura.

Senhor, obrigado por andar com os pais e ensina-los como ser pais melhores para que transmitam a seus filhos o testemunho dos feitos do Senhor e o poder da fé. as jornadas espirituais são cheias de significados quando se caminha com o Senhor e em direção à consagração e adoração verdadeiras. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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