Tamar Disfarçada

Meditação do dia: 1°/05/2020

 “Então ela tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna, porque via que Selá já era grande, e ela não lhe fora dada por mulher.” (Gn 38.14)

Tamar Disfarçada – Já estava pensando nesse texto a alguns dias, e alcançar alguma compreensão dele me faz muito bem e desejo que o seu coração também seja abençoado. Estamos diante de uma preparação para uma encenação teatral das mais bem montadas.  Tamar, a nora de Judá está tomando providencias para fazer valer os seus direitos como viúva prometida em casamento e a possibilidade da não realização do acordo da parte do sogro, levou-a se mexer. Mas ela estava disposta a lançar mãos de meios errados para chegar a fins justos. Ela agia dolosamente com a intenção de surpreender Judá e deixa-lo pressionado a fazer cumprir sua promessa. Esse modo dramático e teatral de comunicar algo importante era algo bastante comum na antiguidade; faz parte da cultura e dos costumes orientais. Encontramos exemplos posteriores, como quando o rei Davi pecou, o profeta que Deus enviou, contou-lhe uma história de um homem rico que tomou a única ovelha de um cidadão pobre para oferecer um jantar a um visitante seu. Davi é claro ficou furioso! Mas quando recebeu a interpretação da história ele sentiu na pele a sua maldade. Também o profeta foi ordenado por Deus a contrair casamento com uma pessoa má conduta para assumir o papel interpretativo sobre a infidelidade da nação para com Deus. O princípio da palavra do Senhor por meio de Oséias. Disse, pois, o Senhor a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do Senhor (Os 1.2). A questão de Judá, é que Tamar sabia de suas ações e hábitos pessoais, sendo então bem informada, ela pode se preparar de tal forma que ela tinha certeza que “o golpe” iria funcionar. Ela deixou temporariamente suas vestes que representava seu estado de viuvez e assumiu um papel de uma outra pessoa. Era pura manipulação,  contra um homem de Deus, que estava se movimentando de forma descuidada com seu testemunho de vida. Judá está se comprometendo ao não seguir suas próprias instruções e responsabilidades. Palavra dada deve ser honrada, para que o ministério tenha credibilidade. Não vamos tomar o partido de Tamar, porque ela estava agindo em defesa de algo que lhe pertencia por direito e nem podemos tomar lado de Judá, só pelo fato dele ser um representante daquilo que acreditamos ser a verdade de Deus. Irmãos e amigos, um direito legítimo não pode justificar ao servo de Deus agir de forma errada e porque alguém fez algo que é reprovável e mesmo assim parece que se deu bem, não pode servir de incentivo para nos desviarmos da nossa conduta e vida de fé. Fazemos o certo porque é certo! O mal não alcançaria qualquer vantagem sobre os servos de Deus, se não abrissem portas para ele entrar. Tamar funcional porque pegam as pessoas exatamente nas suas fraquezas e fragilidades. Também percebemos aqui que o mal veio de alguém muito próximo e da confiança de Judá.   Se trata das relações de proximidade com aquilo que se julga seguro e confiável mas pode se transformar em perigo. Precisamos nos cuidar porque podemos ser surpreendidos, mesmo quando estamos indo à caminho de cuidar das nossas responsabilidades, como era o caso de Judá. Não é sem razão que somos exortados a vigiar constantemente. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está prontomas a carne é fraca (Mt 26.41). A carne é fraca, mas não pode servir de desculpa para o pecado se instalar.

Obrigado Senhor por nos instruir para uma vida bem sucedida e livre das amarras do pecado. Agradecemos pelas armas e instrumentos que a tua Palavra coloca a nossa disposição para prevalecermos em fé e santidade de vida. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

 

A Caminho do Trabalho

Meditação do dia: 30/04/2020

 “E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.” (Gn 38.13)

À Caminho do Trabalho – Estamos meditando na Palavra de Deus, seguindo a historia da vida de Judá, o quarto filho de Israel. Esse capítulo inteiro foi dedicado a ele e certamente há lições que precisamos aprender com ele. Para demarcar algumas linhas de pensamento que não podemos abrir mão em tempo algum, lembramos que estamos falando de uma pessoa escolhida por Deus, chamada para uma missão muito importante; ele tinha uma aliança com Deus que vinha passando de geração em geração, e tinha propósitos eternos; Judá era consciente disso e sabia que o seu testemunho de vida significava muito para o bom andamento das promessas das quais ele era herdeiro e passaria isso para seus filhos e as próximas gerações. Como você eu, Judá tinha lutas e tribulações na vida e problemas aos montes com os quais tinha que lidar; seus filhos não tiveram boas atitudes e foram declarados como muito perversos e imorais nos seus relacionamentos conjugais, de tal forma que Deus aplicou disciplina rigorosa, eles morreram. Tal acontecimento atingiu Judá, pois ele era o pai, o responsável pela educação dos filhos e sua formação como herdeiros de promessas e alianças com Deus. Não está escrito, mas estou lendo nas entrelinhas, que a influencia dos parentes e amigos cananeus de Judá, por parte da mãe desses garotos fora maior do que a influencia de Jacó e os tios. Judá se apartou da família, está escrito no primeiro verso desse capítulo; as razões podem ser legítimas, para trabalhar, cuidar do seu próprio rebanho e construir uma família, um tanto quanto separada dos muitos irmãos e quem sabe, sem muita ingerência familiar. São escolhas e quaisquer que sejam elas, tem um preço! Já escrevi, que nossas escolhas determinam ou revelam nosso caráter. É muito comum pessoas oriundas de lares disfuncionais, tentam fugir dessas influencias negativas e se apartam fisicamente de casa, mas não emocionalmente e acabam por reproduzir uma nova família tão disfuncional quanto a sua original, quando é pior ainda. Judá perdera a esposa e tinha empenhado sua palavra com a nora que em um tão pequeno espaço de tempo ficara viúva duas vezes; ela confiou na palavra do sogro que aguardaria o terceiro filho ser grande o bastante para se casar com ela e cumprir o costume de gerar descendência para seus irmãos. O tempo passou, Judá voltou ao controle das ações de sua vida de trabalho e o encontramos em viagem com seu amigo adulamita, para encontrar com seus trabalhadores na tosquia de suas ovelhas na cidade de Timna. A prática normal, era a tosquia acontecia como um evento até festivo, espécie de mutirão para fazer o trabalho todo de uma vez com o rebanho. Mas a caminho ele iria se deparar com uma armadilha preparada pela nora Tamar. Quando pensamos em emboscadas espirituais, ataques malignos contra a nossa vida, nosso ministério e a provocação de danos e prejuízos, sempre lembramos de que haja legalidades dadas ao mundo espiritual do mal para que possa interferir. São brechas abertas, oportunidades que foram criadas pelos hábitos de vida e que em tantos casos são considerados normais, de pouca importância e que não influenciam a vida da pessoa. Tudo que o inimigo precisa é uma falha na armadura, uma oportunidade onde não haja proteção, que lhe permita atacar. Tamar, conhecia o sogro e seus hábitos; sabia de práticas erradas que certamente ele conservava e que poderia servir aos seus propósitos. Se ela fora informada dos passos do sogro, era porque havia acompanhamento e busca de ocasião. Nossas falhas de caráter e de conduta são observadas mais do que imaginamos. Nossa vida e nossas ações interessam ao mundo espiritual e se não estivermos conscientes de nossa identidade e das responsabilidades que nossa vocação exige, podemos falhar onde e quando menos poderíamos imaginar. A caminho de fazer coisas boas e certas, cuidando da nossa vida, pode haver perigo à espreita. Cuide-se!

 

Senhor, obrigado por guardar cada um dos teus filhos para que prevaleçam sobre as hostes do mal e mantenham a vitória que lhes foram dadas por Jesus. Nosso testemunho é observado constantemente pelo mundo espiritual ao nosso redor e dependemos da ajuda do Espírito Santo para nos manter de pé e firmes no propósito de vencer todos os dias, com a graça e a força do Senhor. Pedimos sabedoria e discernimento para não permitir brecas em nossa armadura e não vacilar diante das astutas ciladas do inimigo. Proteja-nos debaixo do poderoso nome de Jesus, em nome de quem oramos, amém.

 

Pr Jason

Judá Ficou Viuvo

Meditação do dia: 29/04/2020

 “Passando-se pois muitos dias, morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e depois de consolado Judá subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Timna, ele e Hira, seu amigo, o adulamita.” (Gn 38.12)

Judá Ficou Viúvo – Passando-se muitos dias, é como inicia a nova etapa da vida de Judá, que depois de perder os dois filhos, agora perdeu a esposa. A vida é uma sucessão de começos e recomeços, onde precisa-se aprender muito daquilo que já parecia estar sob controle. Ao pensarmos hoje sobre essa página da vida de Judá, temos que mexer com as emoções e as experiências de muitas pessoas, que também tiveram que passar pela perda do cônjuge e seguir em frente. Essa é uma daquelas ocasiões da vida onde somente quem vivenciou, sabe o significado de tal experiência; cada uma, é uma singularidade, porque as pessoas são únicas e as circunstancias em torno delas também o são. O grau de afetividade e dependência dos vínculos, tornam quase que personalizadas para cada um. Como pastor de igreja local, ministrando às pessoas e em situações como essas, tentamos ajudar, oferecendo o conforto que há no Espírito Santo e na fé em Cristo; mas são ocasiões em que nos sentimos fracos no sentido do tipo de ajuda que efetivamente podemos oferecer. Salomão em Eclesiastes e também em provérbios alimenta a idéia de que a morte é uma ocasião de meditação e reflexão sobre os verdadeiros valores da vida, sendo até preferível estar num velório do que numa festa; em um destes ambientes é possível se conscientizar do que é de fato importante enquanto no outro, apenas se desfruta do momento presente sem nenhum aprendizado. É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério! (Ec 7.2 NVI). Entre as possibilidades de se identificar com alguém de luto, pode-se estudar o contexto da vida e o momento em que ela se encontra; há filhos? Há filhos pequenos ou com necessidades especiais que demandam mais atenção dos pais e agora o quadro tende a se agravar? O círculo de relacionamentos familiares em torno dela, são unidos, prestativos, solidários? As condições sociais e financeiras com a qual agora precisa reorganizar a vida e recomeçar são de boas condições? A situação espiritual e envolvimento com a igreja e a comunidade de fé, são laços fortes, firmes e de estreita comunhão? Essa comunidade oferece apoio adequado para a ocasião? Estou fazendo essas considerações, porque eventualmente, muitas pessoas comparecem pessoalmente no velório e apresentam os sentimentos de pesar e acompanham a pessoa até a despedida final no cemitério e depois cada um volta a suas vidas e esquecem de que alguém está num momento muito dolorido e de sofrimento em que pode ficar sem condições de iniciativas adequadas para dirigir a vida e a família. Num momento de tamanha solidão, se faltar o calor humano de pessoas importantes, é profundamente desumano e frio. Desde que o mundo é mundo e a morte se faz presente, a dor acompanha isso; mas informalmente as sociedade cria uma condição, digamos aceitável de menos dor, como se houvesse uma escala de prioridade, onde os filhos devem sepultar os pais; mas quando isso se subverte e os pais precisam sepultar os filhos, é muito dolorido e difícil de consolar; Judá havia passado por isso recente e sucessivamente, perdendo os dois filhos e agora a esposa. Posso parecer insensível, mas não o sou; depois disso, a vida ainda continua! Como foi com Jacó ao perder Raquel e depois Lia; agora, Judá perde o filhos e Jacó os netos. Mas o propósito de Deus não pode ser interrompido e os compromissos que a pessoa tem na vida e no ministério precisam seguir! A pessoa precisa de forças, apoio, mas também precisa estar consciente disso, para se levantar e seguir; Deus dará graça e sabedoria!

 

Pai, a nossa oração hoje é de gratidão pela vida, mas também de pedir consolo e conforto para as pessoas que estão nessa condição ou situação, porque alguém muito próximo a elas foi recolhida desta vida. Reconhecemos que em tua infinita sabedoria, fazes o que é certo e bom; sendo Deus e Senhor de todas as vidas, podes disponibilizar de todos nós para atender a tua perfeita vontade. Cremos na ressurreição e na vida eterna em Cristo Jesus, ele é a nossa esperança para esta e para a outra vida. Mas pedimos ajuda e sabedoria para confortar e servir de apoio para os familiares que ficam e estão conosco, para prosseguir em jornada de fé e serviço ao Reino de Deus. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason