Bênçãos Que se Excedem

Meditação do dia: 12/08/2021

“As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.” (Gn 49.26)

Bênçãos Que se Excedem – Bênçãos nunca são demais, só não vale fazer delas o objetivo da vida ou do interesse de se buscar a Deus. Estamos lidando com uma experiencia de vida onde os relacionamentos com a família, com Deus e os propósitos da aliança divina com os patriarcas foram levados muito à sério, não como um peso ou fardo, mas como um encargo sagrado, um privilégio de ser chamado para fazer a diferença, não só nos seus dias, mas por toda a vida, passando como legado de geração para geração para os tempos eternos. Como já compartilhei outras vezes, nós, ocidentais lidamos muito com uma mentalidade imediatista, apressados, ansiosos por ver resultados e tudo precisa ser para os nossos dias. Isso nos leva a não valorizar legados e heranças que se constroem ou se deixa para muitas gerações posteriores, onde as novas vão construindo sobre as bases recebidas e solidificando novos patamares para as próximas possam desfrutar e também ampliar. Não é raro para nós as histórias de pessoas que receberam heranças que seus pais e avós construíram e conquistaram com muito trabalho e determinação e tão logo entraram na posse, foram dispersando e perdendo gradativamente até perderem tudo, ficarem literalmente sem nada. Também não é difícil conhecer relatos de outros tantos que nem se dão ao trabalho, porque estão de olho no que vão herdar, quando ainda isso está muito longe de acontecer, mas cobiçam e já anunciam suas intenções preguiçosas. Nós, os cristãos já nascemos de novo dentro de um contexto de alianças eternas, nos tornando filhos de Abraão pela fé em Cristo, também herdeiros de um reino inabalável e ainda podemos subir mais, herdeiros de Deus e co-herdeiros juntamente com Cristo. “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). Sendo assim é razoável, espiritualmente falando, que adotemos uma mentalidade de “Reino” com mais consistência e perenidade; ou seja, trabalharmos por algo mais eterno, de mais longa duração e não apenas naquilo que começa e termina conosco mesmos aqui. Quando voltamos nossa atenção para a reunião entre Jacó e José, encontramos um pai orgulhoso, feliz, realizado e empolgado em dar ao filho bênçãos grandes, poderosas em Deus e até maiores do que as recebidas por ele mesmo de seus pais e convenhamos, não foi pouca coisa que ele recebera, acumuladas de Abraão para Isaque e passadas a ele. O homem mais sábio que já passou por aqui disse: “O filho sábio alegra a seu pai…” (Pv 10.1); Como não nos alegrarmos com um legado desses. Mas também como não trabalharmos para gerar filhos como esse e estarmos comprometidos em fazer melhor do foi feito antes de nós e agora podermos preparar as bases para o que virá à seguir.

Senhor, obrigado pelo legado que recebi de mais pais e pelo que construí com a bênção e o favor do Senhor e ainda estou trabalhando nos meus dias, para que as promessas eternas sejam percebidos pelos meus filhos, físicos e espirituais e recebam tudo o que lhes cabem como legado eterno. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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