A Bênção Paternal

Meditação do dia 12/02/2019 

 E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o Senhor abençoou;”  (Gn 27.27)

 A Benção Paternal – A ideia principal da Palavra abençoar é “autorizar para prosperar.” Isso faz parte do que estudiosos das Escrituras chamam “Veredas Antigas” de Deus. São caminhos traçados e determinados por Deus desde os tempos antigos, que servem como marcos divisórios, onde se estabelecem a vontade de Deus para determinados caminhos humanos. Abençoar os filhos é uma vereda antiga. Além dos traços culturais de povos antigos, encontramos nas Escrituras essa prática como sendo rotineira e sucessiva na vida das pessoas e da sociedade. As pessoas tementes a Deus ansiavam por serem abençoadas e também abençoarem, criando um círculo virtuoso, que assegurava a todos os benefícios dessas práticas. Abraão, quando chamado por Deus, foi-lhe assegurado pelo senhor, que ele seria abençoado grandemente, bem como a sua futura geração e assim seria de geração em geração, dentro da aliança firmada entre ele e Deus e que se estenderia por seus descendentes. Nesses dias temos meditado sobre a vida de Isaque, que entendera que era chegado a hora de proferir sua bênção na vida de seu filho, transmitindo assim a sucessão bendita de Deus. Ele criou uma pequena cerimonia, onde desejava comer uma boa refeição de carne de caça que seu filho realizasse, e após ele proferiria a bênção, que também funcionaria como um testamento, onde era declarado legalmente os direitos proféticos de cada filho e sua bênção espiritual. Vimos que ele enfrentou alguns percalços porque vazou a informação de sua intenção e sua esposa Rebeca, interferiu em favor de Jacó, considerado o filho mais novo entre os gêmeos; assim Jacó entrou por meios nada recomendáveis, para enganar o pai, que já era impossibilitado no uso da visão e assim, com arranjos e disfarces, eles conseguiram que ele se passasse pelo irmão mais velho. Isaque no seu íntimo teve certa percepção de alguma coisa estava errado e mesmo tomando medidas para aferir, não foi suficiente e ele terminou por comer uma bela refeição de carne de seu próprio rebanho, e não de caça, e proferiu a bênção a um filho no lugar do outro. Existem muitas lições que podem ser aprendidas aqui e começo com umas perguntas: Vale a pena trapacear para conseguir vencer? Ou, os fins justificam os meios? Um cristão no intuito de agradar a Deus e conseguir uma bênção, vale tudo? Porque fora profetizado que Jacó suplantaria Esaú, não haveria outros meios de se chegar a bênção de primogênito? Certamente a ética é válida em todos os campos da vida e dos relacionamentos humanos. Quando se decide por um caminho reprovável por Deus em sua Palavra, não se pode contar com o seu favor naquele empreendimento. Algo certo, lícito, em algum momento ou circunstancia pode vir a se tornar mal ou errado e pecaminoso; mas algo errado em si mesmo, NUNCA se tornará certo. Isso é básico.

 

Senhor, obrigado pelas tuas bênçãos que são muitas e são boas, tal qual a tua vontade. O desejo do teu coração para com os teus filhos e que cresçam e façam o bem e o certo em todo tempo. Os alvos a serem seguidos e os modelos que nos servem de exemplo, são todos bons, perfeitos e corretos. Jesus é o melhor que tens para revelar a nós e isso nos basta. Jesus nos satisfaz, sempre. Amém.

 

Pr Jason

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