As Regras do Senhorio

Meditação do dia 22/04/2019 

 “Então disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.” (Gn 24.39)

 As Regras do Senhorio – Para o exercício da mordomia é importante o conhecimento das regras implícitas e o papel de cada um no relacionamento. A bem da verdade, com nosso mentalidade ocidental com aversão a simples idéia da palavra servir, fica mais difícil compreender muitas verdades importantes sobre o relacionamento com Deus. Nos escritos paulinos encontramos uma verdade significativa: Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm 15.4). Tudo que foi escrito é para nossa edificação e para termos esperança; mas sem a devida compreensão de muitas verdades reveladas, ficamos com um mapa incompleto. Alguém já disse que “mapa nenhum é melhor que um mapa errado!” Estou pensando nas obrigações de servo e senhor na relação de mordomia; o que vale para as figuras humanas, é necessariamente válido para a mordomia espiritual no nosso relacionamento com Deus. Um é senhor e dono de todas as propriedades, incluindo o servo e a sua vida pessoal. O servo tem um comprometimento com suas tarefas e sua circunscrição de limites estabelecida pelo senhor e até por ele mesmo. Lembrando de José, quando mordomo de Potifar no Egito, ele sabia perfeitamente os limites de sua atuação, impostas pelo senhor, de forma tão abrangente que ele controlava tudo, o senhor não tinha nenhuma preocupação. A esposa de Potifar queria alargar essa esfera, e José disse não! Ele entendia que quanto o senhor lhe dissera que tudo o que ele tinha estava sob seus cuidados, ele entendia que “tudo” não incluía a esposa. Ele estabeleceu limites responsáveis para si e manteve-se dentro disso. É obrigação do senhor, prover todas as coisas para os seus servos, para que eles cumpram suas ordens e tarefas. É função do servo confiar na capacidade do seu senhor na provisão. Escrevendo à Timóteo sobre o ministério espiritual, Paulo disse: “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” (2 Tm 2.4,5). Ao se alistar, todas as responsabilidades passar a ser do comando do exército, o soldado entra com sua vida e serviço comprometido. Agora apliquemos isso ao chamado de Deus para nossas vidas e ministérios. Ele é o Senhor, de tudo e todos, a ele pertencem os recursos e quando dá uma ordem ou missão, tudo o que diz respeito a isso, estão inclusos. Deus não espera que façamos sua obra com nossos recursos, mas espera que administremos fielmente o que ele disponibiliza para tal. No caso de Eliezer, ele apresentou para Abraão, situações que poderia inviabilizar o cumprimento pleno de sua tarefa, afinal o sucesso dela também dependeria da vontade de outras pessoas. Abraão tratou de suprir-lhe das garantias necessárias. O pai da fé, sabia que sem a bênção de Deus as chances da aliança sobreviver pelas forças dele próprio seriam bem reduzidas. Que tarefas estão sob sua responsabilidade? Sob as minhas responsabilidades? Deus não costuma falhar, aliás, não falha e não tem falta de recursos. Precisamos entender bem esse lado do nosso relacionamento com o senhorio de Deus nas nossas vidas e ministérios.

 

Senhor, tu és fiel e isso nos basta! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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