Guardar Este Culto

Meditação do dia: 27/11/2022

“E acontecerá que, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos heveus, e dos jebuseus, a qual jurou a teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto neste mês.” (Ex 13.5)

Guardar Este Culto – Como temos visto e pensado nessas meditações, a libertação dos israelitas do cativeiro egípcio, foi um acontecimento com muita importância não só para eles, mas também para a história da obra da redenção da humanidade. Os muitos aspectos que essa obra exige, foram mostrados ali, por pequenas peças simbólicas, que podemos apreciar com muita reverencia e gratidão, porque agora, na Nova Aliança, todos esses aspectos já foram devidamente cumpridos na pessoa e obra de Jesus Cristo; que entrou em cena aqui na terra, apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Ali no Antigo Egito, quando Deus confirmou que “a hora é agora,” foi instituída a festa da Páscoa, onde o cordeiro ou cabrito seria imolado, seu sangue aplicado nos umbrais das portas das casas e sua carne seria comida assada no fogo, sem quebrar ossos, acompanhada com ervas amargas e pães ázimos. O ritual da Páscoa, iniciava-se no dia dez do mês ao separar o cordeiro ou cabrito, para ser imolado no entardecer do décimo quarto dia, quando seria comido numa ceia em família à noite. A festa dos pães sem fermento  durava uma semana, quando não só não comeriam nada fermentado como também não poderiam ter esse ingrediente da culinária guardado em casa. Era um tempo de verdadeira purificação e consagração, onde se observaria isso como culto, que deveria ser lembrado todos os anos, naquele mesmo mês. Ao guardar esse culto, o propósito era fazer uma transição natural e muito bem feita de uma geração para outra, pois os filhos cresceriam vendo aquilo e participando dos processos, ano após ano, sendo inseridos nas atividades, de maneira que quando  formassem suas próprias famílias, eles já tinham o conhecimento e o treinamento que os habilitavam a praticarem e ensinarem as novas gerações. Como temos aspectos culturais que valorizam muito pouco as práticas geracionais, precisamos olhar para as páginas das Escrituras Sagradas e extrairmos as lições de fé e obediência para onde esses rituais apontam. Como pastor de igreja local, observo que a nossa cultura prefere a transferência de responsabilidades das práticas de fé, para ministros profissionais e obreiros das congregações para cuidarem de seus filhos e treiná-los nas coisas de Deus e da fé. Com isso fica prejudicado a espiritualidade dos ensinos bíblicos, porque sabemos que conseguimos ensinar muito mais com os nossos exemplos do que com as nossas palavras. Professores de EBD e líderes de ministérios, por mais que se esforcem, não poderão superar a influencia dos pais na vida dos filhos. Quando se trata de importância, as crianças sabem que tudo que é importante, os pais fazem e se não fazem é porque não tem peso na vida da família. Ir ao templo para congregar – ler a Bíblia em casa – orar em família – evangelizar – ofertar – fazer missões e beneficências, são alguns exemplos que sem querer os pais discipulam seus filhos por não fazerem ou não valorizarem. Saiba que ainda está em tempo de reverter algumas dessas práticas, se não estiverem alinhadas com os ensinamentos bíblicos.

Senhor, agradecemos o privilégio de servir e transmitir os teus ensinos para as novas gerações, para que temam ao Senhor e vivam as tuas promessas e sejam fiéis e produtivos em todas as suas gerações. A ordem é para não deixarmos esquecer os grandes feitos da redenção, que alcançamos pela fé em Cristo. É importante crermos para nossa salvação, mas também para preservação das práticas por todas as gerações, conforme prescreve a tua Palavra. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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