Era Lia e não Raquel

Meditação do dia: 17/07/2019

 E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste?” (Gn 29.25)

Era Lia e não Raquel – Acordar pela manhã e perceber que foi duplamente enganado, não deve ser nada agradável. Especialmente quando está em foco algo tão sagrado como o casamento. Na verdade houve uma conspiração cultural, onde se velou um segredo do imigrante, que só veio a saber, quando lhe era tarde demais. Ao tirar satisfação com o tio e sogro, é que ele foi informado de um pequeno detalhe da cultura, que até então ele não soubera. Os haramitas, não costumavam dar a filha mais nova em casamento antes da mais velha. Pode ser um excelente costume cultural, que evitaria que as filhas mais velhas ficassem para titia. Mas eu me pergunto, assumindo a decepção de Jacó; será que nesses sete anos por ali, ele não fora, ou não vira nenhum casamento? Será que ao pedir Raquel oficialmente em casamento, Labão não deveria lhe informar sobre tal costume? Raquel, a amada, guardou silencio por conveniência ou por obediência ao pai? Será que Lia se passou por Raquel, como ele se passara por Esaú? Nenhum amigo, colega pastor, não lhe dera nenhuma dica? Mas a maior reflexão que posso fazer, nessa linha, é será que ele não orou a Deus e perguntou se tudo estava certo, ou ele simplesmente seguiu o fluxo? Aquele que armara uma situação ardilosa para o pai e o irmão com o consentimento da mãe, se viu agora na mesma condição de lesado, ludibriado por pessoas da sua alta estima. Aprender com os erros é uma lição muito dolorida, mas preciosa, se assim a pessoa assumir também a sua parcela de responsabilidade. Costumo dizer, que o pior erro da vida é aquele do qual nada aprendemos. Também tem coisas nessa vida, que não tem jeito de ser ensinado, só pode ser aprendido. Era a oportunidade prática de Jacó, conhecer de fato e de direito quem era Labão, o irmão de sua mãe. Alguma coisa havia na genética daquela família, que Jacó precisava examinar e aprender, porque agora, não apenas um sobrinho exilado recebendo abrigo; era funcionário, e genro de uma pessoa muito habilidosa em trapacear. A questão agora, de Jacó, é que ele era um homem transformado pela sua experiência com Deus e não pretendia voltar a velha vida e lidar com a situação como ele o faria antes. Aquele sonho, aquele encontro com Deus em Betel, produzira nele um temor espiritual, no qual ele não pretendia lançar mão de armas equivalentes para esse tipo de luta. Aqui, começa a ser revelado a dualidade da verdade contra o engano, do velho homem com a nova criatura, do ser religioso praticante e ser um fiel servo de Deus. Certamente, o primeiro dia após o casamento é um momento de revelações do que será de agora em diante na vida daquela pessoa.

Senhor, levando em conta o todo e não apenas um dia da vida de um ser humano, o Senhor permitiu Jacó amadurecer e refletir sobre andar na aliança e ou tomar atitudes que humanamente seriam aceitáveis, mas seria um desastre para o caminhar contigo. Sou grato pelas escolhas que ele fez e pelas lições que posso aprender com ele. As decepções aparecerão na caminhada, mas elas podem ser superadas e vencidas. O Senhor sempre estará nos guiando em verdade e justiça e isso nos conforta e motiva, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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