De Mãos Trocadas

Meditação do dia: 14/01/2020

 “Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante Manassés ser o primogênito.” (Gn 48.14)

De Mãos Trocadas – Aqui, nós vamos pensar sobre uma coisa muito simples, mas nem tanto. Poderíamos tão somente divagar sobre imposição de mãos – por que não? Mas também poderíamos falar sobre intuição – concordam? Também poderíamos abordar os dons espirituais de revelação, (se me permitem usar esse termo). Já num campo bem mais familiar, até poderia falar sobre “manias de velhos.” Ainda assim sobraria assuntos que todos nós gostaríamos de mencionar que não seria fugir do tema e nem deixar de ser genuinamente bíblicos. Alguém já poderá ter pensando que falar sobre respeito aos mais velho, cairia muito bem aqui também. Tem razão, é verdade. Não estou brincando com vocês e nem exercitando a criatividade, mas conduzindo vocês a fazerem bom uso das muitas possibilidades de se meditar num texto bíblico, que numa primeira leitura o texto parece tão simples que nem tem tema algum que possa ser escrutinado. Fico muitas vezes fascinado quando alguém vai fazer uso da palavra para ministrar e tem uma sacada genial de um texto simples, que nos surpreende e deixa o nosso coração extasiado com a sabedoria contida na Palavra de Deus e que embora já tenhamos cavado ali muitas vezes, chega alguém com uma ferramenta mais simples do que a nossa e escava e tira preciosidades maravilhosas, que a gente fica boquiaberto e não tem como não exclamar: “Como eu nunca tinha visto isso por esse ângulo?” Gosto de ilustrar aos alunos ou ouvintes sobre a arte de preparar e entregar sermões (Homilética), que cada pregar é como um construtor, que recebe uma quantidade de materiais para construir; O que cada um produz, depende da capacidade e criatividade. Enquanto um faz um barraco, outro faz um castelo. Com o estudo da Bíblia também é assim. Quem sabe aproveitar mais e melhor os muitos materiais e a versatilidade deles, produzem coisas tremendas. Outra comparação prática e muito próxima de todos nós, é uma boa cozinheira, como nossas mães, avós e tias, etc. Com algumas sobras e um pouco de ingredientes elas produzem delícias que ficam na memória da gente por toda a vida. Nesse texto, eu gosto muito de ver a reação produzida em José, pela maneira nada habitual que seu pai iniciou o processo de abençoar seus filhos. Quando um mais novo começa a fazer algo de forma não usual, os mais velhos, dizem: “Não é assim que se faz. Não foi assim que te ensinei!” Mas quando eles quebram a ordem estabelecida, que conhece o caráter e a capacidade da pessoa, fica apenas observando e se perguntando: “O que será que ele tá fazendo!?” Imagine Israel perguntando: “Quem quer ser abençoado com a mão esquerda? Quem quer ser abençoado com a mão direita do vovô?” Não faz sentido. Mas ali havia lições a serem ensinadas e lições a serem aprendidas. Feliz aqueles que mantém seus corações abertos e desejosos de aprenderem, sem estar viciados ou contaminados pela retórica do usualmente correto. Pode ser que nossos conceitos não passem de “preconceitos.” Para mim, acho que ser abençoado pela mão esquerda de Israel é bem melhor do que com a direita de Esaú.

Pai, obrigado por nos fazer crescer e amar a verdade e a justiça e desejar experimentar o melhor daquilo que tens para nós, que é Jesus. Fomos abençoados por aquele que se assenta à destra do Todo Poderoso e lá na cruz ele estendeu os dois braços e teve as duas mãos perfuradas, para nos trazer a cura, a saúde, a libertação, a vitória e a proteção que há para todos que nele creem. O sangue de Jesus nos garante uma proteção plena e eterna e pela fé temos o estender de suas mãos sobre nossas vidas. Quem está nas mãos de Cristo está bem e ninguém lhe toca e ninguém o arrebata dali. Nesse nome a poder e nessas mãos há bênçãos para todos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Da Maneira Certa

Meditação do dia: 13/01/2020

 “E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.” (Gn 48.13)

