Obedecer a Mãe ou Trapacear o Pai?

Meditação do dia 20/05/2019 

 “E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos. E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava.(Gn 27.13,14)

 Obedecer a Mãe ou Trapacear o Pai? – Estamos também diante de um dilema ético, onde duas verdades fundamentais se confrontam e se faz necessário uma escolha dolorosa. Obedecer a mãe e com isso trapacear o pai. Qualquer que seja a opção, ela não é tão simples e ambas tem e teve consequências graves. Rebeca não abriu discussão, ela exigiu obediência, para que juntos pudessem executar um plano às escondidas, de forma que Isaque proferisse a bênção a Jacó sem perceber que estava ministrando no filho errado (errado no sentido de não ser o que ele pretendia). Ao mesmo tempo, nem a mãe e nem Jacó pensaram na reação de Esaú, que certamente reagiria. Parece que também não se preocuparam com os sentimentos e ou idoneidade de Isaque para perceber espiritualmente um cheiro de armação à sua volta. Olhando as coisas pela ótica de Jacó, entendemos, mas não podemos aceitar passivamente sua atitude. Ele não era um garoto novo e ingênuo. Já era um homem de quarenta anos; seu irmão já estava casado, ainda que contrariamente à vontade dos pais, com moças da terra de Canaã e o relacionamento com a sogra não era bom. “Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.
E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito”
(Gn 26.34,35). Por mais pressionado que estivesse, as escolhas ainda eram dele. Cada um de nós somos responsáveis pelas escolhas que fazemos por iniciativa própria ou por aceitação de que outros escolham por nós. Jesus fala de uma caminho largo e uma porta espaçosa e um caminho estreito com uma porta apertada. E afirma que muitos escolhem passar um caminho e uma porta e poucos escolhem o outro caminho e a outra porta (Mt 7.13,14). Ele estava falando de escolhas. Liberdade de opção. Ainda que alguns alegam que não escolheram, simplesmente seguiram a maioria, isso é um tipo de escolha. A pessoa está transferindo a responsabilidade de pensar, pesar, decidir e assumir a responsabilidade e apenas jogando com a filosofia de que a maioria sempre tem razão. A verdade dita por Cristo prova o contrário; a maioria escolhe errado. A voz do povo definitivamente não é a voz de Deus! A Palavra de Deus é a voz de Deus; a verdade é a voz de Deus. A escolha pode ser coletiva, mas as consequências serão individuais. Cada um responderá por si. Grandes decisões, grandes momentos requerem grandes responsabilidades. Eu creio, que se Rebeca e Jacó não tivessem armado esse teatro, Deus ainda teria os meios e as condições de fazer sua Palavra cumprir na vida de Jacó. Aqui, está aquele clássico, de querer ajudar a Deus, porque se conclui que ele não sabe, ou não vai agir, ou somos nós que temos que fazer as coisas acontecerem. O braço de Deus continua poderoso para operar e salvar.

 

Senhor, nos ajude a ver as coisas da tua perspectiva, e que nunca estás atrasado ou ausente. Mas tens o perfeito controle e governo de todas as coisas e que as tuas promessas são firmes e fiéis. Nada escapa ao teu controle. Permita fazermos escolhas conscientes e responsáveis, de forma que glorifiquemos o teu nome e honremos a nossa fé naquele que pode todas as coisas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s