A Despedida

Meditação do dia 23/02/2019 

 Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.”  (Gn 28.4)

 A Despedida – Quem de nós já não se viu com os olhos marejados, a voz embargada com desejo de falar o responder algo e não acontece, trava total numa despedida que corta os corações de quem fica e despedaça o de quem vai. Provavelmente quem é pai ou mãe entende melhor disso, do que quem ainda não chegou no nível de experiência que a paternidade ou maternidade fornece. Só para constar, essa condição permite aprender muita coisa que só se pode aprender e não tem como se ensinar. Todos os poetas e filósofos falam palavras bonitas sobre o amor de pai, amor de mãe, quanto a sua consistência, valentia, intensidade e os limites que esse amor desconhece; é possível até ficar sensibilizado e chorar ao ler ou ouvir tais declamações, mas somente quanto nasce o primeiro filho, isso pode de fato e de direito ser mensurado e vivido em plenitude. Nosso querido irmão Isaque, já com cem anos de idade e com as vistas escuras e com as devidas limitações, expõe se velho coração a uma tão grande excitação pela responsabilidade que tem diante de si e de uma eternidade inteira que pela fé podia ser avistada e pesava sobre seus ombros o peso de gerações, o orgulho de nações e a vinda de um Messias que corrigiria em definitivo os pesares do pecado de uma humanidade inteira. Ele recebera de seu pai Abraão uma bênção de ser herdeiro de uma formosa herança que não poderia arrefecer-se com o passar dos tempos, mas crescer e se fortalecer ao passar para a próxima geração, que deveria alimentar essa chama e passar cada vez mais forte de uma em uma sucessivamente pelos séculos dos séculos, amém. Estou escrevendo em palavras, aquilo que acredito que Isaque acreditava e é algo que só podemos alcançar pela fé em Deus, o Deus verdadeiro, como dizia o pai Abraão, O Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. Com raríssimas exceções, mesmo os cristãos mais maduros, em termos de fé, não conseguem ver um palmo à frente de seus narizes; vivem como se fossem os únicos, os últimos e o único e verdadeiro valor das coisas e das existência, se resume neles mesmos. Só fazem aquilo que em dias podem obter retornos, podem ser compensados. Em alguns casos, herança e futuro para os filhos é considerado apenas no plano físico e material; querem que seus descendentes não passem fome, não consigam se estabelecer, então se propõe a injetar neles os resultados de seus esforços trabalhistas e financeiros. E a fé? A espiritualidade? A comunhão com Deus? Os propósitos e escolhas com vista ao plano eterno? Isaque se viu na dura escolha de enviar o filho para o exterior, sem lenço e sem documento, munido apenas da bênção e orientação para ser fiel a Deus e à aliança. Ele tinha dois filhos e um estava desviado dos caminhos da aliança com Deus e amargurado, ressentido, disposto a cometer um assassinato, em defesa de sua pretensa honra. Isaque não estava querendo apenas salvar a pele de Jacó, mas a continuidade da aliança que ele tinha que passar e ver o filho formar sua própria prole e passar para ela a mesma fé e os mesmos princípios. Isso tinha um custo, um preço moral, social e paternal, mas os resultados seriam eternos e isso valeria o sacrifício.

 

Senhor, abra os meus olhos para ver o valor da nova aliança em minha vida e na vida de minhas gerações a seguir. Mais do que ser fiel, preciso também passar essa fidelidade de geração em geração, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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