Deus Escolhe Onde e Como se Revelar

Meditação do dia 14/03/2017

 Jr 18.2 Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.

 Deus escolhe onde e como se revelar – Esse texto é um daqueles cantados em verso e prosa de muitas maneiras entre o povo de Deus. É um texto cheio de significado e revelador sobre o trato de Deus com os homens e a importância que ele dá ao processo de transformar o que aparentemente não é útil, em algo abençoador. Em todos os círculos cristãos, os filhos de Deus falam e lembram desse ensinamento, se colocando como vasos nas mãos de Deus e prontos a serem modelados ou remodelados pelo seu agir sábio e amoroso. Como em outras lições que já vimos e o livro de Jeremias está repleto desses ensinamentos ilustrados, teatralizados como finalidade didática. Se Deus, que é Deus, gosto de método de ensino visualizado, certamente ele sabe que os processos mentais e os níveis de percepção e aprendizagem humana, são melhores estimulados dessa forma. Hoje sabemos que aprendemos não apenas com o cérebro, mas com os sentidos todos e além deles, pois temos memória emocional e um sistema de arquivamento mental muito eficiente. Cada pessoa tem seu próprio modo e tempo de aprendizagem e retenção de conteúdos. Alguns aprendem lendo, outros lendo e fazendo, uns com instruções tipo “faça você mesmo,” e assim cada um assimila de modo peculiar. Por isso, na sua vida devocional, Deus trata contigo da forma que é mais natural e produtiva para você; assim como faz comigo e com cada um de seus filhos. O Espírito Santo habita em nós, como um assistente, para nos guiar à toda a verdade e nos fazer lembrar tudo o que aprendemos na caminhada espiritual. Deus disse à Jeremias que fosse a um ateliê de alguém pelas redondezas, que precisa falar com ele e é por aqui que se começa a crescer no relacionamento com Deus. Tudo começa com a disponibilidade para com o Senhor. A agenda deve ter espaço para obedecer uma nova instrução divina. O Senhor dispõe de toda a atenção de seus servos e se não temos tempo para Deus, não podemos ir onde ele manda, ou fazer imediatamente o que ele determina, porque nossa agenda está sobrecarregada e nossos compromissos não esperam…. então essa relação de servo-senhor não está nada bem. Jeremias chegou ao local e se ficou à observar o que ali acontecia, pois poderia ser que Deus se manifestasse num detalhe qualquer. Isso é outro fator importante na comunhão e no desenvolvimento da intimidade com Deus. Tudo é motivo para se aprender e receber lições; onde quer que vamos, ou que Deus nos guie, há propósitos e possibilidades de aprendizagem. Quando vamos por exemplo numa celebração do povo de Deus, no domingo, ou numa menor no meio da semana, ou numa reunião familiar, permaneça com os olhos, orelhas e antenas ligadas o tempo todo. A melhor atitude é sempre poder dizer: “O que diz o Senhor ao teu servo?” O outro aspecto é a capacidade de Deus em fazer uso das nossas percepções para nos instruir e transmitir sua revelação. Jeremias pode perceber a conexão entre a obra do oleiro e sua matéria prima, com a obra de Deus na vida humana, quer individual quer coletiva. O barro é sempre barro e está sujeito a variações por fatores externos como umidade, temperatura, pressão e o oleiro está ciente disso e segundo sua capacidade, criatividade e planos, ele modela. O oleiro é senhor do barro. O mesmo vale para os homens que estão nas mãos de Deus, eu e você, também somos influenciados por fatores externos e Deus sabe a nossa consistência, resistência, maleabilidade e segundo sua multiforme sabedoria, nos modela para propósitos que atendam sua soberana vontade. Resistir ou se opor a Deus, não é sinal de inteligência e muito menos de consagração. Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tem mãos? (Is 45.9). O que dá valor ao vaso, é a autoria; é possível encontrar vasos de barro aos montes em lojas populares de R$ 1.99 e também encontrar vaso do mesmo formato, tamanho e utilidade, por milhares de reais, a diferença está na assinatura de quem confecciona. Acho que um bom modo de concluir é relembrando: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel (Jr 18.6).

Senhor, a minha resposta à tua pergunta é: Sim, Senhor, claro que podes, e estou disponível e dependo de ajuda do Espírito Santo para estar sensível o suficiente para o teu agir. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Problemas Cardíacos

Meditação do dia 13/03/2017

 Jr 17.9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?

 Problemas Cardíacos – Como nosso propósito é devocional e não doutrinário teológico, não vamos entrar na discussão quase eterna, sobre o coração humano, ser ou não confiável, caso o dono dele já seja convertido. Pois há quem defenda que isso se refere somente aos não convertidos e outros que engloba a todos. A única certeza que sei, é que nada sei e que todo mundo que tem coração, tem que tomar muito cuidado com ele, pois de vez em quanto nos surpreendemos conosco mesmos. Todos também admitimos que somos mais complexos do que nossa vã filosofia quer admitir, mas ainda bem que Deus nos ama, sonda nossos corações e o Espírito Santo é poderoso como guia e assistente, para nos levar a uma vida de fé e piedade autênticas. Na verdade não pretendo fixar meu tema nesse verso, pois o vejo como a conclusão de duas premissas fortes que Deus estava falando ao seu povo e que não era novidade, pois é ensinamento básico da fé deles. Essas verdades estão no contexto acima e vou trabalhar com uma de cada vez. Primeiro – Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!(17.5) A atitude de confiar em si mesmo em vez de confiar em Deus coloca a pessoa numa condição de maldição. A pessoa quer fazer do seu esforço pessoal e da força bruta aquilo que só a confiança em Deus pode produzir. Certamente o coração da pessoa se afasta de Deus, pois ela é seu próprio salvador. A condição dessa espécie de atitude produz o seguinte resultado na vida: Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável (17.6). Vida no deserto, esterilidade, ausência de bem, habitação em condições improdutivas e até impróprias. É fim de linha! A segunda premissa, que tem à ver com decisões do coração exatamente o contrário da primeira: Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor (17.7). A condição de crer em Deus e ser o próprio Deus a razão da fé dessa pessoa, o coloca em condição de ser abençoado, ser bendito. Ser bendito, é o oposto de ser maldito, mas não é apenas não sofrer penas e males, a abrangência da bênção de Deus, alcança tamanha dimensão da vida, que não se compara com a situação oposta. Veja o efeito de se confiar em Deus: Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto (17.8). As duas pessoas são comparadas à árvores, pois o processo de produção da vida leva em conta as estações, o trabalho, o cultivo, o investimento, a confiança, a esperança. Nada acontece em passe de mágica. Ninguém fica rico do dia para a noite, ninguém amadurece de um dia para o outro; ninguém aprende tudo de uma única vez; ninguém recebe uma revelação para a vida inteira, ela vem passo a passo, uma decisão leva a outra, uma construção edifica solidamente demanda investimento, suor, habilidade e inteligência. Mesmo a pessoa tipo “árvore plantada junto às águas,” como na descrição do Salmo primeiro, ela estende suas raízes, ou seja, ela age, atua, investe no seu desenvolvimento, ela não é passiva. O calor também a atinge, como atinge aquela no deserto, mas ela investiu na preservação de suas folhas, que a embeleza, ajuda na respiração, conservação da umidade, floração e frutificação, enquanto a outra é “um pau pelado.” O ano de sequidão também vem para o cristão piedoso e de vida devocional bem estruturada. As crises e problemas não fazem acepção de pessoas, mas essa está bem preparada para encarar os desafios de tempos difíceis e recursos escassos; ela não se afadiga, não se desgasta a ponto de comprometer sua produtividade. Essa pessoa, não deixa de dar fruto, que é na verdade a razão de existência da árvore. O cristão, o filho de Deus, tem uma razão pela qual foi criado, nascido e colocado nesse lugar, nesse tempo e nessas condições para cumprir um papel e agindo pelos caminhos certos de Deus, ele produz fruto em todo tempo, isto é, nas estações de produção ele está ali firme e forte. O verso sobre coração enganoso, é a conclusão desse ensino de Deus. Há pessoas que entende que só pela fato de ser “evangélico, crente, ir a uma igreja” ele já é “árvores plantada junto às águas” e todos que não são como ele, são árvores no deserto. O coração dele o está enganando redondamente. Ser bem aventurado, ou ser maldito, como colocado aqui por Jeremias, é questão de escolha, de decisão de vida! Que tipo de pessoa eu quero ser e vou ser! Que investimentos farei na minha vida espiritual que me colocarão nessa ou naquela condição? Quantas pessoas nas igrejas que são até gente boa e fiéis, mas estão distantes daquilo que eles mesmo acreditam e veem nas Escrituras? A verdade teológica, não é a mesma da verdade prática da vida delas. O Deus da Bíblia é Todo-Poderoso, mas na prática da vida delas, não é do mesmo tamanho a ponto delas terem de “se virarem nos trinta” senão passam fome, vivem em crises constantes e problemas aos montes. Essas pessoas, certamente tem “problemas cardíacos espirituais.”

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda a sorte de bênçãos em Cristo, nas regiões celestes. Graças te rendemos, por és Deus em cima nos céus, na terra e em todo e qualquer lugar, de eternidade em eternidade, para todo sempre, amém.

Pr Jason

Identificação Com a Mensagem

Meditação do dia 12/03/2017

 Jr 16.16 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não tomarás para ti mulher, nem terás filhos nem filhas neste lugar.

 Identificação com a mensagem – Aprendi esse princípio de identificação com a mensagem, quando ainda era um jovem seminarista; e estava aprendendo sobre intercessão, quando essa joia da vida espiritual apareceu na minha vida. Foi muito engraçado, porque estávamos conversando entre colegas, sobre um assunto muito sério entre seminaristas: Garotas e casamento! A questão lá era sobre orar por alguém que precisava ou queria se casar – quando alguém falou sobre orar e interceder até a bênção chegar, alguém lembrou que em intercessão, quem se propõe interceder por algo, deve estar disposto a ser a resposta de Deus para aquela solução. Uau! O intercessor precisa estar disposto a pagar altos preços no seu ministério. Pois o princípio é também aplicável a mensagem que entregamos como sendo de Deus. Ela é séria, é viável e viva o suficiente para gerar transformação. O provo de Jeremias, seus patrícios, estava vivendo em pecado, desobediência e por palavra do senhor, eles iriam para o cativeiro como juízo e como processo te tratamento  de Deus para corrigir o mau que estava incutido neles. Jeremias, digamos, que fosse um solteiro bonito, com planos de casar com uma linda garota, de boa família ter filhos e filhas etc e tal. Mas Deus precisava dele como modelo e exemplo para o povo ver como as coisas iriam acontecer. Provavelmente nem Jeremias tinha uma noção tão clara de como os fatos aconteceriam. Foi quando o Senhor  falou com ele sobre isso: “Você não vai se casar e nem ter filhos e filhos aqui nessa terra.” Como não?! Porque as coisas aqui saíram do controle e casar e gerar filhos aqui não é coisa boa! Essa festa toda vai acabar e o futuro das famílias aqui é de luto, tristeza, cativeiro e morte. Voce estará sendo o cartão postal dessa nova realidade. Não sei se Jeremias se casou mais tarde, se com alguém do interior, ou do cativeiro, ou remanescente. O registro pessoal que temos dele é que no auge da crise, com a cidade sitiada, fome e muitas mortes e desespero de todos os lados, ele tornou novamente parte da mensagem quando Deus lhe revelou que um de seus primos viria vendar para ele uma propriedade rural e que era para ele comprar e escriturar legalmente, porque aquilo era uma mensagem de Deus, sobre esperança, porque no futuro as pessoas daquela cidade ainda voltariam a comprar e vender propriedades normalmente (Jr 32.6-15). Sempre penso com os meus botões: O quanto estou comprometido com o que prego e ensino! Não tenho muita preocupação com os outros pregam em suas igrejas e ministérios, eu sei que vou prestar contar um dia e por meus atos e trabalho; Deus cobrará de mim, o que confiou a mim. Meus obreiros, os membros e líderes que ajudam no ministério, sabem o que e o quanto eu levo a sério a responsabilidade ministerial. Pregar, fazer uma mensagem, é coisa fácil, qualquer um com um pouco de conhecimento e outro tanto de coragem e ousadia de falar em público, faz tranquilamente. Mas pregar e viver o que se prega e servir de modelo e ser confiável, já é outro detalhe. E francamente, não gosto de animador de auditório. Pregar a palavra de Deus é ministério, é sério e exige responsabilidade. Deus me chamou para apascentar um rebanho e não para entreter bodes! Meu compromisso primário é com a verdade do jeito de Deus! Então preciso me identificar sim com a mensagem que transmito.

Senhor Jesus, o grande pastor das ovelhas, Senhor e mestre, graças de rendemos e o adoramos porque és Deus e quando estiveste aqui na terra, não houve uma só discrepância entre o que o dizias e o que eras e assim permanece até hoje. O “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” ainda permanece firme para nós até hoje. Obrigado, porque não apenas identificaste com a mensagem, mas eras a mensagem; o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória, cheio de graça e de verdade! Graças, Senhor, por me permitir participar de sua vocação e do seu reino. Amém.

Pr Jason

Palavras Comestíveis

Meditação do dia 11/03/2017

Jr 15.16 Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos.

Palavras Comestíveis – Quando se pensa em vida devocional, no sentido de gastar um tempinho diário com a leitura, meditação e aplicação da palavra de Deus na vida e incluindo a adoração, louvor e orações, esse texto de Jeremias, é um clássico. Não se pode ensinar esse tema e não passar por aqui. O hábito de ler a Bíblia é por demais saudável e deve ser incorporado às rotinas do dia a dia de todo cristão. Contudo, o que se pretende, é ir além de uma leitura, ainda que cuidadosa e sistemática. Sabendo que o Espírito Santo é muito criativo e inspirador, a qualquer momento ele tem a liberdade de interromper a nossa concentração e revelar algo novo e muitas das vezes, esse novo, nem é algo tão novo assim, mas ele consegue transformar uma verdade conhecida em um alimento inteiramente novo e dali se descortina novos caminhos que vão abençoar a nossa vida e a de muitos outros. A palavra revelada, torna-se uma palavra “rhema”, ou seja, uma palavra específica para aquela pessoa o suficiente para produzir vida e transformação. Como a Bíblia, como palavra de Deus é nova a cada manhã, tal qual as misericórdias de Deus, assim, de repente a pessoa está vagando pelos campos conhecidos em sua leitura bíblica, quando pinta aquela luz radiante sobre uma verdade, que se torna inteiramente nova e o coração se enche de alegria e entusiasmo; é o que o profeta tá chamando aqui de “achando-se as tuas palavras…” Quando a pessoa acha a palavra, ele a pode simplesmente “guardar” para comer depois, e pode acontecer de depois, ele não a encontrar mais, ela deixar de ser impactante, como foi na hora da revelação. Também pode acontecer, do entusiasmo ser tanto, que ela resolve fazer um “estudo bíblico e aprofundar” e aprofunda tanto, que não consegue mais voltar a superfície, e quando emerge, já misturou tanto a verdade divina revelada com os muitos argumentos teológicos, racionais e etc, que não serve mais ao propósito. A idéia, aqui, é de alguém faminto andando pelo campo e encontra uma fruto madura, deliciosa, nutritiva; o que fazer? Pegar e meter os dentes, comer e saborear vagarosamente, degustando e apreciando. Depois se achar outra, leve para casa, reparta com a família, com os amigos, outros que também apreciem aquele fruto, mas essa é sua, é para o seu deleite. Na hora de revelação então, pare tudo, deixe a leitura de lado, a escrita, a música de fundo, o sermão que estava aprontando, seja lá o que for, largue tudo e se dê ao prazer de comer aquilo que Espírito Santo está lhe dando. Pastores e pregadores, por exemplo, tem a mania de assim que começam a receber uma revelação, já começam a pensar numa pregação sobre aquele tema e aí viajam na maionese e nem prestam atenção ao que lhes está sendo dito. O momento devocional e o da revelação da palavra, tem que ser algo muito pessoal e particular, é entre você e Deus, é intimidade. Se for para futuramente ser compartilhado, que o seja, mas ali, é o tempo de receber e desfrutar. É assim, que a verdade de Deus se torna o gozo e alegria do meu coração…É uma lei natural, ninguém pode dar o que não tem, não se pode tirar de onde não existe, e do menos, não se tira o mais… para produzir crescimento e transformação abençoadora, a pessoa tem que estar em crescimento e transformação abençoadora pessoalmente. Teoria não vale, é estéril, ainda que seja verdade o que se diga, pregue ou ensine, isso não produzirá nos outros aquilo que não produziu em mim. Sementes híbridas não se reproduzem, então verdade de Deus, misturada com argumentação humana, é mero discurso, bonito, empolgante, desafiador, mas estéril. “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida (Jo 6.63).

Querido Espírito Santo, nas tuas mãos e sob o teu cuidado, encomendamos as nossas vidas neste dia. Apreciamos a palavra de Deus, como de fato ela é: Palavra de Deus, viva, eficaz e poderosa para transformar nossas vidas e nossas práticas. Aceitamos nos alimentar dela nesse dia e receber as instruções disponíveis a nos nesse dia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Vem as Tragédias

Meditação do dia 10/03/2017

 Jr 14.12Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e ofertas de alimentos, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste.

 Quando vem as tragédias – Quando observamos o Deus de Israel, o mesmo da aliança com Abraão, Isaque e Jacó tomando uma atitude dura e punitiva contra o seu próprio povo eleito, ficamos pensando nas razões. É fato, que temos memória curta, afinal, lembramos bem dos fatos e atos que presenciamos, tomamos conhecimento de fatos históricos anteriores a nós e não aceitamos nada daquilo como sendo responsabilidade de nossa linhagem e com consequências para nós e as próximas gerações. Tendemos a ver os acontecimentos da nação como sendo “coisas da nação” e eu nada tenho a ver com isso; mas na prática não é bem assim! A vida não funciona assim, e pelo fato de sermos ignorantes quanto a isso não livra a nossa cara das responsabilidades. Deus não tem problemas de memória e muito menos de fazer justiça e aplicar as recompensas já estabelecidas na aliança; isso não tem à ver com fator tempo, já passou, ficou no passado, foi problema daquela época, daquelas pessoas. Não, não é! Em Dt 30.19,20 o princípio estabelecido ali é inalterável: Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.” 1. Céus e terra foram tomados como testemunhas contra o povo. 2. Deus propõe vida e morte, bênção e maldição. 3. Deus dá uma dica de qual seria a melhor escolha. 4. Deus esclarece as condições para o sucesso. O povo fez tudo errado, em vez de amar a Deus, amaram a idolatria, feitiçaria e a si mesmos. Em vez de dar ouvidos a sua voz, ouviram profetas falsos, mensagens falsas e rejeitaram a verdade. No lugar de aproximarem-se de Deus, se afastaram, desviaram-se, ignoraram a presença do Deus onipresente e de tudo o que dizia respeito a ele e ao culto. Para Deus exercer o seu legítimo direito de juízo, não era nada complicado; ele apenas invocou as suas testemunhas da aliança – os céus e a terra. O céu reteve as chuvas, a neve, a neblina, a garoa e a brisa, a terra acolheu a parceria e as águas sumiram dos rios, riachos, açudes, poços, reservatórios e a vegetação, os cereais e toda produtividade alimentícia foi cortada; pronto! Veja bem, o pecado foi das pessoas, das autoridades, dos governos; mas as consequências afetaram indistintamente homens, animais, vegetais, clima, ecossistemas e biodiversidades. Quando a crise se agravou, as pessoas acordaram e como elas viam a situação como circunstancial, momentânea e localizada, também se propuseram a produzir soluções circunstanciais, momentâneas e localizadas. Quando abate uma calamidade ou tragédia, o olhar e a atenção de todos, principalmente dos formadores de opinião se voltam para o fato presente e localizado e mais especificamente sobre o drama das “vitimas inocentes.” É se mostra as pessoas piedosas, orando, jejuando, fazendo vigílias, se flagelando, se penitenciando e tudo indica que são de fato pessoas humildes, devotas, piedosas, bondosas, caridosas que se importam com os mais carentes e etc. Só que Deus não embarca nessa canoa furada. Isso aqui mostrado por Deus a Jeremias é o reverso da conversa entre Deus e o rei Salomão: E o Senhor apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício. Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra (2 Cr 7.12-14). Para mim está claro que: 1. Deus ouve as orações; 2. Deus escolhe o culto que lhe agrada; 3. Ele abra e fecha os céus a seu querer; 4. Ele dispõe de calamidades fatíveis à vontade; 5. O seu povo tem as chaves para reverter tais quadros.

Senhor, independente da minha opinião, gosto e preferencia, o Senhor continua sendo Deus exaltado, Todo-Poderoso, nas céus e na terra. O culto ao Senhor não é o dá minha preferencia, mas o que lhe agrada e como determinas; atos religiosos maquiados de piedade não são suficientes, pois o Senhor olha para o coração e não se leva para aparências. O Senhor continuará sendo piedoso e misericordioso e acessível aos teus filhos na sala do trono, pela graça de Jesus Cristo. Em nome dele que oramos pedindo graça e compreensão para viver a verdade de verdade. Em nome de Jesus, o filho amado. Amém.

Pr Jason

Apertem os Cintos

Meditação do dia 09/03/2017

 Jr 13.11Porque, como o cinto está pegado aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel, e toda a casa de Judá, diz o Senhor, para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória; mas não deram ouvidos.

 Apertem os cintos – Didática, certamente já ouviu falar essa palavra. Duas definições: 1. Arte de transmitir conhecimentos; técnica de ensinar. 2. Parte da pedagogia que trata dos preceitos científicos que orientam a atividade educativa de modo a torná-la mais eficiente. Noto que Deus entende muito dessa arte de ensinar e utiliza meios e ilustrações as vezes nada convencional para ensinar algo que aos nossos olhos poderia ser feito de modo mais simples, prático e econômico. Lendo os versos iniciais desse texto me deparei com algo bastante curioso, mas não incomum, na forma como Deus trata com os homens. Inicialmente ele faz uso de elementos simples e ao mesmo tempo, sabendo o quadro todo, ele só vai revelando as coisas passo a passo. Nós, humanos, somos muito apressados e queremos muito antever o futuro e não valorizamos muito o aprender em compasso de crescimento, ou seja, gostamos muito de queimar ou pular etapas. O processo de crescimento e desenvolvimento exige experiências que só se adquire andando junto com o mestre ou mentor. Deus mandou Jeremias comprar um cinto e colocar na cintura, mas não lavá-lo ou molhá-lo e ele o fez, nada de estranho ou anormal nisso. Depois desse primeiro passo, o profeta é orientado novamente a fazer uma viagem internacional, até o Eufrates, (Hoje seria digamos de Jerusalém à Bagdá) em linha reta, cerca de 1.045 km. Para esconder o cinto entre algumas rochas. Ele foi e fez isso e voltou para casa. Algum tempo mais tarde, ele recebe nova palavra de Deus, vai lá onde escondeste o cinto e pega-o e lá vai o profeta e lá chegando encontra o cinto todo apodrecido pela umidade, sol, chuva e outros fatores. Foi então que Deus fez a aplicação moral de todo aquele processo didático que provavelmente até ali Jeremias não entendia nada; Todas aquelas viagens longas, cansativas, dispendiosas e um cinto apodrecido, para dizer que a soberba daquela nação seria destruída, apodrecida. Tudo isso não poderia ser dito em poucas palavras e ilustrado por enterrar o cinto no fundo do quintal, ou no barranco de um dos muitos riachos das proximidades? Isso me fez pensar, no porque Deus levou todo esse tempo e recursos para tão pouco. Tão pouco nada! O lugar do castigo e da disciplina da nação, também seria lá na babilônia, perto do Rio Eufrates. O povo faria aquela mesma rota e ali em terras estrangeiras, seriam disciplinados. Deus diz que assim como o cinto está ligado ao nosso corpo, cingindo, assim ele se apegou a nós, em aliança, para sermos exclusividade dele, glória e louvor para o seu nome. Mas o povo não queria saber disso, nada de comunhão, de intimidade e proximidade. E nós?

 

Senhor, mantenha-me com um coração ensinável e confiante de que tens o melhor para o reino e não necessariamente para minha satisfação. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Está Preparado Para Vencer?

Meditação do dia 08/03/2017

 Jr 12.5Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do Jordão?

 Está Preparado Para Vencer?  – Li recentemente que ninguém planeja fracassar, mas que fracassamos por não planejar. Isso mexe comigo, “pero no mucho,” isso é, essencialmente eu sou brasileiro, de sangue latino e pelo que sei temos mais de quinhentos anos de fazer as coisas de forma mais informal. Culturalmente, não ficamos preso a uma agenda rígida, como por exemplo, os americanos, que tem todos os minutos e horas agendados e todas as tarefas catalogadas minunciosamente. Estudamos, aprendemos a lidar com pontualidade, a agenda, as anotações, compromissos e tudo que todos fazemos diariamente. De cara, você pode estar me achando relaxado; mas não é bem assim, mas estou falando de um quadro macro cultural. Com a globalização, mundo empresarial influenciando a vida de todos, e etc. há planejamento e organização por toda parte, mas sempre “à brasileira.” Com exceção das igrejas conservadoras, o culto e a liturgia no Brasil é muito informal e o que acontece de improviso, não incomoda muita gente. Agora vamos ao que interessa: Todos queremos vencer, prevalecer, ser bem sucedido e obter bons resultados e é isso mesmo que se deve esperar. A vida de cada um de nós tem seus próprios desafios e caba a cada um se preparar para dar o seu melhor e obter certamente os melhores resultados. A vida, não é um concurso, uma corrida oficial, onde todos competem, mas só pode haver um vencedor ou raramente um empate tão preciso que não tenha como definir um vencedor só. Na vida, todos podem conseguir sucesso, vitória e todos podem levantar troféus. Até mesmo na palavra de Deus temos citações de comparação tal qual estou falando aqui. Por exemplo: Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível (I Co 9.24,25). Os contemporâneos de Paulo corriam nos estádios gregos e um vencedor levava um cora de folhas de louro, mas ele disse na vida cristã, todos que vencem alcançam o prêmio prometido por Deus. Em Cristo, todos que lutam e vencem serão recompensados proporcional e regiamente. O que Jeremias questiona, por palavra do Senhor, é que tem gente querendo vencer, mas não se dá ao trabalho de se preparar. Em bom português esportivo brasileiro: “Se você não é páreo para Usain Bolt nos cem metros rasos, como acha que correndo á pé, você vencerá os cavalos do Grande Prêmio Brasil, no hipódromo?” Se não conseguimos ganhar aquela corrida entre funcionários da empresa ou a corrida para amadores no dia do trabalho na nossa cidade, porque estou dizendo que vou ganhar a São Silvestre em 31 de dezembro? Jeremias apertou mais: Se me sinto confiante e seguro só porque vivo num lugar pacífico, sem violência, sem competitividade e num lugar considerado pacato, devagar quase parando, o que acontecerá se o quadro mudar radicalmente? Se dentro da sua igreja local, do ministério de sua denominação ou algo parecido, você não é vencedor, não é destaque, não é inovador, não serve de referencia, então como quer transformar o mundo? A chave para vencer com os correm a pé, vencer os que vão à cavalo e atropelar qualquer outro adversário, não pode estar em nós mesmos, mas em Deus, e para essa chave funcionar, precisamos morrer para nós mesmos e dia a dia levar a cruz que assumimos no início do discipulado. Só Deus pode vencer qualquer adversário, incluindo a mim mesmo! Todo filho de Deus pode vencer e prevalecer dentro daquilo que é a vontade e plano de Deus para ele, mas isso exige preparo e dedicação. Quer vencer? É possível! Está disposto a se preparar? É aqui que a sua vitória começa!

Senhor meu Deus, obrigado por nos tornar mais que vencedores em Cristo Jesus.  És conhecido como o Senhor dos Exércitos, aquele que não perde uma única batalha. Sabemos disso, reconhecemos isso e o adoramos por isso. Jesus veio a esse mundo e se preparou para vencer e venceu, e prometeu que venceríamos com ele e essa promessa é tão verdadeira quanto todas as demais. Com a ajuda do teu Espírito, poderei vencer a cada dia e a cada desafio. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Palavras da Aliança

Meditação do dia 07/03/2017

 Jr 11.2 Ouvi as palavras desta aliança, e falai aos homens de Judá, e aos habitantes de Jerusalém.

 As Palavras da Aliança – Tenho pensado mais sobre a vida de aliança com Deus, especialmente sobre a extensão delas. Já estamos vivendo no século 21 depois de Cristo e a aliança original foi estabelecida entre Deus e Abraão, bem mais de outros 21 séculos. Mas tempo não é a razão disso, mas o que originalmente foi acertado entre o Senhor Deus e Abraão, que se tornou o nosso representante. A atitude de obediência do patriarca, homologou os termos do acordo, passando assim a ter efeito eterno, mas claro, condicionado sempre a obediência a Deus e sua aliança. E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz (Gn 22.18). O que gostaria de frisar hoje, nessa meditação, é que “o acordo” entre Deus e Abraão, foi celebrado em atos de fé da parte humana, pois ele estava no início de sua caminhada de fé e não havia tantas revelações de Deus, como o temos hoje. Nem mesmo documentos escritos, em termos de Escrituras Sagradas, que normatizassem o pacto. Deus disse, Abraão ouviu, acatou e colocou em prática, passando a viver e ensinar aos seus descendentes aquilo que ele tinha no coração. Se fosse para colocar em papel, os termos do acordo, não dariam nem mesmo uma página, como costumamos escrever. Abraão conseguiu viver aquilo, passar para as próximas gerações e eles passaram para outras e outras gerações. Acompanhado a história hebraica, sabemos que tiveram muitos períodos de incredulidade, dureza de coração e desvios dos caminhos do Senhor e em todas essas situações, o juízo esteve presente. O prejuízo era enorme e os danos incalculáveis. Essa mesma aliança, foi feita em novos termos e garantias ainda maiores através da vida e obra de Cristo. Na noite em que ele haveria de ser preso, ele celebrou a sua última páscoa e instituiu a Ceia, que até hoje celebramos na igreja, em substituição à páscoa judaica. Na nova Aliança, Jesus é o fiador a nosso favor. Mas, a graça e a bondade divina revelada em tamanha abundancia para com a igreja, não torna menos responsável a nossa parte, e nossa obediência. Ainda somos os filhos e os herdeiros das promessas feitas à Abraão, e as condições ainda são as mesmas. Não é só sermos fiéis e fazer a nossa parte individualmente, pois ensinar os termos da aliança e levar nossos filhos e gerações a também ratificarem em suas vidas esses mesmos termos. Vejo muitas pessoas fiéis e bons cristãos, mas que são pais lerdos e irresponsáveis com o cuidado espiritual com seus filhos e na sua maioria terceirizando para a igreja a sua responsabilidade na aliança. Estude o seu caso, não ceda a essa modalidade moderna de fazer as coisas. É uma aliança, passada de geração para geração, então é de pais para filhos….

Obrigado, pela aliança eterna entre o Senhor e nós. Conceda-me a graça de viver plenamente essa aliança e cumprir cada uma de suas etapas. Desejo também ver esses resultados na vida da minha geração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus na Direção

Meditação do dia 06/03/2017

 Jr 10.23 Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha o dirigir os seus passos.

 Deus na direção – Em sua vaidade pessoal o homem faz declarações e age como se ele realmente tivesse o controle de sua existência e determinasse por si mesmo o curso de sua história. Sabemos que isso é verdade, digamos, até a página 3, depois não mais. Entendemos pelas Escrituras, que fomos criados por um ato soberano e amoroso da parte de Deus. Sabemos que o potencial humano é muito elevado, por ser criado à imagem e semelhança de Deus. Fomos presenteados com inteligência, competência e diversos atributos fenomenais, incluído até a liberdade. Podemos exercitar nossa criatividade, desenvolver conceitos e valores e aplicar isso para o desenvolvimento e progresso que beneficia a todos. Somos gratos pela engenhosidade de pessoas que facilitaram muito as nossas vidas; cada um com um dom e uma paixão se dedica e chegam a resultados muito satisfatórios que nos colocam condições privilegiadas. Também, nunca estamos plenamente satisfeitos, e é isso que produz desenvolvimento e novas descobertas e soluções, pois alguém está sempre pensando em como fazer algo melhor à partir do que já existe atualmente. Enfim, parabéns a nós, raça humana. Por outro lado, nem tudo são flores! Mas não vamos entrar nisso agora, queremos apenas desfrutar da sabedoria divina, disponível nas Escrituras para crescermos ainda mais. Quem leva uma vida piedosa, com verdadeira relevância aos valores divinos, entende que o seu caminho está sob os cuidados de Deus; nem vou pensar aqui, se está predeterminado ou se fazemos as escolhas ou se é um pouco de cada um. É ponto pacífico, que Deus está no controle de nossas vidas e é isso que nos permite descansar e renovar nossas forças para mais um dia de lutas e desafios. Fomos colocados aqui para um propósito e sob os cuidados paternais de Deus, que nos guia e supre diariamente, vamos alcançando novos horizontes e a cada nova curva do caminho, também muda a nossa visão. Com tantas variáveis a serem levadas em conta, e com tantos riscos, é muito sábio passar a direção para quem realmente sabe das coisas. É aqui, que verdades eternas se tornam ferramentas importantes, como: Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará (Sl 37.3-5). Outra citação que me faz muito bem e recomendo para que incorpore em sua vida devocional é a de Provérbios 3. 5,6: Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.Com o Senhor no comando as coisas serão mais suaves.

Obrigado, Senhor, pela oportunidade de ter alguém tão sábio para dirigir os meus passos e me ajudar a tomar decisões importantes. Reconheço a ti como a fonte de sabedoria que me guiará diariamente por pastos verdejantes e águas tranquilas, mesmo em meio a turbulências e dias difíceis. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Motivos Para se Gabar

Meditação do dia 05/03/2017

 Jr 9.22 Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.”

 Motivos para se gabar – A bem da verdade, ninguém gosta muito de quem vive gabando de seus próprios feitos. Parece que Deus também não é muito chegado nesse tipo de atitude nas pessoas. Todos apreciamos as boas qualidades e os feitos heroicos ou os esforços de grandes proporções para realizar um bem, especialmente em favor de muitos e melhor ainda se for em defesa de menos favorecidos. No caso do nosso texto, é um quadro de tristeza e lamentação a condição que aquela nação vivia e não era culpa apenas das autoridades, mas todos estavam envolvidos em práticas nocivas e pecaminosas, que contrariavam a revelação divina para eles. O caos estava estabelecido, a ruína estava logo ali à frente, com previsão de escravidão, mortes, exílio, destruição de propriedades tanto sagradas quanto públicas e particulares. O culto já era abaixo do esperado por Deus, já que a vida das pessoas estavam muito aquém do razoável. De que valeria a sabedoria do sábio, a força física do forte ou a riqueza do rico, se esses recursos não tinham utilidade para melhorar a vida de todos como nação? Ter alguém sábio instruindo e aconselhando as melhores decisões a serem tomadas, mas não sendo levado à sério e menosprezado o seu serviço em detrimento do prazer e do lucro pessoal, se torna inútil. Nem força bruta, nem recursos financeiros ajudariam quando o foco das atenções está no lugar errado. Isso pode ser visto ainda hoje, em diversos níveis, pessoais, familiares, públicos como cidades, estados e nações, instituições e etc. A situação chega a um nível de desencaminhamento tão grande, que boas soluções não bastam, recursos e ajuda pessoa fracassam, porque as questões se tratam de valores, de moral, de ética e acima de tudo, de atitude de fazer o que é certo e retomar o caminho da restauração. Um exemplo muito típico próximo da realidade de todos os brasileiros é a nossa Previdencia Social: Quem não sabe que ela gasta mais do arrecada? Quem não sabe que está inviável administrativamente? Quem não sabe que já passou da hora de rever os conceitos senão não sobrará nada para ninguém, em curto espaço de tempo? Agora quem aceita mudar? Vemos famílias em nossas comunidades indo ao desastre, mas querem manter a pose, o status e dizer que “tá tudo bem!” Isso pode ser ser aplicado à qualquer instancia que você quiser. Quer se gabar, se gloriar de alguma coisa? Por que não? Nem chega ser pecado, Deus mesmo disse que pode: Conhecer a Deus, estar ciente e consciente de seu senhorio e entender suas ações de justiça, bondade, juízo no trato com todos. Quantos de fato conhecem a Deus? Quantos entendem o proceder do Senhor? Quanto se submetem ao senhorio dele reverentemente? Se você responde sim a essas questões mínimas, você é o cara, tá com a bola toda!

Pai, graças de damos por termos um privilégio de sermos chamados teus filhos e receber ajuda e instruções do teu santo Espírito; Nada temos de nós mesmo e nada podemos por nós mesmos; somos necessitados de tua graça e bondade todos os dias e para todas as coisas, até para fazer algum bem. Sustenta-nos perto de ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason