O Caminho da Verdade

Meditação do dia 28/04/2019 

 “E inclinando-me adorei ao SENHOR, e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.” (Gn 24.48)

 O Caminho da Verdade – Um verdade importante que observamos na vida e na experiência de Eliézer, é que ele demonstrava maturidade espiritual. Ele havia crescido na fé pela convivência com o Abraão e se tornara um verdadeiro adorador por iniciativa própria. Tomar posição sozinho em termos de fé é uma condição maravilhosa, porque gera condições de crescer e ter as próprias experiências com Deus. A comunidade de fé na qual convivemos exerce e deve mesmo exercer um papel fundamental nos processos de nascimento, cuidados e consolidação da fé de cada individuo. Todos precisam se espelhar em outros membros da família mais amadurecidos e que serviam de modelos e guias. Aprendemos muito por observação e convivência. Vamos assimilando os processos à medida que pessoas que são próximas de nós, demonstram o valor das disciplinas espirituais. Os discursos do púlpito influenciam e animam, estimulando coletivamente a se dar passos em direção ao crescimento; mas é a convivência, a transmissão informal, que gera verdadeiro aprendizado. Há verdades da vida cristã que não se tem como ensinar, elas só podem ser aprendidas. Como nos relacionamentos pessoais e familiares, as crianças ou os mais novos indagam porque os adultos fazem certas coisas que são difíceis, desconfortáveis e até sacrificiais? Sem falar nas tarefas sujas e complicadas que ninguém quer encarar. Por que fazem isso? Então alguém lhes explica, que alguém tem que fazer isso. É preciso. Para alguém ter certo conforto e privilégios, alguém tem que se sacrificar ou pelo menos se esforçar mais do que outros. Quando elas entendem o princípio, elas valorizam, não só a atividade, mas a disposição de alguém se propuser a fazer em benefício de muitos. As disciplinas espirituais como oração, jejum, meditação na Palavra de Deus, beneficência e renuncias de direitos, tem o seu valor e a sua importância. Elas são ensinadas e transmitidas por processos de influencia positiva de estilo de vida. Com exceção das convocações congregacionais, não se consegue resultados espirituais com imposição de obrigações e rigores disciplinares sobre as pessoas. Passar fome não é jejuar! Ficar ajoelhado não é o mesmo que orar! Ficar isolado e recluso, não solitude espiritual. Choro não necessariamente é sinal de quebrantamento e arrependimento. Tristeza de rosto não é conversão e nem sinal de que se aprendeu com os erros. Eliézer tinha a forma e o conteúdo da vida de fé que via no seu senhor Abraão. Ao orar ao Deus de Abraão ele não estava orando a um Deus desconhecido ou distante. Ele reconhecia que após cada benefício, podia expressar sua adoração e sua gratidão bendizendo ao Senhor. O que Abraão não fosse mais o seu mestre, ou não estivesse mais presente, ele já tinha a sua estrutura de fé e sua convicção fundamentada em suas próprias experiências. Isso precisa ser entendido e buscado por cada um de nós; podemos e devemos nos espelhar nos bons modelos, mas elas não podem servir de muletas, sem as quais não prosseguiremos se forem tiradas de nós.

 

Senhor Deus e Pai, não há acepção de pessoas e não privilegia uns em detrimento de outros, pois todos são filhos, são amados e acolhidos no amor do Pai e no aconchego da família da fé. Graças te rendemos pelas etapas de crescimento e oportunidades de termos experiências maravilhosas com o teu agir. Somos gratos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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