Da Maneira Certa – Do jeito certo depende do que estamos falando ou como as coisas são vistas em determinadas circunstancias. Quem o livro Senhores da Terra, de Don Richardson, sobre aqueles nativos lá da Papua, fica impressionado com aquela civilização que tinha os valores de traição, como uma grande virtude. Quanto maior a capacidade de trair um amigo ou pessoa de confiança, melhor era a pessoa. Não à toa que ao ouvirem o Evangelho, eles se apaixonaram logo de cara por Judas Iscariotes. Nas minha infância no interior de Goiás, recordo dos costumes dos antigos que eram repassados e aí de quem quebrasse um protocolo daqueles. Quando alguém passava uma faca para outra pessoa, ela sempre o fazia pegando na lâmina, para o receptor pegar o cabo. A explicação: Indica confiança e boa intenção. Um canivete deveria ser devolvido como recebido, se aberto ou fechado. Explicação: A pessoa entrega aberto, é sorte aberta ou boa; fechado, também é não te desejando sorte. Quando adultos bebiam, vinho ou pinga etc. e um menor desejasse beber e fosse permitido dar para que experimentasse (um dose bem pequena), eles não entregavam na mão dela, mas colocavam o copo no chão, explicando que ela recebera da mão de um adulto porque isso não era permitido e que ela não estava autorizada a beber. Sempre que um vizinho ou amigo enviava um presente, se viesse numa vasilha retornável, teria que devolver com alguma coisa, como forma de gratidão e reconhecimento. Entre nós, sempre damos prioridade e preferencia para as crianças, na alimentação, se não houver para todos, então só elas recebem. Entre indígenas e povos sertanejos, ribeirinhos amazônicos e alguns outros, na escassez de alimentos, a preferencia é do provedor da casa. A idéia é que ele precisa para providenciar para os demais. Nesse texto, para hoje, Israel pediu que os meninos de José fossem levados a ela para os abençoarem e assim, oficialmente receberem a condição de filhos de Israel, para serem contados com os demais; José sabia como a tradição exigia, que o mais velho deveria estar sob a mão direita e o mais novo sob à esquerda do abençoador, em caso de bênção simultânea. Foi assim que ele procedeu, respeitando as normas convencionais dos costumes entre todos os povos. Pode isso não parecer importante, ainda mais nos nossos dias, quando a mentalidade Pós-Moderna, não reconhece e não respeita nenhum modelo estabelecido e não suporta valores absolutos, como autoridade, Deus, família, verdade, etc. Enquanto para os mais velhos, certas formalidades são importantes, sendo consideradas as ausências delas como desrespeito e irreverencia; para outros, a bênção sim, é que é importante, como ela acontece não. Nossa fé e nossas práticas, são sim, baseadas na Palavra de Deus, que como Ele é eterna e imutável. Aceitamos e negociamos aspectos temporais e culturais, mas nunca, jamais os de valores eternos ou doutrinários essenciais. Nisso, somos ortodoxos. Por exemplo: oração – orar é importante, mais do que a posição ou local onde se ora. Até nisso, precisamos ser cheios do Espírito Santo e buscar discernimento para não fazermos de nossas preferencias a regra e assim violar a verdade divina. Cuidado com dar mais atenção ao exterior do que o interior, ou em nome de um desfazer o outro. A comunhão permite uma intimidade com Deus e acesso constante à sala do trono, mas precisa ser lembrado, que quem está no trono e é Senhor da sala, ainda é o Onipotente, Todo Poderoso, o Altíssimo. Intimidade aqui não é sinônimo de irreverencia e desrespeito. Temperar bem as palavras que se fala com familiares, crianças, filhos e pessoas sob nossa autoridade e influencia é coisa séria. Religiosidade e espiritualidade são coisas muito diferentes e podem até estar em extremos opostos.

Pai, a tua graça é maravilhosa e suficiente para nos guardar e manter abençoados. Os povos e seus costumes não estão acima da verdade revelada na tua Palavra. Cremos no teu caráter santo, justo e perfeito e pedimos sabedoria dos céus para lidarmos com as coisas temporais e passageiras, que servem de canais para certas realizações, mas só a verdade e justiça devem prevalecer em nossos atos. Somos gratos pela liderança e direção do Espírito Santo que está conosco para nos guiar a toda a verdade e agradar em tudo aquele que fez tudo por nossa salvação e crescimento. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Filhos Que Deus Me Deu

Meditação do dia: 12/01/2020

 “E José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze-mos aqui, para que os abençoe.” (Gn 48.9)

Filhos Que Deus me Deu – Fiquei pensando sobre como as coisas acontecem e formam unidades que aparentemente não seria fácil de se formar. Quando olhamos para a igreja, como Corpo de Cristo, nos deparamos com isso na sua forma mais plena possível. Pois onde o Evangelho é pregado, discípulos são formados e o místico Corpo de Cristo se forma ali e está intimamente ligado a um grande número de outros núcleos de povo de Deus espalhando mundo à fora. Numa família, que é uma estrutura muito bem estruturada, cada membro é completamente diferente um do outro e quando se amplia os círculos, mais evidente ficam as diferenças. Foi assim que observei essas conversas entre Israel e José, incluindo também os meninos Efraim e Manassés. Os doze filhos que se tornaram os patriarcas da nação, cada um formando uma tribo da nação, nasceram numa família e embora houvesse diferenças enormes de idade, entre eles, por exemplo, quando Benjamim nasceu, Rubem já era homem adulto, juntamente com os mais velhos. Cresceram juntos e tiveram educação e formação pastoril, lidando com gado, ovelhas e essas lidas do campo. Provavelmente Benjamim foi mais poupado, ou recebeu alguma atenção diferenciada por ser órfão de mãe desde o nascimento, e ainda cedo perdeu a companhia de José. Deixando Canaã para trás e vivendo muitos anos no Egito, José se distanciou dessa formação e depois das provas, aos trinta anos compareceu diante do Faraó e desde então passou a ter uma vida palaciana, elitizada e culta, ligado à administração de alto escalão. Seus filhos nasceram privilegiados, com o nível social e a grandeza de recursos disponível ao pai por seu um líder de respeito e o homem de confiança do monarca do Egito. Graças a Deus, que as ideologias políticas vigentes hoje em dia, não estavam em vigor ao que tudo indica, senão iria haver atritos enormes dos hebreus palestinenses filhos dos irmãos de José, contra os dois filhos nobres de José. A “oligarquia opressora” contra os trabalhadores oprimidos ou os primos ricos e os primos pobres. Mas ao vermos como as coisas andaram, tudo indica que José fez um excelente trabalho de discipulado com seus dois filhos, pois não há nenhum registro sequer de segregação de Efraim e Manassés em relação aos outros e nem de uma atitude de sentimento de inferioridade dos demais para com eles. Se tornaram doze tribos e é só isso que encontramos nas Escrituras. José respondeu ao pai dizendo que aqueles eram os seus filhos que Deus lhe dera ali (no Egito). Nasceram no Egito, filho de uma mãe egípcia, netos de um sacerdote dos cultos egípcios, mas prevaleceu a aliança de bênção de Abraão, Isaque e Israel. Nasceram no Egito, mas eram tão hebreus, canaanitas quantos os demais. José estava no Egito por questão de ministério, de estar no centro da vontade de Deus e mesmo tendo que viver certos dilemas da vida da corte, ele manteve a sua identidade e seus filhos se identificaram com a fé do pai e com a aliança com Deus. José não era esponja que absorvia qualquer coisa que se encostava nele. Não era o tipo de pessoa termômetro, que apenas mede e mostra a temperatura ambiente; ele era termostato, que transforma a temperatura ambiente para ficar no padrão determinado por ele. Parece com alguma coisa que Jesus disse: Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou (Jo 17.14-16). E aí? Termômetro ou Termostato? Cristão chuchu ou Cristão prá Chuchu?

Senhor Jesus, obrigado por nos abrigar no teu corpo, que universal, glorioso e acolhedor. Na cruz todas as diferenças são niveladas e o novo nascimento faz as nossas vidas tomarem destinos e sentidos tão maravilhosos que só mesmo sendo parte disso para saber o quanto é bom. Temos experimentado o valor da unidade, mesmo sendo de povos, nações, tribos e línguas distintos, mas em Cristo, somos um só corpo. Obrigado por isso. Amém.

Pr Jason

Israel e os Filhos de José

Meditação do dia: 11/01/2020

 “E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes?” (Gn 48.8)

Israel e os Filhos de José – Todos nós gostamos da história de Israel, como um patriarca da fé e aquele tipo de homem afetivo, familiar e que em tantos aspectos nos identificamos com ele, nas mais diversas fases de sua vida. Foi um jovem rico, filho de um pai piedoso, amado pela mãe e que até aos dezessete anos pode desfrutar da companhia do avô Abraão, um quase mito em termos de fé e adoração ao Deus verdadeiro. Quando adulto, trapaceou com a mãe para obter a bênção paternal e firmar-se como o herdeiro da Aliança com Deus e essa atitude precipitada lhe custou o exilio para Harã, a terra de sua mãe, onde viveu com o tio; um homem inescrupuloso, capaz de fazer trapaças e dar prejuízos para se dar bem. Ali, Jacó cresceu e se tornou um homem forte, o progenitor de uma linhagem de muitos filhos, que se tornaria uma nação em breve. De volta a sua terra natal com grandes riquezas, mas também foi um tempo de muitas provações e experiências doloridas. Ainda no caminho, perdeu a esposa Raquel, bem no nascimento do seu décimo segundo filho. Viu os filhos fazerem coisas complicadas e violentas. Mais tarde perdeu José, numa aventura de vingança dos irmãos, que temia a ascensão do irmão mais jovem. Essa passagem de sua vida, com o silencio de Deus para com ele no tocante ao paradeiro de José, compõe um quadro de crescimento espiritual e um tipo de treinamento que ambos não estariam prontos para suportar se fosse de outro modo. O amor paterno, jamais permitiria a Israel saber onde estava o filho e não o obrigasse a resgatá-lo. Assim como ele crescera longe dos pais na sua vida de fé e devoção a Deus; agora era a vez de José, passando por veredas apertadas no Egito, mas com um caráter muito bem consolidado pelo temor a Deus, fez com que ele conseguisse a aprovação dos homens e de Deus, mesmo na adversidade e sem as proteções que uma família pudesse oferecer. José foi forjado de jovem mimado, a um estadista de respeito e capaz de comandar um império inteiro, numa época de crise e fome em toda aquela terra. O reencontro de pai e filho foi não só emocionante, mas providencial para a sobrevivência da nação ainda em forma embrionária. José foi o suporte que a nação precisava para nascer e se fortalecer. José tinha dezessete anos de idade quando se ausentou de casa, a serviço do pai e nunca mais voltou. Agora, no Egito, eles puderam viver outros dezessete anos, que foi o tempo de vida de Israel, após chegar na terra dos faraós. Hoje, numa visita com status de despedida, ali estão novamente três gerações, frente a frente, para que a bênção fosse canalizada de uma para a outra e assim fluísse abrindo caminho para construir uma eternidade. Quem são estes? Foi a pergunta de um ancião, cujos anos pesavam sobre seus olhos e a impossibilidade de ver claramente os netos, não limitava a visão do coração e da fé. Quem de alguma forma não alimentara mais esperanças de ver o filho, agora estava grato por estar sob seus cuidados e ainda poder abraçar e abençoar os netos. Os desejos do coração do justo, realmente são contemplados por Deus. Que Israel viva para sempre, para glória de Deus e assim as promessas também nos alcance a nós e aos nossos filhos também.

Pai, obrigado por saber que a nossa fé está firmada em Ti e em promessas de um Deus que não falha e não deixa de cumprir sua vontade, que santa, boa, agradável e perfeita para todos os seus filhos. Pedimos sabedoria para viver a cada dia o que tens reservado para nós. queremos ser cheios do Espírito Santo para termos condições de fazermos um bom trabalho e trazer glória para o teu santo nome. A nossa história está bem fundamentada naquilo que o Senhor construiu na vida de pessoas tão especiais como Abraão, Isaque e Israel. Deles, descendem os profetas e santos de Deus e deles vem a igreja, o Corpo de Cristo, que proclama a obra da redenção. Somos um e trabalhamos por um Reino, um Senhor, uma fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Acontece no Caminho

Meditação do dia: 10/01/2020

 “Vindo, pois, eu de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém.” (Gn 48.7)

O Que Acontece no Caminho – Viajei nesse começo de ano para Aparecida de Goiania, na região metropolitana de Goiania, onde moram meus pais e outros familiares. Metade do percurso desta vez, fiz por uma nova rota, que sabia da sua existência mas nunca havia me aventurado por ela. Gostei e provavelmente vou repetir outras vezes. Lá ainda fui passear num sítio de amigos, à sessenta quilômetros, um terço disso em estrada de terra. Em ambos os trajetos, novidades à cada nova curva e novos horizontes se me deparavam. Exigia mais atenção e despertava mais curiosidade e também apreensão. Isso me trás ao coração e à mente algumas verdades para a meditação de hoje. Foi daí que me veio a idéia contida no título – “O que acontece no caminho.” Vimos marcas de acidentes, vimos acidentes, vimos memoriais de vítimas em curvas perigosas que levaram as autoridades e limitar velocidades para evitar novas ocorrências; vimos imprudências e perigos provocados por irresponsabilidades e etc. Tudo isso são aplicações que servem para a vida de fé na caminhada com Deus e é disso que se trata o registro do depoimento de Israel, falando com José, sobre um episódio certamente dolorido para ambos. Israel fala da perda de Raquel, sua amada esposa, mãe de José e de Benjamim, que ele teve que sepultar não no jazigo da família em Macpela, mas à beira do caminho quase chegando em Belém, quando ele estava à caminho de casa, para reencontrar Isaque, no regresso de sua peregrinação em Harã. José estava ali ouvindo o pai falar de como foi a morte de sua mãe, que o deixou ainda tão criança, no meio do caminho numa viagem para uma terra que ele ainda não conhecia. A perda foi justamente quando do nascimento de Benjamim, o irmãozinho dele, que nunca veio a conhecer a mãe. Estamos pensando em perdas que acontecem no meio da caminhada. Elas não estavam previstas em nossos planos e não tínhamos como nos prevenir. Israel tinha onze filhos e estava feliz com a chegada do décimo segundo, ainda mais por ser de Raquel. José estava feliz por ganhar um irmão com quem compartilhar e crescer juntos no lugar novo para onde estavam indo. Veio a morte e separou marido e mulher, mãe e filhos. Israel não podia desistir de nada, nem de continuar a viagem e nem de liderar seus filhos e nem do bebê recém nascido; ele não tinha nem mesmo tempo de parar para lamentar. Essa é a vida de líderes, de pessoas com responsabilidades nos ombros. Israel chegou na casa do Pai e não tinha mais a linda Raquel para apresentar ao pai e até Esaú que havia conhecido a cunhada no caminho à pouco tempo não a veria novamente. Pego o verso inteiro e fico olhando, entrecortando os pedaços, cada um trazendo um significado e uma lição, que ainda acontece também conosco, e muitos leitores dessa meditação se identifica. Olhem: Vindo, pois, eu de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém.” (cada trecho sublinhado tem um significado). Israel estava dentro da vontade de Deus, saindo de um lugar que deveria sair, indo para um lugar que deveria ir, estava perto, e ali, ele teve que sepultar uma parte de si, uma preciosidade dada por Deus, e ficou no caminho de Efrata. Quando ele falava isso com José, que imagens ele tinha no coração? O que aquilo faria em José, ouvindo isso de seu pai, sobre sua mãe, nos momentos derradeiros juntos? Minha lição particular é que Israel sepultou Raquel, na beira do caminho, perto de Belém, e continuou sua vida, seus sonhos, os projetos de Deus e foi firme e fiel até o fim. Agora seria a vez de José, entregar seus dois filhos, sepultar o pai e continuar governando o Egito, até chegar a sua hora. Hoje, eu, você, nós… parece que tem horas que temos que sepultar algo que morreu, deixa-lo ali e continuar com a vida, com o ministério e sendo fiel até o fim, até o fim…

Senhor, preciso de discernimento e ajuda para compreender que as coisas acontecem durante a caminhada e precisamos continuar com ela. Algo precioso tem que ficar sepultado, porque já morreu, mas nós precisamos prosseguir. O que morre tem que ficar, não pode ser carregado, nem servir de peso e nem limitar nosso relacionamento contigo. Em nome de Jesus, abençoa os que precisam fazer algo a respeito de alguma coisa que morreu e eles insistem em não sepultar, ou ficar ali prostrados e recusando a prosseguir. Precisam de luz e Jesus é a luz do mundo e os teus filhos tem essa verdade dentro deles. Oramos por libertação, cura e compreensão sobre a vida no caminhar com contigo. Amém.

Pr Jason

Abrir Mão

Meditação do dia: 09/01/2020

 “Mas a tua geração, que gerarás depois deles, será tua; segundo o nome de seus irmãos serão chamados na sua herança.” (Gn 48.6)

Abrir Mão – A vida dá e tira coisas de todos nós. Quando crianças, sonhamos com muitas coisas e até planejamos como serão; mas a realidade nem sempre carimba as nossas escolhas e os nossos sonhos. Mas em grande parte, nem sentimos falta daquilo, porque nos envolvemos no processo de crescimento e as responsabilidades aparecem, grudam na gente e não descolam mais. As primeiras coisas que encontramos nos cativam e adotamos aquilo como sendo “o que quero ser quando crescer!” Há também muitos de nós que mesmo não sendo por este caminho, alcançam muito mais do que sonhavam e se realizam muito além das expectativas e possibilidades de quando era apenas uma criança cheia de sonhos. Pessoalmente, entendo que cheguei muito além das chances sonhos de criança e me sinto realizado com a graça de Deus de poder contribuir com o Reino e me realizar como pessoa. É assim, que estou olhando para o texto, em que Israel se apossa dos dois filhos de José e os adota como sendo seus, contados como se fosse irmãos de José e não como filhos. É ai que José entra novamente com a sua generosidade, pois o pai apenas lhe dá uma opção de que os próximos filhos que ele tiver, então serão dele, os filhos de José. Sabendo disso ou não, tanto Israel quanto o próprio José, se prenderam numa situação probabilidades e parece que ficou tudo como estava, pois José não teve outros filhos. Ter filhos eram não apenas um sonho para eles naqueles tempos, mas uma forma de firmar um legado e passar adiante uma bênção de Deus e uma marca de que foram favorecidos pelos céus. Ficar sem filhos era uma situação triste para um homem. Geneticamente José teve e criou dois filhos, mas espiritualmente ele abriu mão para o pai e para a nação. Entendo também que isso tudo foi contado nas genealogias como sendo doze tribos de Israel, mas entre elas, duas eram filhos de José. Digamos, que Deus compensou o esforço dos dois, tanto Israel quanto José viveram as promessas e abriram mãos de preciosidades pessoais para um bem maior, que era uma nação, herdeira de todas as promessas. No nosso dia a dia, abrimos mão de coisas em função de nossos filhos e netos (quem já os tem); abrimos mão de conforto e tranquilidade em atenção a um futuro melhor para eles e os pastores e ministros abrem mão de suas vidas pessoais e familiares em resposta ao chamado e a vocação interior. Famílias se sacrificam para uma missão em prol do reino de Deus e assim, todos podemos experimentar a consagração de algo do qual gostamos muito e até nos é gratificante, para que algo maior e mais proveitoso venha a acontecer. Isso tudo está contemplado por Deus em favor dos seus filhos e servos: E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna (Mc 10.29-30).

Pai, nos consagramos ao Ti e ao Reino dos Céus, que cremos ser um Reino de Paz, amor e justiça, pois quem está sentado no trono é Cristo, o Senhor. Obrigado por nos chamar para fazer parte e construir algo muito maior do que nós mesmos. Assim, quando abrimos mão de algo, estamos na verdade, semeando para a eternidade e nossa fé não nos confundirá jamais. Em tuas mãos nos colocamos e aos bens e talentos que nos dá para sermos úteis e assim abençoarmos outras vidas, como o fomos pelo ministério de alguém enviado por ti. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Efraim e Manassés

Meditação do dia: 08/01/2020

 “Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;” (Gn 48.5)

Efraim e Manassés – Me deixa muito intrigado alguns fatos bíblicos, que só mesmo à medida que vamos caminhando com Deus e conhecendo mais e melhor o seu caráter é que vem a compreensão de determinadas verdades e princípios. Aqui, vejo até com bom humor a investida de Israel sobre os filhos de José, sem deixar nenhuma margem de barganha ou negociação. Ele não pediu os filhos, ele não pediu a opinião de José! Ele fez um comunicado paternal, não aberto a discussão e contraproposta. Só anunciou: “Seus dois filhos são meus!” Aquilo, no momento pode ter parecido estranho até mesmo para José, mas o futuro veio a mostrar que Israel fez o certo e estava profetizando sobre sua futura nação. Na contagem das tribos, José não é nomeado, e Levi foi espalhado entre as tribos como sacerdotes, então Efraim e Manassés assume essas posições e José figura então posicionalmente como o herdeiro da porção dobrada, como reconhecimento de sua fidelidade e serviço em favor de seu povo. Digo que os pais precisam de voz e autoridade profética sobre a família; mas isso não é feito de forma apenas ritualizada. Precisa ser uma atitude de liderança e busca da vontade de Deus para os propósitos divinos se cumprirem conforme o planejado por Deus e desenvolvido pelas pessoas envolvidas. Assim como Deus tinha e teve planos para com Abraão, Isaque e Israel para cumprirem aquelas funções e gerarem aquela nação e assim estabelecerem uma aliança eterna de bênçãos entre Deus e a raça humana e tudo aconteceu conforme o previsto; assim também, na Nova Aliança, há papeis que a igreja desenvolve e os membros que formam o corpo de Cristo agora são os embaixadores do reino de Deus. Os hebreus formaram a nação que trouxe a aliança e a redenção e a Igreja proclama e serve de embaixada não só de uma nação, mas de um reino. Nosso papel e envolvimento é tão importante e crucial hoje, como o foi a fidelidade e o engajamento dos antigos patriarcas e povo de Deus. De dentro da igreja é que Jesus levanta os ministros, para realizar os ministérios e cada um dos filhos de Deus são dotados de dons e talentos que os habilitam a servir e fazer a vontade de Deus acontecer no nosso tempo. Hoje, somos nós, esse é o nosso tempo, essa é a nossa vez!

Pai, obrigado por chamar e capacitar os teus para realizar a tua perfeita vontade e fazer com que os teus planos não se frustrem, ao contrário, sejam plenos de êxito de abençoam todas as famílias da terra, como prometido aos Patriarcas. Somos a igreja e estamos em nosso tempo de servir e fazer a diferença. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Possessão Perpétua

Meditação do dia: 07/01/2020

 “E me disse: Eis que te farei frutificar e multiplicar, e tornar-te-ei uma multidão de povos e darei esta terra à tua descendência depois de ti, em possessão perpétua.” (Gn 48.4)

Possessão Perpétua – Deus, é eterno e como tal são suas Palavras e tudo o que ele diz ou faz, trás a sua marca. Por todas as suas qualidades, ele não precisa rever ou reconsiderar o que fala, pois tudo permanece para sempre. Nosso relacionamento com ele é baseado nele mesmo e em sua Palavra, que contém toda a sua vontade em termos de obediência devida e obrigações devocionais que suas criaturas lhe prestam. A eternidade não se altera, porque somos mortais no plano físico e material. Temos a eternidade dentro de nós e podemos refletir a sua glória na imagem e semelhança que possuímos com ele. As limitações da humanidade das pessoas não deveriam pesar tanto no relacionamento porque este deve ser feito a nível de espírito, porque é assim que determina a vontade do Senhor. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4. 23,24). Nesse plano de possibilidades, deve agir a nossa fé; digo fé querendo afirmar o que Deus diz e nisso deve permanecer as nossas convicções e agirmos baseados nisso. Aqui no nosso texto de hoje, há uma série de informações precisas que a bênção de Deus incluiu na Aliança feita com Abraão, Isaque e Israel, dando-lhes uma terra, ou seja, um território físico e material, onde eles morariam e suas descendências também herdariam e essa possessão teria caráter de possessão eterna. A Palestina, tal qual a conhecemos é um território destinado ao povo de Deus, à nação Israelita. Quando a promessa foi feita, eles eram poucos e peregrinos ali em meio à população local de nativos, mas isso não impediu a promessa e muito menos a posse, em parte por eles e posteriormente vieram a possuí-la em plenitude. Hoje, estamos vendo as conveniências modernas, do atual sistema de governos e nações, onde politicamente se estabelece territórios e estados, alguns deles até sem territórios, como os palestinos e curdos e outros mais. Mas a promessa de Deus, dada a Israel e reiterada aqui por ele antes de morrer, estando no Egito, nos dias de José, era de que a Terra de Canaã, lhes pertenceria em possessão perpétua. Não sei como as coisas vão se arranjar, mas entre todas as alternativas, fico com a Palavra de Deus; a ONU tem lá suas influencias, os acordos internacionais tem lá suas validades, mas o que de fato vai prevalecer é a Palavra de Deus; primeiramente por ser Palavra de Deus; em segundo lugar porque os israelitas acreditam nisso piamente e jamais vão abrir mão daquilo que sabem que lhes pertencem por direito. Ainda que haja os discursos politicamente corretos, a verdade é que a Palavra de Deus permanece para sempre. Como dizia o Boris Casoy: “Quem viver, verá!”

Senhor obrigado por tua Palavra ser verdadeira e eterna tal qual o Senhor mesmo. Nossa fé e nossa confiança está nela firmada. Jesus Cristo é a Palavra encarnada e o que ele é, permanece assim para todo o sempre, e o que ele fez também permanecer firme para todas as gerações. Estamos olhando para algo muito além de nós e muito mais estável do que as nossas limitadas capacidades. Colocamos nossa confiança em ti e assim esperamos ver se cumprir a tua vontade em nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Abençoado

Meditação do dia: 06/01/2020

 “E Jacó disse a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou.” (Gn 48.3)

Abençoado – Nossa reflexão hoje é sobre um ato de Deus na vida de uma pessoa, que reconhece o fato e carrega isso para toda a sua vida. Estou falando da bênção de Deus. Independente da moda igrejeira de buscar bênçãos e correr atrás de bênçãos, estou falando de uma condição de vida adquirida e mantida no coração o tempo todo. Alguns cronistas fazem uso das metáforas atléticas para ilustrar a caminhada da vida e então dizem que a vida é uma MARATONA e não uma prova de cem metros rasos. A diferença, para os mais leigos no assunto, é que uma maratona é uma prova longa, cujo percurso são de quarenta e dois quilômetros de distancia. Cem metros rasos, são cem metros lineares, livres de quaisquer barreiras ou obstáculos. Para os cem metros, o que vale mesmo é a força da arrancada, pois em questão de segundos já cruza a linha de chegada. A maratona é resistência, perseverança e saber dosar o compasso para cada tipo de trajeto que aparece. Israel não perdeu a visão daquilo que recebeu no início de sua caminhada com Deus. No dia em que ele saiu de casa, Deus se revelou a ele em Betel e disse que o abençoaria e andaria com ele, traria de volta para a casa de seus pais e faria dele uma grande nação. Ele passou por lutas, provas, foi chantageado e trapaceado pelo tio/sogro, pelos filhos no caso do sumiço de José, perdeu a esposa amada muito cedo, ficou com um bebê recém nascido sem a mãe para criar e muitas outras coisas; mas ele sabia e confessava ser uma pessoa abençoada. A convicção dele não advinha das circunstancias favoráveis ou dos bens materiais sendo acrescido ou de favores recebidos. Ele diz aqui para José, que Deus lhe aparecera e lhe abençoara e ele era abençoado e todos os resultados advindos da bênção de Deus eram patentes em sua vida e na sua família. Fui abençoado e sou abençoado. Estou pensando no hábito moderno de fatiar a vida em pequenos pedaços e viver como se aquilo que está acontecendo no momento é o todo e só aquilo que vale e que conta. Sendo assim, as pessoas são felizes e abençoadas num dia e logo em seguida estão praguejando e impetrando maldições porque uma porta se fecha, uma pessoa disse ou fez algo que a desagrada, a igreja não ama mais, todo mundo é falso e não dá pra confiar em ninguém. Abraão acreditou na bênção da aliança e assim passou para Isaque que também acreditou e passou para Jacó, que acreditou e passou para os doze filhos e eles acreditaram e passaram para frente, de geração em geração até os dias de hoje e se perguntar para algum israelita na atualidade, ele dirá que são um povo abençoado por que Jeová falou isso para os patriarcas e a história confirma isso. Eles não sentem que são abençoados, eles sabem que são. As lutas, as provas, as dificuldades de percursos acontecem o tempo todo, mas não anulam e nem cancelam as promessas. Em Cristo, somos abençoados e isso é fim de papo. A igreja como um todo e os cristãos individualmente sofrem perseguições, mortes e pressões mas isso não tem nada de maldição ou falta de benção. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito (Gl 3.13,14).

Senhor, obrigado pela minha bênção, amém.

Pr Jason

O Esforço de Israel

Meditação do dia: 05/01/2020

 “E alguém participou a Jacó, e disse: Eis que José teu filho vem a ti. E esforçou-se Israel, e assentou-se sobre a cama.” (Gn 48.2)

O Esforço de Israel – Esse texto me fala sobre postura. Atitude. Somos o que somos e isso deve estar impregnado em tudo o que fazemos. Gosto de excetuar em termos de ações, aquelas que são negativas, pois elas devem ser eliminadas e à medida que vamos caminhando com Deus e crescendo espiritualmente, ganhando experiências, os aspectos de fraquezas, erros e traços negativos necessariamente precisam diminuir e se possível inexistir. Não sou adepto do que jocosamente chamamos de síndrome de Gabriela, (eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabriela). Como filhos de Deus, nascemos de novo, gerados pelo Espírito Santo e herdamos uma nova natureza, oriunda de Deus e gerada à partir de uma semente incorruptível, que é a Palavra de Deus. Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas (Tg 1.18). Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre (I Pe 1.23). Os goianos dizem que “pau que nasce torto, morre torto.” Mas essa máxima não pode ser aplicada ao cristão, devido a sua filiação em Cristo. O encontro com o Senhor, muda completamente o curso da nossa vida, nossas atitudes e motivações. Mas as características boas e determinantes da nossa personalidade, foram nos dadas por Deus exatamente para sermos o tipo de pessoa habilitada para o tipo de serviço e vocação para o qual fomos criados. Israel sempre foi um homem determinado, forte e decisivo. Ficou velho e ainda nos dias finais de sua vida, ele mantinha a determinação de ter uma postura de um estadista, com determinação de se apresentar em condições de dignidade, honra e respeito. Essa postura de Jacó, me fez lembrar o nosso saudoso e mui querido pastor Enéas Tognini, que dizia que uma de suas orações a Deus era que deseja morrer de farda e não de pijama. Isso é traço de personalidade de pessoas determinadas, conscientes de que podem produzir o bem e influenciar positivamente em todo e qualquer tempo e lugar. Ficar prostrado, chorando e lamuriando, reclamando da vida ou de como se chegou ao fim, não cai bem para quem foi decisivo e abençoador. Cada fase da vida oferece suas vantagens e ao mesmo tempo tem suas contrapartidas; então saber lidar com elas e tirar o melhor de todas elas é sinal de sabedoria e maturidade. Quando jovens, somos fortes, intrépidos, agimos como se fôssemos imortais e por vezes até de forma irresponsável. Com a maturidade, vem a sabedoria, a experiência e à medida que diminui as forças físicas, aumentam as capacidades de produzir mais com menos desgastes. Já na terceira fase, sobra sabedoria e experiência, mas as forças, destrezas e habilidades precisam ficar num plano de menor potencial e valer-se da influencia. Mas devemos lembrar que isso, é uma bênção, quando no caminho da justiça, como diz provérbios: Coroa de honra são as cãs, quando elas estão no caminho da justiça (Pv 16.31). Ficar velho, rabugento, reclamão e pirracento, ninguém merece!

Senhor, obrigado por exemplos tão fortes e bonitos como o de Israel, e os patriarcas, que viveram e morreram na fé, sempre contentes, gratos e exemplares. Nossa oração é que tenhamos essa capacidade de transformar o tempo e as oportunidades de servir e dar bom testemunho em todo tempo. Oramos pelos nossos irmãos anciãos, que serviram e foram determinantes nos seus dias e que agora esperam o dia do descanso merecido e da recompensa de suas lidas no serviço do Senhor. Queremos honrá-los e orar para que tenham forças espirituais e sejam luzes em todo tempo. Os abençoamos em nome de Jesus, e quando chegar a hora, que sejam levados de modo digno e honrosos de modo que a vida e a morte deles glorifiquem o teu nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason