Débora, a Ama de Rebeca

Meditação do dia: 18/09/2021

“E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.”(Gn 35.8)

Débora, a Ama de Rebeca – Te convido a vir conosco nessa jornada de meditar sobre a vida de mulheres, que originalmente não faziam parte do povo de Deus, mas que entraram para a história e merecem o nosso respeito e consideração. Desde quando iniciei na leitura da Bíblia, esse versículo incrustrado como um diante em meio a uma rocha, me chamava a atenção e me perguntava, o por que dessa mulher ter esse registro tão diminuto, mas que deveria ter um significado, porque nada na Bíblia é dito de uma vez e nem de uma vez por todas; é preciso paciência, perseverança até alcançar sabedoria para apreciar pequenas coisas. O primeiro destaque que faço sobre Débora, (Deborah, no Hebraico) significa “Abelha.” Seu nome só é citado aqui, quando de sua morte. Uma vida toda de serviço e dedicação e quando morre, seu nome é lembrado. Isso não é ruim, nem descaso, mas é uma honra e um tributo que Deus fez questão de deixar registrado na sua Palavra, a uma pessoa que se caracterizou por servir aos servos de Deus. A primeira aparição dela foi quando Rebeca aceitou a proposta de casamento de Isaque levada a ela por Eliézer o servo de Abraão, que fora até Harã na casa dos familiares de Abraão para que Isaque se casasse com alguém da sua própria linhagem. Quando Rebeca aceitou o pedido e partiu para Canaã, Débora, que era sua ama, foi com ela. “Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu” (Gn 24.59,61). Débora deixou sua terra, sua família e seus costumes para acompanhar Rebeca e a servir. Ela se tornou parte daquela família, conhecendo Abraão, Isaque e deve ter sido também a ama de Jacó e Esaú. Registros não bíblicos dão conta que ela depois de certo tempo passou a viver com Jacó e sua família, isso provavelmente depois da morte de Rebeca, com quem ela era muito ligada, deve ter visto Rebeca nascer, crescer, se casar, ter filhos conforme a promessa e a bênção de Deus e estar com sua senhora até quando morreu. Não é preciso exercício de raciocínio para acreditar que ela esteve presente em todos os grandes momentos de Rebeca, na luta para ter filhos, na gestação de gêmeos briguentos no ventre e depois ver os meninos crescerem e um dia se separarem. Deve ter sofrido com Rebeca ao ver as decisões de Esaú e a saudade que sentia de Jacó tão distante. Aqui acredito estar a razão dela ter ido viver com Jacó quando não mais tinha Rebeca para assistir. A importância dela era sem dúvida marcante na vida de Jacó, pois ao falecer, ele a sepultou num lugar muito especial e marcante, em Betel, local onde ele encontrara Deus quando saíra de casa exilado. Ele a sepultou debaixo de um carvalho e chamou aquele lugar de “Alom-Bacute” que significa “Carvalho do pranto, ou do choro.” Por uma questão de dias, talvez menos que uma semana depois, nasceria Benjamim, o caçula de Jacó e Raquel, com toda certeza, Débora queria muito participar dessa emoção, pois depois de criar Rebeca, os filhos dela e ver Jacó casado com as duas sobrinhas de sua senhora e ainda poder participar do nascimento de um dos filhos de Jacó seria a coroação de uma vida de sucesso. Mas ela se foi, e logo em seguida, foi Raquel também, quando teve trabalho no parto. Jacó perdeu duas mulheres importantes de sua vida em poucos dias, e isso a história não conta, mas está nas entrelinhas. Minha aplicação é para as pessoas que dedicaram uma vida inteira em servir e abençoar pessoas e famílias, alguns que criaram seus próprios irmãos, ou sobrinhos e até netos ou filhos de amigos ou se dedicou a tal ponto que sua história ficou esquecida. Não esquecida diante de Deus, como foi com Débora! Sua maior recompensa é a satisfação de um trabalho bem feito, ter cumprido seu papel. O servo verdadeiro, é anônimo e importa que o seu senhor ou senhora seja conhecido (a) e honrado. Não existe grande servo, ou é grande ou é servo. Mas diante de Deus não existe essas distinções e a história de Débora, com um único versículo prova isso. Quando chegarmos na eternidade, poderemos encontrar muitas dessas pessoas que foram anônimas, desconhecidas, invisíveis até aos olhos de muitos, mas não de Deus. Um testemunho, de muitos textos e meditações que escrevi até hoje, houve muitos emocionantes, belos, mas esse foi especial, o escrevi com o coração apertado e os olhos marejados e parei algumas vezes para abrandar a emoção. Débora, me desculpe, por não ter prestando tanto atenção na sua vida e no seu exemplo. Tiro o chapéu para você, e pode aguardar, vou te cobrar um abraço daqueles que talvez só Jacó tenha ganhado. A gente se vê!

Senhor, agradecemos pela vida de serviço, Débora fez parte da formação do seu povo e estava presente e disponível para servir sempre que as matriarcas e os patriarcas precisavam. Ela conheceu todos eles, aprendeu a conhecer ao Senhor através deles e abençoou suas vidas. Queremos servir a ti e às pessoas que farão toda a diferença no teu reino. Esse é o nosso tempo e a nossa vez. Agradecemos a Jesus pelo exemplo de  servir e nos conduzir a seguir seu modo de vida. Abençoados somos e abençoados seremos pela fidelidade àquilo que é esperado de nós. Em o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s