As Lutas e Vitórias da Oração

Meditação do dia: 21/03/2020

E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho. E Lia concebeu outra vez, e deu a Jacó um sexto filho.(Gn 30.17,19)

As Lutas e Vitórias da Oração – Você acredita que paredes de quartos de hospital podem ter ouvido orações e confissões muito mais sinceras e verdadeiras do que paredes de templos? Uma das premissas básicas da fé cristã é que servimos a um Deus Todo-Poderoso, Onisciente, Onipotente e Onipresente. Ele pode tudo, sabe tudo e está presente em todo lugar, não enchendo, pois ele não é físico para ocupar espaços, mas sua divina presença, seu poder e sua glória não deixam dúvidas de que Ele realmente é isso e muito mais do isso. Não cabe ao finito definir o infinito. Mas não precisamos mensurar e enquadrar Deus em quaisquer de nossos sistemas de medidas, para dizer que entendemos, porque não entendemos mesmo, Ele está muito acima da nossa vã compreensão. Mas isso também não impede de todos nós e qualquer um poder experimentar sua graça, bondade, favor e seu poder. Ainda que os religiosos de plantão, os profissionais da fé, tentem enquadrar Deus em fórmulas teológicas, ainda estamos arranhando a superfície de tudo e de toda a grandeza de Deus. Então não tente entender e nem explicar, creia, ame, experimente, ore e receba as respostas das suas orações e se derrame em louvor e gratidão a Ele no seu íntimo. Falando de fé, foi isso que Paulo nos ensinou: Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10.11-13). Lia, uma mulher da antiguidade bíblica, casou-se Jacó e aprendeu sobre o Deus verdadeiro e as promessas da redenção. Soube que seu marido seria por promessa e aliança com Deus, o progenitor de muitos filhos que formariam uma nação muito grande e dali nasceriam reis e também dali, viria o Messias, o Salvador da raça humana. Ela acreditou! Ela creu! Não me pergunte como e nem até que ponto, e muito menos se ela era da mesma igreja que eu ou você, se era pentecostal, renovada, carismática, mística ou conservadora. Eu leio na Palavra de Deus que ela tinha muita tribulação e orava, orava e falava com Deus e ela era atendida e suas preces surtiam efeito. Se ela encarou a missão da vida dela como gerar filhos, e quanto mais melhor, porque de um deles virá a resposta de todas as orações e o destino de todas as mulheres atribuladas, e todas as piedosas e todas as preces dos corações das mães teriam acolhida, ela creu e creu muito e lutou e lutou muito! Ela resistiu ao desprezo social por não ser tão bonita quanto a irmã; lutou ser vendia por dias de trabalho pelo pai, comprada como mercadoria de segunda categoria pelo marido, pois, já que não posso ter Raquel agora, vai você mesma! Lutou contra a irmã e suas regalias de esposa amada e preferida; lutou contra sua esterilidade e todas as desvantagens que a vida se lhe apresentou, mas ninguém de nós, jamais leu que ela ficava chorando as pitangas e resmungando pelos cantos, amarga, mal amada e venenosa. O que vemos é uma descrição: E ouviu Deus a Lia… Lia, orava e falava com Deus, era com Ele que ela se derramava e ali ela batalhava e com esperança de que prevaleceria, levava suas lágrimas, suas lutas e suas orações até aos portais do inferno, empurrando-os e voltando com as respostas. Ela se levantava como que dizia: “Aqui tem uma mulher de aliança, de promessa, de vitórias e o Deus Todo Poderoso vai me sustentar e me fazer prevalecer.” Ela me faz lembrar uma futura descendente dela, também atribulada, com concorrência desleal dentro de casa, e até o pastor dela duvidou de sua integridade e achou que ela estava bebendo escondido e chamou ela na disciplina; mas ela se levantou no poder da fé e o mesmo pastor que não teve discernimento, teve autoridade espiritual para abençoar e profetizar para ela a promessa da vitória. Estou me referindo a Ana, a mãe de Samuel. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli observou a sua boca. Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora. Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste (I Sm 1.10,12-18). Ana já se levantou de pose da bênção e assim foi. Lia, orava, orava e orava, como, onde, quais eram as palavras e quais eram as posturas eu não sei, mas Deus sabia e sabe e isso que importa. Ninguém precisa saber que eu e você oramos, nem porque oramos, eles precisam é das nossas orações. Desde que Deus nos receba em sua sala do trono, tudo o mais é supérfluo, é dispensável e até sem importância. Ore, oremos, a receita de Jesus, vai pelo mesmo caminho: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente(Mt 6.6).

Pai, obrigado por nos receber na sala do trono, e nunca estás ocupado demais para não receber um filho e nem os teus ouvidos se cansam do clamor e das orações dos santos e justos que te buscam com causas verdadeiras e legítimas. Obrigado pelo exemplo que Lia nos deixou; ela falava com a pessoa certa, com quem de fato podia ajudar e resolver e ela não ficou confundida. Os frutos das orações dela hoje e eternamente estão firmes e fortes e agora todos podem tem esperança, porque um dos descendes dela vive e vive para sempre; o chamamos de Leão de Judá, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; o nosso Senhor, o Único, Aquele que Era, que É e que há de vir, a ele, toda a honra, a glória e o louvor dos nossos lábios e dos nossos corações, em seu nome para sempre, amém.

Pr Jason

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