Santa Convocação

Meditação do dia 06/07/2015

Nm 29.1 “No primeiro dia do sétimo mês, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; ser-vos-á dia do sonido de trombetas.

Santa convocação – Estou voltando da Bahia, onde participamos da Assembléia da nossa Convenção Batista Nacional; Foi uma convocação para os batistas nacionais se reunirem e celebrarmos a mensagem viva do Calvário e Pentecostes. Juntando as coisas todas, a administração dos assuntos denominacionais, as mensagens inspirativas e a festividade dos baianos, ou a “baianidade” como eles gostam de dizer, me leva a pensar que o povo de Deus é essencialmente um povo que gosta de festa e que celebra com alegria na presença de Deus. As Escrituras Sagradas, estão eivadas de menções sobre solenidades convocadas por Deus, em datas e ciclos exatos e contínuos, onde a convocação já vinha no seu edital com a proibição de se trabalhar arduamente naqueles dias de celebração. A idéia, era realmente parar as atividades do cotidiano e se dedicar aos cuidados espirituais, tanto coletivos como pessoais. A vida corrida e as muitas atividades, conduz o homem atual num frenesi de ações e reações que pouco tempo fica para cuidar do coração, da fé e da comunhão com Deus. Alguns até já apropriaram dos cultos e celebrações virtuais, ou cibernéticas, que a mídia oferece aos montes. Assim, o fiel não sai de casa ou do escritório e não precisa “perder tempo.” Já existem disponíveis todos os artigos do consumo de fé, via net, que não mais exige a presença física no local. Não creio que Deus seja ou tenha qualquer coisa contra a tecnologia e as coisas boas que melhoram o desempenho e a produtividade; mas não acredito que as celebrações virtuais cumpram todo o papel e toda a importância que os relacionamentos pessoais e fraternos fornecem, quando nos reunimos “de corpo presente.” Receber um “abs” não é tão gostoso como um abraço “de urso” de alguém de verdade, em carne e osso. Um “oi, blz” não é tão caloroso, como um aperto de mão bem forte e um olho no olho com um sorriso na porta do templo. Prestigie as celebrações da sua fé! Valorize as relações humanas e fraternas, que geram e estimulam comunhão e companheirismos. Como diz o Salmo 100: “Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome. Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.” Então, vamos celebrar e vamos às celebrações, isso é parte da nossa fé.

Pr Jason

Para que servem as estatísticas?

Nm 26.6 “São estes os contados dos filhos de Israel: seiscentos e um mil setecentos e trinta. Disse o SENHOR a Moisés: A estes se repartirá a terra em herança, segundo o censo.”

Para que servem as estatísticas? Os números não mentem jamais, diriam os matemáticos e os chegados em manter tudo na ponta do lápis. Outros dizem que números, são apenas números e não se deve levar tão à sério, ainda mais quando se trata de aspectos místicos ou metafísicos, como resultados de trabalhos espirituais. O certo é que a Bíblia é cheia de números e tem muita coisa numerada nela. Eles apontam para o caminho da organização e quem administra como mordomo, os bens de outrem, precisa estar atentos, pois se faltar algum número, ele poderá ter de prestar contas e alguns bens inventariados, tem preços muito fora de alcance de se fazer devolução, como o valor de uma alma, por exemplo: Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? (Mt 16.26). Então para um pastor e evangelista, uma alma conta muito e não se deve perder nenhuma, nesse caso, o número é bem importante. Jesus contou a história do pastor de rebanho que tinha cem ovelhas e na contagem da tarde, faltava uma e ele largou as noventa e nove seguras no aprisco e fui em busca da desgarrada e na moral da história, o Mestre disse há festa no céu quando um pecador se arrepende. Novamente um número é levado à sério. Para alguém, como Moisés, ou Josué, que tinham que comandar e prover recursos para todos aqueles peregrinos, certamente, os números eram importantes. Pois como administrar uma nação, sem dados precisos? Começando pela nossa casa, com um número fixo de habitantes, orçamento financeiro normalmente fixo ou com poucas variáveis, já deixa a gente alerta, para fazer tudo se encaixar e não sobrar dia no orçamento mensal. Agora, pense isso em termos macros, a igreja da qual faz parte, tem um orçamento bem mais complexo que o nosso doméstico; mas a cidade onde moramos, que tem bem mais gente, hospitais, educação, segurança, abastecimento, infraestrutura, justiça e etc. E o estado, o país? Sabe, como pastor tem um versículo, que me mantem ligado na contabilidade moral e espiritual de responsabilidades: Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. (Hb 13.17) Embora a recomendação se refira aos membros da igreja para cooperaram comigo, o que pesa, é a parte que diz: “…como quem deve prestar contas, Não me assusta, mas eu constantemente me imagino chegando no céu e sendo chamado no escritório e lá está “o chefe” com um nota fiscal na mão e olhando me diz: “Tudo bem, fez boa viagem? Vejo aqui que te confiei “X número de pessoas, para trazê-las até aqui – todas chegaram? Chegaram bem?” E aí? E agora? O tempo é hoje, e os números não mentem….

Pr Jason

O mal sendo elevado ao extremo sem piedade

Nm 25.6 “Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação.

O mal sendo elevado ao extremo sem piedade. Esse é um caso onde vemos o extremo da piedade sendo execrado pelo extremo da maldade e obscenidade. Coisa que a religião não consegue corrigir, por que o temor de Deus está ligado à espiritualidade sadia, enquanto que a religiosidade pode ganhar contornos de insanidade e depravação. Os moabistas, que contrataram Balaão para amaldiçoar os israelitas para talvez facilitar uma investida militar, não logrando sucesso, partiu para um tática suja, mas muito eficiente para seus propósitos maléficos. Promoveram festas profanas e com imoralidade liberada e patrocinada, tendo os jovens israelitas como convidados. A mistura de idolatria pagã, sensualidade e perversão sexual pública em festivais tidos como cultos, arrastou e arrasou milhares de pessoas. Sabendo que eram monoteístas e com um padrão de vida familiar equilibrado e santidade como objetivo de vida, as moabitas se deram a uma missão nefasta de arrastar o maior número possível para suas armadilhas. Enquanto Moisés e os líderes estavam prostrados diante de Deus em choro e clamor pelas vidas e famílias da nação, esse camarada vem do banacal e trás uma “convidada” para os que não foram e fez questão de se apresentar como se fosse a coisa mais natural e respeitável. Tem alguns princípios espirituais que as pessoas de bem precisam saber e lutar por elas, porque são colunas que sustentam a nossa fé na família e nos valores que permitem manter a saúde social em ordem. Um desses é descrito pelo profeta Oseias: A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento(Os 4.11). Uma pessoa que age sem entendimento, não pode tomar boas decisões e nem tampouco irá fazer o que é certo, pois se encontra sob o domínio de outro poder externo a si. Outro muito importante é descrito pelo profeta Isaías: “…não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene.(Is 1.13). A mistura de imoralidade com culto ou atividades ditas como espirituais são abomináveis a Deus. Por mais que se queira adotar um postura de contextualidade e moral avançada ou liberal, não se pode violar a santidade de Deus e de sua palavra e sair impune. Adotar uma postura teológica torcida para facilitar uma conduta inadequada é loucura. O que é certo, em determinadas situações pode se tornar errado ou pecado, mas o que em si é errado e pecaminoso, em nenhuma situação e por nenhum motivo se tornará certo, santo, justo ou aceitável. Vigie e se mantenha puro, não aceite aquilo que conhece como errado, só por conveniência ou oportuno. Tal qual os antigos israelitas, fomos chamados para fazermos parte de um povo escolhido, separado, diferente e santo para Deus. “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (I Co 6.18; 10.14).

Pr Jason

Você já ouviu falar de “Feitiçaria Branca?”

Nm 24.1 “Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto.

Você já ouviu falar de “Feitiçaria Branca?” – Não vou afirmar que é um termo técnico, oposto de “magia negra” – mas tem lá suas conveniências. Esses dias estamos acompanhando a história de uma pessoa intrigante, chamada Balaão. É uma figura! Um legítimo representante dos nossos dias pós-modernos, em termos de espiritualidade descomprometida. Como sabem, no pós-modernismo, não existe absolutos, tudo é relativo e depende da conveniência e do ponto de vista de cada observador. Não existe uma verdade, todas as verdades são verdadeiras, desde que ela preencha a uma necessidade. A idéia central vem do desconstrucionismo, é desmanchar tudo que existe, para fazer qualquer coisa que der com o que se tem à mão. Hoje, nem Deus, nem a Bíblia, os pais, o governo, a justiça, são mais absolutos, tudo está aberto a ser questionado e desafiado. Não temos um “Pseudo” deputado Federal querendo que o Congresso Nacional revise a Bíblia, para tirar os termos que ofendem o seguimento social que ele representa? Nenhum ditador do mundo até ontem jamais teve essa brilhante idéia de mandar reformar a Bíblia, para adequá-la à suas conveniências! Pois bem, Hoje, as igrejas e religiões que se amoldam ao sistema, deixam de lado todo e qualquer pragmatismo, para suprir a demanda da clientela. Assim, os cultos e ritos se misturam de tal forma, que não se distingue o que é evangélico do que é católico, espírita, espiritualizados, nova era, seitas orientais e afros etc. O cliente entra, recebe oração, leva um ramo de… e uma oração escrita para… e compra um cristal para pendurar e toma chá por três sextas-feitas seguidas, de costas para o nascente e com Bíblia aberta em…. a idéia por trás disso é: “vai que cola!” Se der certo, que mal tem? Pois bem, Balaão já era isso, já fazia isso! Era um profeta, conhecia a Deus, recebia revelações, profetizava e tinha poderes místicos, que o levou a ser contratado como “profeta chapa branca” para amaldiçoar a Israel. Ele fazia rituais de culto, com meios de agouro e estava disposto a dizer a verdade, mas se tivesse chance de “secar” Israel por uns trocados ele o faria. Meu querido, minha amiga, não se deixe impressionar por brilho de poder e sinais! Tudo o que é demais, passa! A fé é simples, Deus é amor e generoso e não troca sua bênção e seu favor por presentes! Cuidado com os camelôs espirituais de plantão, que tem orações e campanhas para tudo que é tipo de males, e leva sempre para o lado financeiro e pedem demais! Fuja disso! Se você é sério e honesto, procure por pessoas sérias e honestas e igrejas ou comunidades que não tenta de “conquistar a qualquer preço!” Balaão tá logo ali e tem manto de profeta, mula de profeta, rituais de profeta e é usado tremendamente! Cuidado!

Pr Jason

Coisas de homem e coisas de Deus

Nm 23.19 “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?

Coisas de homem e coisas de Deus – Esta é uma preciosidade em termos de verdades reveladas. Sabemos que Deus não é homem, sempre soubemos! Mas ao se revelar ao “profeta de plantão” Deus faz questão de que este homem de caráter não tão confiável, revele ao rei que o contratou, que Deus é sério, tem caráter e personalidade muito bem definidas e não é qualquer oferendazinha de sete boizinhos magros que vai lhe mudar a palavra e a promessa. Os homens mudam muito de opinião, mudam suas promessas, mudam, mudam o tempo todo, ao sabor das conveniências pessoais ou corporativas. Sempre que percebem um novo modo de lidar ou facilitar eles já estão de mudanças. Até afirmam, que “a única coisa estável na vida são as mudanças!” Que bom que Deus não muda! Isso é a base do nosso relacionamento com Ele. Sua imutabilidade nos faz sentir seguros que lidamos com algo que é confiável. Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.(Ml 3.6). Imagina, se Deus mudasse de opinião cada vez que pisássemos na bola? Se Ele deixasse de honrar sua Palavra, porque alguém resolveu não ser fiel? Tiago disse algo muito precioso que nos serve de corrimão espiritual. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tg 1.17). Também quero deixar minha posição, que o Senhor não está abrindo permissão para que os homens mintam e mudem à vontade, porque isso é coisa de homem mesmo. Há homens e há “homens” – especialmente homens com os quais Deus celebrou uma aliança, afiançada por Cristo e seu sacrifício no Calvário. Esses, são especiais, comprometidas em se tornaram mais e mais parecidos com o caráter do Pai e a quem desejam agradar. Usar a desculpa de que somos humanos e até mesmo Deus reconhece que somos falhos, não é o caminho de quem tem uma vida transformada e cheia do Espírito Santo, que veio para guiar à toda a verdade. O pecado e o erro na vida do cristão é um acidente, uma casualidade, que trabalhamos arduamente para evitar que se repita. Viver deliberadamente em pecado, não é andar na luz.Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.(I Jo 1.7). Somos homens, mas homens de Deus! Somos do bem, somos da luz, sempre!

Pr Jason

Por que Deus faz Perguntas?

Meditação do dia 29/06/2015

Nm 22.9 “Veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo?

Por que Deus faz perguntas? Me desculpe o trocadilho, mas essa é uma boa pergunta! Nós, geralmente não gostamos que nos façam perguntas, quando o inquiridor já sabe ou já tem as respostas. Fica parecendo armação, ou como na linguagem popular, “está jogando verde para colher maduro.” No domínio das letras, existe a figura de linguagem denominada “pergunta de retórica,” na qual a pergunta na verdade é uma afirmação ou negação do fato em questão, pois já se subentende que a resposta é do conhecimento de todos. Mas quando se trata de Deus fazendo perguntas, tem que ser um tanto mais profundo; afinal ele é Deus e como tal é onisciente, ou seja, ele tem todo o conhecimento, ele sabe tudo, e quanto dizemos que Deus sabe tudo queremos dizer “TUDO MESMO!” Quando Deus faz perguntas a uma pessoa, o que ele espera é geralmente uma ATITUDE e não necessariamente uma resposta, porque esta ele já tem por natureza. No nosso texto aqui; um profeta místico, reconhecido como alguém que tem acesso a Deus e com uma capacidade de se comunicar efetivamente com Deus, e vemos que realmente isso acontecia; ele recebe em sua casa uma comitiva de embaixadores enviados pelo rei de Moabe, com uma convite para que vá até lá e amaldiçoe a Israel, que se encontrava em trânsito e naquele momento estava nas cercanias moabitas. Na bagagem da comitiva, o preço de serviços místicos, encantamentos e rituais de maldição. Então Deus já sabia quem eram aquelas pessoas e a que vieram sob as ordens de seu rei Balaque. Então porque Deus fez aquela pergunta à Balaão? Deus não queria ou esperava um relato sobre quem e o que vieram fazer. O que pessoas com essas intenções faziam na casa de uma pessoa que se dizia representante de Deus? O que Deus esperava ver era “qual era a de Balaão!” Com qual atitude ele estava hospedando aquelas pessoas e principalmente, por que ele estava esperando que Deus o autorizasse a ir e fazer os trabalhos? Balaão sabia que Israel era o povo de Deus e que sob sua bênção eles estava à caminho de sua terra prometida, e que o próprio Senhor estava empenhado em conduzi-los ao seu destino. Balaão sabia das vitórias e de tudo o que Israel vinha passado nos últimos anos, para enfim, chegarem agora no limite territorial que lhe pertencia. Portanto, ele sabia, que jamais Deus iria amaldiçoar ou concordar com a possibilidade de destruir seu povo. Essa era a razão da pergunta de Deus, que poderia muito ser assim: “Balaão, qual é a sua? O que acha que vai fazer?” As perguntas de Deus cortam fundo no coração da gente, muito mais do que penetra em nosso intelecto em busca de respostas! Deus conhece os corações e sabe as imaginações que ali se escondem e Ele sabe como tocar ali. Você se lembra, da última pergunta direta que Deus te fez? Quem tem hábitos devocionais de comunhão e oração sabe do que estou falando! Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. (Hb 4.12). Ele sabe porque as coisas estão como estão; Ele sabe a verdade secreta que você guarda e que ninguém desconfia; Ele sabe a verdadeira razão porque se fez ou não se fez aquilo! E você sabe que Ele sabe!

Pr Jason

O olhar que salva

Meditação do dia 28/06/2015

Nm 21.9 “Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.

Um olhar que salva – Toda oportunidade de ensinar e de aprender deve ser valorizada. O conhecimento não ocupa espaço e o saber em abundancia não prejudica, ao contrário, abençoa. Mesmo nas situações mais adversas, Deus sempre aproveitou para deixar um legado positivo. Esta é uma história de outro momento de crise, revertido em tempo de bênção e esperança para aquele povo. Uma onda de maledicência se espalhou como uma epidemia no arraial; nada e ninguém foi poupado das línguas envenenadas, afiadas e ardentes; sobrou para o Maná, que era um pão do céu que colhiam toda manhã, como se ele viesse com o orvalho da madrugada; falaram até de Deus! Como ninguém brinca com Deus e saí ileso, o castigo veio imediato. Todos devem lembrar, de forma mais clara, que na lista dos dez mandamentos, há um deles que aborda santificar o nome de Deus e jamais tomá-lo em vão. Muitos daquela época e daquela geração aprenderam isso da maneira mais dolorosa, mas aprenderam. Aconteceu uma praga de serpentes venenosas que invadiram o acampamento e eram mortais! Claro, além de peçonhentas, eram abundantes e agressivas e muitas vítimas aconteceram. Nessa hora, todos lembram de Deus! Crise, é oportunidade e tempo de buscar a Deus e correr para as pessoas que lidam com as coisas de Deus; o enredo não muda com o tempo, ainda hoje é assim. Procuraram Moisés em desespero e ele foi falar com Deus que instruiu a fazer uma serpente de bronze e levantá-la numa haste (poste) e que as pessoas fossem instruídas a olhar para ela e todo o que olhasse, se salvaria de morrer pelas picadas das cobras. Vamos rapidamente mexer com algumas dessas peças, para esclarecer as coisas: O material usado foi bronze, porque simboliza julgamento. O altar onde eram oferecidos os animais sacrificados para perdão de pecados, era de bronze. Simbolicamente, a culpa, os pecados confessados e admitidos recairiam ali. Não era a serpente que curava ou salvava as pessoas, e sim a FÉ – demonstrada pela obediência à palavra de Deus. Qualquer que estivesse mordido, bastava olhar para a serpente levantada lá no poste. Não precisava orar, rezar, fazer promessa, passar azeite… só olhar! Era uma questão de obediência. Ela não tinha poderes mágicos, místicos e nem tão pouco fora feita para ser cultuada, adorada, venerada ou admirada! Nada de “santa cobrinha!” Já ouvi pessoas dizerem: “Foi Deus que mandou fazer uma imagem” – Não confunda alhos com bugalhos! Se for para venerar ou adorar tudo que Deus criou, aonde é que vamos parar? Outro detalhe muito importante, era a admissão da culpa; para ser beneficiado, a pessoa precisava estar mordido e admitir, aceitar, confessar que isso era verdade. Não há perdão e restauração sem arrependimento e confissão. Deixar o tempo passar até a consciência acalmar e as relações voltarem a uma melhor condição, não é tratar com o pecado e receber os benefícios da redenção. Todo pecado, tudo o que Deus diz em sua palavra que é pecado, precisa e deve ser admitido como pecado, e seguir de arrependimento e mudança de atitude. Olhar para aquela serpente de bronze, prefigurava a fé que hoje depositamos em Cristo e seu sacrifício na cruz. O único meio de ser salvo hoje é admitindo que se está perdido, que é pecador e colocar a fé em Jesus, que morreu na cruz. Deus ainda concorda com isso, sabia? “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.14-19). Olhe para o Cristo da Cruz, só ali há salvação, cura e vida verdadeira!

Pr Jason

A Rocha Ferida

Meditação do dia 27/06/2015

Nm 20.11 “Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.

A Rocha Ferida – Deus falou, eu creio, isso me basta! Não é uma frase de efeito, para impressionar ninguém, mas uma atitude, uma postura de vida que deve servir de parâmetro para todos os filhos de Deus. Conhecer a Deus e poder confiar plenamente no seu caráter, é a base para se acreditar piamente em sua Palavra. Os filhos de Deus conhecem a Deus e precisam se esmerar por conhecer sua voz e o poder de sua palavra. Lembramos sempre de Eva, lá no Éden, quando violou a palavra de Deus dada a ela e a Adão, para que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal que estava no meio do jardim. Ela dialogou com a serpente e acrescentou algo à palavra, afirmando que Deus lhe dissera para não comer e “nem tocar” no fruto daquela árvore. O erro começa quando achamos ou agimos como se pudéssemos dar a nossa própria versão daquilo que Deus disse, se qualquer consequência. O resto da história, todos sabemos, e as consequências, mais ainda. Aqui, encontramos outro desses exemplos e com consequências igualmente desastrosas. Desta vez foi com Moisés, o homem mais manso da terra; o homem que falava com Deus face a face; o experiente líder, por tantas vezes provado, testado e sempre se manteve firme e equilibrado. Mas desta vez, não deu; homem é homem e o ser humano não é infalível e isso vale para todos, desde José, Jason, Moisés, Davi, Madalena, você e os demais… O povo fez uma “santa rebelião” – a ironia que uso, é devido a isso ser uma ação má recorrente em todos os tempos e lugares. Pessoas com os corações sujos, amargurados, descrentes, infiéis, murmuradores, se levantam usando uma linguagem de santos e piedosos, fomentando rebelião, rachas e sismas em famílias, igrejas e as vezes até em nações, justificando como “zelando pela vontade de Deus” – “pela obra de Deus” – “para proteger a verdade.” Isso tirou Moisés do sério e do centro! Uma coisa que me chama muito a atenção é que o líder, em posição de autoridade com respaldo de Deus, precisa prestar atenção na presença de Deus e no detalhe ou a dica que lhe dá. Logo que a rebelião se estabeleceu, Moisés e Arão se prostraram diante de Deus – isso foi, e é a coisa mais certa que fizeram e que devemos fazer: IR PARA A PRESENÇA DE DEUS. Lá é o melhor lugar para homem de Deus se prostrar, se curvar. Ali, se recebe instruções, conforto e confirmação. Não bata boca com rebeldes e rebelados! Quem deve nos direcionar e nos fazer agir é Deus e a sua revelação, o resto é “dar trela pra serpente.” Deus disse a ele para ajuntar povo e leva-los até a rocha e falar à Rocha, que ela daria água para todos. “Falar à Rocha!” – Falar com uma pedra? Deus ordenou e instruiu, obedeça, Ele sabe o que está dizendo e fazendo! Hoje, sabemos que aquela rocha, não era apenas uma rocha: e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo (I Co 10.4). Moisés deixou de falar à rocha, como Deus instruiu e a feriu duas vezes com o seu cajado. Desobedeceu a ordem de Deus, alterou sua ordem e quebrou um dos tipos mais importantes e significativos da redenção. Pois a Rocha não poderia ser ferida uma segunda vez, assim como Cristo não pode ser morto uma segunda vez. Isso custou muito caro para Moises! Se Moisés, que é quem é, não se livrou das consequências de sua violação da palavra de Deus, imagina eu, você e qualquer outro. Por isso que eu digo: “Deus falou, eu creio e isso me basta!”

Pr Jason

Uma Novilha Vermelha Perfeita

Meditação do dia 26/06/2015

Nm 19.2 “Esta é uma prescrição da lei que o SENHOR ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que vos tragam uma novilha vermelha, perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo.

Uma novilha vermelha perfeita – Não vamos entrar em méritos teológicos e simbólicos hoje, mas quero pensar com vocês apenas em termos de como Deus é santo e se importa com o problema do pecado na vida humana e como ele providencia meios efetivos e permanentes de solução. Era e é para ser um ritual de cunho espiritual de valor muito grande e permanente, fazendo parte das prescrições perpétuas. Um animal perfeito em todos os detalhes, sem que tenha trabalhado pesado, para ser sacrificada, claro, aponta para Cristo e seu trabalho de redenção. A finalidade era deixar estocado uma reserva de elementos, no caso as cinzas, cerimonialmente preparadas, para os rituais diários e constantes de purificação de pessoas e propriedades contaminadas e que levaria muita gente a ficar impossibilitada de se apresentar para culto e adoração, tanto coletiva, quanto individual e outras atividades sociais. Todas as pessoas envolvidas no processo, eram e deveriam estar em boas e plenas condições nos rituais, estando puros e limpos, e a cada etapa do preparo, eram outras pessoas e à medida que cada uma cumpria o seu trabalho, ela teria que passar por um banho e ritual de purificação, pois estaria cerimonialmente impura até o por do sol. Isso nos faz pensar no quanto é importante se manter puro de coração e de vida diante de Deus, e que ainda que tenhamos as melhores das intenções, ainda assim, o pecado acontece e passamos a necessitar de perdão e graça de Deus. Não há um meio seguro ou imune de mexer com o mal, o pecado e não se contaminar. Também, quem está apenas disposto a ajudar e servir para que outros se livrem de seus males e se coloquem em boas condições diante de Deus, também assume o custo da intercessão. Quem não tem disposição e humildade para se identificar com o pecador e suas condições, não pode amá-lo o suficiente para se importar e fazer algo que o torne hábil a voltar à comunhão. Lá no Éden, houve a promessa de que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, mas que teria seu calcanhar ferido. Há um custo para que pessoas sejam salvas e libertas. Para Deus, custou o seu filho e para Jesus custou a sua vida. Como igreja, o nosso papel é comunicar o amor e a graça salvadora, a obra purificadora, já disponível, porque alguém foi levado e sacrificado fora da porta e totalmente queimado, com acréscimo de madeira e seu sangue aspergido em benefício da comunidade. O pior problema do pecador não é o seu pecado praticado em larga escala, mas a não admissão de sua culpa e suas responsabilidades. A parte de Deus já está pronta, estocada e disponível para nós, para mim, e para você. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (I Jo 1.9).

Pr Jason

As provisões aos Ministros

Meditação do dia 25/06/2015

Nm 18.19 “Todas as ofertas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, dei-as a ti, e a teus filhos, e a tuas filhas contigo, por direito perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é esta, para ti e para tua descendência contigo.

As provisões aos ministros – Que Deus é bom, ninguém tem dúvidas. Que Ele supre e provê o necessário e o suficiente para todos, também não se questiona. Todos gostam da generosidade do Pai. Ninguém que eu conheça tem dificuldade de orar e repetir o Pai Nosso, incluindo “o pão nosso de cada dia, dai-nos hoje…” Até aqui, tudo bem, ponto pacífico; as dúvidas, incertezas e críticas surgem quando toca no ponto de dízimos e ofertas. Vou meditar com vocês aqui, tendo condições de ser isento na opinião, mesmo sendo eu um pastor, que trabalho de tempo integral e por isso sou sustentado pela igreja, através dos dízimos e ofertas. Primeiro, dízimos e ofertas, não são invenção modernas, novas ou coisas criadas pela cabeça de pastores e líderes cristãos. Isso é uma prática histórica, cultural e é culto a Deus, praticado desde os primórdios da sociedade humana. “ Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo” (Gn 14.18,20). Quando Moisés recebeu as leis e cerimoniais, para a vida e o culto dos hebreus, ainda no período do Êxodo, essa prática de entregar dízimos e ofertas, foi incorporada à lei e não  inventada ou criada ali. Segundo, Deus a incorporou à lei cerimonial, como sendo algo sagrado, santo e a entrega é feita à Deus, no santuário, templo etc. aos cuidados dos sacerdotes e ministros. “Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR (Lv 27 30). Entregar os dízimos é um culto, uma forma de reconhecimento das bênçãos e do favor de Deus sobre nossa vida e seu cuidado em suprir o que precisamos. Deus, determinou que parte dessas ofertas, que na época, em grande parte era entregue em espécies, fosse destinada aos sacerdotes e ministros que se dedicavam a cuidar da parte espiritual de toda a nação e por isso também não receberam herança em termos de propriedades de casas, cidades e terras, como os demais cidadãos de todas as onze outras tribos. Hoje, quase não se entrega ofertas em espécie, já que toda a economia gira em torno de moeda, dinheiro. Quero esclarecer também, que cada igreja ou comunidade de fé, tem seu sistema de como usa ou emprega os dízimos e ofertas. Posso afirmar com segurança que as igrejas denominacionais mais históricas, são muito criteriosas e agem com muita responsabilidade; com prestação de contas e satisfação dada aos membros. Procure ler mais na Bíblia sobre o tema e não se permita influenciar por más conversações. Sendo você uma pessoa séria, haja com seriedade, frequente e contribua numa comunidade de fé, onde se sinta acolhido e lhe dê alegria e satisfação de cultuar a Deus, inclusive com seus dízimos e ofertas.

Pr Jason