17 de 147

Meditação do dia: 1º/01/2020

 “E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos, de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos.” (Gn 47.28)

17 de 147 – Nosso querido patriarca Jacó representa muito bem a identidade da nação que dele se formaria. Ele viveu na casa dos pais até aos quarenta anos quando se mudou para Harã, onde foi morar e trabalhar com o tio Labão; ali também ele se casou e teve onze de seus doze filhos. Voltou para Canaã e estava peregrinando ali por algum tempo quando José foi vendido pelos irmãos e eles só se reencontraram 22 anos depois; sabemos disso porque José saiu de casa com 17 anos e aos trinta ele compareceu diante do faraó para interpretar o sonho e ser nomeado governador. Quando ele se encontrou com os irmãos, se revelando a eles e os convidando a virem para o Egito ele mesmo disse ainda faltavam 5 anos de fome, portanto ele estava com 39 anos de idade. ao apresentar Jacó ao Faraó, o patriarca disse que estava com 130 anos; então quando José nasceu Jacó tinha exatos 91 anos; daí a conta é certa, ela estivera por 51 anos em Harã até então. Ele passou quase metade de sua vida peregrinando em terras estrangeiras, mesmo sendo o herdeiro da Terra Prometida. Outro detalhe interessante é que ele havia recebido a palavra de Deus que seria recolhido quando ainda estivesse vivendo no Egito sob os cuidados de José. A posse da nossa herança é sempre uma certeza, porque Deus é muito fiel e todas as situações estão planejadas para cumprirem propósitos específicos. Contudo precisamos de sabedoria para não nos frustrarmos, brigando conosco mesmo por lugares ou coisas; o propósito é maior e mais abrangente do que nossos gostos e preferencias. Estar em um lugar, estar em certas condições vantajosas ou não, são determinações da graça de Deus. Ninguém é chamado para isso ou aquilo, mas para servir a Deus dentro de sua perfeita vontade. Lugar e outras questões fica à cargo da sabedoria e propósitos divinos. Precisamos buscar nossa consagração, aqui me refiro à renuncia da vontade própria, gostos e preferencias, para estarmos em disponibilidade a Deus para servir com alegria, criatividade e produtividade onde ele determinar. Abraão, Isaque e Jacó e até os doze patriarcas eram ou estavam mais para fazendeiros, lidando com suas vidas e servindo a Deus dentro de um propósito em Aliança de bênção, do que propriamente envolvido em religião. Eles não eram religiosos, eram adoradores do Deus único e verdadeira, que não se deixava representar por figuras ou imagens e só ele poderia ser adorado. Não tinham regras e rituais elaborados, nem sacerdócio e costumes místicos e secretos. Eram pessoas normais, trabalhadoras e que serviam a Deus. A institucionalização da fé mais estragou do que ajudou; mas é onde estamos hoje e é dentro desse contexto que Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação celestial. Precisamos aceitar o desafio de sermos mais adoradores do que religiosos. Que sabe, esse seja o nosso desafio para 2020?

Obrigado Senhor pelo novo ano que começamos hoje. Servir a ao Senhor com alegria e comprometidos com a verdade e a justiça é o nosso desejo e para isso, buscamos sabedoria e discernimento. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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