Sob Juramento

Meditação do dia 21/04/2019 

 “E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito; Irás, porém, à casa de meu pai, e à minha família, e tomarás mulher para meu filho.” (Gn 24.37,38)

 Sob Juramento – Palavra de rei não volta à trás! Isso já foi sinônimo de honradez e determinação. A pessoa empenhava a sua palavra e estava preso a ela. Nos tempos antigos bíblicos, encontramos muitos traços disso. De memória assim, podemos lembrar que nos dias da Rainha Ester, os decretos assinados e selados pelo rei eram irrevogáveis e só modificados por outro novo decreto ou lei. No caso, tiveram que editar uma nova lei, dando direito aos judeus se defenderem no dia do cumprimento do primeiro decreto. “Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar” (Et 8.8). Quase simultâneo, Daniel foi jogado na cova dos leões pelo impossibilidade do rei em desfazer um decreto que assinara por indução dos inimigos de Daniel. Eles fizeram uso dessa prerrogativa em benefício deles e contra o rei, para atingir e eliminar o servo de Deus a quem invejavam. “Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar” (Dn 6.15). João Batista também foi executado porque o rei abrira a boca sob efeito de muita bebida e falou o que não devia e prometeu mais do que podia e se viu preso por suas palavras e mesmo à contragosto, foi obrigado a cumprir sua promessa. “Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse” (Mt 14.7-9). Quando Paulo apelou para ser julgado diante de César, o governador Festo se viu enredado pelo peso da lei romana e não pode mais dar vasão a qualquer plano corrupto de entrega-lo às autoridades judaicas. “Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César. Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? para César irás” (At 25.11,12). Para o escritor Aos Hebreus, o juramento é uma forma de “último recurso” entre os homens para resolver uma questão de palavras. A interposição de um juramento deve finalizar qualquer processo em discussão. “Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda” (Hb 6.16). A luz dos seus dias e dos costumes daqueles povos, Abraão colocou seu servo sob juramento, devido a seriedade da situação, que embora Isaque fosse o herdeiro e com autoridade para tomar decisões, Abraão delegou ao mordomo a responsabilidade da execução da tarefa de não permitir um compromisso do seu filho com alguém que não fosse da sua linhagem, estando Abraão vivo ou não, presente ou não, os termos da aliança com Deus deveriam ser preservados. Eliézer era agora o fiador de Isaque e da aliança e teria que fazer a viagem e envidar todos os esforços para torna-la bem sucedida. Estou pensando em como Deus pode todas as coisas, mas mesmo assim compartilha conosco a execução de tarefas extremamentes fundamentais na obra de Redenção, como mesmo PREGAR O EVANGELHO. Que segundo o Apóstolo Pedro, os anjos desejam bem atentar, que parece significar, quererem entender… “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar” (I Pe 1.12). Claro, na Nova Aliança, com pessoas nascidas de novo e vivendo sob o domínio da graça e no poder do Espírito Santo, Jesus trouxe uma nova concepção da interpretação e da prática do uso de nossas palavras e comprometimentos. “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5.34,35,37).

 

Senhor, sempre honras a tua Palavra e as tuas promessas e esse é o modelo que espera de cada um dos teus filhos. Peço graça e coragem para ser sábio no usa das minhas palavras e assim respeitar o teu santo nome e honrar a minha fé em Cristo, que nos habilita a andar na verdade, viver na verdade e por ela sermos libertos e santificados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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