Sua Misericórdia Dura Para Sempre

Meditação do dia 16/10/2016

Sl 136.18 “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre..

 Sua Misericórdia dura para sempre – Me ponho a imaginar como deveria ser lindo assistir ao vivo uma grande congregação cantando em coro e com diferentes vozes um cântico como esse. Uma canção de louvor e adoração a Deus, para ser entoado em celebrações coletivas nacionais e cuja letra vai traduzindo os diversos aspectos da fé daquele povo. A cada verso, uma citação importante sobre  um tema, que vai desde a confissão de fé no Deus único e criador, fazendo questão de pontificar itens da criação, reafirmando a autoria divina incontestável na teologia judaica. Mas não fica apenas nas questões de fé, culto e devoção, mas a própria história deles como nação, desde o surgimento e a grande façanha da identidade nacional, que foi a libertação do povo do sistema opressor que viviam no Egito. Para eles, ali está o soerguimento da nação com raízes na poderosa obra de Deus para confirma-los como um povo especial, aceito e predileto de Deus, coisa que eles fazem questão de cantar em versos e prosas desde então e até hoje e com certeza pela eternidade à frente. Cantar a Deus sobre Deus, firmando a sua existência e confirmando uma identidade muito forte, marcante e determinante de que ainda que eu seja uma pessoa só, um indivíduo, mas eu tenho uma história, pertenço a um povo, a um lugar, com um propósito e uma finalidade, torna a vida muito mais significativa e rica. Há um provérbio dito popularmente, mas com uma verdade central muito importante, afirmando que: “Quem não sabe para onde vai, não sabe se chegou!” Se um pessoa não tem um senso de direção de vida, de onde partiu, que direção tomar e onde necessita de correção de rota, é aceitável, que haja um nível elevado de confusão, frustração e desânimo, porque não há sentido nas ações e atitudes e muito menos realização presente ou futura que sirva de orientação e motivação. Enquanto muitos de nós tivemos um encontro transformador com Deus em uma etapa de nossa vida e dali em diante temos um propósito e um sentido de direção, imagine como é alguém que já nasce dentro de um contexto completo, com início, meio e fim para sua identidade pessoal, familiar, cultural, social, religiosa e espiritual com vista à eternidade? Quando cantam sobre gratidão ao Senhor porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre, não apenas palavras de uma canção religiosa, mas estão cantando suas vidas e sua identidade. O cristianismo, ainda é visto, pregado e crido em grande parte apenas como uma religião, até mesmo variante do judaísmo e muito pouco visto como um reino sendo implantado e com proporções eternas e abrangência muito além de ir em um templo e cantar alguma coisa e praticar certos rituais cerimonias descritos na Bíblia. Que a graça de Deus traga mais e mais iluminação sobre nossos corações e mentes, para experimentarmos de fato, as realidades que custaram tamanho sacrifício, como o de Cristo na cruz.

Senhor Deus e Pai, o idealizador de todas as coisas para todos os propósitos, que bom que podemos confiar em ti e descansarmos na capacidade do Senhor em sustentar a nossa vida e fazer com que a nossa história tenha sentido e significado. Sou grato pela identidade de filho e servo de um reino inabalável, acima das imaginações humanas, e que dará a cada de nós o sentido e a dignidade de fazer parte de algo muito maior do nós e muito além de nossa vida e existência. Obrigado pela revelação da tua misericórdia que dura para sempre e está presente em cada coração dos teus filhos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Mal Latente da Idolatria

Meditação do dia 15/10/2016

Sl 135.18 “Como eles se tornam  os que os fazem, e todos os que neles confiam.

 O mal latente da idolatria – Nossa teologia cristã assevera a existência de um único Deus verdadeiro, o Criador de todas as coisas; que definimos, assim puder ser dito, como sendo um Espírito Pessoal perfeitamente bom, que em santo amor criou, sustenta, governa e dirige tudo. As Escrituras Sagradas do Cristianismo, que é também praticamente a mesma do Judaísmo, com exceção do Novo Testamento, que os Judeus não consideram. Ambos os grupos não reconhecem a existência de outro ou outros deuses, senão esses fictícios, obra da imaginação humana e que na antiguidade povoava a crendice dos povos e mantinha-os sob superstições e cultos bizarros até com sacrifício humano. No nosso Novo testamento, o apóstolo Paulo diz que deuses ou ídolos não existem de verdade, e os cultos e oferendas a eles dedicados, são na verdade encaminhados, ou melhor é desencaminhado para servir de culto ao Diabo, que é um excelente enganador. Na verdade, a idolatria se fundamenta no anseio da alma humana em adorar; o homem foi criado para adorar a Deus e servi-lo. Diante de uma atitude de rebeldia e afastamento da comunhão com o verdadeiro Deus, incapaz de discernimento e percepção espiritual, o ser humano em seu estado original decaído, procura satisfazer essa necessidade adorando qualquer coisa, desde si mesmo, até ídolos pessoais concretos e abstratos, que vão desde pessoas que admira, como familiares, esposa(o), filhos, artistas e famosos, ou outras formas, como o trabalho, a carreira, a fama, o dinheiro, a posição social, até entrar nos artigos religiosos, que vão de gurus, até espíritos e entidades, anjos, seres místicos e até deuses. O Salmo em apreço hoje, diz que as nações em torno de Israel, na época, tinham seus vários deuses, e todos com representações artísticas materiais como estátuas, santuários, altares e sacerdotes e seus rituais. Mas os deuses em si, eram aquilo mesmo, uma estátua inerte, com boca que não fala, nariz que não respira e nem cheira, mãos que não pegam e não fazem nada, pés que não andam e nem lhes dão firmeza e precisam ser servidos e carregados por seus adoradores. É vendo isso, com olhos espirituais iluminados pela revelação do Espírito Santo, que se percebe a fraude e o que na verdade acontece por trás dos bastidores. Tanto quem faz e fabrica, quanto quem serve e adora, se identificam pela comunhão espiritual e se tornam unidade. O adorador de Deus, do Deus verdadeiro, se torna um com ele, é isso que a Palavra ensina “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (I Co 6.17). Da mesma forma, que serve e adora um ídolo vazio e incapaz, ao se identificar com ele também se torna como ele, incompetente, vazio, espiritualmente cego, surdo, mudo e inoperante. Porque será que o Diabo investiria tanto em manter as pessoas envolvidas até ao pescoço num culto falso, se isso não oferecesse qualquer risco para a alma e a eternidade dessa pessoa? Quanto mais longe uma alma puder ficar da luz de Deus, mais próximo ele se encontra de atingir seus objetivos de roubar, matar e destruir aquilo que Deus mais ama, a ponto de dar o seu único filho para morrer em substituição aos pecadores. Toda idolatria é perigosa! Seja cristã, pagã, espiritualista, animista, gospel e até tribal. Podem vir disfarçadas, brilhantes e reluzentes, mas ainda é idolatria.

Senhor, mantenha os nossos olhos espirituais abertos e sensíveis a luz do Evangelho de Cristo. Livra os nossos corações de serem assediados e conquistados por quaisquer que sejam as fontes de concorrência com o culto ao verdadeiro Deus. Reconhecemos a ti somente como único Deus verdadeiro, a quem amamos e a quem prestamos culto. Pedimos sabedoria espiritual ao Espírito Santo para nos guiar a toda a verdade e assim não nos desviarmos dos conceitos de culto e adoração e nem nos afastarmos de ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bendizei ao Senhor

Meditação do dia 14/10/2016

Sl 134.1 “Bendizei ao Senhor, vós todos, servos do Senhor, que assistis na Casa do Senhor, nas horas da noite;

 Bendizei ao Senhor – Uma das formas de tirar melhor proveito da leitura e meditação bíblica, é a compreensão mais clara possível do sentido das palavras, termos e expressões. Familiarizamos com o linguajar evangélico, que faz muito uso de palavras e expressões, que significam muito, mas que na prática, são utilizados porque fazem parte de uma linguagem tribal, ou seja, todos os evangélicos, normalmente falam assim, então compreendemos, mas nem sempre entendemos. O idioma “crentês” fala muito e diz pouco, se não nos interessarmos de fato pela compreensão exata do que estamos lendo ou falando; também espero moderação nesse sentido, os extremos, todos são perigosos. Quando um autor sagrado usa um imperativo nos convocando para uma ação de adoração e louvor a Deus, ele espera que o façamos porque é culto a Deus, deve estar inserido no contexto da vida diária de cada adorador e não necessariamente, iremos fazer porque está sendo ordenado, requerido ou cobrado. Assim, hoje, aparece de início a expressão “bendizei ao Senhor” que não é uma novidade e nem tampouco é algo inédito, que precisaríamos de instruções mais minuciosas para praticar como é esperado. Só de olhar na grafia da palavra já vemos que é dizer bem, falar bem. Mas podemos ir mais profundo e simples do que essa simples observação gramatical. No português do dia a dia, fora dos círculos igrejeiros, pouco se usa tal expressão pois a maioria de nós se sente mais à vontade ao usar outra expressão: “Falar bem” – Por que falar bem de alguém? Por diversas razões, ou por uma razão que seja. Quando se trata de pessoas do nosso relacionamento, como familiares, amigos, vizinhos, irmãos na fé, colegas de escola ou de trabalho, chefes, líderes etc, é aconselhável não falar nada a respeito delas, do que falar mal; se não tem nada de bom para dizer, não digamos nada, assim evitamos o pecado da língua e da difamação ou no mínimo, não somos negativos. Mas quando estamos nos referindo a Deus, como é o convite do salmo, porque eu falaria bem de Deus? Por que você falaria bem de Deus? Agora sim, temos muitos e muitos motivos, razões e circunstancias que nos conduzem a uma devoção e gratidão a ponto de além de amá-lo, orar a Ele, cantar para Ele, em tudo e isso e muito mais, falar bem. Não consigo imaginar uma única situação em que justificaria não falar bem de Deus. Ele é santo, justo, fiel, abençoador, presente, generoso, perdoador, salvador, sabe tudo, pode tudo, gosta de mim, se importa comigo, fica do meu lado quando ninguém mais pode ou sabe o que fazer. Como não falar bem de uma pessoa assim? Poderíamos até dizer que Deus é TUDO para nós, mas esse TUDO, acaba não dizendo muito ou até mesmo NADA! A questão é, quais são as palavras elogiosas, bonitas e que expressam o que penso, sinto e acredito? Como escrevi no início, podemos orar e citar verdades e doutrinas que são ortodoxas, verdadeiras, porque estão na Bíblia, o pastor da igreja fala, os cristãos acreditam nisso, sempre ouvi isso, mas no fundo isso não é MEU, nem sei de verdade o isso significa. Assim tecer altos elogios a Deus, usar palavras difíceis, linguagem rebuscada, mas que não expressam minha verdadeira fé e meu verdadeiro relacionamento, isso não faz sentido. Os casais, após anos de vida comum, sabem o como expressar-se de forma que o outro entenda e se isso sair da linha, o outro já sabe que ou não foi ela que disse, ou há outras razões por trás, pois essa não é a maneira habitual dele(a) e não tem seus traços ali. Será que Deus não sabe também, qual a forma de cada um de seus filhos dizer de forma autêntica uma expressão de louvor, gratidão e reconhecimento a Ele? Claro que sabe, afinal, Ele sabe TUDO! Então, “Bendito seja Deus!” ou “Valeu, Paizão!”

Obrigado Pai, porque não existe ninguém comparável ao Senhor, em cima no céu, em baixo na terra e nem em qualquer outro lugar! O Senhor é simplesmente o melhor, o maior, antes de ti não houve, hoje não há e nunca haverá qualquer ser que se compare a ti. Eu te adoro, porque o Senhor é Deus, e independente das bênçãos e favores que tem dado a mim, continuas sendo Deus e digno de toda adoração e todo o louvor. Gosto da maneira como o Senhor faz as coisas e de como se importa com cada um de seus filhos, cuidando generosa e amorosamente de todos nós. Por tudo isso, muito obrigado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

União, Unção, Orvalho e Bênção

Meditação do dia 13/10/2016

Sl 133.1 “O Senhor jurou a Davi, com firme juramento e dele não se apartará: Um rebento da tua carne farei subir para o teu trono.

 União, Unção, Orvalho e Bênção – O Salmo trinta e três é muito citado nos meios cristãos, pela expressão da importância da união entre a fraternidade cristã. Viver em união, certamente é um fator de progresso, produtividade e prosperidade. Fazer as coisas com o consenso é uma das coisas que torna possíveis os grandes desafios da vida. Entendemos e aceitamos muito bem, que nunca fomos a maioria, nem a unanimidade, ao contrário, mas esse é o nosso papel, o nosso lugar e o nosso legado. Israel, como povo de Deus jamais foi mais numeroso que a maioria de seus vizinhos, nações e reinos, com os quais teve que conviver e até medir forças; mas sempre prevaleceu. Impérios de poderio mundiais, como o Egípcio, o Assírio, o Babilonico, o Medo-Persa, o Grego, o Romano, Otomano, todos passaram e lá está o bichinho de Jacó, firme e forte; já prevaleceram modernamente contra os nazistas e superará o anticristo e seu governo maligno. A igreja, como novo Israel de Deus, já sofreu toda sorte de perseguição e massacre e as tentativas de extermínio foram incontáveis, mas as portas do inferno não prevalecerão contra ela, porque foi Cristo que a estabeleceu. Nossa vocação, segundo o próprio Senhor Jesus é ser sal e luz, e nenhum desses elementos precisam sobrepor materialmente ao seu ambiente, mas influenciarão sempre e prevalecerão. O chamado ao discipulado, foi dito pelo mestre, que seriam jogados como cordeiros ao meio de lobos e mesmo assim, os lobos dançam e os cordeiros seguem firme nas pisadas do autêntico “Cordeiro de Deus” que tira o pecado do mundo. Não precisamos ser a maior fatia, nem termos o apoio do mundo e o favor dos poderosos, precisamos sim, ser fieis àquele que nos chamou e fazer com excelência a missão que é nossa. Graça e suficiência necessárias nunca faltarão. Nossa união e unidade não está baseado em conceitos e valores mentais e intelectuais humanos, ou acordos e convenções, mas uma aliança eterna, cravada no coração, no mais íntimo do nosso ser, garantida pelo sacrifício de Cristo. Não precisamos e nem podemos entrar em unidade, pois, a verdade é que já nascemos nela, como disse o pastor Jonas Neves, na abertura da Assembléia Geral em Águas de Lindóia SP em 2013. Comparado a esse fator é a unção sacerdotal, que Moisés fez, ungindo a Arão, seu irmão, como o primeiro Sumo Sacerdote do culto judaico; Por herança ministerial, aquela unção passaria para suas gerações, para servirem a Deus. O poeta lembrou também que o orvalho vindo das bandas do Monte  Hermom, nas nevadas que se transformavam em correntes de águas límpidas e cristalinas que irrigavam os vales e os tornavam produtivos e ainda refrescava até no Monte Sião, na cidade santa de Jerusalém, onde para eles era o lugar da bênção e do favor de Deus. Ali era onde a vida e a bênção de Deus era ordenada, na concepção de fé deles. Todas essas coisas nos levam a meditar e desejar viver dentro dos limites da bênção e do favor de Deus e para isso precisamos nos esforçar por preservar a paz e a harmonia em todos os níveis de relacionamentos. A paz e a união começam no coração de cada um de todos nós.

Senhor, nos dependemos de ti para que os nossos corações se confirmem na graça e na paz do Senhor, que excede todo o entendimento. Queremos e precisamos viver a unidade que há no corpo de Cristo, pois nele fomos batizados e inseridos quando nascidos de novo pela obra de Cristo no Calvário. Ordena, ó Senhor a tua vida e a tua bênção sobre nós e sobre o povo do Senhor em toda a face da terra. Conceda-nos a graça do discernir o valor de pertencer ao Corpo de Cristo e assim experimentar o poder da união e da graça, para sermos tudo aquilo para o qual fomos alcançados para sermos. Cada um e todos juntos, sendo sal e luz, vida e paz disponíveis aos sedentos e famintos desta vida abundante, que ofereces. Oramos em Nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Promessa

Meditação do dia 12/10/2016

Sl 132.11 “O Senhor jurou a Davi, com firme juramento e dele não se apartará: Um rebento da tua carne farei subir para o teu trono.

 Uma promessa – Sou muito interessando em tudo que a Bíblia diz sobre família, gerações, herança familiar, promessas e tudo que diz respeito a esses temas. Deus também valoriza esses assuntos, tanto é que na Bíblia há abundancia de citações e todas muito importantes. Nós somos muito limitados quanto ao tempo e ao espaço e a não ser pela fé, não conseguimos divisar muita coisa à nossa frente; não temos nem muitas garantias que estaremos aqui no dia de amanhã, por outro lado, também não temos garantias que não estaremos e a sabedoria divina  nos ensina a viver com produtividade e excelência cada um desses dias, prontos para comparecer ao “Escritório Central” e prestar contas. Mas há evidencias de coisas que ultrapassam esse senso comum, da finitude humana, como no caso desse texto nosso de hoje, onde se menciona uma promessa pessoal de Deus com juramento a Davi, sobre a posteridade dele, por tempos eternos. Entendemos que além de uma genealogia que se prolongaria por muitas gerações, também a mensagem profética, dizia respeito a um descendente em específico, que herdaria o trono sem passa-lo jamais para qualquer outra pessoa, pois ele é eterno e até mesmo declarado pelo profeta Isaías, como “Pai da Eternidade” (Is 9.6), que é ninguém mais e ninguém menos que Jesus Cristo. A expressão do verso de hoje, se refere a Jesus como “rebento de tua carne” – uma expressão emprestada, digamos da botânica, que significa um “Broto que nasce da árvore” e que tem capacidade de se tornar uma muda e uma nova planta da mesma espécie. Com isso também concorda Isaías no capítulo 53 quando se refere ao ministério e ao sofrimento do Messias: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo mas nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Is 53.2). Esse mesmo Senhor Jesus é chamado de “raiz de Jessé” que era o pai do rei Davi. É muito maravilhoso um homem mortal, receber uma promessa de Deus sobre seus descendentes, para um tempo futuro muito longínquo e com garantias de cuidados para que tudo aconteça. Todos nós vivemos num contexto de gerações, somos a sequencia de gerações anteriores e a realidade presente de gerações que precisarão surgirem e se estabelecerem para tomarem posse e viver as promessas dadas aos antepassados. Assim como construímos sobre bases que nossos pais edificaram, precisamos estabilizar e dar condições viáveis para as próximas gerações. Quem não poder mais ter gerações biológicas, deve se engajar em projetos que permitam filhos espirituais e sociais que levem adiante as promessas de Deus para sua vida. Nas igrejas e na sociedade em geral, há muitos “órfãos e abandonados” e eles precisam serem adotados e amados por pessoas boas, centradas e com capacidade de dar ou devolver-lhes a capacidade criativa e produtiva para as quais eles foram criados e colocados aqui na vida e não por acaso, cruzaram o nosso caminho. Não ter filhos ou sobrinhos, primos e parentes biológicos não é desculpa para não investir em vidas com propósitos transformadores e abençoadores. Digamos que “cada um tem os filhos que Deus lhe dá!”

Obrigado, querido pai, pelo exemplo de doação sem precedentes que fizestes ao dar Jesus para vir a esse nosso mundo e dar sua vida por nós. Um preço de redenção altíssimo, mas que o teu amor faz valer a pena, a cada pecador que se arrepende e se converte aos teus propósitos. Obrigado, Senhor Jesus, por dar a sua vida para ter a nossa e assim somos integrados ao grande projeto de Deus e somos abençoados para abençoar outras vidas. Em teu nome, oramos, amém.

Pr Jason

Falando a Verdade Consigo Mesmo

Meditação do dia 11/10/2016

Sl 131.1 “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.

 Falando a verdade consigo mesmo – O pastor Angus Plummer, foi uma figura inesquecível em meu primeiro ano de seminário e não por acaso, quando de nossa formatura, ele foi unanimidade para ser o paraninfo da turma. Revê-lo esse ano, por ocasião do Reencontro de Ex-alunos do Semib, trinta e dois anos depois, foi muito bom. Certa feita, ele introduziu suas aulas com meditações sobre o livro de Cantares de Salomão e entre as lições aprendidas ali, me lembro bem da passagem da Noiva se gabando de sua beleza e qualidades; mas quando ela entra na presença do Noivo, ela entende o que realmente é beleza e majestade e se põe a desculpar-se, dizendo que “é morena, porém, queimada do sol, porque seus irmãos a obrigaram a cuidar das vinhas…”  (Ct 1.5,6). Somos bons demais até termos uma referencia melhor com quem nos compararmos e então veremos a realidade do que é o ser humano. É verdade que somos amados e aceitos por Deus e por sermos suas criaturas, obras de suas mãos, isso nos dá um valor muito grande e nos torna preciosos; a marca do autor valoriza muito a obra de arte e nesse sentido ninguém se compara à Deus. Quando o apóstolo são Paulo, fala sobre a distribuição dos dons no corpo, ele cita uma importante situação: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Rm 12.3). Pensar com moderação acerca de si mesmo! Ser equilibrado, honesto, porém realista. O hábito de estar sempre na presença de Deus, estimula a pessoa a se ver do ponto de vista de Deus, ao mesmo tempo que se pode ter uma visão de si mesmo com muita imparcialidade, sendo autocrítico, mas correto na avalição. Foi assim, que o Salmista se colocou em oração fervorosa, abrindo seu coração para Deus, numa condição de verdadeiro reconhecimento do que ele era e do que constituía seus anseios mais íntimos. Um coração soberbo não cabe num adorador consagrado e muito menos um olhar altivo, orgulhoso e arrogante, vendo os outros de cima para baixo, como se fossem inferiores. Também, quem anda com Deus, anda bem e tudo o que procura está dentro do razoável e de uma justa avaliação do que se pode e do que não se pode, o querer está plenamente consagrado e com certeza essa vida está crucificada para seus desejos e inclinações menos nobres. Coisas maravilhosas demais, despertam a atenção e pode atrair a cobiça e conduzir a desejos errados. Vimos à poucos dias um amado do Senhor, testemunhar sobre um amigo muito piedoso e temente a Deus, que foi privilegiado com algumas revelações espirituais da parte de Deus, e ele cobrava do amigo que as contasse, publicasse em livros, revistas, vídeos, alguma coisa e o amigo resistia calmamente, não dando valor a essas propostas. Quando ele disse: “Ah! Se fosse comigo, eu já teria transformado isso em mídias e tal…! Foi que o outro lhe disse em tom de brincadeira: “Talvez seja exatamente por isso que não revela as coisas para você!” Ser amado e aceito por Deus, já é coisa maravilhosa demais para qualquer um de nós. Estejamos contentes com as porções com as quais o Senhor nos privilegiou.

Obrigado, Pai, por ser tão grande e importante, e mesmo assim, nos amar e aceitar tal qual somos e ainda investir em nosso desenvolvimento. Graças pelo amor de Jesus, demonstrado na cruz, onde fomos comprados, perdoados, limpos e transformados em filhos por adoção. Que o nosso coração e a nossa alma estejam satisfeitos com a tua presença diária e constante conosco. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Novo Dia

Meditação do dia 10/10/2016

Sl 130.6 “A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã.

 Um novo dia – No Salmo 30.5 diz que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” Aqui a idéia é que as dificuldades hão de ser vencidas e superadas. Mesmo que o período de lutas e provações seja grande, ele tem fim, e o tempo da alegria virá em seguida. Agora no Salmo de hoje, a idéia é um tanto diferente, pois trata de uma expectativa, ainda que certeira, gera uma atmosfera de ansiedade que faz parecer que o tempo não passa e por mais que aguardamos, ainda assim temos que continuar aguardando. A figura aqui, é de guardas que fazem sentinela durante o turno da noite e quem fica encarregado do último turno, trás consigo a ansiedade pelo seu fim de trabalho e a consequente troca de turno; ele sabe que isso só vai acontecer ao raiar do dia, com o nascer do sol; Em determinados turnos, as madrugadas são frias e bem escuras, até mesmo sem estrelas, para servir de referencia. Estamos falando de um tempo em que ninguém tinha um relógio no bolso ou no pulso, então facilmente poderia se iludir com a proximidade do nascer do sol e início de um novo dia. Ao contrário da expectativa dos sentinelas, sobre as muralhas da cidade, ou numa fortaleza e até mesmo no ar livre da madrugada fria; o salmista se refere a uma expectativa de comunhão com Deus e de gastar tempo em sua presença. O prazer pela presença de Deus, gerava nele uma ansiedade grande, a ponto de comparar  com a realidade dos guardas noturnos, com o desejo de irem para casa ao final de uma jornada de vigilância. Quando iniciamos um projeto novo, na vida pessoal, ou mesmo na igreja, ou estamos orando sobre uma nova experiência, também ficamos na esperança de ver logo os resultados do investimento em preparo, trabalho e dedicação. Orações, segundo as Escrituras Sagradas, serão sempre ouvidas por Deus e atendidas no nome de Jesus. Muitas delas são orações de consagração e elas dependem da aprovação e aceitação divina, então as respostas podem vir num tempo diferente do nosso e de modo que a fé precisa ser exercida e exercitada. Quando oramos por outras pessoas, para que a vontade de Deus se cumpra nelas, essas orações encontram também a vontade dessas pessoas, que em tese, sempre será respeitada por Deus, que não violará o direito dela, mas trabalhará em consenso com a fé de quem está intercedendo e criando em volta delas uma espécie de “cerco,” onde a pessoa tem que decidir entre seus desejos e a vontade de Deus que lhe vai sendo revelado; mas a decisão, é sempre dela. Constantemente temos que lidar com outro tipo de ansiedade, aquele tipo mais nocivo, ligado à incredulidade, dúvida ou falta de fé no cuidado de Deus. I Pe 5.7 recomenda: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” Nesse caso, o novo dia, trará a bênção e a provisão que já está garantida aliança celebrada entre Deus e seus filhos, confirmado por Cristo na cruz.

Obrigado Senhor, pela tua presença em nossas vidas, através do Espírito Santo. Isso é suficiente para acalmar as tempestades interiores de ansiedade e cuidados exagerados com as coisas da vida. Sabemos que ninguém há tão fiel quanto a ti e o nosso coração pode descansar nas tuas promessas. E Jesus, é a maior de todas elas. No nome dele, é que oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

Ervas dos Telhados

Meditação do dia 09/10/2016

Sl 129.6,7 “Sejam como a erva dos telhados, que seca antes de florescer, com a qual não se enche a mão o ceifeiro, nem os braços, o que ata os feixes.

 Ervas dos telhados – Me intrigou essa expressão, com a qual o escritor sagrado comparou as pessoas que desejam o mal para os fiéis de Deus e tramam o mal contra pessoas inocentes. Erva dos telhados, não é uma expressão corriqueira, que vemos ser citada no dia a dia; mas ela existe, tanto é que alguém à citou num poema e ficou eternizada na Palavra de Deus. Nesse caso, ela passa a ter importância e merece ser apreciada. Tal qual a expressão, não é comum vermos plantas em telhados de nossas casas, e com certeza a expressão aqui não alude a um jardim suspenso, ou plantas ornamentais numa sacada, ou numa lage, que também serve de cobertura. A idéia está mais propensa à plantas “parasitas,” que são trazidas por aves ou o vento e onde são deixadas, aproveitam para sobreviver e se houver chances, prosperam e se multiplicam, valendo-se dos nutrientes que conseguem absorver. Segundo o conceito da parábola do Semeador, contada por Jesus, e descrita em Mateus 13 e Marcos 4, um dos solos onde a semente pode cair, ainda que sem a vontade do semeador, é um tipo de solo, onde não é possível a planta desenvolver um bom sistema de raízes, que lhe permita se firmar e assim crescer bem e frutificar; ao contrário, ela está fadada a sofrer com o sol e perder sua capacidade de sobreviver; mas de uma forma ou de outra, ela não será de boa produtividade. Aqui no Salmo de hoje, já vimos que são pessoas do mal, que se comprazem em perseguir e maltratar pessoas que estão ao alcance de suas influencias. Também vimos que elas não são nativas dali, nem foram plantadas com algum propósito, antes foram trazidas, ou pelo vento do acaso, ou pelas aves dos céus, que no contexto bíblico são agentes do maligno. Mas em tudo isso, algo que me despertou-me a atenção, é o fato de que na comparação, é dito de pronto que elas secam antes de florescer e ainda que viessem a florescer e dar frutos, não seria de grande monta, pois comparando-se ao trigo, ou cevada, na cultura deles, ou arroz e trigo, ou feijão, na nossa, e em colheita manual, essas plantas não dariam o suficiente para encher a mão, ou se formar um feixe volumoso a ponto de encher os braços do ceifeiro. Quem é egoísta e pensa apenas em si, ou em como se dar bem, não importando com os demais ao seu redor, eles não pensam e refletem sobre o fim das coisas, o fim dos caminhos que escolhem, como se dará o desfecho de situações à frente; mas os piedosos procuram pensar por si e para si, mas também em como seria bom, se todos tivessem um fim bom e proveitoso. Assim é que me parece muito dolorido e desperdiçador, alguém desaparecer antes de produzir ou ver os resultados de seus esforços; ou ao somar tudo o que fez na vida, não houver nada de permanente e duradouro a ser preservado. Enquanto as promessas de Deus para os seus filhos e aos justos, são de permanência eterna e bênçãos e prosperidade de geração em geração. É muito triste, para mim, pensar num irmão de fé, ou numa pessoa boa, ou que pelo menos teve as oportunidades que a vida em Cristo lhe deu, e ele sair de cena sem ter gerado filhos, ganhando alguém para Cristo, realizado um ministério ou fazer algo que honre a sua memória como alguém a quem Deus confiou algo e ele a tornou produtiva e significativa para alguém. Certamente, não pega bem para um filho de Deus ser comparado a “ervas dos telhados,” ao contrário, o que se espera é que sejam como a árvore plantado junto às correntes de águas, cujas folhas não murcham e dá o seu fruto na estação própria e tudo que fizer prosperará, conforme as prescrições do Salmo 1.

Obrigado, Senhor, por sermos comparados a ramos da Videira Verdadeira, e da qual o Pai Celeste é o agricultor. Não há em nós mesmos merecimentos próprios diante do Senhor, mas pela graça e pela fé em Cristo, somos filhos e amados, aceitos e acolhidos no amor do Pai e na comunhão dos santos. Obrigado, pela possibilidade de nossas vidas serem úteis e cultivadas em solo fértil do temor do Senhor e um andar em santidade e comunhão, com a intenção de servir e abençoar outras pessoas ao nosso redor. Queremos muito a bênção do Senhor sobre nós e assim transmitirmos aos demais o amor salvador de Jesus. Em nome dele é que oramos, amém.

Pr Jason

Receita Para Ser Feliz

Meditação do dia 08/10/2016

Sl 128.1 “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!

 Receita para ser feliz – Quando a procura por algo é tão intensa e acaba se tornando uma obsessão, corre-se o risco de não ver mais nada ao redor e nem mesmo encontrar o que se encontra, ainda que esteja bem diante dos olhos. Tenho visto isto acontecer em grandes proporções nas relações familiares, cada vez mais frágeis e desestruturadas na sociedade em que vivemos e cujos valores são fúteis demais para oferecerem solidez a algo tão importante como uma família. Muitas das separações, são justificadas com as alegações de que as relações se desgastaram e o casamento e a família se tornaram um fardo pesado e incômodo, com apenas obrigações e pouco prazer e nenhuma felicidade. Então, em busca dessa tal “felicidade” fundamentada sobre a infelicidade dos demais membros da família e de todas as ralações delas oriundas, optam por cada um tomar seu rumo. Para nosso horror e espanto, casais e famílias ditas cristãs, de dentro das nossas igrejas tem tomado esses mesmos caminhos, com essas mesmas desculpas esfarrapadas, violando não só a Palavra de Deus, mas também a aliança celebrada diante de Deus e de testemunhas, e pior ainda a sua própria palavra empenhada diante da família, dos amigos, testemunhas e Deus. Quando uma pessoa se dispõe a não honrar sua própria palavra dado em solenidade e invocação da bênção de Deus, não há muito o que se esperar dela; qualquer coisa que vier de hora em diante é plausível. Vemos no salmo de hoje, e não apenas no verso escolhido, que assim como a vida tem um contexto no qual as atividades acontecem, assim também nossas ações estão dentro de um contexto de fé e devoção a Deus, que é de fato e de direito, o supremo alvo de nosso existir. Vivemos e existimos para a glória e a honra de Deus e de realizar sua vontade! Viver isso, e viver dentro desse contexto de aliança, produz o que todo ser humano deseja e almeja e que o faz realizar-se em sua vida e existencia. A felicidade não é algo final em si mesma a ser buscada, ao fazer isso, encontrar-se-á apenas momentos felizes, o que não é a mesma coisa que felicidade. O alicerce dessa vida bem sucedida é Temer a Deus e andar nos seus caminhos. Não dá para em poucas palavras numa meditação dessa, explicar tudo o que significa temer a Deus e andar nos seus caminhos; mas estou propondo o mapa do tesouro, quem estiver interessando em buscar o tesouro, precisa interpretar o mapa, achar o local e cavar com as ferramentas e equipamentos certos até chegar no objeto de sua busca e não se trata de uma loteria, que só alguns serão sorteados, isso está disponível a todo aquele se propuser ser um “bem-aventurado.” Segue-se o trabalho com as mãos, que é fonte de realização e uma pena que muitos entendam que o trabalho é uma espécie de castigo aplicado por Deus à humanidade por causa do pecado. Depois vem a família, que se começa com a esposa(o), depois os filhos e finalmente a vida em família e em adoração a Deus; assim se chega a vida próspera, e se vê os propósitos de Deus acontecendo em todos os níveis. Lembrando os passos na ordem certa: 1. Temer a Deus e andar nos seus caminhos; 2. O trabalho que gera renda, provisão, felicidade e bem-estar; 3. Casamento, esposa(o); 4. Filhos, no plural; 5. Vida familiar de fé e adoração. Isso proporciona a bênção de Deus sobre a vida da pessoa e ela não precisa empreender uma corrida maluca por felicidade e prosperidade. Não é a pressa e não são os talentos que faz vencer na vida, mas a direção!

 

Obrigado Pai, por ensinar em tua Palavra o caminho para encontrarmos a felicidade e o bem estar. Os nossos caminhos de egoísmo e autossatisfação, tem produzido mais dores e sofrimentos do que necessariamente os nossos erros de outras naturezas. Perdoa-nos pelas escolhas de andarmos contrário ao estabelecido por ti, em tua santa Palavra. Abençoa nesse dia as nossas famílias e permita-nos ver a bênção do Senhor e a paz sobre o teu povo em todas as gerações. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Arqueiro

Meditação do dia 07/10/2016

Sl 127.4 “Como flechas na mão dum homem valente, assim os filhos da mocidade.

 O Arqueiro – Modernamente, arco e flecha é esporte de alto rendimento, até olímpico. Mas começou como instrumento de caça, vital para a sobrevivência e provisão de alimento para as famílias. Como brasileiros, nossa história começa com o encontro do europeu e suas tecnologias bélicas e o nativo tupiniquim, com seu arco e flecha e outros instrumentos igualmente simples. Mas o contexto de tudo isso é muito remoto, pois a Bíblia, a história e a arqueologia provam a existência muito antiga da prática dessa arte. Nas histórias bíblicas encontramos relatos de exércitos com bons arqueiros e também de peritos caçadores. Sendo algo tão comum no cotidiano de tanta gente em todos os cantos da terra, então, é fácil encontrar menções em poesias, cânticos, peças de teatro e na literatura em geral. Aqui, no Salmo 127 encontramos uma comparação muito sugestiva em que um homem que tem muitos filhos é comparado a um valente arqueiro com sua aljava repleta de flechas. Quero meditar e ponderar com voces um pouquinho sobre essa figura que aqui encontramos; pois ela nos leva a refletir sobre papeis da paternidade e da importância do treinamento e preparo dado aos filhos para que venham a produzir bons resultados. Entendamos como sendo o arqueiro, o pai de família, não apenas o elemento “Pai”, mas os pais; como tal os filhos virão a ser as flechas. O motivo de se ter flechas é para que sejam atiradas. Mas não se deve simplesmente fabricar ou adquirir flechas e sair atirando à esmo, atirar por atirar. Há objetivos e alvos a serem alcançados e atingidos. Para que essa eficiência aconteça, precisa-se de preparo e treinamento até atingir um nível satisfatório, que permita se considerar um arqueiro. Espera-se também que um arqueiro responsável e preparado possua equipamento adequado e eficiente, para que possa atingir seus objetivos. Estamos falando de preparo para exercer uma paternidade responsável, feliz e produtiva. Não é aconselhável que alguém pense ou aja como se a paternidade se resumisse em geral biologicamente uma nova pessoa e oferecer os cuidados básicos para que ele sobreviva, e fisicamente atinja idade e estrutura física de adulto. Como cristãos pensamos em gerar filhos, que sejam saudáveis, treináveis, comprometidos com uma vida de adoração e serviço a Deus e à sociedade, contribuindo para o progresso, a paz e em se aperfeiçoar mais e mais os relacionamentos humanos e conectados em fé com a razão e propósito do que acreditamos ser nosso existência. É ruim, trabalhar para apenas preparar os filhos para arrumarem um emprego e sobreviver até se aposentar. A vida é mais do isso! Como arqueiros, treinamos e preparamos a nós e aos nossos filhos com vistas à alvos e propósitos elevados a serem atingidos. Um dia, teremos que atirar nossos flechas (filhos), para que atinjam um alvo. Se acertamos, maravilha! Eles ficaram presos a esse alvo e cumprirão seu propósito. Se errarmos o alvo, provavelmente também “perderemos” essa flecha; mas de uma forma ou de outra, teremos que atirar a flecha. Flechas não foram feitas para ficar para sempre na aljava, elas precisam ser atiradas e preferencialmente, para atingir um alvo. O coração pode até doer e ficar apertado, mas esse é o caminho da vida! Procurar fazer diferente ou mudar o propósito de Deus, nem sempre é uma boa idéia. Os caminhos de Deus, são sempre perfeitos!

 

Obrigado Pai, por nos dar o privilégio da paternidade e assim, participarmos da experiencia de aprender e ver a bênçãos da criação, crescimento e desenvolvimento de um projeto que nos trás muita alegria. Obrigado pelas minhas filhas e pelos alvos que o Senhor tem para elas e pelas etapas que se cumpriram em nossas vidas. Obrigado pelos pais que batalham e buscam ao Senhor em favor de seus filhos para que nãos e percam pelo caminho, mas que sejam bem sucedidos na vida. Obrigado pelos teus caminhos para a vida e pelo cuidado, proteção e provisão generosa. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason