José, Seus Irmãos e Aquela Geração

Meditação do dia: 07/09/2021

“Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.” (Êx 1.6)

José, Seus Irmãos e Aquela Geração – As gerações são bem mais do que uma sucessão de pessoas que descendem umas das outras. Também é mais do que um determinado espaço de tempo nos quais ciclos de vidas humanas se sucedem. É muito interessante estudar e pesquisar sobre as gerações, ver o crescimento, desenvolvimento, progresso, como também os fracassos, infortúnios e quedas de dinastias e famílias que se formam e se misturam. Para quem olha de forma simplória, tudo parece apenas um emaranhado de linhas que se cruzam e laços que se formam e se desfazem sucessivamente. Ao mesmo tempo que padrões acontecem, se formam e se transformam, algumas vertentes de fortalecem e se perpetuam enquanto outras se diluem e tendem a desaparecer. Existem meios e até plataformas apropriadas para se pesquisar a linhagem e as ancestralidades de famílias. Alguns descobrem suas origens na Europa, na Ásia, na África ou combinações. Pelo seu sobrenome, é possível chegar à família original e algumas eram grandes, famosas e tinham aqueles brasões de família e que eram ostentados nos escudos de armamentos bélicos e documentos ou propriedades. Nós brasileiros somos uma grande miscelânea, um grande caldeirão genético, pelos muitos laços e misturas de raças que deu origem ao povo tupiniquim. Excetuando-se os erros de grafia nos registros civis ou trocas de letras intencionais, encontramos nomes escritos com “S” ou “Z” que de certa forma marca a origem lusitana ou hispânica, quando de famílias europeias, como Souza e Sousa, Peres e Perez, Luiz e Luis, Hernandes e Hernandez etc. Do plano espiritual, que mais nos interessa, as gerações são parte efetiva do projeto eterno de Deus, e o instrumento mais viável para transmitir através da boa ordem de famílias, a verdade, a justiça, a santidade e as boas práticas, dentro de um contexto seguro seguindo as veredas antigas de Deus. A aliança celebrada por Deus entre ele e Abraão e sua descendência, foi marcado pelo sinal da circuncisão e não poderia ter algo mais emblemático e significativo para ilustrar e fazer lembrar geração após geração do esse pequeno corte, em lugar estratégico. Não existe como haver sucessão eterna sem que haja continuidade de gerações e para isso, é preciso famílias, é preciso casamentos saudáveis, filhos comprometidos e discipulados e com fé nas promessas de Deus de um tal nível de comprometimento que deve superar suas escolhas pessoais e econômicas ou vaidades egoísticas de não desejarem ter filhos e treiná-los para treinarem as novas gerações. Acreditamos que uma geração é responsável por outra geração e assim sucessivamente. Os rituais em forma de celebrações determinadas aos hebreus no êxodo e após, mostram que os pais teriam esse compromisso. “Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?” (Êx 12.24-26). As promessas e as bênçãos de Deus não morreram com Jacó ou com José e seus irmãos. Eles as experimentaram, testemunharam e preparam os seus filhos e as novas gerações para continuarem caminhando naquela direção até que o todo da promessa se cumprisse. Precisamos disso ainda hoje com relação aos trabalhos do Reino de Deus. Isto é para pessoas, famílias e não para instituições e ministros que viram celebridades. O reino de Deus existe dentro de pessoas, indivíduos e é assim que ele é passado adiante.

Senhor, agradecemos a oportunidade de sermos um povo escolhido, amado e recebido em adoção através do Espírito Santo, pelas garantias do sacrifício redentor de Cristo na cruz. Ainda hoje, o Senhor salva pessoas, liberta e abençoa indivíduos e constrói histórias nas vidas que recebem o teu amor e a tua graça misericordiosa. Obrigado pelo privilégio e a bênção de fazermos parte de uma aliança de bênçãos que vale para o tempo e a eternidade, afiançada por Jesus e seu precioso sangue. Conceda-nos uma visão ampla e abençoadora para as pessoas que estão bem próximas de nós. Agradecemos a nossa participação nos teus planos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Embalsamaram José

Meditação do dia: 06/09/2021

“E morreu José da idade de cento e dez anos, e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.” (Gn 50.26)

Embalsamaram José – Pela história antiga dos povos do Oriente, e mais especificamente os egípcios, os cuidados nos rituais fúnebres seguiam padrões que diferenciavam os nobres dos plebeus, a classe social a quem pertencera e o poder e riqueza que detinha em vida. No caso dos reis e faraós, a competição por grandeza e superar os anteriores ou rivais então, assumiam proporções assombrosas. Também se observa a crença deles sobre a vida pós-morte e a superstição de como viveriam e seriam recebidos do outro lado. Por isso haviam provisões de alimentos, riquezas e armas disponibilizadas junto ao corpo, que era cuidadosa e cientificamente preparado. José, que serviu durante o reinado de um faraó de origem Hicso. (São conhecidos pelo nome de hicsos um grupo misto semita-asiático que se estabeleceu no norte do Egito durante o século XVIII a.C. Por volta de 1630 a.C., tomaram o poder, e seus reis governaram o Egito como a décima quinta dinastia (c. 1630-1521 a.C.). Muitos historiadores aceitam que essa origem semita-asiático do faraó, facilitou em muito a aceitação e a boa convivência com José e até com sua família, convidada posteriormente para imigrar. Pela persona que se tornou no Egito, diante da corte e dos súditos de todos os níveis e classes sociais, José ao falecer mereceu todas as honras e glórias que eles prestariam a alguém daquele quilate. Mas ao que percebemos nas entrelinhas dos nossos textos sagrados, é que José optou por algo infinitamente mais simples e muito abaixo dos padrões da época e de sua condição social. Tudo por sua fé e a crença consagrada de que Deus dera a ele uma herança maior e melhor, e pela fé ele  tomara posse e se deixou preparado para a mudança, quando todos retornassem. Podemos concluir sem muitos alardes, de que se José fosse apegado a seus direitos e exigisse as benesses temporais e materiais ele com certeza, teria construído ainda em vida, ou fariam para ele um túmulo nos moldes dos que conhecemos pela história. José poderia ter a sua própria pirâmide, mausoléu, ou outra edificação que marcava território, poder e grandeza. Na verdade, as pessoas grandes, são grandes exatamente por suas posturas coerentes em todo tempo. Ele entrou no Egito acorrentado como escravo levado ao mercado e escolheu sair ensacado, um feixe de ossos, voltando para casa, para o tempo e a eternidade. As glórias do Egito e dessa vida, são passageiras, mas as promessas de Deus são eternas e gloriosas na melhor acepção da palavra. Ele é tratado por nós, a título de identificação, como José do Egito, mas sabemos que sempre foi José de Canaã, da  Terra Prometida. O Egito foi o seu lugar de serviço, ministério e cumprir um propósito, mas o seu coração e a sua fé sempre estiveram na promessa de Deus. Vida de peregrino, quem só está de passagem, por a sua verdadeira pátria está bem mais à frente. “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11.13).

Senhor, agradecemos pela historia da nossa vida, por ela acontecer no tempo e no lugar que foi determinado por ti e serve a propósitos até maiores do que a nossa capacidade de compreender. Mas somos gratos porque, mesmo quando não entendemos, podemos aceitar pela fé, que o nosso Deus está no controle de todas as coisas e tudo acabará bem e o reino será estabelecido. Graças pela bênção de termos pessoas com a capacidade de amar e servir como foi José e tantos outros; eles foram fiéis e produtivos nos seus tempos e lugares, agora é a minha vez, a nossa vez e buscamos discernimento e capacidade que venha do alto, para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados, sustentados, chamados e equipados para ser e fazermos. Te louvamos e agradecemos, no precioso nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Morreu José

Meditação do dia: 04/09/2021

“E morreu José da idade de cento e dez anos, e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.” (Gn 50.26)

Morreu José – Aqui poderíamos estar declarando um ponto final na história de uma pessoa e com ela iria todos os argumentos de que a vida é passageira e no final todos morrem e mais cedo ou mais tarde tudo acaba e quem até acaba tudo. Mas não é o nosso caso e nem a história de José. “… o justo estará em memória eterna” (Sl 112.6). Como escrevemos desde o início da saga de José, esse homem é um marco na história do povo de Deus em todos os tempos e como exemplo para qualquer pessoa que aspira andar com Deus em contextos de adversidades e oposições. A vida de José tem todos os ingredientes para abençoar a nós e as gerações que ainda virão, seguindo as mesmas pisadas da fé. Quando lidamos com provações e tentações na vida, podemos aprender com ele pois sofreu, perseverou e venceu provavelmente em mais espectros da diversidade da vida do que a maioria de nós. Todas as pessoas com um histórico de dor e sofrimentos, perdas e traições, ascensão e glórias, sucesso e responsabilidades, pode muito bem se identificar com esse modelo de vida. As pressões interiores que sofremos, (quem não?), as questões familiares de incompreensões, ciúmes e intrigas, que produzem animosidades e até quebra de relacionamentos. Quem teve dificuldades na vida profissional e se viu servindo sem receber justamente por seus préstimos; quem foi humilhado e não teve chances de se defender; quem viu pessoas se apropriarem de suas bênçãos e ser deixado para trás; que já serviu e foi esquecido; quem já foi assediado e traído, ficando por mau e desonesto ou perdeu a credibilidade sem ter como se defender, por era sua palavra contra a do outro e ele tinha muito prestígio e pouco caráter! Ao olhar a Palavra de Deus, medir nossa vida pelos padrões divinos, podemos ver que José era exatamente um ser humano como todos os demais e ainda assim, sua fé fazia a diferença e jamais ele se omitiu ou se esquivou de testemunhar do Deus a quem servia e empenhar a sua honra em falar em nome de Deus. Um dia, sua história mudou! Até aos trinta anos ele sofreu muito e não divisava nada de tão promissor, senão os seus próprios sonhos, que até então nem ele sabia o significado. A virada aconteceu quando ele foi chamado à presença do rei. Ele estava pronto! Podia sair da masmorra e prestar serviço de verdade na corte e não temeu o desafio, ainda que seria para servir e abençoar o povo que tanto o havia maltratado e feito sofrer. Ele servia a Deus antes de servir ao rei e às pessoas. Andar pela fé nos permite agir certo construindo algo que só se revelará por completo mais à frente. Outra lição muito preciosa que aplico aqui e me alegra muito é a atitude de José quando prospera, é honrado e ganha poder e autoridade. Ele ainda continuou sendo José, sendo acessível e abençoador. Na sua vida não houve espaço para amarguras, vinganças e revanches; ele não tinha tempo para dar o troco e fazer mal a quem lhe fizera mal e o prejudicara. Isso significa que a justiça e a bondade que ele desejava receber de quem estava em autoridade, ele praticou quando foi promovido – abuso de poder e uso indevido da sua posição privilegiada não teve espaço no seu coração. Lidar com o poder, a honra e a riqueza não é fácil a menos que o centro da vida dessa pessoa seja ocupada por valores imutáveis e ela tenha uma visão precisa de quem é, de onde veio e para onde vai – ela tem sentido de propósito e missão. O que chamamos de identidade e destino. José morreu aos cento e dez anos; mas não sumiu, não desapareceu, ele continuou influenciando, fazendo história e construindo legados. Trinta anos de vida dura e sofrimento para construir um alicerce para servir e abençoar por oitenta anos. Quem vê um lindo edifício de oitenta andares categoria AAA+ não imagina o tamanho e a capacidade da base que não pode ser vista casualmente. “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Co 5.1). Já ouvi dizer que grande pessoas são medidas da cabeça para cima! Será que faz sentido?

Senhor, obrigado pela minha vida e das pessoas que entraram em contato com ela em todos os tempos e me ajudaram a construir o que sou hoje e manter-me focado na planta original que desenhaste para mim. Oro por sabedoria e graça para que essa construção, na qual investistes tanto valor, sirva e cumpra o propósito para o qual fui alcançado e treinado. Oro pelas pessoas ao meu redor que recebem da minha influencia e que ela seja abençoadora e produtiva, para juntos façamos mais e melhor e a tua glória se revele de todas as maneiras para um bem maior. Obrigado pelo investimento, pela graça e pela redenção em Cristo Jesus, no nome de quem oramos para a tua glória, amém.

Pr Jason

Subir Desta Terra

Meditação do dia: 03/09/2021

“E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.” (Gn 50.24)

Subir Desta Terra – Numa viagem de férias para aquela aconchegante costa sul da Bahia, mais precisamente para Alcobaça, um dos pontos mais antigos em termos de Brasil, fiquei pensando durante o trajeto, porque quando o percurso é longo, os recursos de entretenimento e distração para passar o tempo vão se esvaindo. Foram novecentos quilômetros até BH e quase outros até lá. Em dado momento, me vi pergunto retoricamente: Tudo isso de estrada, para chegar num único lugar e por quantas praias mais perto de casa já passamos? Em se comparando aquele destino final, todas as demais praias do sul baiano até as do norte de Santa Catarina estariam mais perto, partindo de Guararapes. Claro, tem os raciocínios lógicos, comportamentais, preferencias, oportunidades e sem dúvida, as escolhas. Assim sendo, todo lugar não é igual e não nos pertence ou nos apetece. Nem todos os homens são apátridas. Eu diria que a maioria de nós somos muito apegados ao nosso quinhão de terra, que pode ser nossa cidade, estado ou pais. Muitos escolhem viver em outras terras ou pátrias e alguns até fazem dali o seu lugar preferido. Outros tantos, forçados pela vida, sofrem, choram e sonham em um dia retornar ao que ele chama de lar; isso é tão forte nas pessoas que alguns até deixam como último desejo, que ele seja levado e sepultado na sua terra natal ou adotada, caso não consiga voltar em vida. Nos tempos antigos, como quando essas histórias dos patriarcas bíblicos estavam acontecendo, eram os primórdios da civilização humana que ainda se espalhavam procurando melhores condições e podendo colonizar e se perpetuarem num local específico. Os sírios, libaneses, egípcios, muitos povos africanos e do Oriente médio e Ásia, partes da Europa, estão desde esses tempos antigos nos seus lugares. Um pedaço de terra ali fora prometido por Deus a seu amigo Abraão e devido a isso até hoje se conhece como a “Terra Prometida.” “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3). José era bisneto de Abraão e era na sua geração o primeiro grande desdobramento quantitativo de pessoas herdeiros da promessa original. Abraão teve o filho Isaque, que teve Jacó, o pai de José e eram doze irmãos, que se tornaram setenta e cinco pessoas quando desceram de Canaã para irem habitar no Egito à convite do próprio José, que lá já estava. Destes todos, partindo de Abraão, só Isaque, Jacó e Benjamim, o filho mais novo de Jacó, nasceram na Terra Prometida; já todos os filhos dos onze patriarcas foram nascidos lá, excetuando então os filhos do próprio José, que nasceram no Egito. Todos eram criam, viviam e morriam convictos de coração e alma de que tinham uma pátria prometida por Deus e aquilo seria sua herança, e não abririam mão disso sob hipótese alguma. Foi assim, olhando para a frente, para a firmeza da Palavra de Deus, que eles se consolavam e construíam suas vidas. José reforçou a seus irmãos e parentes que Deus iria leva-los de volta à sua terra, como a mesma fidelidade com que tratara todos eles até ali, preservando-os em meio aos perigos e ameaças, sem conduto serem jamais vencidos. Nossa jornada hoje, na Nova Aliança, não mais física, geográfica e territorial, mas de outra natureza, mas tão real quanto o foi a deles. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.117). Olhemos o que o Senhor Jesus disse: “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós” (Lc 17.20,21). Paulo fez questão de enfatizar: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20). Veja que dependemos de nossa fé tanto quanto eles para tomar posse da nossa herança quando chegar o tempo determinado. Até lá, vamos ficar firmes e apoiar uns aos outros, para que ninguém se perca ou se distraia com algo inferior ao que nos está prometido.

Obrigado, Senhor, por nos prometer e sustentar a tua promessa até que o tempo e o modo estejam alinhados com a tua perfeita vontade. Seremos firmes e resilientes até o dia glorioso em que tudo se transformará de fato naquilo que já tomamos como nosso, pela fé em Cristo. Agradecemos pela redenção no sangue de Jesus que nos garante provisão completa e suficiente para a salvação plena. Oramos com louvor e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus é fiel

Meditação do dia: 02/09/2021

“E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.” (Gn 50.24)

Deus é Fiel – Os filósofos de plantão vendem sabedoria em larga escala e a preços bem módicos, é só ficar atento às muitas oportunidades pelas esquinas da vida. Uma dessas pérolas que destaco aqui hoje é uma velha conhecida dos influenciadores e motivadores pessoais: “A pessoa precisa ter uma causa pela qual valha a pena morrer, caso contrário, não terá valido a pena viver!” A fé, como nós, cristãos e adoradores do Deus criador a entendemos, é uma causa nobre pela qual muitos viveram e morreram e muitos ainda no presente pagam esse preço sem vacilar e outros tantos ainda passarão por esse vale escuro sem temor algum. As evidencias bíblicas estão por todo lado. “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11;13). “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte” (Ap 12.11). Nos tempos pós arrebatamento, que em nossa linha de tempo ainda está no nosso futuro, veremos o que está descrito na abertura dos sete selos: “E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? (Ap 6.10). Como tantos outros na vida com Deus, José foi determinado e firme nas suas convicções em vida e ao aproximar o tempo de sua parte dessa vida, ele deixou registrado o seu legado de fé. “Eu morro; mas Deus certamente vos visitará…” chegara ao final de sua jornada, mas nada mudava nos planos de Deus para ele e para seu povo. As promessas estavam tão firmes agora como quando foram feitas à Abraão e aos demais patriarcas. Mui provavelmente José não tivera, ao menos não temos registro bíblico de que ele tenha recebido visitações de Deus e falado com ele, como temos registros dessas experiencias com todos os outros três patriarcas e em mais de uma vez. Mas a fé sempre está além de experiencias pessoais! A nossa fé sempre é precedida pela obediência àquilo que se conhece anteriormente. Outro fator muito importante para os peregrinos desse caminho, é que nossas experiencias não validam a Palavra de Deus – ela sim, a Palavra de Deus valida ou não as nossas experiencias. Para ser adulto e maduro na fé, não podemos depender de experiencias sensoriais, revelações extra-bíblicas e colocar Deus ou sua Palavra em provas. Falando ou ensinando sobre a utilização dos dons carismáticos, aceito que eles estão em pleno vigor nos dias atuais da igreja e são instrumentos e ferramentas dadas por Deus para um melhor desempenho dos serviços e ministérios do Corpo de Cristo. Por ser vaso humano envolvido nas operações, a possibilidade de erros, falhas e abusos, sempre serão do nosso lado, pois Deus é perfeito e sábio para frustrar seus próprios planos. O Espírito Santo é Deus Todo-Poderoso habitando em cada filho de Deus como selo e garantia de propriedade até o resgate e ele é infalível, ontem, hoje e eternamente. Contudo humanos são falhos, ainda que bem intencionados e sinceros, pois alguém pode estar sinceramente errado. Uma revelação especial em qualquer dos dons pode ser comprometida por falha ao ser recebida, interpretada ou na entrega. Portanto, confiável mesmo, cem por cento, só a Palavra Escrita. José viveu na fé e morreu na fé de que Deus visitaria o seu povo no devido tempo e cumpriria a promessa de lhes dar e levar de volta para a Terra Prometida. Para ele, isso era tão certo, quanto ele mesmo estivera lá. Nascera em Harã, foi quando criança quando Jacó voltou para a casa do seu pai e saiu quando foi vendido pelos seus irmãos; retornou depois de muitos anos para cumprir sua promessa feita a Jacó, de sepultá-lo na sua terra, junto aos patriarcas Abraão, Isaque e suas esposas, onde também Lia, já estava sepultada. José voltou para o Egito, mas tinha fé que seus restos mortais descansariam no que ele cria ser a Terra Santa. As promessas de Deus para você e para mim, vão além dos nossos dias físicos? Ou vivemos como se tudo terminasse junto com nossos dias aqui?

Senhor, obrigado por colocar uma eternidade à nossa frente e nos dar fé e esperança de que alcançaremos a promessa. Nada nos faltará, em tempo algum, porque aquele que fez a promessa é fiel e poderoso para cumprir; assim acreditamos, por isso servimos e trabalhamos, porque nossa vida vai muito além de nossos dias de luta aqui na terra. Te agradecemos pela bênçãos de pertencermos a Ti pela redenção que há em Cristo Jesus, amém.

Pr Jason

Eu Morro

Meditação do dia: 1°/09/2021

“E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.” (Gn 50.24)

Eu Morro – Voltamos a nos debruçar sobre um tema que mexe com as nossas convicções. Para alguns, falar em morrer já é razão suficiente para ignorar a sua própria crença na não confiança em superstição e de imediato “bater na madeira e dizer: Isola!” alguns já morrem de medo de morrer; outros mais corajosos, não aceitam nem falar no tema. Claro, tem os procrastinadores, que sempre vão adiando e deixando sempre para o último dia. Já vimos também aqueles que se divertem com tudo e até deixam sempre as recomendações para os amigos, claro, sempre em tom de brincadeira. No mundo dos negócios, apenas duas coisas são tidas como certa nesta vida: A morte e os impostos, e que de preferencia, não morra sem pagar seus débitos, para não ficar pendencias para trás. Mas e nós? Cuja vida e razão de viver estão atrelados à fé e a esperança de uma vida na graça de Deus e um futuro de vitória sobre a morte e tudo mais que ela significa. Como lidamos com isso? À nível pessoal, o pastor Jason admite que até bem perto de completar os 50 anos, não pensava e não agia como se pensasse no tema. Me surpreendi a mim mesmo, ponderando sobre isso e vi que havia passado toda a vida até ali, como se aquela realidade existisse, mas não pudesse me atingir ou afetar. De lá para cá, não fui tomado de pânico sobre isso e não vi mais como imortal. Creio que passei a me ver como humano, como todos os demais e precisando tomar os cuidados necessários para continuar sendo produtivo, abençoador, previdente e responsável, mas sem medo, preferencia ou fuga da realidade. Quando leio na Bíblia sobre pessoas como os patriarcas da fé e suas experiencias, vejo riqueza, beleza, bom testemunho e ensinamento de como viver e morrer de modo que Deus seja glorificado e as pessoas tenham um legado deixado que perdurará por muito mais tempo do que a existência terrena daquela pessoa. Veja bem, estou escrevendo aqui, no Século 21 sobre Abraão, Isaque, Jacó e José. Esse, que é o tema do dia, fez uma afirmação segura, destemida e sobre o presente e o futuro dele e de seu povo: “Eu morro!” Se viver é uma arte, morrer certamente também o é. O que conta mesmo é o intervalo entre o começo e esse final. Alguém pregou dizendo que Cl 3.3 é atestado de óbito do cristão: “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Na carta aos Romanos, Paulo dá muitas, Ns citações de como o processo de morte está associado à vida de fé e santidade na união com Cristo e razão de uma verdadeira possibilidade de santidade prática. José, não estava com medo, não fugia e não jogava com as palavras, ele falava de fatos certos e que faziam parte de tudo na vida humana. Essa expressão dele não induz pensarmos em pesar, ou que ele sentia que estava perdendo, ou poderia durar mais. Jacó foi até 147; Isaque fora aos 180, Abraão 175 e José estava com 110. Esses números não significavam que ele poderia ter um saldo ainda, afinal com tanta produtividade, quanto mais vivesse, melhor serviria. Será? Bom, ele não pensou assim. Gosto de como Davi tratou seu momento final: “E aproximaram-se os dias da morte de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem” (1 Rs 2.1,2). Paulo também, já na era da graça: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.6,7). O que espero é que quando chegar a minha vez, toda a minha vida tenha valido o suficiente, para honrar a minha fé, glorificar a Deus e dar um bom testemunho. Mas estou querendo ver o arrebatamento acontecer!

Senhor, autor da vida e sustentador de tudo e de todos. Somos gratos pela vida de José, e sua linda historia de fé, coragem e determinação de servir a Deus através de servir as pessoas. Ele foi livre a vida toda, mesmo que servo e servidor em toda a fase produtiva enquanto viveu. Queremos fazer o melhor e o mais excelente com a oportunidade que nos é dada de presente e ainda com a assistência poderosa do Espírito Santo, habitando em cada um dos teus filhos para nos formar uma grande família. Louvado seja o teu nome, agora e sempre, amém.

Pr Jason

A Bênção de Ser Bisavô

Meditação do dia: 31/08/2021

“E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José.” (Gn 50.22)

A Bênção de Ser Bisavô – Desde que me entendo por gente sempre gostei de crianças e certamente fez parte das minhas expectativas um dia ter meus próprios filhos. Conheci a Cristo como Senhor e Salvador ainda em plena adolescência, minha decisão pública para servi-lo foi numa noite de quarta-feira, 21 de Julho de 1976, o último dia dos meus dezesseis anos. Isso impactou minha vida e os planos de vida assumiram uma outra dimensão e logo fui descobrindo os planos de Deus para minha vida e comecei a caminhar em direção ao preparo para vir a ser o que hoje sou, um Ministro do Evangelho, agora com uma trajetória razoável e muito satisfeito com o favor de Deus. Sou realizado até aqui e continuo investindo pois ainda tem muita terra para conquistar e o desenvolvimento e crescimento não pode parar. Concordo com a nova versão do dizer: “Vamos em frente porque atrás vem gente!” agora é “Vamos em frente porque já tem muita gente na nossa frente!” Não se aborreçam se esta meditação ganhar uma conotação de um testemunho pessoal, mas de qualquer forma sempre que escrevemos ou comunicamos, deixamos marcas e impressões pessoais, que personalizam diante dos leitores, (no meu caso não são tantos, mas os quatro leitores mais assíduos entendem bem o que tento dizer. Fui muito feliz na minha infância depois de superar dificuldades na saúde na chamada primeira infância; comecei a trabalhar antes dos dez anos de idade, o que era comum naquela época e só me fez bem e aprendi a importância do valor das coisas mais do que o preço delas. Fui um adolescente e um jovem de muitos amigos, o que era muito incentivado em família e nossos amigos eram muito bem-vindos em casa e nunca faltaram bons companheiros e alguns deles ainda estão presentes e fazemos contatos até hoje. Os goianos costumam casar-se muito jovens, mas a ida para o seminário interno por quatro anos e posteriormente o início do ministério de tempo integral, adiou o casamento para depois dos trinta anos, pra o desespero da dona Alice, vendo um filho solteiro, fora de casa e como disseram anos mais tarde os colegas de seminário, até que a Tania veio me salvar. Fomos presenteados com duas filhas, a Grace e a Hellen, cujos significados dos nomes são “graça e força,” como testemunho do que estava se passando em nossas vidas quando do nascimento delas. Agora já somos avós do Dom, chegando aos nove meses de vida, o primogênito da Grace e do Leandro. Olho e leio o Salmo 128 como que olhando num espelho: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.” Vejo tudo aquilo descrito ali, presente na minha trajetória como também foi descrito por José, sobre o privilégio de ver os bisnetos inclusive nascendo sob seus cuidados e sua presença. Envelhecer é muito bom e é um privilégio de quem viveu, experimentou e venceu. Ainda não cheguei até onde José esteve, talvez você também não, mas estamos no caminho e servimos ao mesmo Senhor, que promete estar conosco todos os dias. Isso é o conta!

Senhor, agradeço pela trajetória da minha vida e das experiencias que me trouxeram até aqui. Sou muito grato por tudo, incluindo os tempos difíceis e a esperança de que haveria bênçãos e crescimento e de fato aconteceu e está acontecendo. Agradeço pelas vidas que tornaram a minha jornada mais plena de significado. Pelos companheiros de vida e ministério, os colegas de caminhada nas horas difíceis e nas alegrias e obrigado por manifestar a tua graça e a tua força quando mais precisávamos. É uma bênção viver muitos anos e eles serem marcados pela presença e a comunhão com o Eterno, o Altíssimo e pela redenção em Cristo Jesus, que fez e faz toda a diferença. Receba a minha gratidão e o meu louvor, em nome do Senhor Jesus, amém.

Pr Jason

Habitar e Viver

Meditação do dia: 30/08/2021

“José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu José cento e dez anos.” (Gn 50.22)

Habitar e Viver – Quando pensamos nos princípios espirituais que regem nossas vidas, a priori, olhamos como se fosse uma teoria possível, depois experimentamos de forma rasa, superficial e só com o amadurecimento e a prática é que de fato tornamos aquilo uma verdade fundamental e passamos a respeitar seu curso. Estou pensando agora, nas palavra escritas por São Paulo aos cristão Romanos, onde ele ensina: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). O texto em apreço inicia com “E sabemos” – eu sei, você sabe, ele sabe, nós sabemos… não é hipótese, é fato; isso já era consumado na vida do apóstolo e dos cristãos maduros, mas era de conhecimento dos demais, que também teriam suas oportunidades de experimentarem. Outro detalhe que pode ser curioso, mas é uma verdade subjacente do texto é “que todas as coisas contribuem juntamente…” Esse juntamente anexa outras coisas, situações e possibilidades, que somando-se formam um conjunto abençoador, mas não podemos prescindir de uma coisa em detrimento de outras, isto é, escolhermos o que queremos que aconteça, ou como aconteça e evitarmos aquilo que julgarmos que não queremos. O pacote todo é que produz a bênção toda. José não escolheu de livre vontade ir para o Egito quando adolescente, largando a família e os irmãos chatos e briguentos. Ele não escolheu servir até como escravo para ali aprender habilidades. Mesmo quando alcançou condições que poderiam utilizar para seu benefício próprio e assim alcançar a liberdade ele escolheu outra alternativa. Ainda quando foi a Canaã para sepultar seu pai, ele não escolheu ficar, ele voltou para o Egito. Era lá que ele vivia, que ele morava e era lá que Deus lhe havia prosperado e sua vida alcançara o seu propósito. Onde moramos pode ser muito bem onde vivemos ou vice-versa. Passar pela vida amaldiçoando, praguejando, infamando e difamando tudo e todos, sem nunca ter paz e não estar satisfeito em lugar nenhum significa que se está longe dos propósitos divinos para a vida. Acredito muito em ser útil e ser bênção onde estamos e enquanto estamos. Não devemos sair ou ficar só por conveniência ou insatisfação, mas orar, buscar e receber orientação clara de Deus sobre essas questões. Me incomoda ver pessoas que não param em lugar nenhum porque não estão felizes e por mais que mudem, transfiram, troquem de opções elas continuam infelizes e até afetam familiares e outras pessoas próximas. José afetou não só a si mesmo positivamente, mas sua família, sua tribo, o Egito inteiro e nações vizinhas, ele investiu sua vida toda ali e ali estava o significado que ele tanto procurou entender quando tinha sonhos na infância e adolescência.
Sendo que a nossa vida é para louvor, glória e honra do Senhor nosso Deus, então não é questão de ONDE, mas de COMO vivemos. “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).

Pai amado, Senhor nosso e Deus glorioso. Reconhecemos a tua boa vontade para conosco e desejamos servir de todo o nosso coração e compreendermos os caminhos que nos levam para a vida amadurecida, produtiva e abundante que há em Cristo Jesus. Todos os nossos dias nos foram dados para viver, servir e honrar ao Criador e podemos fazer isso sendo tudo aquilo para o qual fomos criados e preparados por ti. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Consolo Que o Coração Espera

Meditação do dia: 29/08/2021

“Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo o coração deles.” (Gn 50.21)

O Consolo Que o Coração Espera – Coração e mente ou até coração e espírito, são termos muito utilizados nas Escrituras Sagradas e em grande parte dos contextos elas são intercambiáveis nos seus sentidos. Na Nova Aliança temos mais firme a convicção de que o coração e o espírito ou o homem interior são exatamente a mesma coisa. Há corroborações nas páginas do Velho Testamento, que indicam essa direção; Um desses é: “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis (Ez 36.26,27). Aqui, o sentido da palavra “carne” não é o mesmo é utilizado nas Cartas de Paulo no Novo Testamento; aqui está no sentido de “sensível ou maleável, tratável” em oposição a um coração de “pedra” que seria o endurecimento, resistência e difícil de quebrantar. Paulo faz uso do termo “carne” para expressar oposição a “espírito” aludindo aos instintos e tendências ao pecado e aos maus hábitos que agem contra a vida de santidade e comunhão com Deus. Falar ao coração, como na experiencia de José no diálogo com os irmãos, significa alcançar um consenso e pacificar uma condição de estresse e ansiedade. Os irmãos de José estavam preocupados com o possível novo rumo que suas relações poderiam tomar, agora que a presença física do pai deles não se fazia mais, José poderia mudar os rumos e isso afetaria suas vidas e até mesmo uma possível revanche ou punição sobre eles poderia acontecer. Mas José ao falar produziu consolo e conforto, alcançando o desejo de seus corações, o que era bom para todos. A Bíblia NVT nesse texto diz: “Não tenham medo. Continuarei a cuidar de vocês e de seus filhos”. Desse modo, ele os tranquilizou ao tratá-los com bondade” (Gn 50.21). Tratar com bondade. No avivamento dos tempos do Rei Ezequias, a uma citação interessante, que desejo mostrar e comparar com outras versões. “Ezequias falou ao coração de todos os levitas que revelavam bom entendimento no serviço do Senhor; e comeram, por sete dias, as ofertas da festa, trouxeram ofertas pacíficas e renderam graças ao Senhor, Deus de seus pais” (2 Cr 30.22 ARA). Na NVT diz: “Ezequias elogiou todos os levitas pela aptidão que demonstraram no serviço ao Senhor.” Na versão Corrigida e Fiel da Bíblia On Line diz: “E Ezequias falou benignamente a todos os levitas, que tinham bom entendimento no conhecimento do Senhor.” Numa aplicação bem mais simples, o que José fez para com seus irmãos e todos devemos praticar nos nossos círculos de relacionamentos é o princípio básico resumido por Salomão: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1 ACF). “A resposta gentil desvia o furor, mas a palavra ríspida desperta a ira.” (NVT). Espero, sinceramente e com muito amor e fé, que eu tenho consigo de alguma forma falar aos seus corações nessa meditação.

Senhor, obrigado por falar muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos corações e produzir conforto e consolo de forma muito genuína. Agradecemos pela sabedoria espiritual que nos é concedia pela tua Palavra e pela presença constante do Espírito Santo. Buscamos manter os nossos corações sensíveis e disponíveis à tua voz. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sustento Garantido

Meditação do dia: 28/08/2021

“Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo o coração deles.” (Gn 50.21)

Sustento Garantido – Qual a primeira idéia vem à sua mente quando houve a expressão “sustento?” Quanto mais prolixo a pessoa for, maior será a quantidade e diversidade de acepções de respostas. Com nossas mentes afiadas em meditação bíblica, não vamos nos ater de pronto só com o sentido e a aplicação espiritual da palavra em si, mas sempre consideração os contextos do próprio texto, do assunto ou tema e histórica, levando em conta o tempo, local, povo e cultura onde foi dito e ouvido ou escrito tal palavra. Vamos isso quase que automaticamente, que só mesmo quando alguém nos chama a atenção para um detalhe ou nova acepção, que voltamos e procuramos lançar nova e mais luz para uma verdadeira compreensão. Podemos assegurar que lendo o texto eu sei que se trata de provisão alimentar e os cuidados básicos de vida, como moradia, vestimenta, trabalho, segurança e saúde. Como servos e mordomos dos bens de Deus, como prescinde a nossa fé, trabalhar e prover o próprio sustento e de sua família é parte natural das obrigações de qualquer pessoa. O trabalho nunca foi um castigo ou efeito do pecado e da maldição que veio sobre a terra e a criação pelo pecado humano. Povo de Deus sempre foi trabalhador, criativo, empreendedor e dado a fazer tudo com excelência, pois tudo isso deriva da natureza de nossa origem – que é Deus! A noção de provisão abundante e suficiente está até implícita no nome pelo qual o Altíssimo se revelara a Abraão desde o começo das alianças de bênçãos. “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). Todo-Poderoso, nessa tradução em português veio de “El-Shaddai” que em linguagem simples podemos dizer que é “Aquele que é mais do que suficiente.” Pensando especificamente no quadro proposto pelo texto, José era um homem adulto, trabalhador,  com recursos em todos os sentidos prover para sua esposa e dois filhos e ainda mais que isso sem prejuízo algum. Seus irmãos, que também eram adultos e exceto Benjamim, todos eram mais velhos que José, sendo todos saudáveis, trabalhadores, com bens e propriedades suficientes para suas provisões familiares e todos, herdeiros das mesmas bênçãos e promessas contidas nas alianças entre Deus e os patriarcas, levando em conta que eles acabaram de ascender à condição de patriarcas com o falecimento de Jacó. Então porque José estava assumindo essa responsabilidade sozinho. Vamos por partes: José não estava tirando a autonomia e nem a responsabilidade de nenhum de seus irmãos, nem sendo paternalista, muito menos querendo se ostentar e depois “jogar cara deles” que viveram às suas custas. Representando o estado egípcio, José providenciava condições de trabalho, alimento e segurança e o que mais fosse necessário, mas eles trabalhavam e cuidavam de suas vidas e famílias. A bênção recebida de alguma fonte não isenta e nem anula a condição primária de responsabilidade de ninguém. Não se deve cultivar a mentalidade de que se trabalha porque a boca exige; o dia que não precisar mais, nunca mais vai trabalhar. A razão primária do trabalho é a expressão dos dons e talentos, a ocupação produtiva e responsável do tempo e capacidades e glorificar a multiforme sabedoria de Deus que ao criar cada um, diversificou com excelência a individualidade das pessoas para que empreendessem de forma que abençoariam uns aos outros para a vida em comunidade. Quem cultiva uma mentalidade contrária a isso, ou seja, trabalha porque precisa, na verdade não conheceu ou entendeu como expressar a imagem e semelhança do seu Criador e como glorifica-lo com sua vida. Veja uma expressão de Jesus: “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Já te passou pela cabeça por que Deus, o Criador, ainda trabalha? Por que Jesus também trabalha? Será que é por necessidade? Ou por amor e expressão de sua glória e abençoar quem eles amam? Vou parar por aqui, mas não antes de deixar uma indagação: Por que você trabalha?

Senhor Deus meu e Rei meu! Glorificado seja o teu santo e poderoso nome! Com uma palavra podes criar tudo e qualquer coisa, mesmo não tendo necessidades, porque tu és bastante e suficiente par si próprio, ainda assim trabalha para nosso bem e nossa provisão abundante e contínua. Obrigado, por ensinar pelo exemplo e pratica em compartilhar tua vida conosco através de Jesus Cristo, por obra e graça do Espírito Santo. Te adoramos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason