A Palavra e a Aliança

Meditação do dia: 21/02/2024

“O Senhor disse ainda a Moisés: Escreva estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança com você e com Israel.” (Ex 34.27)

A Palavra e a Aliança – Para os três leitores mais assíduos dessas meditações já não deve pairar muitas dúvidas sobre a apreciação especial que o pastor Jason tem pela Palavra de Deus. Acredito nela como ela de fato é: Palavra de Deus! Inspirada, eterna, viva, transformadora, capaz de falar ao coração, capaz de santificar um pecador inveterado; como descrever seus efeitos saudáveis e abençoadores em nossas vidas? Não há palavras! A melhor atitude é acolhê-la no coração e guardar como o tesouro mais precioso. Ao olhar um texto pequeno, como o versículo que separamos hoje para nossa meditação, somos forçados a nos perguntar: Seria por causa de Deus ou de Moisés mesmo, que era para ele escrever o que Deus mandou? Quando digo Moisés, estou o colocando no lugar dos israelitas, no meu lugar e de qualquer pessoa da humanidade. Palavra de Deus para o homem, o ser humano. Sei que Deus não tem problemas de memória e esquece o que diz! Sei que nós temos! Não só esquecemos como também “esquecemos” de propósito, descuido, e por aí vai… Deus disse o que disse, ordenou que se escrevesse, porque seria e é em conformidade com o teor dessas palavras que ele estabeleceu a aliança com Israel e ratificou com a igreja através de Jesus lá na noite quando ele celebrou a ceia antes de ser preso. É um tanto quanto comum, novos convertidos ou cristãos mais novos, perguntarem sobre como manter uma obediência construtiva a Deus e à Palavra dele. A verdade é que muitas pessoas cristãs nascidas de novo e herdeiras das promessas na Nova Aliança, cultivam uma mentalidade da Antiga Aliança e tentam viver a vida cristã pelo esforço próprio, querendo cumprir todos os mandamentos sem escorregar e assim agradar a Deus; alguns até fazendo check list para ver se está indo tudo bem e nada está fora de controle. Não se pode viver a graça, na era da graça através da força da carne. A vida cristã precisa ser vivida pela fé! O justo viverá da fé é assim que se faz. “mas o meu justo viverá pela fé; e, se retroceder, dele a minha alma não se agradará” (Hb 10.38). Conheça a  Palavra de Deus e segundo o teor dela experimente a graça de Deus e o poder do Espírito Santo para uma vida bem sucedida.

Te louvamos Senhor, pela bondade e paciência para com os teus servos; nos colocamos diante de ti, para sermos instruídos e aconselhados em tua Palavra, que é tudo o de que precisamos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cabrito Ao Leite

Meditação do dia: 20/02/2024

“Tragam as primícias dos primeiros frutos da terra à casa do Senhor, seu Deus. Não cozinhem o cabrito no leite da sua própria mãe.” (Ex 34.26)

