Furtar do Senhor dos Outros

Meditação do dia: 29/03/2021

Eis que o dinheiro, que achamos nas bocas dos nossos sacos, to tornamos a trazer desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro?(Gn 44.5)

Furtar do Senhor dos Outros – Vamos direto ao ponto. Furtar é apropriar de pertences de outrem de forma furtiva, às escondidas ou com sutilezas. Na vida ideal isso nunca aconteceria entre pessoas tementes a Deus e piedosas. Entre cristãos então, esse cuidado nem deveria existir porque todos são ensinados e conscientizados da mordomia que exercem sobre todos os bens a nós confiados por Deus. Estamos falando do respeito pela propriedade e pelo direito à propriedade, que está inserido em nossa fé. Os templos e propriedades das igrejas, eram livres de cercas e medidas de segurança, porque era tidos como lugares de oração e permaneciam sempre abertas. Hoje elas possuem todas as parafernálias de segurança e monitoramentos modernos e ainda são insuficientes contra furtos, roubos e vandalismo, sem falar nas profanações propriamente ditas. Temos nossas posses, mas as reconhecemos como sendo propriedades de Deus e concedida a nós para o exercício das funções e responsabilidades que o Senhor nos deu. Assim, não preciso cobiçar nada de ninguém, porque aquilo pertence ao mesmo Senhor e está sob responsabilidade de outro servo dele, meu conservo. Entre os mandamentos que a cultura judaico-cristã, consideram sagrados e importantes na observação, está um para não cobiçar nada, de ninguém, em tempo algum. “Não furtarás. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem cousa alguma que pertença ao teu próximo” (Ex 20.15,17). Os rapazes afirmaram para o servo de José, que eles não furtariam coisas da casa do senhor dele. Aqui está minha linha de pensamento para hoje. Eles não haviam furtado e não tinham intenção de fazê-lo. A história contém inumeráveis registros de destruição de propriedade alheias, desde bens pessoais, como de coletividades, como cidades, estados e nações. Povos e culturas viveram, cresceram e tiveram prosperidades com base em atacar e saquear outros povos e nações. Conquistadores raramente demonstravam qualquer respeito por lugares sagrados e seus objetos de cultos e cerimonias. Até hoje, não engolimos a saga do General romano, Pompeo que invadiu e conquistou Jerusalém e entrou montado no seu cavalo no templo de Salomão e com seu punhal cortou de alto à baixo o véu que separava o lugar santo do Santo dos Santos. Por razões que a própria razão desconhece, ele não encontrou lá a Arca da Aliança, e depois disso, não se tem notícias oficiais dela. Só Indiana Jones a encontrou na ficção do cinema. Anos mais tarde, já na era cristã, escrevendo aos próprios cristãos romanos, o apóstolo São Paulo, faz uma advertência corretiva sobre a prática coerente da fé. “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinarás a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério, e o cometes? Abominas os ídolos, e lhes roubas os templos?” (Rm2.21,22). Além da discrepância entre o que crê, o que ensina e o que pratica, é ventilado a prática religiosa de abominar ídolo, mas saquear templos de ídolos. Interessante. A fé que leva a evitar a prática abominável da idolatria, não é a mesma sobre roubar, saquear e profanar elementos da fé de outras pessoas e crenças diferentes. A religiosidade vazia, leva o religioso a considerar e respeitar tudo o que é do seu lado e lhe “dá permissão” para praticar atos que sua fé condena. Roubar é pecado em qualquer credo! Mentir, maldizer, amaldiçoar, profanar, desrespeitar e faltar com bondade e misericórdia. Impor a sua fé a ferro e fogo em outros é errado em qualquer situação. Deus não compactua com isso. O que os “cristãos” fizeram e ainda fazem, está sendo replicado pelos islâmicos radicais, e radicais de todas as nuances e matizes de crença. Em nome de Deus, se cometeram barbaridades em todos os continentes e ainda se faz. Isso é religião, não fé e não é isso que representa a mensagem do amor de Deus.

Senhor, obrigado por sua bondade e misericórdia, todos os dias para com os teus filhos e para com todos os povos. Tu não és Deus dessa ou daquela fé ou religião, estás muito acima de todas essas conveniências humanas e convenções religiosas. Deus é Deus e é o Todo-Poderoso que criou todas as coisas e as colocou à disposição e deleite de suas criaturas. Para cuidarmos e zelar por aquilo que é bênção para todos. Dê-nos sabedoria e graça para nos aproximarmos de ti com corações íntegros e puros, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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