O Temor dos Homens

Meditação do dia: 20/02/2021

Então temeram aqueles homens, porquanto foram levados à casa de José, e diziam: Por causa do dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos trazidos aqui, para nos incriminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, e a nossos jumentos.(Gn 43.18)

O Temor dos Homens – Como as palavras são objetos muito precisos, faz-se necessário desdobrar uma ambivalência como nesse caso, quando nos referimos a “TEMOR.” Ao consultarmos os possíveis sinônimos, encontramos duas definições mais práticas e acessíveis para validar o que estamos observando: 1. Falta de tranquilidade, sensação de ameaça; susto. 2. Por extensão, sentimento de profundo respeito e obediência. “a Deus.” Para efeito de nossa meditação hoje, consideramos isso suficiente; uma definição, digamos de temor humano, racional ou psicológico e uma vertente espiritual, se referindo a Deus e nosso relacionamento com ele. Ainda assim, se faz necessário situar as aplicações dentro dos devidos contextos, pois no sentido lato, devemos temer a Deus e não temer os homens. Somos instados a respeitar e reverenciar a Deus e não ter respeito e não se curvar aos homens. Isso em contexto de culto, adoração e rituais de fé. Quando focamos nos relacionamentos  sociais e questões de autoridade, a mesma Palavra de Deus, nos leva por questão de fé e testemunho, nos coloca em obediência e respeito à pessoas em autoridade e nesse caso nos submetermos com respeito e dar-lhe a devida honra e obediência, porque elas mesmas foram instituídas por Deus, para nosso bem e o bom andamento da sociedade. Até parece aquelas experiencias dos pais com os filhos quando pequenos: as crianças recebem elogios e palavras de afirmações que elas são grandes, fortes e podem fazer coisas grandes. Imediatamente, a criança quer pegar ou fazer algo muito acima de suas forças e os pais dizem: “Você ainda é muito pequeno, não forças e isso é para gente grande!” Na cabecinha delas fica a incógnita: “Afinal, sou grande e forte, ou pequena e fraca:” A bem da verdade, elas são as duas coisas, sem nenhuma contradição. Assim, as mesmas Escrituras Sagradas que afirmam: E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt 10.28). Também afirma: Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei. Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente (1 Pe 2.17-19). Nosso texto base para a meditação de hoje, nos leva a olhar objetivamente para o paralelo de idéias de como nós, humanos, nos comportamos diante das realidades espirituais que a vida com Deus nos proporciona. Guardando-se as devidas proporções na analogia, José era muito grande, poderoso e de certa forma inacessível aos seus irmãos se ele assim o quisesse. Sua condição de governador preposto de Faraó, o tornava “todo-poderoso” diante de plebeus estrangeiros, que vieram suplicar favores reais. Mas José escolheu atender e lidar pessoalmente com aqueles forasteiros, que mesmo face a face não o reconheceu. Ele criou situações, que do ponto de vista de seus irmãos, eram embaraçosas, difíceis, que os colocaram em situações de vulnerabilidade e terem que dar provas de idoneidade, quando aquilo era muito difícil de se fazer pelas escolhas erradas, sucessivas e dissimuladas que eles adotaram como estilo de vida. Agora, a transparência, a sinceridade e a verdade clara, era algo de difícil acesso para eles. A mesma coisa vista do ponto de vista de José, eram situações que mexiam com o coração e alma deles, chamando-os ao arrependimento e a fé criativa e abençoadora, como as alianças eternas que eles tinham no coração, mas as riquezas e os cuidados dessa vida estavam sufocando a produtividade, como Jesus ensinou na parábola do Semeador, quando a semente caiu entre os espinhos. E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera (Mt 13.22). José os convidou para um almoço especial em sua casa; algo não acessível a qualquer um, um banquete farto, rico e de boas companhias. Eles contudo, ficaram desconfiados e atemorizados, imaginando que na verdade se tratava de uma cilada, para tirar proveito deles, tomar suas riquezas, escraviza-los e até mesmo tomar seus jumentos. (ideias de jumentos mesmo!) Não é assim que os homens pecadores encaram o afável convite de Deus através das boas novas de salvação gratuita pela fé em Cristo Jesus? Quantos não pensam que Deus tá interessado em tomar seus brinquedos, suas riquezas, suas liberdades e fazer deles servos para toda a eternidade? O pecado enganado por seu coração perverso não imagina que é infinitamente melhor ser servo de Deus do que ser livre e sócio majoritário do capeta. Minha oração, hoje serão as palavras de uma canção dos velhos e bons tempos de John Newton:

A graça eterna de Jesus, que veio me libertar,
a mim tão grande pecador, ó graça singular.

Tal graça o medo me levou, desde o dia em que eu cri,
e bem feliz me transformou; tal nunca mereci.

Pr Jason

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