Rúben

Meditação do dia: 21/07/2019

 E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido.” (Gn 29.32)

Rúben – “Eis o Filho” ou “Aqui está o filho.” Esse é o significado do nome do filho primogênito de Jacó. Do ponto de vista paterno, estava ali o início de uma prole grande conforme Deus lhe havia prometido e por isso ele celebraria isso com muita alegria e entusiasmo. Para alguém que vinha de uma família com alto índice de esterilidade, e estando casado dentro da mesma dinastia, ver agora o nascimento de um filho, era de fato muito significativo. Nos dias atuais, o nascimento de um filho é celebrado mas com a expectativa de que seja o único, ou quando muito, venha mais um. Houve uma inversão de valores e essa egoísmo materialista, serve de pá para cavar o declínio da civilização e lançar para o futuro um peso muito grande sobre os ombros de poucos em idade produtiva, para cuidar de muitos idosos. Para um hebreu, gerar filhos, era sinônimo de ser abençoado, quanto mais filhos, mais abençoado e agraciado por Deus a pessoa se sentia e a sociedade também assim o via. Dentro do propósito divino e nas alianças celebradas com Abraão, Isaque e já confirmadas com Jacó, eles deveriam formar uma nação, sendo assim, Rúben era muito bem vindo. Para a mãe, havia uma outra batalha, paralela, com a própria irmã, que se tornara uma rival e competidora. Na nossa cabeça, essa historia de duas esposas nunca cheirou bem, porque fomos formatados em uma cultura monogâmica e tanto a infidelidade, quando uma segunda pessoa são igualmente abomináveis até hoje. Lia, via a si mesma como a primeira esposa de Jacó, onde uma outra ou até uma concubina só seria admitida caso ela não pudesse comprovadamente gerar filhos. Mas a irmã mais nova, era de fato, a esposa do coração e por quem Jacó era apaixonado e certamente esperava que dela viesse filhos e por que não, o primogênito? Lia se via numa batalha pela afeição do esposo e a maneira mais próxima de tornar isso viável era pela concepção; assim pois quando veio o primeiro filho, ela optou por um nome que dissesse tudo o que ela sentia e passava. “Eis o filho, que ele esperava e que ela queria lhe dera, saindo assim em vantagem. Numa escala de valor, ela se sentia mais confortável, afinal, Raquel poderia ser mais bonita, mais amada, ter mais atenção, mas sem filhos os sonhos e o propósito da vida de Jacó não aconteceriam. As promessas de Deus lhe falavam de filhos e não de esposas, assim, Lia se via na condição de Jacó investir mais nela, porque a possibilidade de ter mais filhos seria com ela mesma. De certa forma, observamos no desenvolver da história que a linhagem oficial por onde as promessas seguiram, realmente foi dos filhos de Lia. Cada um com as suas lutas, mas sem deixar de lado o olhar fixo para o verdadeiro alvo para o qual estamos destinados a atingir. Fazemos o certo, porque é certo, e servimos a um Deus Todo-Poderoso, que é justo e fiel em seguir seus planos e nos permite participar deles, como coautores das ações que visam levar a redenção a toda a humanidade. Olhe longe, olhe pra frente!

Obrigado Pai amado, por permitir lutas e batalhas secundárias, enquanto caminhamos rumo a um objetivo maior e mais importante. Obrigado pelos filhos e pelos propósitos eternos que se efetivarão através deles de geração em geração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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