Cabrito Ao Leite – hoje o circo vai pegar fogo! Mas certamente não serei eu que irei atear o fogo dessa discussão. Não sou nada entendido de culinária e meus hábitos alimentares são os mais simples e corriqueiros da cozinha brasileira; afinal sou goiano da roça e embora vivi muitos anos em Goiania, a capital, naqueles tempos da minha infância e adolescência ela era apenas uma roça maior do que as outras do interior. Embora devido aos meus estudos e trabalho, já tenha andando por uns dezesseis estados e várias capitais e cidades grandes por esse Brasil à fora, as coisas básicas da vida continuam fortemente enraizadas em mim. Assim como há alguns pratos que levam leite na sua composição ou no modo de preparo, isso ainda está um tanto quanto distante daquilo que imaginamos ser a verdade central por trás do mandamento bíblico do texto de hoje da nossa meditação. Já respondendo a pergunta que não calar, eu não sei a resposta, o porque desse mandamento e até onde consegui pesquisar, nem mesmos os eruditos e versados em hebraico, levíticos, costumes antigos e hábitos culturais, todos estão no mesmo barco que eu e você, ou seja: eles também não sabem! E o que fazer então?! Apelar para o que se deve fazer em casos semelhantes… ou seja, acreditar que a Bíblia explica a própria Biblia e que há uma razão justa e certa pela qual Deus ordenou tal questão a seu povo. Por outro lado, vendo do ponto de vista cultural, devia ser uma prática usual e de conhecimento geral, de forma que nem Deus e muito menos Moisés se deram ao trabalho de explicar ou justificar. Por exemplo: a dieta daqueles povos todos do oriente, era muito semelhante e comer cabritos, ovelhas, vacas e etc. fazia parte comum dos hábitos alimentares de modo geral de todas as civilizações; então eles sabiam dos modos de preparo e as variações possíveis e que em determinados arraiais regionais aquilo poderia variar e assim, o que para alguns era normal, para outros era exótico e outros até desconheciam. Minha família cultivava arroz, e conhecia as variedades e qualidades circulantes entre os agricultores. Mas me lembro que eles repudiavam uma espécie que aparecia intrusa, um chamado “arroz vermelho.” Assim que detectado, ele era arrancado e não se permitia amadurecer para não proliferar. Depois de adulto, descobri que o tal arroz vermelho é cultivado em alguns regiões para consumo e que é muito apreciado; ele deve ser cozido no leite e não em água como o arroz branco. Também só depois de adulto lá no Estado do Espírito Santo, foi que vi pela primeira vez o arroz sendo plantado na lama, e cultivado com irrigação abundante, praticamente submerso. Os capixabas ficaram horrorizados com o meu espanto e me perguntaram se havia outro modo de cultivar arroz; quando falei do modo utilizado do centro oeste eles ficaram espantados e acharam aquilo uma loucura… O cabrito ao cabrito ao leite da própria mãe, para alguns era proibido por questão de piedade, por significar que ele ainda era muito novo e nem havia sido desmamado. Outros atribuem ao ritual de vida e morte não se misturarem, pois o mesmo leite que alimentava o filhote não poderia ser utilizado como meio de morte para ele no preparo do prato. Outros aludem a práticas pagãs entre os cananeus e Israel deveria se manter puro e evitar tal prática. Não tenho muito paladar para carne de caprinos e ovinos, nem mesmo um churrasquinho, ou aquela carneirada tão apreciada pelos paulistas e os pratos saborosos nordestinos. Nada contra. Estou aberto a aprender sobre o tema, se alguém já alcançou algum conhecimento mais esclarecedor, por favor, compartilhe conosco, será muito edificante.

Senhor, obrigado por providenciar alimento e provisão para todos nós em todo tempo e lugar. Os povos e nações com suas culturas e hábitos são obras de tuas mãos e glorificam a ti com suas vidas e cultos nas mais diversas formas de manifestações e expressões. Em Cristo somos todos um só corpo e juntos estaremos reunidos um dia para servir juntos aquele que nos comprou com o seu precioso sangue. Te louvamos e agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Prazo de Validade

Meditação do dia: 19/02/2024

“Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão levedado. O sacrifício da Festa da Páscoa não deve ficar da noite para a manhã do dia seguinte.” (Ex 34.25)

Prazo de Validade – Quase todos os produtos de consumo atualmente vêm com uma informação na embalagem avisando do prazo de validade daquele produto. Já nos habituamos a observar esse íten ao fazer as compras. Precisamos também ficar espertos quando são produtos que estão em promoção, porque podem estar muito próximos da data de validade e para não perderem o produto, os comerciantes realizam promoções, o que pode induzir as pessoas a comprarem maior quantidade e se não atentarem para a validade, pode até mesmo perder o investimento. Quando os israelitas receberam as normas de como celebrar anualmente a festa da Páscoa, ela veio também com uma informação sobre o prazo de validade. O animal era sacrificado na tarde do dia 14 do primeiro mês e comido ainda à noite com pães ázimos e ervas amargas; isso feito em família naquela noite. O que não fosse consumido naquela refeição não poderia ser mais utilizado como alimento. Deveria ser queimado até se consumir totalmente. Era uma prescrição divina e as razões eram espirituais, simbólicas e de aplicação na vida através da fé naquilo que a Páscoa simbolizava para todos eles. Lembrando que Jesus era o cumprimento dessa simbologia e assim ele foi crucificado por volta do meio dia, morreu próximo às 15 horas e foi retirado da cruz e sepultado no mesmo dia, antecipando o sábado judaico. “⁴⁵A partir do meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. ⁴⁶Por volta de três horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactani? Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” ⁵⁰ E Jesus, clamando outra vez em alta voz, entregou o espírito (Mt 27.45,46,50). Lembrando que a contagem do dia para eles, difere do nosso; eles contam o dia à partir do por do sol – quando ele se põe no horizonte, começa um novo dia. Nós utilizamos à meia noite como base de contagem do novo dia. “⁴²Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, ⁴³José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. ⁴⁶Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo” (Mc 15.42,43,46). Toda aquela operação de preparação para celebrar a Páscoa, apontava para algo de urgência, de consumação rápida e precisa. O mesmo se vê no sacrifício de Cristo, foi julgado, condenado, executado, morto e sepultado num curto espaço de tempo. A celebração da Páscoa aponta para a obra de libertação do pecado de sua condição de escravidão ao pecado. Ele é salvo assim que participa da celebração da Páscoa, ou seja, assim que o pecador se identifica com o que Jesus fez por ele lá na cruz, ele é aceito, perdoado e salvo. Isso é um ato – a vida cristã, que seguirá à partir de agora, isso sim, será um processo.

Senhor, obrigado por se oferecer no meu lugar e me dar a oportunidade de começar uma nova vida, agora livre e liberto do pecado e do seu poder escravizante. Agora sou uma nova criatura e as coisas antigas ficaram para trás, agradeço por me proporcionar essa graça de me tornar filho de Deus. Amém!

Pr Jason

Sangue e Fermento

Meditação do dia: 18/02/2024

“Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão levedado. O sacrifício da Festa da Páscoa não deve ficar da noite para a manhã do dia seguinte.” (Ex 34.25)

Sangue e Fermento – A Bíblia é um livro de história! Conta a história do amor de Deus pela sua criação, que de alguma forma agiu deslealmente com o seu criador e por amor ele levou a efeito um projeto de restauração de todos as coisas. Dizemos todas as coisas, porque o homem como representante de toda uma raça ou espécie, era também o primor de toda aquela criação. A ele fora concedido a liderança e a primazia sobre tudo e assim, suas ações refletia sobre tudo, para o bem e para o mal. Como ele fez uma escolha de má qualidade, contagiou tudo com o efeito destruidor e corrosivo do pecado. Estamos falando de algo que nos dias atuais é ignorado, rejeitado e considerado obsoleto, ultrapassado. O desejo de independência do ser humano, nunca esteve tão exacerbado como em nossos dias. Agora já estamos no tempo que está sendo chamado de “pós verdade.” Mas isso não muda a verdade verdadeira! Deus é a verdade; a sua Palavra, a Bíblia é a verdade! Então, os relatos bíblicos são a verdade que nos orienta e nos capacita a vivenciar a nossa fé. Sempre seremos em menor número, mas não precisamos ser a maioria, não aqui na terra e no presente sistema. “Mas Isaías clama a respeito de Israel: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo (Rm 9.27). Jesus nos seus dias aqui na terra ensinou que somos sal e luz e esses dois elementos não precisam ser maioria para gerar influencia benéfica. “¹³Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. ¹⁴Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte” (Mt 5.13,14). Como cristãos e adoradores do Deus verdadeiro e o Criador de todas as coisas, aprendemos em sua Palavra como cultuar e como agradar de forma que as suas prescrições sejam levadas a sério, e as verdades cheias de significados sejam apropriados de modo espiritual e edificante. Hoje, no nosso texto, ele fala sobre a prática de apresentar sacrifícios de animais, tanto para perdão de pecados, como para adoração e gratidão pelas bênçãos e provisões vindas das mãos de Deus. Aquilo era simbólico, que apontavam para um sacrifício maior, melhor, perfeito e de aplicação eterna, de uma vez por todas, que aconteceria no futuro. Isso se referia ao que eles chamavam de “O Messias” ou “O Cristo” – que significava “o enviado” se referindo a uma pessoa que Deus providenciaria que seria capaz de resolver o problema da separação entre o homem e Deus, fazendo a reconciliação e anulando o efeito do pecado na vida humana e até onde ele havia afetado. O pão oferecido no culto que acompanhava o sacrifício deveria ser asmo, (ázimo) ou seja, sem adição de fermento. Porque o fermento simboliza a corrupção, o exagero, o crescimento fantasioso. Pão asmo (ázimo) é autêntico, puro, original. Essa é a idéia de culto aceitável a Deus!

Senhor, obrigado por ser o Deus provedor de todas as coisas e no culto que prestamos a ti, devemos seguir as instruções que a tua Palavra declara como deve ser. Não servimos ao Senhor nos nossos próprios termos. Seguimos a tua Palavra que é a nossa regra de fé e prática. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tres Vezes Por Ano

Meditação do dia: 17/02/2024

“Três vezes por ano, todo homem deve aparecer diante do soberano Senhor, o Deus de Israel.” (Ex 34.23)

Três Vezes Por Ano – Certamente esta é uma verdade prescrita para um contexto que não se encaixa nos moldes do tipo de culto e adoração que praticamos na Nova Aliança. Os Israelitas estavam em peregrinação, indo em direção à terra de Canaã, que era a Terra Prometida deles. Deus a prometeu à Abraão, à mais de quatrocentos anos antes dessa situação vivida por eles no êxodo. Aqui eles estavam em jornada, habitando em tendas e sem residência física, mas a expectativa era de que logo estariam de posse do seu território e à medida que se estabelecessem como nação, a vida ganharia contornos de normalidade. Nessas prescrições que Deus estava dando ao povo através de Moisés, ficou regulamentado as festas e festivais, dentro de um calendário anual. Entre todas as festividades, haviam três que eram as principais e obrigatórias e assim as pessoas deveriam se esforçar para comparecer: A primeira é a Páscoa; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas. Cada uma delas tinha significados importantes e apontavam para a bondade do Senhor e a sua provisão em todos os sentidos. Tudo isso foi consumado no sacrifício de Jesus Cristo lá na cruz. Na noite em que ele foi preso, antes ele celebrou com antecipação do ritual da Páscoa com os seus discípulos lá naquele cenáculo e ali foi instituída a Ceia do Senhor, que agora cumprida pela sua morte e ressurreição, alude à sua próxima vinda à terra, desta vez para arrebatar a sua igreja. Em termos de festas e rituais de adoração, na Nova Aliança, não tem mais os aspectos físicos e materiais como fatores preponderantes, como o Senhor Jesus ensinou à mulher samaritana. “²⁰Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. ²¹Jesus respondeu: Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. ²²Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. ²³Mas vem a hora e já chegou em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. ²⁴Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.20-24). Até então, nos tempos de Jesus e no começo da era da igreja, as reuniões de adoração e celebração a Deus no contexto de israelitas, se restringiam ao templo de Jerusalém e nas sinagogas espalhadas por onde quer que houvesse a presença de israelitas. A igreja cristã, ganhou maturidade e acolheu os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos e temos uma concepção bem diferente. “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Co 6.16). Em outro texto, o mesmo apóstolo Paulo ensina: “¹⁹Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos? ²⁰Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês” (1 Co 6.19,20). Não é mais três vezes ao ano – agora é todo dia e o dia todo em todo o tempo!

Obrigado, Senhor Jesus por ter realizado um sacrifício verdadeiro, único e perfeito para sempre, podendo assim resgatar todos aqueles que colocam a fé em ti e na tua Palavra. Agora não precisamos comparecer em algum lugar para adoração, pois somos o teu santuário e habitação de Deus, através do Espírito Santo que habita em nós. Louvado seja o Senhor, para sempre e eternamente, amém.

Pr Jason

Trabalhar Seis Dias

Meditação do dia: 16/02/2024

“Seis dias vocês trabalharão, mas no sétimo dia vocês descansarão. Mesmo no tempo de arar e de colher vocês deverão descansar.” (Ex 34.21)

Trabalhar Seis Dias – O cristianismo por representar o projeto de vida à moda de Deus é sempre um movimento contra cultural, ou seja, andamos sempre contra o fluxo, nadamos contra a correnteza. Não é à toa que a Palavra de Deus nos diz que o mundo passa… “Ora, o mundo passa, bem como os seus desejos; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17). os ciclos de vida e ações do mundo seguem os ventos das conveniências e tendências. O mundo não tem um plano de longo prazo e não nem planos alternativos quando suas previsões não se completam. Observem bem a instrução desse mandamento dado por Deus a Moisés, para o povo hebreu tivessem uma boa legislação normatizando as atividades de trabalho e descanso. O mundo já passava de dois mil anos, desde a criação. Lá no Éden, na sua primeira semana de existência, Adão representando toda a raça humana que descenderia dele, descansou no dia sétimo junto com Deus que tudo criara em seis dias. Recente, na era industrial, a necessidade de produção e produtividade inventaram a jornada de trabalho e à medida que direitos e deveres começaram a serem negociados, foram sendo criados condições de trabalho e descanso, pensando no bem-estar do trabalhador. Agora, estamos vendo a reinvenção da roda, o próprio mercado de trabalho se autorregulando e a jornada de quarenta e oito hora semanais foi considerado muito exaustiva e se reduziu para menos e agora já estão testando e implementando a jornada de três dias semanais de trabalho. Descobriram que a vida é mais do que só trabalhar! Para Deus, o estabelecido inicialmente é razoável e suficiente: seis dias de trabalho e um de descanso. Como servos de Deus, adoradores e praticantes de sua Palavra e com nossas vidas separadas para o seu serviço, entendemos que o Senhor sempre tem razão e agora precisamos compreender as implicações das instruções divinas. O homem deve trabalhar seis dias semanais. Um dia para descanso e reposição das energias e vigor tanto físico quanto mental e emocional. Trabalhar seis dias, independe de se estar empregado ou contratado. O trabalho faz parte do nosso estilo de vida, tanto quando o culto, a adoração, a oração, a beneficência e tudo mais. Seis dias!! Lembre-se disso.

Senhor, obrigado por cuidar de tudo que é necessário para a nossa vida funcionar perfeitamente bem. Te agradecemos por suprir tudo o que precisamos, por graça e generosidade. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ninguém de Mãos Vazias

Meditação do dia: 15/02/2024

“Mas o jumento que for a primeira cria, esse vocês podem resgatar com um cordeiro; se vocês não o resgatarem, ele deverá ser desnucado. Vocês devem resgatar todos os primogênitos de seus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.” (Ex 34.20)

Ninguém de Mãos Vazias – Como já frisamos em outras meditações e ensinamentos, algumas palavras têm sentidos muito precisos e dizem tudo por si mesmas; em muitos casos, não é qualquer um que pode responsavelmente fazer de tais palavras, por não poder dar as garantias necessárias. Umas dessas palavras aparecem aqui, NINGUÉM! Quando uma palavra como esta aparece nas doutrinas e ensinamentos bíblicos, são de peso muito grande. Veja por exemplo: “Jesus respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Quem chega à eternidade sem passar pro Jesus? “ninguém!” Outro exemplo: Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos” (Jo 15.13). Outra pérola bíblica: “Porque ninguém será justificado diante de Deus por obras da lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3.20). “Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre” (Sl 49.7,8. Vamos fechar os exemplos, para não delongarmos muito em algo já patente diante de todos nós. Mostrei todos esses exemplos para chamar a atenção para o uso da mesma palavra, agora por Deus em relação aos seus adoradores. “Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.” Como diz o Arnaldo Cesar Coelho, aquele ex-árbitro de futebol: “A regra é clara!” Ao comparecer diante do Senhor para cultuar, isso não poderia ser feito, sem algo a lhe oferecer. Mesmo que os tempos mudaram e o sistema financeiro já substituiu o escambo a muito tempo, o princípio espiritual, eterno, permanece. Há pessoas que levam isso literalmente à sério e ao pé da letra; levam uma oferta em dinheiro, qualquer que for a quantia, mas fazem isso como um dever sagrado de culto. Não deve haver nada de errado em frequentar os cultos da sua igreja, lá no templo e ter sempre um donativo para entregar. Mas isso pode se tornar uma parte muito fácil e cômoda, levando o adorador a evitar outras práticas de fé e disciplina espiritual. Olhando a vida, o culto e os serviços que muitas pessoas dos tempos bíblicos fizeram e viveram, podemos entender que “dinheiro não é tudo;” Podemos ter outras coisas ou Deus pode estar interessado em nós e não no que temos ou podemos oferecer. Espero fomentar uma interrogação em várias mentes e corações, sobre como estamos nos consagrando a Deus e cumprindo a sua vontade. Só não podemos chegar diante dele, de mãos vazias, isso não!

Senhor, tudo é teu e nós também o somos. Tudo o que temos veio de tuas mãos e foi a tua generosidade que nos supriu, de modo que quando ofertamos, estamos na verdade, devolvendo aquilo que recebemos por obra e graça do Deus provedor. Podemos ter algo mais do que dinheiro ou serviço… tudo será para tua honra e glória, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Resgate de Vida

Meditação do dia: 14/02/2024

“Mas o jumento que for a primeira cria, esse vocês podem resgatar com um cordeiro; se vocês não o resgatarem, ele deverá ser desnucado. Vocês devem resgatar todos os primogênitos de seus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.” (Ex 34.20)

Resgate de vida – Gosto muito desse texto e não é  de hoje; fazem muitos anos que ao ver esse trecho das Escrituras, deparo que com um versículo único, abordando diferentes tipos de ações de resgate. Os primogênitos pertencia a Deus por direito de criação e preservação; como os primogênitos dos israelitas, tanto das pessoas como dos animais foram poupados da morte naquela noite quando celebraram a primeira páscoa; agora eles pertencia a Deus que dava a eles a oportunidade de resgatar seus primogênitos assim que nascessem. Aqui vem a citação incomum de um animal que não fazia parte dos rituais de culto, pois não poderia ser oferecido como sacrifício; o jumento, cavalo, camelos e similares eram animais de serviço, mas impróprios para sacrifícios a Deus. Sendo assim, logo que nasciam um primogênito entre as suas crias, ele era imediatamente resgatado por um cordeiro; isto é, era substituído por um cordeiro, que poderia vir a ser oferecido em sacrifício. Caso o proprietário não optasse pelo resgate, o animal deveria ser morto quebrando-lhe o pescoço. Isso também apontava para a obra da redenção, onde a salvação acontece por meio de uma substituição. “Pois também Cristo padeceu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir vocês a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1 Pe 3.18). Nos ensinamentos da apóstolo Paulo, fica muito claro, a importância da obra substitutiva de Cristo na cruz: “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Graças a Deus, que Jesus Cristo se apresentou como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo para resolver o nosso dilema e nos tirar de uma condição muito difícil. Obrigado, Senhor Jesus!

Senhor, agradecemos pela obra da redenção, que é bênção para nossas vidas! Amém.

Pr Jason

Primogênitos

Meditação do dia: 13/02/2024

“Todo o primeiro filho que nascer é meu. Também de todo o seu gado, o primeiro filhote macho de vacas e ovelhas é meu.” (Ex 34.19)

Primogênitos – Muitos detalhes da cultura antiga, não faz muito sentido para nós nos dias atuais até que as estudemos à luz das tradições e costumes culturais da antiguidade. O valor que a bíblia atribui a certas questões que em nossa cultura e nos nossos valores não representam atração alguma. Hoje a nossa meditação vai para uma característica dessas e claro queremos e podemos aprender coisas boas e edificantes para nossas vidas. Nada é por acaso ou surge de uma idéia mirabolante de alguém; muito menos Deus inventa algo sem qualquer sentido e faz com que tais práticas o torne valioso. Devemos pontuar que desde muito cedo na história humana, já era valorizado a primogenitura entre os filhos. nas práticas bíblicas patriarcais, quando o sacerdócio ainda era uma obrigação familiar sob a responsabilidade do pai de família e na sua ausência, do filho mais velho. Isso influenciava até mesma na sucessão de heranças, quando ele recebia uma porção maior que os demais irmãos, por ter que se dedicar ao cuidado espiritual da família e com isso teria menos tempo para suas próprias obrigações pessoais. “¹⁵Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem não ama, e as duas lhe derem filhos, e o primogênito for da que ele não ama, ¹⁶no dia em que repartir a herança entre os filhos, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da que ele não ama e que é de fato o primogênito. ¹⁷Pelo contrário, deve reconhecer por primogênito o filho da mulher que ele não ama, dando-lhe dobrada porção de tudo o que possuir, porque aquele é o primogênito do seu vigor; o direito da primogenitura é dele” (Dt 21.15-17). Quando da saída dos hebreus do cativeiro egípcio, na última praga, aconteceu a morte de todos os primogênitos das famílias que não se submeteram a cerimonia da morte do cordeiro e passar o sangue nos umbrais das portas de suas casas. Como os hebreus fizeram tudo conforme as ordens do Senhor através de Moisés, os seus primogênitos foram salvos e com isso, passaram a pertencer a Deus, que foi o salvador de todos eles. Assim, à partir dali, todo primeiro filho já nasceria consagrado à Deus e nesse caso, deveriam serem resgatados pelos pais com um pagamento simbólico para cada um. “¹O Senhor disse a Moisés: ²Consagre-me todo primogênito. Todo o primeiro que sair do ventre de sua mãe entre os israelitas, tanto de homens como de animais, é meu. ¹²dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. ¹³O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês se encontram. Quando eu vir o sangue, passarei por vocês, e não haverá entre vocês praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito. ” (Ex 13.1,2,12,13).

Senhor, agradeço pela salvação colocada à disposição de cada um e de todos os que creem naquilo que Jesus fez com sua vida, seu ministério, sua morte e ressurreição. Agora isso está disponível à todos pela fé. Somos teus, comprados pelo sacrifício de Jesus. Em nome dele, agradecemos, amém.

Pr Jason

Celebrar a Libertação

Meditação do dia: 12/02/2024

“Celebrem a Festa dos Pães sem Fermento. Durante sete dias vocês comerão pães sem fermento, como ordenei a vocês. Façam isso no tempo indicado no mês de abibe, porque nesse mês vocês saíram do Egito.” (Ex 34.18)

Celebrar a Libertação – As celebrações na Bíblia estão por todos os lados e para celebrar muitas ocasiões importantes na vida das pessoas e da nação. Celebrar foi uma das formas de transmissão de valores que Deus incluiu na sua didática infalível. Quem não gosta de festa? Todos, é claro. Assim, os principais acontecimentos eram celebrados e alguns foram incluídos no calendário anual e deveria fazer parte de seus hábitos e cultura para sempre, como ordenança memorial. Quando celebramos algo todos os anos e não abrimos mão daquilo e cuidamos para que todos os preparativos aconteçam e estimulamos as novas gerações a fazerem e participarem daquilo e depois assumindo como obrigação de fé, isso se perpetua. A libertação dos hebreus do cativeiro egípcio, foi a principal data a ser celebrada e ela abria o calendário desse povo. No dia catorze do primeiro mês, todas as famílias, indistintamente de quaisquer condições deveria celebrar, e sempre da mesma forma, seguindo os preceitos do primeiro ritual, passando de pai para filho, de geração em geração para sempre e eternamente. Depois vieram outras celebrações e muitas delas apontavam para a futura vinda do Messias, que conhecemos como o Cristo – o Senhor Jesus. Quando ele veio, participou de todas essas mesmas celebrações, ainda que elas apontavam para sua própria pessoa. Nossa experiencia de conversão marca a entrada  na vida espiritual, o início da nossa jornada com Deus rumo ao propósito eterno para o qual fomos criados e agora salvos para realiza-lo. Isso, certamente merece ser lembrado e celebrado. A Ceia do Senhor é a celebração oficial determinada por Jesus, como um memorial daquilo que sua vida, morte e ressurreição significam para todos os que nele creem. São apenas duas ordenanças para serem observadas pela igreja: o batismo nas águas e a ceia do Senhor. Aqui na Monte das Oliveiras, nós separamos o primeiro sábado de cada mês para celebrar a Ceia do Senhor e sempre enfatizamos o valor, o significado e a imporancia de tal celebração. Um dia, estaremos todos na casa do Pai, com toda a família reunida; imagine só, todos os salvos de todos os tempos e de todos os lugares pela primeira vez juntos, e Cristo à frente, celebrando a ceia!!! Vamos fazendo as coisas até que ele volte e então tudo será consumado!

Senhor, obrigado por criar memoriais tão bons e importantes para marcar os grandes feitos da obra da redenção, da qual somos os grandes beneficiados. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason