Tomando Atitudes

Meditação do dia 06/06/2019 

 “Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe;(Gn 28.2)

 Tomando Atitudes – E bastante comum a gente perguntar, ainda que informalmente, porque muita gente boa, cristã, firme, não experimenta em plenitude as bênçãos e as promessas da Palavra de Deus. Estivemos trabalhando esse tema na semana 5 da meditação dos 49 dias de Encontro com o Pai, na semana passada. Uma das causas principais, é a falta de exercita-se na piedade bíblica. Conhecem intelectualmente as promessas, vislumbram-nas, desejam-nas e param por aí. Muitos se satisfazem com o estado de como as coisas estão e se acomodam espiritualmente com apenas serem salvos, frequentarem uma igreja e contribuírem com alguma participação. Mas não investem sistematicamente e intencionalmente no próprio crescimento. O apóstolo Paulo escrevendo para Timóteo, fez uma contundente exortação: “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (I Tm 4.7). Exercitar-se, espiritualmente tem o mesmo sentido que aplicamos as questões físicas e intelectuais. É MALHAR mesmo! Suar a camisa! Repetir até a exaustão para ficar perito, ficar bom naquilo. Quem tem experiência de frequentar academias, sabe que nos primeiros dias a pessoa volta para casa “arrebentado, todo dolorido!” mas os resultados virão com a persistência e a dedicação. É disso que Paulo falava para Timóteo. É disso que estamos pensando sobre Jacó recebendo ordens e instruções de seu pai. Ele iria sair da zona de conforto, da casa dos pais, encarar uma viagem longa, por caminhos desertos, perigosos, desconhecidos até chegar à Harã, uma sociedade mais velha, já consolidada com seus costumes e culturas e onde ele seria um estrangeiro, vivendo de certa forma de favor com um tio que ele apenas sabia o nome. Deixava o conforto, a riqueza, os privilégios e até algum status, para ser um trabalhador. Jacó iria iniciar a vida, do zero, levantar sustento, casar, sustentar uma família e ensinar a ela os princípios da sua fé e transmitir as bênçãos e as alianças de seus pais. Embora fosse herdeiro de muitos bens e propriedades, ele estava abrindo mão, renunciando a tudo para começar sua vida. Começaria por conseguir uma esposa e assim iniciar sua linhagem. Isso me lembra Jesus, deixando a eternidade e a sua glória ao lado do Pai para se encarnar e servir humildemente, embora fosse o criador, o senhor e dono de tudo. Isaque tomou atitude de direcionar o filho que por sua vez tomou a atitude de andar em obediência e fé no Deus de Abraão, Isaque e agora também seria o Deus de Jacó. Quando é que você vai tomar atitude? Quando é que vai realmente assumir a sua posição dentro da aliança e das promessas? Conformo é bom, mas não é necessariamente o melhor e nem o que Deus tem para você e pra mim.

 

Senhor, obrigado pela capacidade de guiar-nos para os caminhos do trabalho, da renuncia e da confiança na tua capacidade de fazer o melhor para nós; em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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A Segunda Bênção

Meditação do dia 05/06/2019 

 “E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã;(Gn 28.1)

 A segunda Benção – Alguns evangélicos costumam chamar o Batismo com o Espírito Santo, de “segunda bênção;” logicamente sendo a primeira bênção a experiência da salvação em Cristo Jesus. Jacó, aqui ganhou uma segunda bênção do seu pai, e dessa vez de forma limpa. Isaque o chamou e o abençoou, para um propósito específico, ordenando-lhe que evitasse a união com as filhas da terra de Canaã. Isaque estava agora consentindo com a exposição que Rebeca lhe fizera sobre a situação do relacionamento das esposas de Esaú, que pelo contexto, eram um legítima provocação para a fé e os propósitos divinos para os descendentes de Abraão. O relacionamento familiar entre sogra e noras não era dos melhores, pois Rebeca alegava estar passando por uma situação de amargura de alma e não gostaria que Jacó também entrasse por esse caminho. Não tenho procuração para defender ou agir em nome de nenhum deles, mas passa-me a impressão de que Isaque não havia tido esse tipo de conversa com seus filhos ou num nível em que eles ficassem conscientes da vontade dos pais, alinhados com as promessas de Deus e suas alianças. As vezes nós pais, agimos como se pelo fato dos filhos verem algo ou serem informalmente instruídos, é suficiente para que eles façam as escolhas certas e esperadas pelos pais; só quando isso não acontece, é que eles se dão conta de que falharam em alguma etapa do processo de educação e formação dos filhos. O ideal proposto por Deus e abraçado por Abraão e posteriormente adotado nas legislação mosaica por ocasião do êxodo, tudo for instituído e legalizado para perpetuação da transmissão dos propósitos deles para o legado eterno. A bênção geracional é muito importante para preservarmos as conquistas que tivemos, mas também para transmiti-las por várias gerações sem interrupção. Reconhecemos que os nossos patriarcas com suas origens e mentalidade oriental, tinham uma mentalidade muito mais focada nessas questões. A cabeça dos ocidentais hodiernos está muito mais ligada ao prazer e a realização pessoal. Tudo o que demanda esforço e compromisso de longo prazo vai sendo substituídos por modelos mais maleáveis e adaptáveis para a lei do menor esforço. Ainda olhamos para as Escrituras e gostamos do vemos, almejamos as bênçãos e os resultados ali registrados, mas na prática, preferimos fazer do nosso jeito e numa profundidade muito pequena. Amamos a Deus e acreditamos no chamado, na vocação e na capacidade divina de prover os meios necessários, mas arrazoamos muito os conceitos e princípios, de forma que ficam muito diluídos. Os papeis dos pais são agora divididos com babás, professores, cuidadores e especialmente os meios de comunicação. Filhos criados sem a presença e afeto dos pais, são apenas financiados e mantidos, mas sem uma presença real e influenciadora para se dizer discipuladora, corretiva e formadora. Mas as Escrituras ainda tem razão e devem ser a fonte infalível de  inspiração e modelo a ser seguido.

 

Senhor, obrigado pelos pais que abraçaram a paternidade como uma missão e uma tarefa sagrada. Filhos que se espelham nos pais de forma bíblica e temem ao Senhor e tem a tua Palavra como regra de fé e prática. Obrigado pelas igrejas e agencias de ministérios que se especializam em ajudar e promover o ensino saudável dos teus planos e propósitos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Permanecer na Aliança

Meditação do dia 04/06/2019 

 “E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida?(Gn 27.46)

 Permanecer na Aliança – As culturas apresentam determinados elementos que só se explicam pelos próprios contextos de seus valores e existências. O casamento está presente em todas elas e em cada uma tem lá os seus rituais simbólicos e que fazem questão de perpetuar não só pelo simbolismo, mas também pelos seus valores. Os hebreus iniciaram suas linhagens firmando-se numa premissa de terem uma aliança eterna com o Deus Altíssimo. Os termos de tal aliança faria deles um povo e nações de propriedade exclusiva de Deus. Todo o desenvolvimento deles, partindo de um único homem, Abraão e sua esposa Sara, viriam sucessivas gerações, todas abençoadas e destinadas à grandeza e à multiplicação até se tornarem numerosos como as estrelas dos céus. Deles viriam o Messias, a esperança bendita de todos os seres humanos que sofriam sob o peso de seus pecados e aguardariam nele a redenção e um reino perpétuo. Coube a Abraão, lançar as bases e instituir o roteiro do estilo de vida para seus filhos seguissem assim, de geração em geração. “Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gn 18.18,19). Nesse sentido, cabe à cada geração tomar os devidos cuidados para preservar a essência daquilo que os diferenciam dos demais. Na primeira geração, Abraão foi muito zeloso e cuidou para seu filho Isaque não se casasse com alguma cananeia e nem mesmo voltasse à terra de suas origens em busca de uma esposa. Ele encarregou o seu mordomo de fazer essa busca e foi assim que ele se casou com Rebeca, que veio com o entendimento de que ela estava adentrando a uma dinastia promissora diante de Deus e que se tornaria uma matriarca de nações e reis. Ao longo de sua vida em companhia de Isaque percebemos que ela assimilou perfeitamente bem esse conceito e lutou por ele, até mesmo com armas não adequadas ao exercício da fé. no presente momento, ela tem uma DR (discussão de Relação) com Isaque para primariamente salvar a vida de Jacó, que está jurado de morte por Esaú pela trapaça na benção paternal. Ela também apela em segunda instancia (diga-se de passagem disfarçada de primeira), para que Jacó seja “enviado” para Harã com vista a um casamento dentro do próprio clâ; e assim se manteria puro a linhagem da promessa. Não vamos julgar os méritos das intenções de Rebeca, mas era um meio legítimo de atingir uma finalidade espiritual de muita importância. Sabemos que na atualidade, vivemos uma quebra de valores, onde o sistema prevalecente na mentalidade da atual geração é que não há valores absolutos, mas tudo e relativo. Assim a desconstrução dos valores e tradições familiares e culturais, em nome de uma atualidade livre e sem barreiras, produz alianças mistas, esdrúxulas e aversas à fé e ao projeto original de Deus. A Palavra de Deus recomenda evitar o jugo desigual “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14). contudo estão discutindo hoje, é o que na verdade é “jugo” ou qual o conceito de “desigual” ou se quem escreveu isso, naquele tempo queria dizer…. bem, já vimos sabemos onde isso vai parar. Mas qual é a minha, a sua ou a nossa preocupação com a linhagem de bênção que Deus tem para nós?

 

Senhor, obrigado por ter um plano para tudo e tudo para realizar os teus planos. Somos teus e estamos diante de tua presença para viver e experimentar o melhor que tens para nós, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Previsões Imprevisíveis

Meditação do dia 03/06/2019 

 “Até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe fizeste; então mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia?(Gn 27.45)

 Previsões Imprevisíveis – O futuro a Deus pertence! Para nós, os mortais, ele é sempre opaco, imprevisível e indecifrável. Sem a ministração do Espírito Santo de Deus, o que chamamos de “profético,” todas as demais tentativas de prever ou antecipar fatos do futuro é mero exercício de charlatanismo. A soberania de Deus permite que ele mude os tempos e as estações, estabelecer reis e remover reis, escolher esse e rejeitar aquele, exercer juízo sobre um e misericórdia sobre outro sem que nada disso ofenda sua santidade de caráter e sua perfeita natureza divina. A centelha divina que há em nós é maravilhosa e nos atrai para ele, como se orbitássemos à sua volta e com o desejo de cada vez estar mais próximo. A vida centrada em Deus é maravilhosa e cheia de aventuras que terminam bem. A nossa querida irmã Rebeca, tomou decisões por conta própria com vista a alcançar para o filho as promessas de Deus, que na verdade já eram dele e nessa precipitação emocional quebrou a harmonia do seu lar e fomentou uma separação raivosa entre os seus dois filhos. Jacó, pensando com seus botões não tinha nenhum ódio, mágoa ou revolta contra o irmão. Na sua cabeça, ele apenas exercera o direito adquirido sob juramento ao comprar o direito de primogenitura de Esaú. Sua consciência podia até estar tranquila, mas sua vida estava em risco e as aparências era de que Esaú estava implacável e irreconciliável. Se os pais não haviam agido antevendo os fatos, parece que se viam de mãos amarradas agora, pois ambos haviam tomado partido de um ou de outro à revelia. A casa estava dividida, pois era Isaque e Esaú de um lado e Rebeca e Jacó do outro. Como nos dias de hoje, Rebeca resolveu jogar com o fator tempo, dar tempo e espaço entre os irmãos, assim a fúria se abrandaria e a saudade poderia produzir uma condição melhor para mediar a paz e selar a amizade entre eles, e para isso Jacó seria enviado temporariamente para Harã, para a terra natal da mãe, para viver com o tio até que Rebeca pudesse mandar busca-lo. Planos perfeitos, bem calculados e razoáveis. Mas o tempo e o futuro não estavam nas mãos dela, para prometer o que ela não sabia que poderia cumprir. O temor que ela alimentava de ficar sem os dois filhos, prevaleceu porque Jacó foi para longe sem sair do seu coração e Esaú ficou, mas a distancia permaneceu grande entre eles; e ele ainda se viu menos preferido e mais distante da bênção e da aprovação dos pais. Naquele dia quando Jacó pegou sua mochila e saiu e acenou para ela ao distanciar, foi a última visão que ela teve dele. Assumir a maldição que poderia vir sobre Jacó, não demorou muito para se materializar. “Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção. E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos” (Gn 27.12,13). Palavra de mãe tem muito poder! Por isso mesmo, precisam ser palavras ditas com sabedoria e temor de Deus. Na hora da raiva, da decepção, do desespero e da ignorância, se fala muito e sem pensar. Mães precisam ser cheias do Espírito Santo e profetizar poderosamente sobre seus filhos e como todos nós, precisam tomar cuidado com o uso das palavras.

 

Senhor Deus e Pai, obrigado pelas nossas mães que são um modelo de amor e dedicação em favor de seus filhos. Oramos por elas e abençoamos suas vidas e pedimos que prospere muito seus dias e seus ministérios de unir a família e produzir unidade e comunhão. Pedimos sabedoria dos céus para todas elas e que suas palavras sejam de bênçãos e edificação para construir vidas vitoriosas e produtivas para o teu reino. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Furor de Irmão

Meditação do dia 02/06/2019 

 “E mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;(Gn 27.44)

 Furor de Irmão – Toda ação produz uma reação igual e contrária, nos diz a ciência. Lidar com relacionamentos humanos e especialmente entre familiares não é uma ciência exata e precisa. Há fatores de difícil precisão e as potencialidades emocionais juntando-se as vontade e determinações, tudo isso pode se tornar um caldeirão fervente de reações imprevisíveis. O que Rebeca não sabia e não podia antever era que o coração de Esaú não era um campo cultivável de boas ações e maleável como talvez fosse o de Jacó. Anos mais tarde, cumprindo-se as promessas e profecias, um descendentes dela foi um grande rei e um homem muito sábio, estudioso e observador das relações humanas e escreveu o seguinte: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). Salomão viu isso acontecer literalmente em sua família, dentro de casa, ali foi o seu grande laboratório de pesquisas e observações. Filho do grande Rei Davi, o homem segundo o coração de Deus; o pastor de Israel, herói de guerra, amado e respeitado em todo lugar e uma pessoa de profundas experiências com Deus. Contudo dentro de casa, houve tantos conflitos que daria para se estudar e tirar boas e acertadas conclusões sobre a natureza humana. Salomão viu seus irmãos degladiarem entre si, por posições, até mesmo por usurpar o trono do pai. Ele presenciou um abuso sexual de um irmão contra uma irmã e de todos eles, Absalão foi o mais afetado e guardou calado sua mágoa até que conseguiu ardilosamente atrair e matar o ofensor. No texto que estamos meditando hoje, Rebeca não pode prever os custos da ação que ela incentivara e essa semente semeada entre Jacó e Esaú, apareceu mais tarde entre os próprios filhos de Jacó. Exemplos falam mais altos do que palavras. Vimos isso entre Caim e Abel e a história se perpetuou e até os dias de hoje continua acontecendo e só mesmo uma operação grande e poderosa do Espírito Santo, para processar uma cura e sarar por completa as feridas nos corações de irmãos que se ofenderam as vezes até por pouca coisa, mas a intensidade e a proximidade dos relacionamentos potencializa os resultados. Hoje, gostaria de sugerir avaliações desses relacionamentos entre familiares. Em muitas situações os dois lados contemporizam e amenizam racionalmente os fatos e os efeitos, mas no fundo há mágoas, rancores, feridas e traumas por ofensas produzidas pelas ações da convivência e em certos casos por falta de tato ou exagero no exercício da autoridade ou poder delegado entre eles. Alguém bateu em alguém e quem bateu esqueceu completamente aquilo, já quem apanhou…. alguém expôs o irmão à vergonha e vexame público, deixando marcas e lembranças dolorosas que a pessoa carrega e arrasta pela vida afora. Creio que o Espírito Santo vai iluminar melhor os corações e em oração e atitude de humildade cada um vai perceber sendo sensível e permitindo que seus corações sejam iluminados e essas coisas más sejam vistas e tiradas dali, pelo arrependimento e pedido de perdão, liberação do perdão e assim irá surgir a reconciliação plena entre os irmãos e trará saúde e paz para as gerações. A cura é possível onde o arrependimento e reconhecimento for possível. Negar ou subestimar não ajuda, ao contrário, bloqueia o mover do Espírito Santo.

 

Pai amado, obrigado por sermos a tua família, uma grande família com muitos filhos, todos gerados pela Palavra da Salvação pela tua infinita graça e a grandeza da tua misericórdia. Reconhecemos os atritos e desgastes relacionais entre irmãos e nesse dia queremos luz do Senhor em nossos corações para iluminar aqueles cantos escuros e quartos secretos onde há coisas que nem nós mesmos queremos visitar e tomar conhecimento. Preferimos que eles permaneçam secretos, escondidos e guardados pela vergonha que passamos ou fizemos alguém passar; pelo peso que sobreveio ou pela calamidade provocada e tem sido um fardo pesado para se carregar e tem mantido a comunhão em compasso de espera; revela, Senhor a tua graça sobre nós e guia-nos pelos caminhos eternos e veredas direitas por amor do teu nome. Pedimos perdão a ti e coragem e força para fazermos os acertos necessários com quem nos ofendeu ou ofendemos. Queremos uma cura verdadeira e legítima operada nessas ralações, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Viver Como Refugiado

Meditação do dia 01/06/2019 

 “Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão meu irmão, em Harã,(Gn 27.43)

 Viver Como Refugiado – A região onde Jacó vivia e para onde teria que ir sempre foi marcada pelos fenômenos de refugiados. Até hoje é assim, e agora estamos vivendo uma fase muito crítica dessa história. Até nós, aqui no Brasil estamos recebendo muitos refugiados daquelas bandas. A história da humanidade sempre teve as marcas da migração, até mesmo pela necessidade da colonização e desenvolvimento social. À medida que os grupos vão crescendo e esgotando os recursos locais, novas fronteiras são buscadas e pessoas são atraídas para recomeçarem suas vidas e outras por aventuras e umas tantas pelas necessidades em que se encontram. Jacó se viu obrigado a migrar. Ele era herdeiro da Terra Prometida onde vivia; e embora tivesse recursos e possibilidades de prosperar ali, ele mesmo criou circunstancias pessoais e familiares que forçaram sua saída. Rebeca, que era Haramita de nascimento e viera para Canaã para se casar com o herdeiro de Abraão, que não deveria voltar para lá, agora com seus filhos, à poucos passos de se tornar uma tribo, encontrou dificuldades para lidar com o relacionamento dos filhos e a saída agora era enviar um para morar com os parentes em Harã. Me permitam pontuar duas questões aqui; sem a intenção de criticar ou apontar defeitos ou cria-los sobre Rebeca: 1. Ela não viu outra saída para Jacó receber a bênção paternal, senão por meio do engano e sutileza; por isso engendrou aquele plano, que trouxe a bênção, mas quebrou o relacionamento. A pergunta é: À que preço? 2. Agora novamente ela não via outra saída para resolver a crise senão enviando Jacó para morar com o irmão dela em Harã. Seria esse o caminho? Antes de vocês responderem e criarem novas perguntas, quero chamar a nossa atenção para um detalhe que Deus, o Altíssimo, havia dito a Abraão, seu amigo, muitos anos atrás, ainda antes de Isaque nascer: “E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza” (Gn 15.12-14). Deus conhece a história inteira mesmo antes dela acontecer e pode predizer para os homens aquilo que é futuro para eles. As crises são cíclicas e são instrumentos de produzir mudanças e gerar oportunidades. O pecado e o desejo de independência no coração do homem o induz a uma inércia rebeldia silenciosa; mas há alguém com poder e soberania no trono lá em cima faz os mecanismos se moverem e assim gira o mundo. A natureza produz isso e cuida de si mesmo seguindo esses passos. Os incêndios florestais (não criminosos) produzem ciclos de extermínio de pragas e renovação de fauna e flora e adaptação climática. As chuvas torrenciais, tempestades e enchentes, produzem fertilização de solo, distribuição de espécies e renovação. A civilização se move e cria novos tempos como respostas as crises. Olhe o pós dilúvio – Babel – conquistas e conquistadores – Israel – êxodo – cativeiros – diáspora – retorno etc. A igreja nasceu e estava boa demais juntos em Jerusalém, as perseguições dos judeus – Herodes – Saulo – fome na Palestina fizeram que o Evangelho chegasse a todo o mundo conhecido da época. Na atualidade, a cada guerra ou ameaça de conflitos mundiais surgem novas soluções, tecnologias, medicações, produtos e serviços médicos e de saúde e migrações com transferências de costumes, culturas, soluções e novas possibilidades. Em algum desses lugares estamos nós em 2019. Jacó não sabia nada do que estava pela frente, mas podia confiar no Deus Todo Poderoso que tinha alianças de bênçãos celebradas com seu pai e avô e renovaria com ele. Não sabemos nada do nosso futuro, quer imediato, quer remoto, mas temos fé no Deus de Abraão, Isaque e Jacó e sua aliança e Nova Aliança, garantida pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Se o mundo continua sendo o mundo, para nós, Deus continua sendo Deus e tem o governo e a soberania para todo o sempre, amém.

 

Senhor Deus de Abraão, de Isaque e Israel; Deus dos santos profetas e apóstolos, nosso Deus, meu Deus! A ti pertence os tempos e a história e em ti está a nossa confiança de que nossas vidas estão muito bem em tuas mãos e assim o será de geração em geração. Somos herdeiros das bênçãos prometidas à Abraão e como igreja somos o corpo de Cristo e comprometidos com o teu projeto de vida para nós e para o reino e nos satisfazemos em ti, nosso escudo e socorro bem presente nos tempos de angústia e de provação. Cremos que estamos sustentados pela sua graça e nela prevaleceremos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Jurado de Morte

Meditação do dia 310/05/2019 

 “E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela mandou chamar a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo matar-te.(Gn 27.42)

 Jurado de morte – Tragédias são ruins, mas tragédias em família é mais dramática e mais difícil de prevenir e de solucionar. Rebeca viu os efeitos da sua idéia de ajudar um filho contra o outro. Ela desejava intensamente a bênção para Jacó, e não calculou o problema ou a extensão dele na sua casa. Agora tinha que correr atrás do prejuízo e tentar salvar o máximo que lhe fosse possível. Jacó também deveria estar muito abalado e pensando muito sobre o estrago que conseguira produzir na família toda; agora seus pais tinham mais problemas para resolverem do que antes. Esaú que era apenas relaxado com as verdades espirituais e as tradições da família, agora estava revoltado e disposto a manter a calma até o tempo da morte do pai para então executar a sua vingança contra Jacó. Provavelmente as relações entre Esaú e a mãe estariam bem estremecidas porque sem ela e sua ajuda, Jacó não teria arquitetado aquele projeto. O que quero pensar aqui hoje é nas situações de lares cristãos onde há histórias de desavenças e questões pendentes entre membros. Pais que são piedosos e precisam lidar com relações quebradas entre filhos que se desentenderam no passado e não conseguiram ainda normalizar as relações entre eles. Também temos situações onde a violência fez profundas feridas e onde não tem como reverter o que aconteceu. Em todas as situações teremos que lidar com confissão, perdão, reconciliação, liberação de bênção e sem dúvida intercessão ou mediação de conflitos. Alguém tem que tomar a iniciativa e alguém tem que se dispor a ouvir o outro lado, mesmo que os fatos sejam conhecidos e até as motivações. É muito importante que se tenha esperança e fé no amor de Deus. Não há situação na qual a graça de Deus não posso atuar. Ninguém foi tão fundo ou tão longe que o amor e a bondade de Deus não posso alcançar e restaurar. É bem difícil ter que confrontar pessoas que amamos e nos feriram e produziram sofrimentos; mas como cristãos não temos alternativa, senão perdoar. Peço, que se alguém se identifica, começe por mudar a sua confissão: “não posso perdoar,” “nunca vou perdoar,” “não dou conta, não consigo perdoar!” Não tende fazer isso por suas próprias forças; é difícil, senão impossível; só se consegue pelo poder do Espirito Santo, por obra da graça de Deus. Por isso que disse para mudar a confissão. Passe a confessar o que se crê, o que se deseja, o que a verdade da Palavra de Deus diz. Como a própria Palavra de Deus diz: “Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.27).

 

Pai celestial, no nome de Jesus me ponho em oração de intercessão pela vitória na vida de teus filhos que se encontram com as relações quebradas e seus corações partidos pelas feridas causadas por ações de violência, traição e falta de controle emocional, que culminou em tragédia. Creio no poder do sangue de Jesus que foi derramado lá na cruz para perdoar e purificar os pecados de todos os pecadores e de todas as formas de pecados cometidos. Hoje existe luz do Evangelho nessas famílias e ação do poder de Deus nesses corações; pedimos a quebra dos laços do pecado e do mal que mantém os corações endurecidos e obstinados, se sustentando nas emoções e não na fé. rejeitamos o mal e abraçamos o bem. Aceitamos o amor e o perdão de Deus para todos os envolvidos e clamamos por misericórdia e graça. Que hoje seja o dia aceitável e o tempo da reconciliação e assim saírem de debaixo do jugo de escravidão. Proclamamos libertação no poder do nome de Jesus. Glorificamos aquele que se assenta no trono, por tudo que conquistou com seu sacrifício. Em teu nome Jesus, salva e liberta hoje. Para glória do teu santo nome. Amém.

 

Pr Jason

Sutileza

Meditação do dia 30/05/2019 

 “E ele disse: Veio teu irmão com sutileza, e tomou a tua bênção.(Gn 27.35)

 Sutileza – Quando pensamos em sutileza, a idéia que primeiro vem à nossa mente é alguém ou algum animal fazendo uso de sua capacidade de se aproximar sem deixar que seja percebido, até que sua vítima não tenho como se escapar. Filhotes de animais fazem isso brincando como treinamento para a vida adulta na habilidade de caça e emboscada. Os humanos fazem isso, por diversas razões, incluindo também brincar e pregar peças por pura diversão. Por ouro lado, se usa para fugir de ser apanhado, aquelas furtivas escapadas, normalmente após aprontar alguma travessura. Aqui no texto temos uma confissão de Isaque, admitindo para Esaú que Jacó veio com sutileza, disfarçado e se passando pelo outro filho e obteve sucesso, pois a intenção era apropriar-se da bênção paternal. A reação de Isaque, mostra que ele percebeu que fora enganado, embora o seu coração vinha lhe dando avisos e que ele acabou sendo traído por sua própria emoção em detrimento de ouvir a Deus e agir pela fé. é muito provável que ele tenha se conscientizado de que se preparara apenas para uma única bênção para o filho e não teria outra como se devia, pois deveria reunir os dois filhos e juntos ministrar a bênção e transferir a herança espiritual das alianças de Deus como ele havia recebido de seu pai Abraão. Isaque admitiu que abençoou e estava abençoado. Era intransferível. Posso concordar com o fato de que Jacó, tinha a profecia de ser o líder natural e maior que seu irmão; posso concordar que Rebeca estava atenta a isso e lutou por fazer prevalecer a palavra que ela recebera de Deus para seus filhos. Posso aceitar que Jacó estava mais conectado à história e a tradição ancestral de constituir uma família nos moldes que Deus orientara a Abraão e também que ele via no horizonte futuro, a nação que viria a ser a herdeira de todas as promessas. Concordo que Esaú não fazia o dever de casa e não se importava muito com questões espirituais. Ponto! Mas não posso concordar com as fases e etapas desenvolvidas por todos nessa trama, que constituem meios fraudulentos e enganosos para se alcançar algo bom e que tem à ver com a vontade de Deus. Acredito que o Senhor Deus de Abraão, Isaque e agora de Jacó, teria meios suficientes para fazer as coisas acontecerem da forma correta. Quais meios? Não sei! Mas sei que Deus sabia e sabe! Sei que até hoje o Senhor não precisa da nossa ajuda com as mãos sujas, ou a cabeça virada, e meios e subterfúgios para realizar a sua vontade. Ester conseguiu virar a situação sem ceder e sem comprometer sua integridade. Esdras e Neemias conseguiram muita coisa sem fugir dos princípios que criam e defendiam. Os amigos de Daniel e até o próprio Daniel lá na Babilônia conseguiram muitas vitórias, e suas vidas estiveram em xeque e eles ficaram com o que criam. Os discípulos e apóstolos na historia da igreja tiveram muitas vitórias e também vários deles pagaram com a vida a firmeza do testemunho e ainda assim, não negociaram a fé. confiabilidade e superior a habilidade.

 

Senhor, obrigado pelos exemplos que temos na Bíblia e na história do teu povo em todo tempo. O Senhor ama a verdade no íntimo e se agrada de um caráter santo e íntegro por parte dos teus filhos e servos. Hoje não sabemos tudo e não vemos tudo com tamanha precisão como Tu vês, mas a eternidade está bem perto para todos nós e lá poderemos glorificar pelos meios e livramentos que tens para os fiéis. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Dessa Vez Foi Por Pouco

Meditação do dia 29/05/2019 

 “E aconteceu que, acabando Isaque de abençoar a Jacó, apenas Jacó acabava de sair da presença de Isaque seu pai, veio Esaú, seu irmão, da sua caça;(Gn 27.27)

 Dessa Vez Foi Por Pouco – Por uma diferença mínima de tempo, muita coisa importante já aconteceu e outras tantas deixaram de acontecer. Aqueles suspenses nos filmes quando alguém tem que desarmar uma bomba e fica aquela indecisão de qual fio cortar, o vermelho ou o preto e normalmente nos dois últimos segundos ele arrisca ou decide e acerta! Que sufoco, até para quem está assistindo. Os atletas de alto rendimento que o digam o quanto é importante um milésimo de segundo, as vezes só com equipamento fotográfico de altíssima precisão para decidir quem ganhou. Jacó parece que até se esgueirou de fininho ao sair da porta da tenda ou do quarto onde estivera com o pai; cada segundo ali só aumentava a angústia e a pressão sobre ele. É a chamada Lei de Murphy: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.” Jacó sabia que seu irmão voltaria da sua caçada e claro, se apressaria pois estava muito motivado e além do mais era de fato um bom caçador. Ele embora tenha pego sua “caça” no curral de casa, e a mãe ajudara no preparo, ainda assim o tempo trabalhava contra ele. No seminário Habitudes, da Universidade da família, numa lição sobre valorizar o tempo, sugere uma tarefa prática, um tipo de entrevista nos seguintes moldes: Para compreender o valor de um ano, converse com um estudante que acabou de ser ser reprovado na escola. Para compreender o valor de um mês, converse com uma mãe que acabou de dar à luz um bebê prematuro. Para compreender o valor de uma semana, converse com um editor de um jornal semanal. Para compreender o valor de um dia, converse com um trabalhador que tem dez bocas para alimentar. Para compreender o valor de uma hora, converse com um casal de namorados que esteja esperando para se ver. Para compreender o valor de um minuto, converse com uma pessoa que acabou de perder o voo. Para compreender o valor de um segundo, converse com alguém que tenha sobrevivido a um acidente de carro. Para compreender o valor de um milésimo de segundo, converse com um atleta que tenha ganhado uma medalha de ouro. Aqui eu de maneira cômica inverteria: Pergunte ao atleta que ganhou a medalha de prata! Ao mesmo tempo que Deus é dono, senhor e soberano sobre o tempo, também não está preso ou sofre seus efeitos, mas no seu relacionamento com a humanidade o fator tempo tem muita importância e a mordomia cristã ensina o quanto precisamos ser bons administradores do tempo e como isso fara diferença em muita coisa na vida espiritual. As dez virgens da parábola, foram reduzidas à metade; mas um dos eventos de maior importância e precisão para nós, diz respeito ao arrebatamento da igreja. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I1 Ts 4.16,17). As Corintios Paulo foi mais preciso ainda: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.52). Poucos momentos serão tão decisivos como este, onde a eternidade com Deus ou sem ele para sempre se definirão para muita gente.

 

Obrigado Senhor, por nos dar lições de extrema importância sobre valorizar pequenos instantes que valem muito e definem até mesmo um destino eterno. Pedimos sabedoria e capacidade de discernir para fazer valer o que precisamos de fato valorizar nessa vida. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Cheiro do Meu Filho

Meditação do dia 28/05/2019 

 “E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o Senhor abençoou.(Gn 27.27)

 O Cheiro do Meu Filho – Trabalho com discipulado individual por muitos anos e treinar pessoas na Palavra de Deus para viver uma qualidade de fé mais forte e equilibrado é um desafio maravilhoso. Andar pela fé é uma das experiências marcantes da vida cristã e aprender sobre isso faz toda a diferença sobre os resultados da vida da pessoa. A fé é uma dimensão do espirito e ali se lida estritamente no nível espiritual e portanto não tem margem para o racional e o emocional, senão na proporção em que isso compõe o elemento humano de que somos. Mas Deus lida, vive, opera, sempre no nível espiritual, e nosso acesso a todo esse universo é pela fé. Gosto muito da citação paulina aos colossenses sobre o modo do cristão agir nessa vida e na caminhada cristã: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças” (Cl 2.6,7). Nós recebemos a Cristo pela fé, unicamente pela fé e é assim que devemos andar nele. Quem gosta de frases de efeito se deleitam em citações como: A fé nos permite ver o invisível, crer no incrível e realizar o impossível! Verdade, tudo é possível ao que crê, até Jesus citou isso e se ele diz, então é verdade verdadeira. Quando somos imaturos na fé agimos mais pelos sentidos e emoções tal qual um não convertido, até que o crescimento espiritual apareça e vamos nos distanciando do velho estilo e nossa dependência vai se firmando na Palavra de Deus e assim podemos agir sem tantas amarras mentais e emocionais. Semelhante ao desenvolvimento de um bebê, no processo de aprender a andar; ele começa se agarrando aos móveis e objetos até se firmar sozinho e dar os primeiros passos e depois não mais precisa de ajuda para iniciar ou praticar suas caminhadas. Quando vai aprender a andar de bicicleta, o processo se repete até que se equilibra e ganha confiança. De pessoa para pessoa, os níveis de confiança e a demora para liberdade total varia e com estímulos todos chegam lá. Isaque fez todas as aferições sobre a veracidade dos fatos que lhe despertara desconfiança sobre a rapidez da caça e preparo da refeição de Esaú; ele suspeitou que Jacó poderia estar infiltrando-se e apropriando de algo que ele queria dar a Esaú. Mas ele só fez uso de meios físicos, mentais e sensoriais. Ele perguntou e ouviu respostas; questionou o tom da voz, mas cedeu a afirmativa do filho; apalpou-o e não diferenciou os pelos naturais do filho com o disfarce de peles de animais das veste; pediu um abraço e um beijo e não diferenciou um filho do outro e nem mesmo pelo cheiro. Sabemos que cada pessoa tem um odor próprio e a familiaridade distingue isso. Quando alguém age pelos instintos a possibilidade de ser enganado, iludido é muito grande. Emocional e mentalmente nós somos sujeitos a cometer equívocos e erros, estando absolutamente sinceros ou fazendo todos os protocolos de segurança. Isaque era um homem de Deus e de uma vida exemplar de oração e comunhão mas aqui ele se deu o direito de agir pelo conhecimento e pelas suas capacidades de lidar com fraudes e o final é que ele não evitou o que temia. Pastores, obreiros, líderes e pais devem fazer uso do conhecimento e da experiência de vida, mas não pode abrir mão da disciplina do discernimento espiritual através da oração. Ainda que seja algo simples e prático. Quem ora, tem vitória!

 

Senhor, te reconhecemos como o Deus Todo Poderoso e que detém todo o conhecimento e contigo não há nada escondido ou impossível. Assim, como teus filhos, pedimos sabedoria e discernimento espiritual do teu Espírito Santo para as decisões do dia a dia, porque nelas afirmamos a nossa fé  e o nosso testemunho da tua grandeza e da glória devida ao teu nome. Guia os nossos corações ao caminho da obediência e da sensibilidade para não errarmos tanto. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason