Tempo de Provação

Meditação do dia: 02/01/2021

Nisto sereis provados: pela vida de Faraó, daqui não saireis, sem que primeiro venha o vosso irmão mais novo.(Gn 42.15)

Tempo de Provação Sob a acusação de espionagem e agora sob juramento pela vida de Faraó, José invocou sobre eles argumentos muito fortes contra os quais eles não poderiam mentir e não poderiam deixar de comprovar a honestidade que disseram ter. Os irmãos de José, foram surpreendidos por situações totalmente fora de suas capacidades de controle. Na verdade, caíram numa armadilha sem qualquer chance de devesa. Para nós que estamos como expectadores das cenas, sabemos das intenções e motivações de José, que eram para o bem deles todos. Assim como a anos atrás os dez juntos combinaram fazerem o mal a José e fizeram e só não o levaram ao extremo pela intervenção de Ruben, o mais velho dos irmãos. Agora, com certas semelhanças, ali estavam os onze filhos de Jacó reunidos, frente a frente. Da última vez, os dez estavam trabalhando no cuidado com os rebanhos e José foi enviado pelo pai para saber e lhe levar notícias dos filhos e de como estavam os rebanhos. Agora, Jacó envia os dez filhos sem saber ao encontro de José, para obterem provisões de alimentos. Uma diferença considerável está no fato de que José não tinha atitude de hostilidade para com os irmãos, como ele recebera deles no passado. José agora queria provar as palavras deles sobre retidão e honestidade que eles mesmos afirmaram. Ele percebeu que havia alguma inconsistência no relato deles, sobre o desaparecimento de um dos irmãos. Como era a informação que eles deram ao pai sobre o desaparecimento de José? Seria necessário uma pressão maior sobre eles, para os forçar a dizerem a verdade verdadeira. Tiago e Paulo defendem no Novo Testamento que as provações trabalham a favor do servo de Deus para lhe aperfeiçoar o caráter e desenvolver virtudes que tornaram sua vida e ministério mais produtivos. Em João capitulo quinze, Jesus faz uso do ensino comparativo sobre o cultivo de uma videira, para ilustrar a sua vida em nossa vida e a capacidade do Pai em proporcionar um verdadeiro exercício da disciplina para aproveitamento e produtividade. Os tempos de provações são de fato tempos difíceis, mas são também etapas de grande crescimento e aprendizagem. Sempre saímos melhores e mais fortes depois de uma temporada de provas e disciplinas. A turma náutica diz que “mar calmo nunca produz bons marinheiros.” Outras lições também podem ser extraídas desse encontro de irmãos, que podem nos servir muito bem. Eles produziram sofrimento e dor em muitas pessoas sem pensarem nas consequências; foram egoístas e oportunistas, pensando apenas em si e num futuro que eles não conheciam e não queriam e com suas próprias mãos trabalharam para criarem o seu próprio futuro sem os incômodos de seus maus costumes. Nunca levaram em conta o coração do pai, do irmão mais novo e do próprio José, que colocaram numa condição onde ele não teria condições de se defender ou se livrar. Fizeram de forma impensada e irresponsável para só então fazerem os cálculos, mas para como esconder definitivamente o que eles mesmos definiram como o fim da existência de José. Eles passaram a acreditar na própria mentira criada. Pedro fala sobre um tipo de sofrimento que convém ao cristão: “Não sofra, porém, nenhum de vós, como assassino ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome” (I Pe 4.15,16). Que a razão das provações e sofrimentos não sejam colheitas do mal que foi semeado no passado. Os irmãos de José falavam de uma retidão e honestidade que eram falsas e José queria ver o verdadeiro arrependimento na vida deles, por isso os submeteu a duras provas. Nossa justiça hoje é Cristo, pela fé! Mas em termos de atitudes e testemunhos é nossa responsabilidade dar bons exemplos e sermos excelentes.

Senhor Deus e Pai, a Ti pertence toda a honra e a glória em todos os tempos; sabemos que provas os corações dos filhos dos homens e que amas a justiça e a verdade no íntimo. Queremos ser bênçãos e construirmos em nossas próprias vidas os verdadeiros valores do Reino dos Céus. Agradecemos a obra da graça divina em Cristo Jesus, que se tornou a nossa justificação e a nossa redenção. Pela graça somos salvos e por esta mesma graça, podemos entrar na presença de Deus, na sala do trono para encontrar sabedoria e discernimento que nos permitem crescer e florescer para o louvor de tua graça, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s