Panos, Peles e Tintas

Meditação do dia: 02/03/2024

“E todos os que tinham pano azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho e peles de animais marinhos trouxeram isso também.” (Ex 35.23)

Panos, Peles e Tintas – Em resumo, são insumos, materiais para confeccionar os mais diversos apetrechos, utensílios e decorar o tabernáculo. Ele deveria ser muito bonito; deveria ser muito bem feito; deveria ser muito prático. Sim! Mas não era ele o fim de tudo; Deus é que seria adorado ali e esse sim é o começo, meio e fim de todo o serviço e dedicação humana. “⁴Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê. ⁵Ora, Moisés descreve assim a justiça que procede da lei: “Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.” ⁶Mas a justiça que procede da fé afirma o seguinte: “Não pergunte em seu coração: Quem subirá ao céu?”, isto é, para trazer Cristo lá do alto; ⁷ou: “Quem descerá ao abismo?”, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos. ⁸Porém, o que se diz? “A palavra está perto de você, na sua boca e no seu coração”, isto é, a palavra da fé que pregamos. ⁹Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. ¹⁰Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação” (Rm 10.4-10). O tabernáculo inteiro, com todos as peças e todos os rituais e cerimoniais em ação, simbolizava ou em figura era Cristo. Ninguém e nada é tão perfeito como Cristo, por isso, todas aquelas madeiras, tecidos, cores, texturas, metais, pedras preciosas, o serviço de confeccionar, montar, utilizar, desmontar, carregar e repetir tudo de novo, era puro e simples, Jesus Cristo, só e tudo isso! “³O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, ⁴tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb 1.3,4). Observe as expressões grifadas! Alguém chegou numa construção e viu diversas pessoas trabalhando e perguntou a alguém o que ele estava fazendo, e ela respondeu: “Fazendo massa para assentar tijolos.” A outro fez a mesmo pergunta e ele disse: “Fazendo uma parede.” Ainda a outro indagado, disse: “Serrando tábuas.” Uma criança pequena, filho de algum daqueles operários, estava ali, com um carrinho de mão (carriola), carregando de brincadeira alguns tijolos e aquela pessoa lhe perguntou o que ela fazia e a criança lhe disse: “Estou construindo uma catedral.” A criança, fora a única que tinha uma percepção total da obra que estava sendo construída. Os demais, cada um estava envolvido e absorvido com sua própria ocupação e apenas a sua parte do trabalho. Infelizmente é assim que a maioria das pessoas olham para o tabernáculo, para a obra de Cristo, para a igreja e para o ministério que Deus lhe confiou. Só veem um aspecto, e do seu próprio ponto de vista e desconectado dos demais. Por isso que elas tem uma vida social, uma vida familiar, uma vida estudantil, uma vida profissional, uma vida religiosa e uma vida particular…. sendo que todo mundo só tem UMA VIDA! Cada um oferecia a Deus alguma coisa! Poderia ser ouro, tecido, tinta, pele, seu serviço, sua habilidade, todos tinham o que oferecer. Ninguém pode chegar diante de Deus de mãos vazias dizendo que não tem nada, não sabe nada, não pode nada… isso não é humildade, não é pobreza, não é preguiça: Isso é uma acusação contra Deus, que a fez ou a deixou sem nada para oferecer. Pano, pele ou tinta? Você tem alguma coisa a oferecer hoje?

Senhor, obrigado, por tudo que és para nós, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dispostos de Coração

Meditação do dia: 01/03/2024

“Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração. Trouxeram fivelas, pendentes, anéis, braceletes, todos os objetos de ouro; todo homem fazia oferta de ouro ao Senhor.” (Ex 35.22)

Dispostos de Coração – Nossa meditação continua no texto que fala do levantamento de recursos para a realização de uma grande obra, que estaria no centro das atenções do povo, ali no deserto, durante a caminhada e para quando chegassem na Terra Prometida. Construiriam um santuário para adoração, culto, rituais e cerimoniais que da fé deles e cuja iniciativa e determinação fora do Senhor Deus. Uma coisa é juntarmos esforços para realizar algo grande, bom e importante, que entendemos ser necessário e outra coisa é fazer algo que Deus determina e dá as instruções com absoluta precisão, detalhe por detalhe. Como dizemos constantemente, ali eles seguiam ordens, instruções e obedeciam mandamentos recebidos diretos de Deus, através da instrumentalidade humana de Moisés. Hoje, nós praticamos a mesma fé, no mesmo Deus e com revelações ainda mais esclarecedoras que ao longo da história nos foram sendo fornecidas, através dos profetas, dos líderes levantados por Deus e posteriormente, a Palavra de Deus se encarnou e habitou entre nos, na pessoa de Jesus. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). A obra de Deus tem muitas facetas e modos de realizar, dependendo de das etapas em que se encontra. As necessidades materiais, financeiras e de pessoal, existem hoje, como sempre existiram. Deus é o provedor hoje, como o era naquele tempo e em todo o tempo. A mordomia cristã bíblica ensina que todas as coisas pertencem a Deus e ele é o dono e Senhor de tudo e de todos. Sendo assim, quando ele pede, ou ordena que se faça algo, certamente ele provê os meios e os recursos. É dever do senhor prover as necessidades dos seus servos e é dever os servos confiar na capacidade do senhor. É certo que Deus não daria uma ordem ou instrução para construir, realizar algo sem que ele tenha os meios para tal projeto. Isso é axiomático! Vou dar duas referencias bíblicas para atestar isso: “²⁸Pois qual de vocês, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? ³¹Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?” (Lc 14.28,31). “Quem é que vai à guerra às suas próprias custas? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?” (1 Co 9.7). O rei Davi reconhecia isso sem problema algum; quando se preparava para construir o templo, que foi executado por seu filho Salomão, ele ao levantar ofertas entre o povo, afirmou algo muito poderoso: “¹⁰Davi louvou o Senhor diante de toda a congregação e disse: Bendito és tu, Senhor, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade a eternidade. ¹¹Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade, porque teu é tudo o que há nos céus e na terra. Teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos. ¹²Riquezas e glória vêm de ti. Tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder. Contigo está o engrandecer e dar força a todos. ¹³Agora, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome. ¹⁴Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e nós só damos o que vem das tuas mãos” (1 Cr 29.10-14). A oração de Davi é uma aula de verdadeira mordomia espiritual e reconhecimento do senhorio de Deus sobre tudo e todos. Lá no deserto, as pessoas doaram de coração, com alegria, objetos pessoais, como anéis, braceletes, joias etc. Não podemos esquecer, que até poucos dias atrás, eles eram escravos, pobres, sem bens e valores… antes de saírem do Egito, Deus levou os egípcios a presentearem os israelitas e ao que tudo indica, não foram poucas coisas! Você é generoso com a obra de Deus?

Senhor, muito obrigado por suprir cada uma das nossas necessidades e com abundancia e generosidade, obra da tua graça. Mantemos os nossos corações consagrados a ti e ao teu serviço e tudo o que temos, vem de ti e pode ser disponível ao teu serviço e à tua vontade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Corações Movidos

Meditação do dia: 29/02/2024

“Todo aquele cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu veio e trouxe a oferta ao Senhor para a obra da tenda do encontro, para todo o seu serviço e para as vestes sagradas.” (Ex 35.21)

Corações Movidos – Já passamos pelos textos que falam da construção do tabernáculo e de todos os processos envolvidos. Nesse capítulo que situa o texto de hoje, há uma repetição daquilo que fora passado para Moisés e agora eles efetivamente vão construir e assim não vamos reprisar o que já estudamos, mas nos atentaremos para algumas lições que podemos aprender e aplicar de forma a focar no crescimento e na prática devocional utilizando as escrituras. Desejo destacar aqui, o modelo adotado por Deus para que os recursos necessários fossem levantados. O critério seria a voluntariedade dos corações, que se dispusessem a contribuir livremente, com bens e serviços. Levando e conta o tempo em que aquilo aconteceu e o contexto histórico, os modelos econômicos, a mentalidade das pessoas e a cultura espiritual, ainda assim sobram muitas e boas razões para aprendermos. Nossa cabeça funciona basicamente de forma mercantilista, capitalista e isso contamina todas as áreas de influencia da vida das pessoas ao nosso redor. Mesmo, cristãos bem discipulados, convictos da importância de viver pela fé e dentro das bênçãos da Nova Aliança e sob as promessas do cuidado de Deus em suprir suas necessidades, ainda assim percebemos o arraso que a ansiedade causa em suas vidas. Percebemos o quando muitos temem a morte e a eternidade; quantos tem medo do futuro e de se verem desamparados. A mordomia cristã se resume em entregar dízimos e ofertas e alguns se envergonham de fazê-lo e outros procuram provas para se livrarem de terem de praticar e uns jogam com as palavras: “isso é do tempo da lei” – “Isso é do Velho Testamento” – “A lei já se cumpriu…” Mas do outro lado, todos entram na fila da bênção, fazem “campanhas da prosperidade” e acreditam no conto de dar para receber cem vezes mais… Amados, não tem como separar o sagrado do secular, a vida de fé distinta dos negócios, Deus é coisa de igreja e no mais é cada um por si… Esse tipo de mentalidade e de prática é altamente corrosiva e destrutiva para a alma e o espirito da pessoa. Foi Jesus mesmo quem ensinou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas” (Mt 6.24). na versão corrigida diz: “Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Minha aplicação para nós nesse dia é que não se pode ter a Deus como o abençoador e provedor de tudo que precisamos e na hora de ofertar, doar e servir, o coração apresentar um outro concorrente com a nossa devoção: “Mamom.”

Senhor, tu és generoso e merece receber da mesma forma da nossa parte! Tu és digo de ser servido com alegria e prazer. Obrigado por ter nos dado o melhor que o tinhas aí na eternidade, o teu amado filho. Somos gratos e em nome dele te louvamos e agradecemos, amém.

Pr Jason

O Mistério do Véu

Meditação do dia: 28/02/2024

“Quando Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.” (Ex 34.33)

O Mistério do Véu – Como explicar algo que não é oferecido explicação razoável no texto bíblico? Sobre essa questão apareceram tantas versões e explicações que algumas até se tornaram “doutrinas” e até marca característica de determinadas igrejas e seguimentos. Uma ligeira pesquisa bíblica nos leva a perceber que véus fazem parte da indumentária feminina desde que o tecido foi inventado, ou quem sabe, ele foi inventado para fazer o véu (?).  Também percebemos que ele está bastante associado a cultos e rituais na antiguidade, tanto entre o povo de Deus, como entre os povos e culturas pagãs e em diversos tipos de rituais sociais e espirituais. “¹⁸Naquele dia, o Senhor tirará os enfeites que elas têm nos tornozelos, as toucas e os ornamentos em forma de meia-lua; ¹⁹os pendentes, os braceletes e os véus esvoaçantes; ²⁰os turbantes, as correntinhas para os tornozelos, os cintos, as caixinhas de perfume e os amuletos; ²¹os anéis e as joias pendentes do nariz; ²²os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas; ²³os espelhos, as roupas finíssimas, os enfeites para a cabeça e os véus” (Is 3.18-23). Nos tempos do início da igreja cristã, quando Paulo servia como missionário entre povos de outras culturas e cultos, enfrentou situações onde tais aparatos são mencionados em rituais. “¹¹Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. ¹²A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. ¹³O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões” (At 14.11-13). Posteriormente ele teve que discutir o tema com os cristãos da cidade de Corinto e aqui tem mais “pano pra manga” em termos de costumes, doutrinas e ensinamentos com problemas até os dias de hoje. “Quero, porém, que saibam que Cristo é o cabeça de todo homem, e o homem é o cabeça da mulher, e Deus é o cabeça de Cristo” (1 Co 11.3). O que era para ser um ensinamento para reforçar o Senhorio de Deus e de Cristo e as posições de autoridade e bom testemunho na comunidade de cristãos, se tornou um dilema de grandes proporções. Como em várias áreas na vida humana, extremos foram explorados nessa questão. Moisés passou a utilizar um véu, com o propósito de ofuscar o brilho do próprio rosto, que de certa forma incomodava as pessoas nas audiências, e à medida que aquilo foi desvanecendo, também terminou a necessidade. O uso de tal adereço, não tinha propósitos espirituais, ritualístico ou de afirmar ou definir alguma posição, mas resolver uma questão para que o trabalho e as atividades dele como líder não sofresse prejuízos. Quando ele entrava na presença de Deus ele não utilizava o véu, porque não fazia sentido. Claro que isso serve historicamente e  figuradamente para muitas boas e preciosas lições da vida espiritual e do caminha na fé; o próprio apóstolo Paulo utilizou tal metáfora para apresentar a diferença de glória da Lei e da graça, se tratando da Antiga Aliança e a Nova Aliança. O que podemos aprender com o uso ou não de algo que pode não definir nossa fé, mas contribui para a edificação da igreja? Tudo precisa ser feito para edificação e para a glória de Deus.

Obrigado Pai, por ser o centro da nossa adoração e do nosso culto. Só o Senhor é Deus e isso nos basta, nos satisfaz e deve ser suficiente. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Depois, Vieram Também

Meditação do dia: 27/02/2024

“Depois, vieram também todos os filhos de Israel, aos quais Moisés ordenou tudo o que o Senhor lhe havia falado no monte Sinai.” (Ex 34.32)

Depois, Vieram Também – Líderes e liderança cristã são parte maior dos leitores dessas meditações. Portanto, muitos dos textos são dedicados com temáticas voltadas para eles, pois de uma certa forma, todos nós exercemos liderança ou influenciamos por todos os lados ao nosso redor. Mesmo que você não seja um líder oficialmente em sua igreja ou ministério, ou na sua profissão ou setor de trabalho, ainda assim, como cristão, você desempenha um papel muito importante como influenciador através do seu testemunho. Não é preciso ter um cargo ou ser empossado por uma autoridade para ser líder ou abençoar. Sinta-se à vontade para abençoar e fazer a diferença! Voltando à nossa temática, Moisés voltou ou desceu do Monte com as novas tábuas e as instruções complementares, que não puderam ser entregues da primeira vez. Seu rosto brilhava e isso produziu alteração nas relações com a massa a quem ele deveria ministrar. Ele se reunião com a liderança principal, acertou as pontas e arestas e então, só então… “Depois, vieram também todos os filhos de Israel…” Estamos vivendo dias e tempos críticos e de contestação social e cultural; são males dos nossos tempos, com a insatisfação generalizada e muitas pessoas nem sabem porque são ou estão insatisfeitas e outras tantas são doutrinadas a se posicionarem como insatisfeitas e não se conformar, mesmo que não saibam com que não se conformar, o negócio é protestar e dizer que assim, não, somos contra, queremos mudanças… isso também se reflete na igreja e nos meios cristãos onde as pessoas são levadas a se posicionarem de um lado ou de outro, senão por falta de opção elas são declaradas como de determinado lado. Ao o título ou essa parte do texto que separei para meditar, alguém já diria: “por que depois? Só depois? São minoria, são excluídos, são menosprezados ou deixados de lado? Não! Todas as coisas precisam de ordem e decência, é assim que os cristãos foram ensinados: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Co 14.40). Os líderes, o são pela capacidade de liderar; então eles recebem as instruções e transmitem ou auxiliam; também podem facilitar o trabalho daqueles que farão as próximas etapas. Jesus liderou doze discípulos e se reunia constantemente com três deles em particular; quando voltou ao céu, recomendou a alguns deles certas prioridades e isso foi é e sempre será modelo de liderança e administração. Como dizemos brasileiramente: Não pode ser muitos caciques para poucos índios! Onde estaria você e eu, se lá estivéssemos? Entre os primeiros, logo depois?

Senhor, obrigado por ter um lugar para cada um de nós, no teu serviço. Graças te damos por conferir dons e habilidades especiais para que a obra seja feita e isso é o que de fato importa. Nossas preferencias só podem ser levadas a efeito se forem para glorificar o teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Princípes da Congregação

Meditação do dia: 26/02/2024

“Então Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram-se a ele; e Moisés lhes falou.” (Ex 34.31)

Os Príncipes da Congregação – Voltando sempre para relembrar as nossas bases: Me propus a escrever diariamente um texto, baseado em uma passagem bíblica, com o objetivo de refletir e escrever essa reflexão. Posteriormente surgiu a oportunidade de compartilhar com amigos e irmãos mais próximos, até para receber críticas textuais e temáticas e me ajudar a fazer correções e elas vieram, em doses menores do que era esperado, mas me ajudaram muito e nortearam muitas decisões. Alguns pedidos para receberem, e outros compartilhando com seus próprios contatos, levaram isso a um outro patamar e temos sido ricamente abençoados, com muita gente recebendo diariamente, e também um blog foi criado e graças a Deus, estamos muito além das fronteiras iniciais e sou grato por isso. Temos mantido algumas linhas gerais, que faziam parte da idéia original; por exemplo, o texto é escrito e corrigido imediata e simultaneamente e ao final da escrita já é enviado; isso faz com que erros de digitação e as vezes trocas de referências e pequenas coisas acabam passando batido. Algum tempo depois eu releio e encontro correções a serem feitas; mas a idéia e que vocês recebam o alimento ainda quentinho, saindo do forno. Obrigado pela paciência, amizade, cooperação e gentileza de darem de vez em quando um retorno ou quando algum texto se torna muito especial para alguém. Obrigado, de coração. Isso também faz parte da idéia da meditação de hoje; os “Príncipes” tal lá, qual aqui, são líderes com influencia e que exercem liderança no povo de Deus e se responsabilizam por ajudar na liderança dos ministérios e das igrejas, tal qual Moisés contava com os príncipes tribais e familiares do povo de Israel. Quando ele desceu do Monte, seu rosto brilhava e ele não sabia, isso provocou reação no povo e para alguns foi negativo, causando medo. Quando ciente do que estava ocorrendo, Moisés chamou os líderes e teve uma conversa e passou instruções e provavelmente tirou as impressões exageradas e ameaçadoras que circulavam entre eles. Se os príncipes se certificam de que está tudo bem e não há risco ou perigo, isso tranquiliza o povão. É isso que os obreiros, líderes de departamentos e ministérios devem fazer, sendo isso um ministério primário. Não dá focar no principal, se há pequenas coisas tirando o foco do que realmente importa e para muitas pessoas. Uma comunidade de fé, estando incomodada com alguma coisa que nem todos sabem o que é mas cresce o murmúrio e deixam o ambiente tenso e desconfiado, não permite que o serviço propriamente dito, seja feito. Você pode ser um dos príncipes, um líder, ainda que a sua influencia seja pequena, ainda que seja só sobre a sua casa, já é algo importante; exerça seu papel de líder e coopere. O Reino todo agradece.

Senhor, te louvamos e agradecemos porque podemos trabalhar em equipe e superar as dúvidas e desentendimentos pessoais e produzir harmonia e facilitar as relações com a liderança e assim permitir que o ministério aconteça. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Medo de Aproximar

Meditação do dia: 25/02/2024

“Quando Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; e ficaram com medo de chegar perto dele.” (Ex 34.30

O Medo de Aproximar – Passam se os dias e os anos e algumas coisas permanecem como antes, ou como sempre; as reações humanas ao novo, inusitado ou diferente ainda é desafiador. Aceitamos até com uma certa normalidade, que toda mudança provoca incômodos. A maioria das pessoas se sentem mais confortáveis com a rotina e a normalidade. Outros, tem perfil conservadores e assim eles não gostam muito de verem coisas novas sendo implementadas; o contrário de quem tem perfil inovador, que adora mudanças, novidades e sem elas, eles se entendiam e produzem mudanças só pelo prazer de não ver as coisas do mesmo jeito e no mesmo lugar. Qual é o seu perfil? Eu sou conservador, não gosto muito de mudanças, mas aprendi muito com os de perfil adaptável; esses não gostam de mudanças, mas as recebem bem e se adaptam rapidamente e seguem em frente. Existe também o perfil dos “Arrastados”, esses como o próprio nome diz, eles vão porque não tem como ficar, mais sempre serão arrastados pelos outros. Os quatro perfis formam a chamada “Curva do Sino.” Quando Moisés voltou do monte e da presença de Deus, o resplandecer do seu rosto provocou reações muito estranhas nas pessoas, porque elas ficaram com medo de aproximarem dele. Por quê? Imaginemos a cena acontecendo em nossos dias e em nossa comunidade. Como seria a reação das pessoas que conhecemos tão bem? Como seria a minha reação? Os mais curiosos, tomariam a frente, ainda que desconfiados, mas não perderiam a oportunidade de serem os primeiros a descobrir a causa do fenômeno. Outros tantos, não gostariam de se aproximar, por precaução, pois poderia ser que afetasse quem dele se aproximasse. Com certeza também apareceriam os desconfiados, que acham que “ali tem coisa!” também tem aqueles que não se deve mexer com o sobrenatural, pois ele é sobrenatural exatamente para permanecer em segredo. As perguntas que realmente fazem a diferença são: qual a minha reação e por que? Na minha concepção, sou responsável por minhas atitudes, sou o único que tem autoridade para mudar minhas ações e reações e ainda que outros tenham suas experiencias, no que me diz respeito, a minha experiencia é a que realmente conta. Mas vou fechar esse texto com uma outra provocação: Como são suas reações ao diferente e ao sobrenatural? Quando foi sua última grande experiencia com Deus?

Senhor, obrigado por se revelar e permitir acesso dos teus filhos às riquezas da glória do teu conhecimento. Na tua Palavra há fontes maravilhosas das quais podemos extrair muitas coisas boas e úteis para crescermos em nossa caminhada de fé. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Brilho no Rosto

Meditação do dia: 24/02/2024

“Quando Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois de Deus ter falado com ele.” (Ex 34.29)

O Brilho no Rosto – “Foi lá no cume do Monte Sinai que o nosso Deus com Moisés falava… Brilhava, brilhava, o seu rosto brilhava! Foi lá no cume do Monte Sinai que o nosso Deus com Moisés falava…Moisés não sabia que o seu rosto brilhava; brilhava, brilhava… ” Essa é a letra de um “corinho” muito cantado nos anos setenta (do século passado). O brilho do rosto de Moisés era reflexo dele ter estado e permanecido na presença de Deus por muito tempo e de forma contínua. Ele trouxe consigo algo que resultou dessa exposição do finito diante do infinito, do temporal diante do eterno, o corruptível diante do incorruptível. Ao contrário da maioria das experiencias humanas e naturais no nosso universo, quando dois elementos distintos e de qualidades antagônicas se expõem um na presença do outro por prolongado tempo, é mais plausível que os efeitos do negativo influenciem o positivo, ou o corrompa. Algo como exposto nos ensinos proféticos de Ageu: “¹¹Assim diz o Senhor dos Exércitos: Peça aos sacerdotes que decidam a seguinte questão relacionada com a lei: ¹² Se alguém leva carne santificada na borda de sua roupa, e ela vier a tocar no pão, ou no cozido, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, isso ficará santificado? E os sacerdotes responderam: Não. ¹³Então Ageu perguntou: Se alguém que se tornou impuro pelo contato com um cadáver tocar em qualquer dessas coisas, ficará ela impura? E os sacerdotes responderam: Sim, ficará impura” (Ag 2.11-13). Indo para aplicações mais próximas da nossa realidade de vida cristã e comunhão: O apóstolo Paulo escrevendo aos irmãos da igreja de Corinto, citou essa experiencia de Moisés no uso de um véu para cobrir o seu rosto quando comparecia diante do povo para ministrar a eles. Ali, ele comunica, que há um grande valor espiritual nas revelações da Nova e da Velha Aliança, pois, ao revelar a Lei, que seria transitória e simbólica em relação as verdades eternas da redenção, isso produziu um reflexo tão glorioso no rosto de Moisés, por estar exposto à presença de Deus e da Lei de Deus. Como não será infinitamente maior e superior a glória que se espera revelar na manifestação de Cristo em plenitude, como a igreja de Cristo espera ver e Deus fará acontecer. “⁷E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que fosse uma glória que estava desaparecendo, ⁸como não será de maior glória o ministério do Espírito? ⁹Porque, se o ministério da condenação teve glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça” (2 Co 3.7-9). Glória seja dada a quem merece, a Deus, o Senhor de todos nós. A presença de Deus é para ser desfrutada, amada, recebida e contemplada; não discutida teologicamente ou de qualquer outra forma. Moisés também não buscou isso, não correu atrás disso; ele esteve presente, servindo, recebendo o que Deus lhe tinha e ele nem sabia de brilho e parece que alguém teve que avisá-lo porque ele não tirou proveito disso, e muito menos fez valer para benefício ou modelo a ser copiado, seguido ou buscado. Mas, que brilhava, isso brilhava!

Senhor, obrigado por revelar coisas boas, grandes, profundas a quem tem maturidade e sabedoria para estar exposto a isso. Queremos aprender e precisamos aprender sobre estar mais perto de ti, oramos sobre isso em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Moisés Desceu do Monte

Meditação do dia: 23/02/2024

“Quando Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois de Deus ter falado com ele.” (Ex 34.29)

Quando Moisés Desceu do Monte – Quando éramos crianças, e em grupo, costumávamos brincar as vezes jogando para cima terra, areia, pedrisco ou outras pequenas coisas com um grito: “Tudo que vem de cima é Deus quem manda!!!!” A idéia era correr e evitar ser acertado pela “chuva” iminente. Faz parte da experiencia que tudo que sobe, tem que descer; excetuando impostos e preços é claro! Na vida cristã, o “normal” é crescer e alcançar alturas maiores a cada dia e ir permanecendo em cada novo degrau alcançado; descer não é uma boa opção, pois indica retrocesso ou estagnação. Pensando com o coração, na experiencia de Moisés, ele estava lá em cima porque fora convidado, ou convocado por Deus; precisa estar lá para receber instruções e revelações da lei, dos mandamentos, estatutos, testemunhos e dos rituais de culto e de questões administrativas da nação. Lembrando que eles estavam iniciando a formação da nação, pois até então eram um amontoado de gente, com costumes tribais, governados pelas leis informais e tradições passadas de uma geração para outra. Quando viviam numa nação organizada, tinham que se submeter às leis e costumes locais, o que quase sempre terminava em opressão e dificuldades. Não sei se vocês conseguem seguir o raciocínio, mas a vida e a dedicação a Deus, ocupa áreas da vida das pessoas de diferentes modos e o ministério, não é necessariamente só atividades espirituais ou diretamente ligadas ao culto. Era fato, que Moisés estava privilegiado de estar na presença de Deus numa condição quase única na história humana. Seu trabalho em receber revelações divinas é claro, altamente espiritual, mas com responsabilidades de um legislador, criando leis e regulamentos a serem impostos à população. O que há de espiritual nisso? Tudo! Ao cumprir suas tarefas, ele estava também recebendo graça e experiencia que certamente vai lhe valer para a eternidade, uma vez que diante de Deus ninguém morre, no sentido de se extinguir e aquilo teria aplicações em outras dimensões. “³⁶Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. ³⁷E que os mortos ressuscitam, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando afirma que o Senhor é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. ³⁸Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem” (Lc 20.36-38). “²⁹E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante. ³⁰E eis que dois homens falavam com ele: eram Moisés e Elias, ³¹que apareceram em glória e falavam da morte de Jesus, que ele estava para cumprir em Jerusalém” (Lc 9.29-31). Quando ele desceu do monte, alguma coisa estava diferente e ele nem estava consciente disso. A presença de Deus produzira influencia, transformação, agregou algo em sua vida de tal modo que física e biologicamente era perceptível. Isso não é maravilhoso em termos de experiencia humana com algo transcende, acima de razoabilidades e probabilidades circunstanciais?

Senhor, obrigado pelas coisas que não conseguimos explicar em palavras humanas, mas sabemos que são reais e verdadeiras. Obrigado em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Quarenta Dias e Noites

Meditação do dia: 22/02/2024

“Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites. Não comeu pão nem bebeu água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” (Ex 34.28)

Os Quarenta Dias e Noites – Não consigo ver na de misticismo nesses números de dias e noites que Moisés passou diante de Deus no cume do Monte Sinai. O fato de Jesus também ter permanecido no deserto se preparando para o início do seu ministério, também por quarenta dias, isso não torna isso um conjunto mágico, poderoso em si mesmo e muito menos determinante para servir de base ou modelo para outros tempos. É claro que há componentes intrigantes e que nos chamam a atenção, como o fato de durante todos esses dias e noites, ficar registrado que Moisés não comeu nem bebeu. Humanamente, sabemos que o isso ultrapassa os limites da resistência de vida para qualquer pessoa. Sem alimento, é muito provável que uma pessoa com boas condições de saúde e num ambiente e temperatura adequado pode sobreviver. Contudo, sem água, dificilmente um ser humano ultrapassa sete dias. Agora, temos que convir, que aqui não havia nada de normal – Moisés estava na presença de Deus, como da outra vez, à convite dele e do ponto de vista dos demais israelitas, ele estava encoberto por uma densa nuvem, com aqueles raios e trovões e ninguém saberia o que acontecia por detrás daquela cortina. Moisés não fez questão de relatar e se ele confidenciou com Josué e Arão ou a outras pessoas, elas foram confidentes e preservaram consigo mesmas; mas eu tenho minhas dúvidas se isso de fato aconteceu, afinal, Moisés era muito confiável e por isso mesmo confiou a ele todas essas revelações maravilhosas. Muitos cristãs cultivam hábitos de subirem à montes para oração e consagração, hábito esse ficando mais raro ultimamente. Não há uma recomendação bíblica sobre a prática de quarenta dias em algum lugar; como também não há proibição de tal prática. Como a vida cristã na Nova Aliança é regulamentada pela fé e devoção pessoal de cada cristão, cabe a nós valorizar as boas práticas devocionais e intensificar a busca saudável por crescimento espiritual e ministerial para servir a obra de Deus e glorifica-lo. A experiencia de Moisés lá no Monte Sinai não foi replicada com nenhuma outra pessoa, por iniciativa divina ou pessoal, mesmo no relato sobre o profeta Elias, que após o confronto no Monte Carmelo com os profetas de Baal, ele empreendeu uma jornada de quarenta dias e noites com a força de uma comida e bebida fornecida por anjos. “⁵Deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro. E eis que um anjo tocou nele e lhe disse: Levante-se e coma. ⁶Elias olhou e viu, perto da sua cabeça, um pão assado sobre pedras em brasa e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. ⁷O anjo do Senhor voltou, tocou nele e lhe disse: Levante-se e coma, porque a viagem será longa. ⁸Então Elias se levantou, comeu e bebeu. E, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1 Rs 19.5-8). Ele veio para o mesmo lugar, mas não nas mesmas situações e circunstancias e o tipo de experiencia pessoal com Deus também foi diferente. Graças a Deus por isso!

Senhor, obrigado por personalizar as nossas experiencias contigo na oração e na comunhão, para o nosso crescimento aconteça para a tua glória e sem que tenhamos o controle daquilo que produziria orgulho e vaidade pessoal. Agradecemos a bênção de pertencermos ao Senhor e sermos aceitos em tua presença sem nenhum merecimento. Em Cristo isso é totalmente possível e acontece sempre. Em nome dele oramos agradecidos, amém.

Pr Jason