Quando a Bênção Chegou

Meditação do dia: 05/06/2021

“A ti, pois, é ordenado: Fazei isto: tomai vós da terra do Egito carros para vossos meninos, para vossas mulheres, e para vosso pai, e vinde.” (Gn 45.19)

~Quando a Benção Chegou – Desejo prosseguir desenvolvendo o raciocínio da meditação de ontem, quando pensamos sobre a hora começar; começar projetos novos, ministérios novos, escaladas de crescimento e progresso, nada disso tem limites para se iniciar. A vida recomeça todos os dias quando os primeiros raios de sol iluminam o horizonte. As oportunidades estão disponíveis para aqueles que não se conformam com o pão de ontem e muito menos com o fazer do mesmo jeito porque já vem dando certo em time que ganha, não se mexe. Inovadores ou não, os altos píncaros se reservam a quem ousa escalar. Um dia a bênção chega e quando ela vem, com ela está a alegria e a satisfação de ter acreditado e investido com fé e perseverança. Quando olhamos para José e o vimos semeando durante treze anos em meio à duras provas, injustiças e maldades e nos indignamos e se possível fosse teríamos tomado as dores dele e feito justiça torta, do nosso jeito. Mas olha o favor de Deus iluminando a vida inteira dele e as portas se abrindo uma após outra e agora todos são só elogios e reconhecimento a ele e à sua fé. Imaginando com minha mente criativa, até Potifar deve ter vindo cumprimenta-lo e dizer que sempre acreditou nele; a esposa de Potifar deve ter inventado uma viagem para as arábias e preferir ficar “prá lá de Bagdá” porque poderia sobrar para ela. O capitão da guarda, não deve ter deixado de felicita-lo e dizer que vira o seu potencial e por isso mesmo investira nele. Quem sabe, até o copeiro do rei, tinha lá suas razões para se gloriar dizendo ao rei: “Não lhe disse que o rapaz era bom!?” Todos, engenheiros de obra pronta! Como nos velhos tempos dos sertões: “Depois da onça morta, todos querem sair na foto com o pé na cabeça dela!” Quero dizer a vocês, que Deus é generoso e ao recompensar a fidelidade de seus servos e filhos, Ele também é grandioso e as bênçãos vem em superlativo. Além de todos os direitos, poderes e riquezas disponíveis no Egito, José ainda recobrou a comunhão com seus irmãos e poderia trazer seu pai e familiares, não para visita-lo, mas para habitar permanentemente na melhor região das terras egípcias; Faraó autorizou a frota “chapa branca” imperial a ser utilizada para ir e voltar com todos os pertences dos familiares de José, sem deixar nada para trás. Não devemos temer mudanças ou a possibilidade de sermos deslocados por ordem de Deus, como se onde estamos fosse nosso e essa zona de conforto fosse benéfica. Com certeza, a obediência precede a revelação, e assim podemos estar seguros daquilo que nos espera todos os dias. Um alerta: Cuidado para não usar bens materiais e recursos financeiros como aferidor da aprovação divina para onde está ou o que está fazendo. Tudo pertence a Deus e está à nossa disposição para realizarmos a missão no tempo e local determinado. O Senhor e dono de todas as coisas ainda permanece no comando e pode fazer uso de seus bens e valores. Não coloque o coração em coisas! “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Ef 3.20,21).

Obrigado Senhor, por teu imenso amor e bondade para comigo e com os meus. Somos abençoados por pertencermos a ti e poder servir em algo que glorifica o teu nome e engrandece o teu reino. Graças, pela presença permanente do Espírito Santo que vivifica as nossas vidas e nos guia a toda a verdade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando é a Hora de Começar?

Meditação do dia: 04/06/2021

“A ti, pois, é ordenado: Fazei isto: tomai vós da terra do Egito carros para vossos meninos, para vossas mulheres, e para vosso pai, e vinde.” (Gn 45.19)

Quando é a Hora de Começar? – O prazer ou se preferir, o dever do servo é servir e agradar ao seu senhor, estar sempre disponível, mesmo em sacrifício próprio. O único direito do servo é não ter nenhum direito, já diziam os colegas de seminário, nos bons tempos de internato. A condição de servo condiciona a pessoa a viver e servir naquele nível e naquele status social, econômico e emocional. Em muitos casos, essa condição era de fato uma escravidão, forçada, mercantil e eterna e hereditária. Em outros, ela era condicional, por razões diversas, alheias ou não à vontade da pessoa. Para nossa mentalidade ocidental, cheia dos direitos, sindicados, procons e processos abertos até para fechar processos, não nos identificamos com essas condições, mesmo que tenha havido escravidão institucionalizada no Brasil até 1888, e nesses últimos cento e trinta e três anos, se tem trabalhado para virar a página ou mesmo trocar o livro. José fora escravo, estilo mercadoria. Fora vendido pelos irmãos como se ele já fosse um escravo e levado ao Egito, foi vendido e comprado no mercado de escravos e  lá serviu dos seus dezessete até os trinta anos até o dia em que compareceu diante de Faraó para interpretar o seu sonho. À partir daí, passou a ser um homem livre, mas comprometido em servir ao rei e ao país, para superarem a grave crise de fome e abastecimento que estava às portas. Um homem livre servindo, por amor, gratidão e por convicção de que estava servindo a Deus e aos seus propósitos. Ele percebeu que ali, no Egito, estava a rota de passagem do povo escolhido de Deus para chegarem à condição de ser uma nação para abençoarem o mundo todo. Gosto de pensar nesse enquadramento de visão de José, que partindo do pequeno até chegar ao máximo. O mesmo princípio mostrado na Nova Aliança: “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito” (Lc 16;10). Sei que poucos conseguem alcançar essa maturidade e ver as coisas com a espiritualidade e a  naturalidade que elas requerem. A promessa de se tornarem uma grande nação, multidões inumeráveis como as estrelas do céu ou as areias da praia, começou com um único individuo – Abraão. Ele acolheu a promessa de ser uma bênção para todas as famílias da terra. É uma missão gigantesca para ser assimilada por uma única pessoa, num mundo “primitivo” até então e com tamanha abrangência. Agora José estava nessa mesma sintonia, sabendo que antes de abençoar uma nação, é preciso abençoar uma casa, uma família, uma tribo, um povo e ir progredindo até abranger o infinito prometido. José passou por todas essas instancias iniciais, servindo a Potifar, ao capitão da guarda, aos servos pessoais de Faraó, ao próprio Faraó, o Egito e as nações vizinhas. Ao ser benção nessas instancias ele alcançou condições de abençoar seu povo e fazer mais por eles do que poderia mesmo estando na casa do pai. Nosso lugar inicial de fazer a diferença é onde estamos e não venha me falar que na atual condição você e eu não podemos ser bênçãos ou produzir influencia, não cola! As portas se abrem quando se abrem e não somos nós que fazemos elas abrirem, mas é Deus! Podemos ser excelentes surfistas, mas não criamos as ondas, elas se formam e então pegamos, desfrutamos ou somos engolidos por elas.

Senhor, obrigado por me permitir participar das tuas promessas e dos teus projetos. Te servir me dignifica e me honra. Ser servo de Deus é gratificante! Estar servindo nesse tempo, nesse lugar com essas pessoas é uma honra e um privilégio, obrigado por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Melhor da Terra

Meditação do dia: 03/06/2021

“E tornai a vosso pai, e às vossas famílias, e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra.” (Gn 45.178)

O Melhor da Terra – Não me dá nenhum prazer ou satisfação parecer um “desmancha-prazer,” como cantava o cantor e compositor Raul Seixas, ser uma Mosca na Sopa; mas não engulo fácil as narrativas descabidas de uma vida ideal em detrimento da vida real, onde as coisas realmente acontecem. Claro, estou falando do populismo barato pregado nos púlpitos de muitos templos e arrebanhando multidões para o campo raso das frustrações quando as coisas não funcionam. Não dão certo porque a receita não é bem aplicada e ao dourar a pílula ou adocicar um evangelho de conveniências, são omitidas as colunas principais. Nosso título da meditação de hoje, facilmente nos remete para uma profecia bíblica de Isaías que numa dura reprimenda aos israelitas pelas suas práticas de rituais e cerimonias de culto mas separadas por um padrão de vida rebelde, desobediente e distanciado daquilo que lhes fora ordenado; o profeta lhes transmite a palavra de Deus de que as mudanças de atitude produziram resultados abençoadores, mas dependeria de atitudes e decisões de mudanças. “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra” (Is 1.19). Tem que querer, mas também tem que obedecer. A obediência precede a revelação, nunca se esqueçam disso. José e Faraó prometeram aos hebreus que viessem para habitar no Egito e seriam alocados no melhor das terras, onde poderiam comer da fartura ali existente. Muito bem! De que fartura eles se referiam? O que era esse melhor da terra do Egito? Você é daqueles que vê o copo sempre “meio cheio ou meio vazio?” Naqueles dias, por dois anos consecutivos e pelos próximos cinco anos, não havia fartura, não havia produtividade, nem plantações que vingassem e nem perspectivas, porque fora isso que Faraó vira no seu sonho, mostrado por Deus, o Deus de José e interpretado de forma acertiva e como tal, se cumpriram os sete anos de extrema fartura e abundancia onde eles recolheram em armazéns todo o excedente, para administrar os tempos de fome e escassez que viriam; e veio, já se passara dois anos, e foi aqui que apareceram Brothers de José. Seria preciso fé e trabalho, muito trabalho para transformar a promessa em realidade. Para agricultores, terra boa e fértil é muito bom, mas ainda assim precisa cultivá-la, plantar no tempo certo, cuidar zelosamente e fazer as colheitas e usar os procedimentos certos. As promessas de Deus para as pessoas de bênçãos e prosperidade, são legítimas, mas é preciso trabalhar, economizar, administrar bem, ser generosos e diligentes, senão mesmo vivendo sob promessas, a fome e a miséria se instala, tal qual em terra arrasada. Sou muito fã de um versículo de Provérbios: “O que oprime ao pobre para se engrandecer a si mesmo, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá” (Pv 22.16). Bancos, empresas de cartões de crédito, companhias de serviços de Agua e Energia, grandes redes de lojas etc. são ricos; mas cada vez que você atrasa faturas e paga juros abusivos, está tirando de você mesmo para dar para o rico. Quando você não faz o justo com quem te presta serviços e ele depende daquilo para sobreviver, está tirando do pobre; nos dois casos esse princípio funcionará e te levará para a pobreza e não para a bênção e a prosperidade. De pequenas multas e taxas extras e juros sobre juros ao dividir em “suadas prestações” a pessoa deixa a bênção dada por Deus nas mãos de quem não precisa, mas de grão em grão eles vão enchendo o papo. A bênção da prosperidade financeira vem precedida por uma vida de boa gestão e disciplina. O prazer imediato custa caro.

Obrigado pai amado, por nos dar as tuas promessas e junto com elas a possibilidade de trabalharmos bem aquilo que bem às nossas mãos. Agradecemos os princípios de boa administração que a tua Palavra disponibiliza para uma efetiva mordomia de todos os bens, talentos e oportunidades que estão sob nossa responsabilidade. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Vinde A Mim

Meditação do dia: 02/06/2021

“E tornai a vosso pai, e às vossas famílias, e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra.” (Gn 45.178)

O Vinde a Mim – Bondade não tem cor e não tem razão para ser recriminada. Assim como a maldade, que não importa quem a faça, ainda continuará tendo o mesmo caráter. No entanto, certas instancias e instituições são esperadas delas uma linha de ação que condiz com sua natureza e propósito de existência. De uma igreja se espera fé, acolhimento, esperança e compaixão. Quaisquer virtudes advindas dela e de seus componentes é considerado natural e esperado. O contrário não! Uma autoridade, em todas as instancias e abrangências é esperado justiça nos seus atos, compromisso com o público alvo e imparcialidade no trato. Essas expectativas se tornam marcas tão acentuadas que imprimem ares de caráter pessoal. Nos nossos dias se utilizam muitas métricas para tudo; temos rankings locais, regionais globais até selos para conferir boas práticas. Certas nações que se mantém no topo de desenvolvimento, bem estar social e ações de combate à corrupção, pobreza, justiça social e educação de qualidade, entre outras coisas boas, são sempre vistas como realmente boas e um pequeno fato toma muita notoriedade. Ao meditarmos na Palavra de Deus, o fazemos por uma questão de fé e prática e a prática já é resultado da fé. O conhecimento adquirido soma-se aos demais níveis e competências que tornam a pessoa um indivíduo melhor, para si mesmo, para sua família e sociedade. Diversificar o conhecimento ajuda a ter um ponto de vista ampliado e mais abrangente. Uma única narrativa, produz só tipo de conhecimento que foca tão somente numa verdade sem equivalências; ou seja, tudo o que se sabe, não é tudo que existe e essa imperfeição conduz a erros. Acreditamos que o nosso Deus é o criador e o sustentador de todas as coisas. Isso não é fato novo, recente ou inconteste. Desde que o mundo é mundo e o conhecimento é disseminado pelas culturas e povos, o livre arbítrio humano tem sido exercido e as teses e antíteses se amontoam aos milhares. As Sagradas Escrituras já foram testadas, contestadas, dissecadas, perseguidas, afrontadas e resistem aos mais duros golpes e embates.  É Palavra de Deus! Só e tudo isso! “As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes” (Sl 12.6). A figura do rei do Egito fazendo o bem à José e abrindo as portas de seu país para abrigar o embrião do povo de Deus, pode ser acolhido por nós como alguém que se tornou instrumento nas mãos de Deus para fazer o bem em nível que só alguém grande em poder e influencia poderia fazer. Ele chegou a esse nível de cooperação de forma quase natural, ao receber ajuda de um escravo e prisioneiro, que já era um instrumento nas mãos de Deus e estava ali para aquele momento delicado. Quando os recursos humanos falham e não podem ajudar, a fé e a providencia divina se apresenta, sempre através de pessoas. Faraó ficou grato a José e respeitou sua fé, sentiu-se atraído para o bem e se propôs fazê-lo. Em cada instancia alguém deve estar disponível a ser a bênção que Deus providenciará. O “vinde a mim,” de Faraó para os hebreus foi uma bênção e eles estavam prontos para serem abençoados. Nos seus dias Jesus também apresentou um “vinde a mim,” de abrangência muito maior. Jerusalém representada por seus povos e moradores, não estavam prontos e nem desejavam ser acolhidos e abençoados, mesmo estando em necessidade. “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Mt 23.37). Você e eu estamos prontos para ser abençoado por alguém que Deus vai usar? Pode ser alguém que não esperamos? Terá que ser só do jeito  que imaginamos ou fomos instruídos?

Senhor, dono de todas as coisas. Tens uma multiforme sabedoria e és Senhor de todos os recursos e nada foge ao teu governo e comando. Minha oração hoje é de humilde súplica por uma mentalidade mais abrangente, capaz de ver o teu agir sem preconceitos ou hostilidades contra algo que me seja diferente, inusitado ou estranho. A tua bênção enriquece e não acrescenta dores. Sou grato por receber de tua graça e bondade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando a Boa Idéia é Boa

Meditação do dia: 1°/06/2021

“E disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti, tornai à terra de Canaã.” (Gn 45.17)

Quando a Boa Idéia é Boa – Mais de uma vez já tive idéias muito boas que na verdade não eram boas, elas pareciam boas. Os romanos tinham um provérbio que dizia: “A mulher de César não basta ser honesta, ela precisa parecer honesta!” Já por esse Brasil à fora, diz-se que “de boas intenções o inferno está cheio.” Mas quando as idéias se confirmam, é muito bom, como vimos nesse texto, onde José tomou iniciativas para trazer sua família para habitar no Egito. Quando Faraó ficou sabendo da presença dos irmãos de José, já se empolgou com a possibilidade de demonstrar ainda mais sua generosidade e gratidão para com José e lhe apresentou a sugestão, já quase em estilo ordem real, para enviasse com rapidez os seus irmãos para a terra de Canaã e levasse o convite para que toda a família viesse morar no Egito, à convite do soberano e sob boas condições. A boa idéia de José era também uma boa idéia para Faraó. Podemos também chamar de confirmação; quando estamos diante de uma importante decisão e todas as coisas convergem para uma mesma direção, apontando as soluções e as portas vão se abrindo uma a uma. A vida deve ser vivida intensamente e com elevados números de iniciativas novas e ousadas. Grandes conquistas são precedidas por grandes medidas de coragem e ousadia. A acomodação ou o medo de arriscar, produz resultados previsíveis e geralmente pequenos. Já houve tempos em que a sociedade humana precisava expandir suas fronteiras, mas o consenso da época pregava que a terra era plana, (embora ainda haja quem defenda essa teoria) e navegar além do conhecido era um erro, e um risco que não valeria a pena. O abismo engoliria os aventureiros. Alguém com muita coragem e ousadia, ou muita loucura e rebeldia, provou o contrário e o mundo nunca mais foi o mesmo. Abraão, nosso Pai na fé, foi ousado, para uns foi insano, para os que creêm, ele só agiu firmado em uma Palavra mais poderosa que a dele mesmo. Os israelitas sob o comando de Moisés ao se apresentarem no Mar Vermelho, fizeram o que nunca alguém tentara antes, e deu certo, não pelo a caso, mas pela promessa. Como nos diz o escritor da Carta aos Hebreus; “E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos” (Hb 11.32-34). Não teríamos tempo para registrar os muitos atos que testemunham as grandes vitórias, as conquistas dadas como impossíveis e inviáveis. Acredito que as boas idéias são originadas na intimidade com Deus em um ambiente de apropriação de capacidades que fogem ao convencional. O lugar comum, o consenso e a aprovação pela maioria não produzem assimetrias nos resultados. Gostaria de desafiá-los a pensarem grande, pensarem alto, e buscarem em Deus e na sua Palavra as garantias de que obterão bons resultados. Não se trata de prepotência, arrogância ou orgulho vazio; é uma assimilação da condição de filhos de Deus; mentalidade vencedora, atitude de fé e a convicção de que Deus será mais glorificado em vidas mais satisfeitas nele. Somos servos e mordomos, portanto quanto maior as nossas vitórias, maior é a glória e a demonstração do poder do Senhor a quem servimos.

Pai amado, graças te rendemos nesse dia, o tempo que nos pertence para servir, louvar e adorar por tudo que o Senhor significa para nós. somos adoradores por natureza, para isso fomos criados, sustentados, redimidos e acolhidos na família da fé. Podemos realizar grandes coisas, porque servimos a um Deus grande, generoso e mais que suficiente para cada um de nós. O teu poder é imenso e não somos merecedores de nada, mas somos gratos por tudo que em Cristo Jesus ficou disponível pela Nova Aliança, através da fé. Bendito seja o Senhor, de eternidade em eternidade, para todo o sempre, amém.

Pr Jason

Quando a Reputação Precede

Meditação do dia: 31/05/2021

“E esta notícia ouviu-se na casa de Faraó: Os irmãos de José são vindos; e pareceu bem aos olhos de Faraó, e aos olhos de seus servos.” (Gn 45.16)

Quando a Reputação Precede – “Fazemos o certo porque é certo!” Os três leitores mais assíduos dessas meditações já leram isso várias vezes nessas páginas. Não é um mantra, mas é uma verdade que perseguimos obstinadamente. Valorizamos as boas práticas e incentivamos muito que todos, indistintamente, façam boas escolhas no dia a dia, porque somando-se gradativamente, tornam-se meses e anos e enraízam em nossas entranhas se tornando parte de nós, estilo de vida. Quando nossas mentes se voltam para o termo “reputação,” majoritariamente nos pegamos sobre valores, pensando no que se perde ou se ganha e quais os riscos que corremos. Mas ao falar sobre José, esse peso cai e só esperamos coisas boas. Não só nós, mas todos que conviveram com ele nos seus dias e a quem ele serviu, ou que serviram com ele ou para ele, talvez excetuando a esposa de Potifar, na primeira casa onde ele serviu, todos são unanimidade sobre o caráter e a integridade de José. Ele construiu uma reputação, daquelas que lhe precediam onde quer que ele fosse. Faraó após poucos minutos de conversa e ser ajudado na interpretação dos sonhos, apostou nele, como se fizesse com um velho conhecido, alguém que fora preparado, talhado para assumir um posto, provavelmente nunca existente antes na administração pública do Império Egípcio. Pelas narrativas, já iam se passando no mínimo, nove anos e ele só se consolidava mais e mais no posto, na confiança e no agrado de todos. É esse tipo de pessoas que nos serve de modelo, porque elas viveram uma vida real, como nós, sob as mesas pressões de trabalho, resultados, chefes, autoridades, expectativas e frustações, mas não passaram por tudo isso reclamando, lamentando ou resignados – eles eram proativos, para fazer uso de uma palavra muito atualizado hoje. José fez história, viveu, amou, sofreu, mas seu olhar estava muito dele mesmo e de suas capacidades. Quando aquela celeuma toda, de visitantes canaanitas sendo recebidos pessoalmente pelo governador, que se propôs investigar suas ações e intenções, se revelou no que até então só ele sabia, que eram seus irmãos, se tornou uma boa notícia para todos, e o fato correu mais rápido do que as bigas reais, em questão de instantes o palácio real já sabia:  José tem irmãos e estão na casa dele sendo recebido por ele. Até Faraó se alegrou e claro que amigos de amigos são nossos amigos! Se José tem mais irmãos e sejam do mesmo naipe dele, todos só tem à ganhar. Portas se abriram lá e até hoje elas se abrem, pela vida de serviço e zelo de quem se propõe ser conhecido por fazer o bem e o certo. Eu sempre me faço essas perguntas, não porque espero elogios ou medir aceitação ou rejeição; mas são conversas íntimas com minh’alma, sobre o tipo de  legado e de participação estou fazendo e como isso pode ser melhorado e mais pessoas abençoadas.

Senhor, obrigado pela vida de pessoas que tens colocado perto de nós e servem de bons modelos. Podemos ver nelas e através de suas vidas, o mover e o agir do Senhor, de maneira amorosa e cuidadora. Graças pela oportunidade de juntar forças para construir um reino maior e muito além de nós. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Foi a Última Vez?

Meditação do dia: 30/05/2021

“E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos falaram com ele.” (Gn 45.15)

Quando Foi a Última Vez? – Entre tanta euforia, celebração e sustos, presenciamos uma cena de rara beleza e clima familiar, de irmãos que se dão bem e se amam. Daí procede a minha pergunta título: Quando foi a última vez que essa cena acontecera? É muito provável que ela nunca ocorrera antes. De onde pegamos o bonde da história, vimos muita rivalidade, muitas cenas de ciúmes e provocações. Não que uma ou outra deveria ser o normal daqueles irmãos. É preferível a paz e harmonia, à guerra e aos conflitos de interesses, que acabaram por produzir muitas dores para ambos os lados. Tentando trazer isso para dentro das nossas realidades, temporais ou familiares, vamos encontrar muitos paralelos em comum, como também iremos encontrar versões melhores e não seria uma raridade, se alguma bem mais acirrada e com final não tão feliz como foi com José. Afetividade familiar é maravilhoso e todos admiramos aquelas famílias que se dão bem, trabalham juntos e há um clima de cumplicidade entre todos. Mas temos que voltar à realidade da vida real, onde as coisas são como elas são e não como gostaríamos que fossem, ou como esperamos que sejam. Cada grupo familiar tem suas peculiaridades e são essas pequenas coisas que personalizam cada uma e as diferenciam umas das outras. Já procedi uma espécie de enquete, sobre famílias e suas virtudes e defeitos. Numa das perguntas, se a pessoa pudesse escolher sua família, na quase unanimidade das respostas era que ainda assim, escolheriam a mesma novamente. “Não te aguento, mas não te largo!” Como no jargão do deficiente com sua muleta. Na caminhada que empreendemos, vamos percebendo que de todas as pessoas no mundo todo, a única que temos poder, autoridade e capacidade de obriga-la a mudar de postura e comportamento, somos nós mesmos. Ninguém pode pretender que outras pessoas mudem, para que sua vida fique mais fácil, agradável ou feliz! Só temos controle sobre nós mesmos e ponto final. Mas é emocionante presenciar doze irmãos reunidos, depois de muitos anos separados em três blocos, com versões diferentes para um mesmo evento produzido para prejudicar um deles, mas na verdade afetou a todos e aos demais familiares. Dez dos irmãos se tornaram uma confraria sob segredos que arruinariam suas vidas, porque eles fizeram um ato de maldade para se livrarem de um deles, e tiveram que criador um fato falso para justificar o que fizeram, deixando o mais novo deles, isolado ao lado do pai, com a versão plausível que acomodava temporariamente as coisas. A vida, o destino, ou melhor, para nós, cristãos, a presença e o poder de Deus, se encarregaram de corrigir os rumos do enredo daquela história, para o bem de todos e felicidade geral da nação. Quaisquer que sejam os fatos que nos levaram ao ponto em que nos encontramos hoje, ainda podemos crer na boa mão do Senhor em guiar e conduzir-nos na direção que ele planeja e tem estabelecido para nós. Nossa vida está nas mãos de Deus! Isso muda tudo, sempre e eternamente. Nosso desafio hoje é facilitar o relacionamento com familiares, especialmente irmãos, aqueles que estão vivendo relacionamentos quebrados, por feridas e mágoas por ações e práticas que provocaram dores e marcas. O que já aconteceu, já aconteceu! Não podemos mudar o passado, mas pode tomar medidas e atitudes que modifiquem o presente e melhore o futuro. Não tem à ver com merecimento, ou se eles irão mudar de posição, se farão o certo ou não! Você e eu precisamos fazer o que é certo e o que Deus espera de nós. só e tudo isso.

Pai, em tem imenso poder e graça pedimos que guie os nossos corações aos caminhos da reconciliação, perdão e restauração de relacionamentos familiares que hoje estão quebrados e produzindo dores e sofrimentos. Aqueles dos teus filhos que já alcançaram mais luz espiritual e conhecimento da tua verdade, podem dar passos maiores e se aproximarem mais daqueles que precisam de uma mão estendida e um coração aberto para cruzarem esses rios de mágoas, dores e sentimentos ruins. Pedimos forças e unção do Espírito Santo, para curar essas mágoas e promover reconciliação e libertação. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aquele Abraço

Meditação do dia: 29/05/2021

“E lançou-se ao pescoço de Benjamim seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço.” (Gn 45.14)

Aquele Abraço – Separações são dolorosas e reencontros são entusiasmantes. Aqui também aparece a ambivalência da vida; sem a dor de um dificilmente haveria a alegria do outro. Quem nunca se separou de pessoas queridas, não pode mensurar quão bom e eufórico é um reencontro. O estado de consciência do que ocorreu, torna mais promissor a expectativa de se retornar ao convívio e à amizade de quem se gosta. Tenho algumas cicatrizes que a vida me permitiu ter e são muito preciosas. Por muitas e boas razões tive que deixar a casa dos meus pais dias antes de completar vinte anos de idade e não voltei mais para ficar em definitivo, isso está aproximando de mais de quatro décadas. Perdi o crescimento e desenvolvimento das minhas irmãs mais novas que eu, não vi alguns sobrinhos nascerem e não pude brincar com eles. Amigos mais chegados que irmãos também entram nessa conta; as festas, as comidas deliciosas da minha cultura e assim também com eles em relação à mim. Por esse Brasil à fora, muitos e novos amigos e irmãos se apresentaram e fixaram em mim e ganhei milhares de novos contatos que levarei para sempre. A todos eles, e alguns são leitores dessas meditações, meu muito obrigado por fazer parte da melhor fase da minha vida e que bom que só tem melhorado e sem sinais de desvanecimento. Sem mídias socias ou meios de comunicação que permitisse buscas mais restritas, José passou mais de vinte anos de sua vida, trabalhando para construir o caminho de volta para casa. Mas o bom disso tudo, é que ele não endureceu o coração e nem se obstinou, ficando amargo e rancoroso, lançando maldições e rogando pragas, que aquelas que sobreveio ao Egito nos dias de Moisés e do êxodo israelita, pudessem ser atribuídas a José, que ali sofrera muito e profetizara tragédias e desgraças contra aquele povo, a terra e o próprio Faraó. José foi bênção do começo ao fim. Sem os irmãos saberem quem ele era, foram forçados a trazerem Benjamim, o seu irmão mais novo, que por razões estratégicas não pode saber logo de início de que estava na casa e sob os cuidados do querido irmão. Mas José já estava caprichando nos mimos e cuidados para com ele acima e além dos demais. “E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele” (Gn 43.34). Agora foi a vez daquele abraço, abraço de irmãos, amigos, reencontro tão esperado por um e nunca alimentado por outro, que fora vítima de informações falsas sobre o destino de José. A salvação em Cristo é tão preciosa para a pessoa que entendeu o estado em que sua alma se encontrava diante de Deus e a multidão de suas culpas e dores, marcas que o pecado e a ignorância produziram. Se o pecado é terrível, a salvação então é preciosa e almejada. Se o pecado nada mais é senão pequenos desvios de conduta e sem peso para a eternidade, a salvação não é atraente e a oferta de amor e graça da parte de Deus é mera formalidade religiosa. Se o pecado incomoda, o perdão e a redenção é muito aprazível. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Hoje é um dia apropriado para reencontros felizes, à começar pelo mais importante: Com Deus!

Senhor Jesus, acolhe-nos em teu infinito amor e graça. Não somos nem um pouco merecedores de qualquer favor da tua parte. Nossos pecados feriram a tua santidade e ofenderam a tua majestade. Mas nos arrependemos e voltamos atrás; queremos recomeçar e reatar os laços de fé e comunhão contigo. Obrigado por sacrificar-se em resgate de muitos. Louvamos a Deus e Pai, por fazer um plano tão grande e perfeito para nos buscar de volta à comunhão. Agradecemos ao Espírito Santo por fazer o trabalho de levar os nossos corações à fé na bondade e no amor de Deus. Somos gratos, e te adoramos, como o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Recebe-nos em tua família e nos conserve firmes, até o dia do resgate final. Oramos em fé, agradecidos, amém.

Pr Jason

A Glória do e no Egito

Meditação do dia: 28/05/2021

“E fazei saber a meu pai toda a minha glória no Egito, e tudo o que tendes visto, e apressai-vos a fazer descer meu pai para cá.” (Gn 45.13)

A Glória do e no Egito – Voltando a refrescar a memória dos nossos três leitores mais assíduos dessas meditações diárias; as palavras são objetos muito exatas e precisas para serem desconsideradas no seu verdadeiro valor. Não podemos exagerar na espiritualização das palavras ou verdades ensinadas, mas também não podemos nos tornar tão liberais e superficiais de forma que venhamos à cair na vala da profanação do sagrado. Minha expressão preferida é que o equilíbrio é o grande segredo da vida. Sem mais delongas, vamos ao que interessa de fato: Literalmente o texto sagrada conta a história de um jovem hebreu, que foi sacado de sua família e vendido à mercadores que o venderam como escravo no mercado egípcio. Ele superou as adversidades e as perdas, aprendendo muito em cada situação e achou mercê diante de seus senhores, tornando-se um servo de muito valor até chegar a interpretar um sonho profético de Faraó e por oferecer as soluções que as medidas demandavam, foi alçado ao posto de primeiro ministro, o segundo em poder e autoridade no velho Egito. Vinte e dois anos depois de seu desaparecimento, ele reconheceu e se deu a conhecer a seus irmãos que desceram ao Egito para comprar comida e ele ordenou que buscassem o seu pai e os demais familiares para viverem sob sua proteção, claro, com a permissão do monarca. Metaforicamente aplica-se aos caminhos da vida, dos peregrinos da fé, que são guiados pela fé numa jornada de aprendizagem e crescimento rumo a realizarem a missão de suas vidas. Todas as adversidades e males que se encontram pelo caminho, são oportunidades para testar a fé e a criatividade da pessoa. As diversas autoridades que surgem e passam pelas vidas nesse percurso, são passos necessários para se aprender a agir em obediência e fé, mesmo quando não se tem o controle das situações. Na verdade, na vida inteira, ninguém detém de fato qualquer governo absoluto sobre si e sobre o que acontece ao seu redor. Dependendo da fonte e da direção da fé de cada pessoa, alguém fica no comando, ou não! Alguns acreditam no “destino,” um ser inanimado, imprevisível e cheio de malevolência, que vive a pregar peças e fazer retaliações. Para outros, ninguém comanda nada e tudo é obra do acaso. No caso dos adoradores do Deus criador, tudo está dentro de um projeto maior do que todos e tudo se encaixa perfeitamente nos propósitos daquele que trabalha para a redenção de toda a humanidade. Essa é a nossa linha e maneira de crer e agir. Nas aplicações práticas da Palavra de Deus, tudo é útil e abençoador, porque entendemos que Ele é perfeito e está no controle de todas as coisas. Simbolicamente o Egito representa um padrão e estilo de vida sem Deus no comando; é terra estranha com seu próprio governo, que se faz de Deus para seus súditos. A riqueza e a glória do Egito, nessa forma de ver, é tudo transitória e fugaz, uma forma mística de ilusão e misticismo. José, aqui estava falando literalmente e mostrando aos irmãos onde fora que Deus levara sua pessoa no propósito maior de prover proteção e cuidados ao seu povo. Ele era famoso, bem sucedido e com influencia tal que possibilitava acolher a família num tempo delicado. Não é estranho pensar que José foi enviado na frente para construir um ninho ou abrigo que acolhesse um pequeno povo para iniciar a multiplicação prometida. Para nós hoje, a realização daquilo que é espiritual, profundo e misterioso, também precisa de um suporte material e de recursos transitórias, pois todas as coisas terminam em gente, em pessoas. A história da redenção é a história do amor de Deus por gente, que perde e precisa ser encontrada, liberta, transformada. O trabalho da igreja no mundo é lidar com gente, com pessoas que são alvos do amor de Deus. O que você faz, o que eu faço, termina em pessoas, ou termina em nada! Uma vida sem propósitos definidos e alcançáveis parece uma ponte ligando nada a lugar nenhum. Isso não é o padrão de Deus!

Senhor, obrigado por ter um propósito e um plano para cada um de todos os teus filhos. Somos parte de algo maior que nós e muito abrangente; podemos ser realizados ao servir aquele que nos serviu e ainda nos serve. Obrigado por nos chamar para fazer parte de algo tão grande e importante, algo pelo qual vale a pena viver, se entregar e se consumir no cumprimento dessa missão. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Boca de José

Meditação do dia: 27/05/2021

E eis que vossos olhos, e os olhos de meu irmão Benjamim, vêem que é minha boca que vos fala. (Gn 45.12)

A Boca de José – À muitos anos atrás, quando ainda era novo na fé, li um artigo num periódico cristão com o título “a face e as mãos de Deus.” Foi muito impactante pela perspectiva devocional, onde a Palavra de Deus lança mão do antropomorfismo, para descrever as ações de Deus, que é Espírito, Todo-Poderoso, sem forma física ou aparência visível, de forma que a mente humana possa compreender a sua ação e intervenção divina. Quando falamos das mãos de Deus, estamos nos referindo na verdade ao seu poder de agir, de fazer e realizar – por que nossas mãos representam nossa capacidade de fazer as coisas. Quando falamos da face de Deus, exprimimos as suas afeições de carinho, aceitação, aprovação e agrado, ou o inverso disso; porque nossas feições revelam nossas expressões interiores e comunicam as possíveis intenções da pessoa. Por isso, ao cultivarmos uma boa vida devocional, de apreciação ao nosso Deus, incentivamos a nós mesmos e aos irmãos a buscarem mais a face de Deus do que as suas mãos. Na verdade, queremos que agrademos e sejamos gratos ao Senhor por tudo que nos tem feito, acima de pedir coisas e apresentar listas de necessidades intermináveis, caindo numa vida de extremos, quando orar significa pedir, ou dar ordens a Deus para que nos sirva e faça nossas vontades. Na oração do “Pai Nosso” Jesus ensinou a idéia da gratidão e satisfação em Deus: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10). Nos salmos, a gratidão e o prazer em Deus enriquece as orações e cânticos de adoração do servo de Deus, que faz da comunhão íntima, uma fonte de constante crescimento e aprendizado. “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração” (Sl 37.4). No texto de nossa meditação de hoje, José está dando as últimas instruções a seus irmãos antes deles partirem para casa e convidarem o pai em nome de José para virem morar no Egito. Como José não estaria com eles durante a viagem e as relações entre eles estavam sendo reconstruídas, ele queria ter garantias de que suas palavras não fossem transformadas em versões dos dez irmãos, para acomodar suas situações. O trunfo de José era sua autoridade e Benjamim como sua testemunha e avalista. Os olhos de Benjamim, como escrevemos ontem, eram garantias de que eles não estavam iludidos ou deslumbrados com as riquezas e o poder Egito. Mas que tudo era muito real e aquele governador que os haviam pressionados era de fato José, que eles haviam exposto à possibilidade de morte direta ou indiretamente. Ele sobrevivera ao cativeiro e era o homem forte de Faraó e todas as medidas e imposições que ele os fizera passar, era sua maneira de certificar-se de que eram seus irmãos e sua família e que mudanças significativas para o bem fazia parte de suas vidas. Agora ele afirma, que eles sabiam que era a sua boca que lhes falava. Como no adágio popular brasileiro, “para quem sabe ler, um pingo é letra.” Agora, a fala, a palavra de José era tão sustentável quando a palavra do rei do Egito. Ele tinha condições de honrar e fazer acontecer o que fosse necessário. Era para eles saberem que não poderiam falsear suas palavras ao seu pai; nem diluir sua autoridade sobre eles e sobre qualquer outra coisa. O sol, a lua e as estrelas dos sonhos de adolescência estavam de fato se curvando diante dele. Os molhos de trigo de cada um deles na colheita se inclinavam para o molho dele.

Senhor, Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor de tudo e de todos. Graças te damos pela vida e pelo dia que ganhamos hoje, para nele servir e adorar ao nosso criador e sustentador. Obrigado por cada suprimento, por cada dádiva e generosidade para com todos que confiam em ti. Renovamos nossa disposição de continuar andando contido e servindo de coração e alma. Agradar ao Senhor nos importa muito e fará nossa alegria também. Agradecemos pela maior dádiva, que a vida de Jesus em nossas vidas. Em nome dele agradecemos, amém.

Pr Jason