Levantar a Mão e Jurar

Meditação do dia: 21/05/2022

“E eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei minha mão, jurando que a daria a Abraão, a Isaque e a Jacó, e vo-la darei por herança, eu o Senhor.” (Ex 6.8)

Levantar a Mão e Jurar – Jurar é uma forma de expressar um sincero desejo e vontade de cumprir um compromisso. Em termos de ética, um juramento não pode ser quebrado ou alterado, custe o que custar, jurou tem que cumprir. Juras são coisas humanas e algumas delas não valem nada, ou tem consistência alguma, como as juras de amor eterno que duram até à página três. Deus não precisa jurar, ou dar garantias de que cumprirá uma palavra, uma promessa ou mesmo uma sentença de punição ou disciplina. A Bíblia lança mão de formas de linguagem humana para descrever as grandes verdades divinas e suas revelações. Outras vezes é um recurso empregado voluntariamente por Deus para facilitar melhor a compreensão do homem sobre suas intenções. Como forma de garantia, o juramento se faz em nome de outra pessoa ou de algo maior do que quem faz o juramento, é isso que dá a tal garantia, porque ninguém de sã consciência empenharia o caráter de algo que lhe é sagrado, sem a intenção de honrar. Numa clássica figura ilustrativa, Deus não tinha e não tem ninguém maior, acima dele mesmo, então jurou por si mesmo. “Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei” (Hb 6.13,14). Na aliança com Abraão, o Senhor empenhou a sua palavra e para não deixar nenhuma dúvida no coração do patriarca, de que os seus descendentes de fato receberiam a terra que lhe fora prometido, acionou o mecanismo humano de jurar. “Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento” (Hb 6.17). Lembrando que nessa entrevista com Moisés, o Senhor lhe disse que havendo se revelado aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, não lhes fora plenamente conhecido. Isso reafirma a razão do juramento. Quando conhecemos bem uma pessoa e o seu caráter, sem restar nenhuma dúvida, não é preciso contrato, garantias ou juramentos, porque sabemos da sua integridade. Aquele que não falha, deu garantias para aqueles que falham, porque isso é algo que eles conhecem bem e sabem que certas situações fogem ao controle humana. Deus não tem esse tipo de dilema. Quanto mais íntima e aproximada for o relacionamento com Deus, menor será a necessidade de confirmações, garantias e até juramentos. Na Nova Aliança, temos o Espírito Santo que Deus, habitando em nós e nos guiando à toda a verdade!

Senhor, obrigado pela bênção de ter o Espírito Santo em nossos corações nos guiando em tua Palavra, que é a tua vontade revelada a nós. A cada dia queremos nos aproximar mais de ti e te conhecer melhor, sabendo que a tua suficiência nos basta. Somos agradecidos em nome de Jesus, amém.

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