A Bênção de Abraão

Meditação do dia 22/02/2019 

 E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.”  (Gn 28.4)

 A Bênção de Abraão – A Benção de Abraão deixou de ser apenas uma referencia ao modo como o patriarca fora abençoado por Deus, e passou a significar toda a Aliança que envolvia o todo daquilo que abrange a formação da nação de Israel e se entende até Cristo e a obra de redenção. Mas pensando de forma mais simples, a título de relembrar o que aconteceu com Abraão e por extensão passou a toda a sua descendência, aqui seria então a terceira geração. Quando chamado por Deus, em suas primeiras revelações, encontramos algumas expressões básicas que vieram ao longo do tempo se consolidando na vida pessoal, familiar e espiritual de Abraão e tudo isso acabou sendo incorporado numa expressão única, mas muito abrangente, que aqui, Isaque profetiza a seu filho Jacó, como sendo a “Bênção de Abraão” um patrimônio a ser passado para frente dentro das gerações e herdado por descendentes do velho patriarca. Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3). Começa pela obediência de sair de sua zona de conforto e proteção familiar e ir para uma terra ainda desconhecida para ele. O começo da caminhada de fé. Surge a promessa de Deus fazer dele uma grande nação, isso é claro vencendo a infertilidade e todos os obstáculos, para à partir de uma única pessoa, vir a ser uma grande nação. Também seria uma pessoa abençoada, com a idéia de crescimento e prosperidade, física, material e espiritual. Dar a Abraão um nome grande, famoso, significativo; ainda que ele nunca tenha ambicionado isso, mas a condição de vida e testemunho do Deus Altíssimo a quem ele servia, fez com que seu nome fosse digno de respeito e consideração, de tal forma, que ele era até recebido em todas as cortes reais e conversava e tinha entendimento com monarcas e chefes de estado, como se ele o fosse também. Depois ele não só teria bênçãos, receberia e desfrutaria, como também seria uma bênção; e foi, ao longo de sua vida, vemos o quanto ele favoreceu e gerou bênçãos aos que estiveram próximos dele. Depois vem um escudo em seus relacionamentos de forma que haveria automaticamente reciprocidade de Deus no trato com quem se envolvesse com Abraão e sua descendência; quem o abençoasse, seria igualmente abençoado e quem o amaldiçoasse, seria igualmente amaldiçoado. Isso não dependeria de vindita do patriarca, ele não precisaria rogar pragas ou retirar a benção de alguém, pois o Senhor se encarregaria de agir proavitamente espalhando a bênção ou revertendo as maldições impetradas contra ele. E finalizando, nele, através dele, Deus alcançaria todas as famílias da terra com bendições maravilhosas. Isso se fez possível através do Evangelho na pessoa de Jesus Cristo. Gosto de pensar nisso, até mesmo nos termos do jargão do Silvio Santos “quem quer dinheiro?!!! Para ganhar é preciso estar no auditório, ser escolhido e responder a uma pergunta ou participar de uma enquete ou coisa assim; ao olharmos para dentro do que chamamos de igreja, perguntamos: “quem quer bênção?” É aquele alvoroço e corre-corre; mas precisa estar no auditório, digo, dentro da aliança de benção, e também desejar passar para uma próxima geração aquilo que Deus pretende que chegue a milhares de gerações por toda a eternidade. Vemos muito gente agindo como se a eternidade dele fosse terminar com ele ou ele fosse a única pessoa que deveria receber o favor de Deus. Como alguém entra numa aliança eterna de bênção geracional, passada de pai para filho, de geração para geração seguidamente e ele defende não querer ter família, brigar com a que tem, arrazoabilizar custos financeiros para justificar não querer ter filhos, ser muita responsabilidade e o mundo tá muito violento e difícil e é irresponsável quem numa época dessas põe crianças no mundo. Deus diz que é assim que o seu programa funciona; ele cuida e provê tudo o que for necessário; família é exercício de mordomia e responsabilidade é algo que todo adulto e pessoa madura precisa ter e assumir. E pra fechar Jesus disse o seguinte: “E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou” (Mc 10.13-16).

 

Senhor Jesus, certamente amavas e amas os pequeninos e sabiam da simplicidade de seus corações e da fé neles contida. Precisamos aprender com eles e especialmente contigo, sobre a bênção da obediência e da vontade de servir ao Senhor e saber que ele proverá o suficiente e o necessário para seus projetos aconteçam, eles jamais serão frustrados. Ajude-nos a ver a família, como sendo um passo de fé e o caminho de passarmos adiante os favores e as bênçãos da aliança, que em Jesus nos tornamos herdeiros e ao mesmo tempo embaixadores para prosseguir com a implantação do Reino, dê-nos a visão correta das tuas promessas e de teus planos para cada um de nós. Em teu nome, Senhor, oramos, amém.

 

Pr Jason

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