Imparcialidade

Meditação do dia 14/07/2015

Dt 1.17 “Não sereis parciais no juízo, ouvireis tanto o pequeno como o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; porém a causa que vos for demasiadamente difícil fareis vir a mim, e eu a ouvirei.

Imparcialidade – A palavra é muito conhecida; o conceito é muito desejado. É um princípio importante da justiça. Nesse caso, é importante para o bem de toda uma coletividade, quer uma família, quer uma sociedade maior e até uma nação ou coletividade de nações. Onde houver relações de lateralildade, a imparcialidade deverá ser coluna. Esse texto traz uma expressão reveladora, ao afirmar que “o juízo é de Deus” – Em toda e qualquer cultura e quais sejam os instrumentos que ela tenha para exercer justiça, são princípios que tem sua origem no sistema de Deus. Os princípios que se encontram no Velho Testamento, especialmente nos primeiros cinco livros, onde Deus deu aos hebreus seus “mandamentos, estatutos, ordenanças, juízos, leis, preceitos, conselhos” que formaram o sistema judiciário da nação, ao se estabelecerem na terra prometida. Não foram conceitos que surgiram ali, mas são princípios eternos, com os quais Deus tem governado todas as coisas e foram incutidos em sistemas de justiça de todos os povos desde onde se tem feito descobertas. Em Jr 6.16, por exemplo a uma clara alusão a essas verdades: Assim diz o SENHOR: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.Procurar pelas veredas antigas de Deus, ou os caminhos eternos, os princípios estabelecidos que fazem tudo funcionar direito e Deus afirma que isso produz descanso para a alma. Quanto mais vemos os homens fabricarem leis modernas, contextualizadas, mais vemos elas se tornarem obsoletas e inadequadas. Um clássico exemplo disso é o nosso ECA ( Estatuto da Criança e Adolescente), que nesta semana comemora 25 e cindo anos e não faz mais justiça, não protege as crianças de bem e serve de escudo para uma nova classe de marginalidade que surgiu e reivindica o direito à impunidade. O salmista ao descrever um relacionamento adequado com Deus e saudável para si mesmo, busca no seu interior o desígnio eterno, que precisa ser recebido por revelação divina. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139. 23,24). Uma das maneiras de se conhecer um conceito é através do conceito reverso, ou contrário; assim para entender imparcialidade, observe o seu antônimo: “Parcialidade, iniquidade, sem justiça, desigualdade, discriminação, injustiça.” Isso não é matéria para tribunais, justiça, advogados… isso é princípio de vida, de relacionamentos, é questão de atitude!

Pr Jason

As Filhas de Zelofeade

Meditação do dia 13/07/2015

Nm 36.6 “Esta é a palavra que o SENHOR mandou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai..

As Filhas de Zelofeade – Você conhece essas moças? Conhece a história delas? São gente boa e tem herança para receber! Bom, com uma apresentação dessas, deve ter alguns solteirões interessados agora. Mas isso é uma história já acontecida a muitos anos. Uma das razões de se conhecer e estudar a história, é para que os erros não se repitam. Mas também as boas coisas, devem ser preservadas e cultivadas. Essas moças, eram cinco filhas desse distinto senhor, que veio a falecer e como não tinha filhos homens, elas corriam o risco de não serem incluídas na distribuição da herança de sua tribo. Elas então se apresentaram a Moisés e reivindicaram legalmente o acesso ao que lhes seria de direito, apoiadas pela liderança da tribo, que pelos costumes e direitos de posse, perderiam patrimônio, em certas circunstancias, caso elas se cassem com pessoas de outras tribos. Muito bem, isso trás uma ilustração significativa de aspectos da obra de redenção, que é a linha central de toda a Bíblia. Vamos entender; alguns aspectos da nossa vida, é congênito e não depende de nossa participação, quando nascemos aquilo já está definido e estabelecido, como nossos pais, irmãos e os parentes que compõem a família. Traços físicos e genéticos nos acompanham, independentes de gostarmos ou não. Mas há coisas na vida que depende inteiramente de escolhas que fazemos e essas escolhas trazem consigo benefícios e consequências. Cabe então, a cada um, ser responsável e sábio nas decisões, porque isso afetará para sempre a vida. No casa das meninas do texto, elas poderiam herdar as propriedades, porque isso estava definido em suas vidas por causa da paternidade. O pai era um herdeiro, e na ausência do pai, isso passa automaticamente para os filhos ou filhas, como era o caso delas. Como eram solteiras ainda, o futuro casamento era um direito delas e também o direito a escolha de com quem se casariam. O melhor, para a família seria que elas se casassem com rapazes da mesma linhagem, o que lhes permitiam eternamente manter a herança segura. Mas isso, era uma decisão, que só elas poderiam tomar; os parentes, amigos, os líderes e autoridades tribais, podiam aconselhar e sugerir, mas marido ou esposa, é uma escolha por direito. Espiritualmente, Todos somos pecadores e com isso sob sentença de perdição eterna, isso é fato! Jesus morreu na cruz para ser o redentor e na linguagem do livro de Rute, ele é nosso parente remidor. O sacrifício de Cristo é suficiente para comprar, remir, perdoar a 100% dos pecadores, mas na prática, esse sacrifício não contempla a esses 100% dos pecadores do mundo. Está sim, acessível e válido para apenas 100% dos pecadores que recebem ou aceitam pessoalmente a oferta de Deus. A grosso modo, Jesus está para nós, como um marido estaria para uma daquelas filhas de Zelofeade. Elas poderiam casar com quem quisesse, mas só um tipo de marido garantiria o direito da herança para sua geração. Podemos tomar a decisão que desejarmos em termos de com quem nos comprometemos espiritualmente, mas só Jesus dá vida eterna e direito a herança reservada por direito pelo Pai, aos “filhos” e não a todos. As moças lá foram espertas e fizeram a escolha certa, e você, eu, nós? Jesus, com certeza, é e sempre será a melhor escolha. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.(Rm 8.17).

Pr Jason

Cidades de Refúgio

Meditação do dia 12/07/2015

Nm 35.13 “As cidades que derdes serão seis cidades de refúgio para vós outros.

Cidades de Refúgio – O nome é convidativo e trás a idéia de um lugar de descanso e restauração. Eram seis cidades escolhidas estrategicamente no território israelita, todas de propriedade dos levitas. A idéia, foi de Deus mesmo. A razão, era para dar um suporte ao sistema jurídico legal, quando a ações criminais. A pena capital era levada a efeito para o que chamamos hoje de crimes hediondos. Mas para os casos de acidentes, que levavam pessoas à óbito, o réu era guardado em segurança numa das cidades de refúgio, até o julgamento definitivo. Para evitar que familiares ou amigos, inconformados, quisessem fazer justiça com as próprias mãos, ou não esperar o veredito leal e atentassem contra a vida da pessoa. Ela teria uma designação de cidade para onde ir e lá seria apresentada as autoridades, que lhe ofereceriam hospedagem e daria condições para que retomar sua vida, sem correr riscos e estar à disposição da justiça. E um sistema legal, muito eficiente, legal mesmo! Metaforicamente, essas cidades apontam para Cristo, que se coloca à disposição do pecador para que ele não seja consumido por seus próprios pecados e suas mazelas interiores. Em Cristo todos são bem-vindos, acolhidos e abrigados de modo tão amistoso que mesmo estando num mundo infestado de males, em Cristo encontramos paz. É certo que muitas pessoas tem uma visão um tanto quanto distante da realidade, sobre a justiça de Deus; mas com toda certeza o seu amor e sua misericórdia é ampla e suficiente para regenerar qualquer pessoa e habilitar a uma vida plena novamente. O peso dos nossos erros e pecados já fora imputados em Cristo lá na cruz, de forma que o nosso julgamento, já se realizou e ao assumir a nossa condição, Jesus, permite que continuemos a viver, agora uma nova vida, sem medo, sem marcas e sem a possibilidade do adversário atentar contra nossa vida e tentar a destruição. A duração de uma pena, naquela cultura, era, que a pessoa teria que ficar retida na cidade de refúgio, até à morte do Sumo Sacerdote; num hipótese mais realista, dependeria da idade dele em relação ao início do cumprimento da sentença. Como Cristo é eterno, já morreu e ressuscitou, para não mais morrer, eternamente, nossa segurança, está então plenamente assegurada. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca(I Jo 5.18). Mas não é só isso, durante a nossa vida terrena, e no nosso dia a dia, ainda precisamos de proteção e isso também está plenamente garantido. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. (Sl 46.1). Escolha bem a sua Cidade de Refúgio!

Pr Jason

Homens Escolhidos por Deus

Meditação do dia 10/07/2015

Nm 34.16,17 “Disse mais o SENHOR a Moisés: São estes os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num.”

Homens escolhidos por Deus – Temos que admitir que a nossa cabeça ocidental, moderna e pós-moderna, não lida bem com a idéia de alguém decidir ou nomear alguém para fazer algo em que estejamos envolvidos e temos certo nível de direitos envolvidos. Ficou incrustrado na gente uma idéia “democrática” de que temos que ter participação e ao menos estar inteirados do que se trata. Biblicamente, Deus não é democrata, nem estimula muito à democracia e por razões óbvias: Onde os homens botam o dedo, a maionese estraga; a persistente falta de habilidade de acertar, torna esse sistema altamente favorável à corrupção. Deus é Rei. É Soberano. Seu governo é monárquico e absoluto. E que bom que é assim! Como ele é perfeito em caráter e justo em tudo o que faz, santo em todas as suas obras, firme e constante sem qualquer sobra de variação, isso tudo credencia o seu governo a ser perfeito. Ao observar o universo, a natureza, com suas leis e mecanismos, tudo funciona perfeitamente bem e de forma precisa. O que está em disfunção ou com defeito, é obra nossa, tem a nossa mão no meio. Aqui, Deus escolheu as doze pessoas que fariam a distribuição das heranças a todas as tribos. Cada tribo tinha sua representação e sob a nova liderança de Josué e não mais de Moisés, com Eleazar e não mais Arão, a nova geração estava assumindo seu espaço. Quem já leu a história da conquista de Canaã, sabe muito bem que deu tudo certo e que a terra foi repartida corretamente e cada um levou o seu quinhão. Tudo conforme Deus determinou! O que estou tentando mostrar, com base nessa história, é que Deus sabe o que faz e quando ele decide, é bem decidido e é sempre o melhor, para todas as partes. Quando Deus chama alguém para o ministério, ou para executar certas responsabilidades, nem sempre entendemos e em muitas delas, achamos que não vai funcionar! E funciona! Somos batistas e gostamos de assembleias congregacionais deliberativas, como sistema de governo – mas se Jesus, por exemplo, usasse o nosso sistema batista, para escolher os seus doze apóstolos, dificilmente seriam aprovados aqueles nomes; temos uma coleção de defeitos e problemas para apontar de cada um deles; então, que bom que Jesus não fez uma assembleia para escolher os discípulos; ele passou a noite em oração ao Pai, e pela manhã escolheu doze e nomeou como apóstolos. Meus amados, Deus não tem que nos pedir opinião e muito menos nos dar satisfação de o por que Ela faz assim ou assado! É dever do servo confiar na capacidade do seu Senhor tomar as decisões! Você e eu, também fomos escolhidos e nomeados por Deus para cumprirmos certos papéis! Façamos isso, e bem feito.  Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda (Jo 14.16). O chefe, sempre tem razão.

Pr Jason

A Ultima Subida

Meditação do dia 10/07/2015

Nm 33.38 “Então, Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, segundo o mandado do SENHOR; e morreu ali, no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês.

A última subida – Ouvi de um certo evangelista muito hábil em comunicar o Evangelho a nível pessoal e levar as pessoas a uma decisão por Cristo. Ele tinha muita facilidade em comunicar e especialmente em iniciar uma conversa evangelística. Certa feita ele entrou no elevador de um edifício e de cara, perguntou ao acessorista: “A sua última viagem será para cima ou para baixo?” Assim, ele já entrava com a verdade sobre a salvação e a vida eterna. Pensando sobre viagem, raramente alguém imagina estar fazendo sua última; ela sempre é uma surpresa. Mas isso não foi o caso do Sacerdote Arão. Ele e Moisés, sabiam por antecipação que não entrariam na terra prometida, devido ao episódio de terem ferido a rocha, em vez de falar, conforme instrução divina recebida. Assim, a cada dia, a cada quilômetro, a cada passo mais perto de Canaã, também na mesma proporção, suas vidas caminhavam para o último dia. E foi o que aconteceu aqui com o Sumo Sacerdote Israelita. Deus lhe disse que subisse ao Monte Hor e assim no dia 1º do quinto mês do ano quarenta da saída do Egito, ele foi recolhido à glória. Saber que se vai a tal lugar e que não vai voltar mais, humanamente é complicado, já que valorizamos muito a vida e o viver; Por outro lado, não encontramos muitos desses casos, tanto na Bíblia, quanto na história. Creio firmemente que uma das razões para isso é que somente pessoas que atingem um nível de maturidade e espiritualidade sadia, são capazes de absorver uma informação assim, e não se descompensar, ou “sair dos eixos.” Deus reserva sua intimidade para aqueles que o amam, é o que revela o salmista Davi. A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança (25.14). Não é qualquer pessoa que está mental, emocional e espiritualmente preparado para receber uma informação de tamanha grandeza e que envolve valores tão importantes da vida. Uma coisa é estar pronto e preparado para morrer, e outra a estar pronto para saber quando se vai morrer. O rei Ezequias, por exemplo, recebeu essa informação e desabou em choro e rogos a Deus pedindo prolongamento de dias e ele ganhou quinze anos extras; em compensação, três anos depois, ele gerou um filho chamado Manassés, que se tornou o herdeiro do trono e foi o pior rei da história de Israel. Se Ezequias tivesse aceito a vontade de Deus, teria poupado a nação de tamanho sofrimento e dificuldades, por causa da impiedade do rei, seu sucessor. Arão, subiu o Monte Hor, como Deus ordenou, e ali morreu. Ele conseguiu obedecer, sem desesperar e cumprir sua missão e seu papel com dignidade e honra. Não é só como começamos, ou como terminamos que conta; precisamos viver plenamente e cumprir cabalmente nosso destino, nossa tarefa. Será que cada um de nós temos o nosso “Monte Hor?” Se sim, preparemo-nos para quando chegar nossa vez de fazer a subida. É melhor subir, que descer!

Pr Jason

Exceto Calebe e Josué

Meditação do dia 09/07/2015

Nm 32.12 “exceto Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, porque perseveraram em seguir ao SENHOR.

Exceto Calebe e Josué – Toda regra tem a sua exceção; isso já e conhecido de todos, mas será que quando se trata de tomada de decisão, que envolve a fé e a obediencia a Deus, devemos ser a regra ou a exceção? Bem, a regra seria o padrão normal, o que é óbvio e esperado, podemos dizer que seria o que todos esperam. Mas mesmo num contexto onde a maioria deveria tomar a posição ao lado do propósito de Deus, e escolhem exatamente o contrário, então a exceção é que se torna o certo. Entre os peregrinos israelitas, todos eram “povo de Deus” – todos eram “da fé” – Todos eram herdeiros das promessas e todos saíram em busca da realização não apenas dos seus sonhos, mas dos sonhos de gerações, que viveram e morreram na expectativa de que aquilo se tornaria realidade. Mas quando os espias foram checar as últimas instancias antes de adentrarem em Canaã, dez dos doze amarelaram, tremeram nas bases e transmitiram as suas frustrações e incredulidade para toda a congregação, exceto Calebe e Josué! Formadores de opinião e pessoas que exercem influencia, precisam ser responsáveis e saberem que suas ações e palavras, produzem eco e a tendência é que isso cresça assustadoramente. Quem deve incentivar a fé, não pode ser um incrédulo! Quem conduz desesperados, cansados e necessitados, não pode ser duvidoso! Calebe e Josué escolheram ser exceção e crer na fidelidade de Deus, quando a maioria desistiram e deixaram as suas emoções e medos os controlarem. A fé verdadeira não está fundamentada nas circunstancias, e sim em Deus. Circunstancias são variáveis, Deus é eterno, imutável e constante. Fora Jeová que prometera a Abraão, Isaque e Jacó, que lhes daria uma terra, os conduziria para lá e que seria uma terra boa, onde eles prosperariam. Josué e Calebe, saíram do Egito, acreditando na liderança de Moisés e na fidelidade do Senhor Deus de seus pais. As pessoas, em sua maioria, saíram seguindo a alguém que seguia a alguém que seguia um profeta, que talvez conhecia a Deus. A questão, é que elas não tinham a sua própria experiência, com Deus, com a promessa e por isso não se sentiam parte do processo. Isso, claro, facilita o coração se desesperar quando as coisas parecem mal. Josué e Calebe sabiam quem eram, sabiam para onde iam e o que iriam fazer lá, bem como sabiam que tinham participação ativa em todo o processo. Deus os levaria, mas eles caminhariam com suas próprias pernas; Deus lhes daria a terra, mas eles teriam que lutar e conquistar o seu espaço. Eles não estavam esperando nada cair do céu, de graça, sem esforço e dedicação pessoal. Qual o grande problema das igrejas e comunidades cristãs? Todos são parte, mas a maioria acha que a igreja é do pastor e dos poucos líderes; eles é que precisam fazer a maquina funcionar, gerar comunhão, serviço, bem estar, para que tudo corra bem. Quando instala uma crise, pulam do barco e salve-se quem puder. A igreja sou eu! A Convenção sou eu! A Associação sou eu! Faço parte, das lutas, das vitórias, das conquistas! Escolho ser exceção com os poucos que acreditam, mas não farei parte da multidão que duvida!

Pr Jason

O Conselho de Balaão

Meditação do dia 08/07/2015

Nm 31.16 “Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SENHOR.

O Conselho de Balaão – Você já ouviu o conselho de Balaão? Claro que não, tenho certeza, porque ele não é explícito e nem é dado a quem tem boas intenções. É o tipo de conversa, que só interessa a quem semeia problemas e deseja o mal do próximo, por isso mesmo ele é dado por baixo dos panos. Desde criança, sempre ouvia minha mãe, a dona Alice Mendes dizer que “quem não ouve conselho, ouve coitado!” Bons conselhos são fonte de sabedoria e orientação e quem é precavido, se aconselha antes de tomar decisões importantes. Nessa jornada dos hebreus em direção à sua terra prometida, logo no início, eles receberam um conselho de homem estrangeiro, muito experiente e temente a Deus; o sogro de Moisés. Jetro, era sacerdote entre o seu povo, os midianitas e ao ver Moisés atarefado e em rota de colisão com o desgaste e o estresse, ofereceu sua experiência e uma estratégia administrativa, dentro do respeito à autoridade e da liderança, deixando que Moisés escolhesse em oração e se Deus assim o autorizasse. Isso é muito edificante; alguém vê uma maneira melhor e mais produtiva de fazer algo, e a disponibiliza, mas sem manipulação ou imposição, respeitando o direito e a sabedoria alheia. Todo mundo que entende de administração, reconhece até hoje o conselho de Jetro, como sendo algo notável. Você o encontra em Êx 18. Conselho para o bem, é sempre bem-vindo. Salomão, o homem mais sábio que o mundo já viu disse que O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos. Os planos mediante os conselhos têm bom êxito; faze a guerra com prudência (Pv 12.15; 20.18). Conselho não é o mesmo que palpite; portanto, dar conselhos não é dar palpites, dar pitacos. Ouvir conselho é sinal de sabedoria e bom senso. Quem sabe aconselhar, sabe respeitar a iniciativa e o direito de decidir do outro. No conselho não se decide pelo outro e nem o força a decidir, mas oferece opções e os melhores passos, mas quem decide não é o conselheiro. Balaão, aquele profeta mercenário, que se dizia comprometido com a palavra de Deus e que só faria o que fosse autorizado… ao ir embora deu uma dica ao rei moabita para que os hebreus caíssem numa cilada e facilitasse o desastre. Isso envolvia, imoralidade, idolatria e corrupção disfarçados incialmente de atitudes de boa vontade para estimular a amizade e a integração entre os dois povos. Meu irmão, minha irmã, o mundo nunca tem boas intenções! A luz e as trevas não tem nada em comum! Podemos e devemos cultivar amizades, relacionamentos e servir uns aos outros sem qualquer discriminação e preconceito, mas nada de comunhão! Comunhão é uma atividade a nível de espírito e só pode ser vivenciada com quem tem o mesmo Espírito. Amizade é da alma, comunhão é do espírito. Portanto, fique esperto com o conselho de Balaão! Se o mundo tá te elogiando demais, tome cuidado, pode ser que esteja parecendo com ele e está na mesma sintonia! Isso é de Balaão, não de Jetro!

Pr Jason

Palavra de Homem e Homem de Palavra

Meditação do dia 07/07/2015

Nm 30.2 “Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará.

Palavra de Homem e Homem de Palavra – A cultura do povo de Deus proporcionava mecanismos de proteção para muitas coisas no dia a dia da vida das pessoas; mas também as Escrituras, ou a Lei de Moisés, regulamentava outras tantas, para o bom desempenho social. Hoje veremos que a Lei cerimonial, incluiu aspectos muito particulares, como os votos ou juramentos, que alguém fizesse, se empenhando diante de Deus em fazer ou abster de fazer alguma coisa. Isso é algo estritamente pessoal, mas deveria ser feito com reverencia e responsabilidade. Quando alguém dava sua palavra num voto ou juramento, ele estava obrigado a cumprir o prometido. Não poderia voltar à trás. É comum, na hora do desespero, da aflição, abrir a boca e se comprometer com obrigações que depois que se “esfria a cabeça,” descobre que exagerou na dose, e agora? Não podemos deixar de lembrar a triste situação em que Jefté ficou quando fez um desses juramentos extremados e se viu na obrigação de cumprir, mesmo cometendo um desatino. “Fez Jefté um voto ao SENHOR e disse: Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do SENHOR, e eu o oferecerei em holocausto” (Jz 11.30,31). Na Nova Aliança, onde a Palavra de Deus não mais está gravada em tábuas de pedra, mas no coração das pessoas, e a presença de Deus, não mais está externa, no templo ou tabernáculo, mas no íntimo de cada um de seus filhos, nascidos de novo, cujas vidas agora são guiadas pelo Espírito Santo, há um nível mais elevado de compromisso e de responsabilidade, que se vive baseado na graça de Deus e não na capacidade de cumprir mecanicamente, por esforço, os compromissos. Jesus trouxe então uma nova plataforma de como se cuida da palavra dada e empenhada. Tiago, afirmou: “Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo” (5.12). Jesus no chamado Sermão do Monte definiu a atitude cristã correta no empenho da palavra, nos votos e juramentos. “Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. (Mt 5.33-37). Queremos que nossa palavra seja fonte de bênção e honra, e não uma caminho para a maldição e ruína, através do maligno. Pensar bem antes de dizer e honrar fiel e completamente a palavra empenhada. Homem de palavra tem palavra de homem.

Pr Jason

Cuidados com a fé

Meditação do dia 05/07/2015

Nm 28.2 “Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Da minha oferta, do meu manjar para as minhas ofertas queimadas, do aroma agradável, tereis cuidado, para mas trazer a seu tempo determinado.

Cuidados com a fé – Quem vê de fora, acha que não faz muito sentido, ou que poderia ser simplificado, ou até sofisticar mais, para ficar mais glamoroso! Mas a fé tem seus caminhos e eles precisam serem entendidos para não se tornarem rituais vazios e cansativos. Na implantação do sistema de culto e rituais cerimoniais, no período do Êxodo, há muitos detalhes que culturalmente já era entendido pelas pessoas, de forma que nem muitas explicações eram necessárias. O cuidado que os sacerdotes e líderes tinham, zelando pela fidelidade aos princípios ensinados por Moisés e especificados na Lei, garantiam a perpetuidade, com qualidade. Estamos agora, distantes e separados por quase quatro mil anos e culturalmente longe de entender certas coisas. A cabeça nossa de ocidentais, formatada de forma muito mais informal e sem raízes profundas, nos deixam em desvantagem. Precisamos da tradução dos textos originais para nosso idioma, precisamos de comentários sobre como eram os procedimentos, precisamos ver de ponto de vista que não enquadra nossa fé e nossos costumes liberais. Mas, tudo aquilo foi feito por um Deus fiel e universal, atemporal e acima de culturas costumes; nossas passagens de tempos e modos não fazem frente à sua eternidade. A minha fé e a sua deve ser suficientemente firme nos valores eternos, do Deus que muda e não varia. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança (Tg 1.17). Havia determinação para oferecer sacrifícios diários, de manhã e de tarde, continuamente, em função do perdão e comunhão que precisam ser mantidos intactos o tempo todo. Mesmo quando havia festas e celebrações, com seus próprios rituais e sacrifícios que também contemplavam a obra de expiação de pecados e culpas, os sacrifícios contínuos, deveriam ser efetuados, ininterruptamente. Na Nova aliança, cultivamos um relacionamento com Deus, através de Jesus, que se ofereceu na cruz em substituição vicária por nós. Mas a obrigação de fé, de manter o coração e a vida puros, santos e em ligação constante, ainda não mudou. Viver reconciliado é estilo de vida! O sacrifício de Cristo foi único, perfeito e completo para sempre. A parte de Deus sempre esteve pronta! Reconhecer a minha condição e a minha necessidade é minha responsabilidade. “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (I Jo 1.6,7) Tratar com o pecado e a santidade é algo contínuo, de manhã e de tarde e sempre que precisar… aplicar o sacrifício de Cristo no tempo determinado. Graça, não é licença para pecar!

Pr Jason

Sucesso sem sucessão é Fracasso

Meditação do dia 04/07/2015

Nm 27.18,19 “Disse o SENHOR a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as mãos; apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e dá-lhe, à vista deles, as tuas ordens.”

Sucesso Sem Sucessão é Fracasso – Chegou o dia de Moisés passar o cajado. Ele não entraria na terra prometida, por razões das atitudes que não santificaram o nome de Deus e valeu-lhe o veto de entrada. Moisés era um homem e tanto, e o seu coração estava naquilo que dizia respeito a bem de toda aquela nação, que ele de certa forma se tornar um pai, um líder e um grande legislador. Todo líder precisa encarar o fato de que uma hora precisará passar o bastão. Saber fazer um sucessor é um bom sinal. Sucesso, sem sucessão, verdadeiramente se torna um fracasso. Pode acontecer de tudo aquilo que foi construído e mantido ao longo de anos, simplesmente se esvai em questão de dias ou horas. Que ninguém é eterno, em termos humanos, todos sabemos, mas pode parecer muito doloroso para alguns abrir mão e ver uma nova geração assumindo o comando da nau. Mas pode acreditar, é bem melhor ver erros e acertos e possibilidade de sucesso pelo acompanhamento adequado, seguro e respeitoso, do que perder tudo pelo que se lutou uma vida todo ou até trabalho de gerações anteriores. Com certeza, ninguém faz as coisas como eu faço, diria alguns; mas “o meu jeito” necessariamente não é o único de se fazer as coisas. Isso vale com certeza, para toda e qualquer transição de liderança. Os novos, sempre vem com novas idéias e muitas delas são excelentes, e nas mãos deles, com o jeito deles, elas darão certo e se firmarão. Olhando para nossas vidas, como família, por exemplo, sempre seremos “os meninos” para os nossos pais e mesmo vendo eles agirem assim, tendemos a fazer o mesmo com os nossos filhos; eles também já estão grandinhos, estudados, habilitados e competentes, mas o nosso coração quer proteger e agir como se o nosso controle fosse a melhor coisa, e pode não ser. Já escrevi, dias atrás, sobre o processo sucessório que Deus estabeleceu no serviço sacerdotal e nos sacerdotes auxiliares, que tinham data para entrar e para sair da linha de frente. Isso sugere claramente, que transições aconteciam quase como se fosse uma linha de produção, e não podia ser diferente. Moisés que regulou todos os processos anteriores, agora tinha sua própria sucessão a fazer.  Que Bom que ele e Deus estavam bem afinados sobre a pessoa do novo líder, o “jovem” Josué; que fora seu assistente por quase quarenta anos e que recebeu o direito de dar seguimento e com as bênçãos de Deus e de Moisés, que o apresentou pessoalmente a congregação, impôs suas mãos sobre ele e passou o comando e a autoridade. Que Maravilha! Se o povo respeitava a Moisés e tinham confiança, agora sabiam que podiam confiar e seguirem sob a liderança do indicado, que fora treinado e acompanhado de Moisés. Pastores, líderes, administradores e chefes em geral…. estão pensando em fazer uma ótima passagem de bastão no revezamento da vida, ou vai correr até cair duro e deixar todos na mão?

Pr Jason