Comeu, Bebeu e Caminhou

Meditação do dia 17/12/2015

 

1 Rs 19.8 “Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.”

 

Comeu, Bebeu e Caminhou – À medida que meditamos na Palavra de Deus, descobrimos preciosidades que não se percebe na simples leitura e estudo. Outra maneira muito proveitosa de adquirir conhecimento bíblico e espiritual é ouvindo pessoas, pregadores, mestres e irmãos que tem muita sabedoria e experiência, ainda que não sejam acadêmicos. A vida do profeta Elias, é uma fonte de inspiração e ensinos sobre a vida com Deus e o relacionamento ministerial profético. Toda pessoa engajada ministerialmente precisa aprender com Elias, bem como todo cristão pode desfrutar de lições que a vida e o trabalho desse homem ímpar na história tem para oferecer. Aqui, hoje, vou pensar com vocês, sobre a experiência de Elias, logo após exterminar os profetas e sacerdotes de Baal e Asera, no Monte Carmelo e atrair de volta para Deus a fé dos israelitas. A ímpia rainha Jezabel, colocou a cabeça dele à prêmio e ele botou o pé na estrada. Não se pode negar que Elias foi apanhado por uma melancolia depressiva, tão angustiante, à ponte de desejar morrer. Para uma pessoa da maturidade e estatura espiritual dele, chegar numa situação como essa, convenhamos, que realmente seu estado emocional estava em risco de colapso. Ele queria morrer, mas não estava pensando em se matar, suicídio estava fora de cogitação, ele pensava em algo mais suave e mais digno para um profeta, isto é, que o Senhor Deus mesmo, o recolhesse como um prêmio de consolação e recompensa pelos anos de serviço prestado. Mas acredite, melancolia, depressão, cara de carência chorosa e auto piedade, não convence Deus a mudar seus planos. Elias queria a morte, mas o Senhor lhe deu comida, bebida e energia para prosseguir e realizar a maior e mais importante obra de sua vida, que foi posteriormente ungir dois reis e um profeta substituto e aí sim, ser recolhido em grande estilo em carruagens de fogo. Isso é lição, meu amado. Nem sempre Deus vai nos conceder o queremos ou achamos que precisamos, mas ele nos dá o que é necessário para realizarmos os seus projetos, que é na verdade o que dá sentido e significado para nossa vida e nosso trabalho aqui. Pare de choromingar e saia dessa melancolia e cara de “Maria Madalena pedindo misericórdia!” Quem te escolheu foi Deus e não foi por causa dos seus múltiplos talentos e aptidões, foi por obra e graça dele e ELE é a sua fortaleza, não você mesmo! Não estão reconhecendo ou valorizando seus esforços e anos dedicação? E daí? Para quem mesmo é que você trabalha? De quem e de onde você espera a verdadeira recompensa? Para de fazer tempestade num copo dágua! Levante-se! Elias foi acordado duas vezes pelo anjo para comer e beber, parece com alguém que conhecemos, de manhã cedo, que dá um cansaço para tirar da cama? O que Elias comeu foi um pão, pelo menos era o que ele percebeu e o que bebeu, parece ser água ou quem sabe até mesmo vinho, como era costume e cultura. Mas alguém aí já viu um pão e uma água ou vinho, que produza energia física para alguém caminhar por quarenta dias e quarenta noites sem parar? Ainda mais, em lugar deserto, sem estradas oficiais, sombra e etc. Veja o que Deus e capaz de fazer para seus servos completem o trabalho que lhes é dado! Não há impossível para Deus, seu agir não conhece limites! Meus problemas, seus problemas não são limites para Deus agir e realizar seu trabalho. Levante-se!

 

Pr Jason

Procura-se Perturbadores

Meditação do dia 16/12/2015

1 Rs 18.17 “E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu o perturbador de Israel?”

Procura-se perturbadores – “O gato ruivo daquilo que usa, disso ele cuida!” Não entendeu nada? Eu também passei anos ouvindo minha mãe citar esse adágio até chegar a compreensão do seu significado. Numa “tradução livre” seria equivalente a dizer que as pessoas se preocupam com aquilo com que se envolvem. As pessoas sentem o cheiro do tipo de coisas que as atraem e nas quais se envolvem; pessoas “barraqueiras” conseguem achar confusão de graça em qualquer lugar que vão. Pessoas desonestas desconfiam de todo mundo; pessoas positivas conseguem ver um lado bom em toda situação, afinal um ponto de vista nada mais é do que a visão de um certo ponto. O rei Acabe foi uma tragédia para a nação, dificilmente algum outro rei conseguiria ser e fazer mais males do ele conseguiu fazer. Mas do ponto de vista dele, os males e tragédias que se abatiam em todo o país, tinham um único ponto de origem – o profeta Elias. Após a mensagem de que não haveria chuva em Israel senão quando ele liberasse, ele foi viver isolado, em locais indicados por Deus, assim ficando fora dos radares da maldade do rei e da rainha. O secretário do rei disse a Elias, que não houve nação e povo em que o rei não enviara comitivas a sua procura e até ameaçava os governos caso algum deles estivesse omitindo informação e dando abrigo a Elias. Quando finalmente se avistaram, antes de qualquer cumprimento, o rei já descarregou sobre Elias a pergunta: “…És tu o perturbador de Israel?” Elias foi corajoso e rebateu de pronto: “…Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes a Baalim (I Rs 18.18). Essas verdades permanecem no tempo e na história, porque os homens repetem os mesmos erros e seguem a velha cartilha de procurar alguém para ser responsabilizada pelos males, menos a si mesmos. Toda a feitiçaria, idolatria, paganismo, homicídios e injustiças cometidos pela casa real e pelo governo perverso de Acabe, parece que era tudo normal na sua óptica; mas a mensagem de Deus e o chamado à mudança, isso causava transtorno à sociedade. A nação podia tolerar tudo aquilo sofrendo graves consequências, mas não podia tolerar Elias e sua mensagem forte e confrontadora. Nos idos dos séculos XV, a igreja oficial podia tolerar todos os pecados e heresias do clero e da própria igreja, mas não podiam tolerar Lutero e os reformadores. Na carta enviada a igreja de Laodicéia, no Apocalípse Jesus conclama a igreja a se arrepender e mudar seu curso, mas ao vivermos esse tempo hoje, a igreja se institucionaliza e tolera todos os males do modernismo e suas heresias e desvios de conduta, satisfazendo-se de encher os bolsos e cofres e se gabando de ser “poderosa” mas essa mesma igreja não tolera o chamado ao arrependimento e conversão. Precisamos, e como precisamos de perturbadores, muitos perturbadores, para desafiar Jezabel e suas filhas, não com faixas e cartazes de protestos, mas com uma mensagem bíblica, cristocentrica, avivada, pregada no poder do Espírito Santo. Que doa nos ouvidos do rei e da rainha!!! O chamado dos perturbadores é para agradar o Rei dos reis e proclamar uma mensagem que ultrapassa o cotidiano vazio e formal e alimente o coração e a alma de quem realmente tem fome e sede de justiça. Que se levantem os perturbadores!!!

 

Pr Jason

Previsão Meteorológica

Meditação do dia 15/12/2015

1 Rs 17.1 “Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.”

Previsão Meteorológica – Faz parte do nosso cotidiano, saber e se informar sobre as condições do tempo. Isso é um benefício da modernidade, pois ao sair de casa a pessoa já sabe se vai precisar levar acessórios e quais deles. Convenhamos, que os paulistanos normalmente desfrutam das quatro estações num só dia. Mas na época do profeta Elias, não havia esse ciência com tamanha precisão e as pessoas se baseavam nas estações regulares e ciclos climáticos, contando com algumas vicissitudes que poderiam acarretar mudanças drásticas, como secas ou invernos rigorosos. Mas Elias chegou e fez uma declaração ao rei, que à partir dali, não choveria por tempo indeterminado, e quem determinaria o fim do período de escassez de chuvas seria ele mesmo, por Palavra de Deus. Elias foi arrogante ao trazer para si o controle sobre o tempo? Elias foi fiel a uma ordem explícita de Deus? Elias blefou e deu certo? Acreditamos de coração e com toda simplicidade, que o Senhor Deus, a quem servimos é o Criador de todas as coisas e que tem perfeito controle sobre a sua criação, incluindo o senhorio ou direito de governar, estabelecer, mudar ou alterar segundo o seu entendimento quaisquer elementos do mundo criado. Quem tem o hábito da leitura bíblica, conhece muitos textos que mostram em muitas ocasiões alterações no curso da natureza, para cumprir certos propósitos divinos, quer para abençoar ou para disciplinar um povo. Exemplos disso, são por demais conhecidos, como o dilúvio no tempo de Noé, as dez pragas no Egito, a abertura do Mar Vermelho na travessia dos hebreus, e tantas outras. Aqui se tratava de um tempo de disciplina a que a nação toda precisa para corrigir seus rumos, uma vez que haviam deixado todos os ensinamentos e práticas de fé, e entrada para uma onda de paganismo estatal, patrocinado pela rainha, vinda da fenícia, num daqueles casamentos políticos arranjados para conveniências de estado. Ela trouxe sua fé, sua cultura e seu culto a Baal que arrogava para si o controle dos tempos e das colheitas. Claro que isso dava de encontro com a fé monoteísta local, e uma afronta ao Deus Todo Poderoso, que começou por enviar o profeta Elias para avisar o rei, que as torneiras celestes estariam fechadas até segunda ordem. Hoje, estou refletindo, sobre a responsabilidade ministerial minha e nossa, dos pastores e ministros de Deus. Não estamos aqui, claro, para controlar e manipular tempos e estações; mas temos sim, um papel sacerdotal de representar a vontade de Deus e interpretar essa vontade e sua Palavra diante de um mundo cada vez mais cético e anti-Deus. O número de blasfêmias e ofensas que vemos e ouvimos diariamente nas mídias e meios de comunicações, revelam o quanto há de pessoas amarguradas, ressentidas e com corações endurecidos; e nessas condições alguém tem que ser culpado de suas dores e fracassos e sobra também para Deus. Estou constantemente pensando na palavra do profeta Amós: “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). Precisamos saber fazer as leituras do nosso tempo, para sermos os mensageiros ao povo dos nossos dias. Se eles vão ouvir ou não, se vão mudar ou não, isso é com eles, é com cada um, o meu papel é ser profético e transmitir a mensagem fielmente. Isso é o Deus espera de mim e de cada colega de ministério.

 

Pr Jason

Qual o Preço do Sucesso?

Meditação do dia 14/12/2015

1 Rs 16.34 “Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó; em Abirão, seu primogênito, a fundou, e em Segube, seu filho menor, pôs as suas portas; conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.”

 

Qual o preço do sucesso?  De pessoa para pessoa, o conceito de sucesso varia bastante. O que alguém considera sucesso, necessariamente não tem o mesmo valor para outra pessoa. O mesmo vale para riqueza, prosperidade, bem-estar e etc. Mas existe um ponto em que todos precisam refletir, quando se trata do investimento que se fará para chegar a um ponto satisfatório. Quando trabalhamos com famílias, e a restauração de lares, compreendemos que nenhum sucesso, vale o fracasso do lar. Assim, antes de se aventurar por caminhos de conquistas, é bom refletir e considerar vários ângulos antes de uma decisão final, pois existem perdas que se tornam irreparáveis depois. As lágrimas e as medidas de compensação não farão o mesmo efeito daquilo que deveria ter sido feito. Quando Josué, entrou com os israelitas na terra de Canaã, tiveram batalhas duras e muitas conquistas só se efetivaram graças a intervenção ajudadora de Deus. Um desses casos, foi a cidade de Jericó, que era grande, bem protegida com sua muralha reforçada e que a população se fechou e humanamente seria intransponível. Houve então a famosa marcha por sete dias consecutivos em absoluto silencio, rodeando a cidade e só no sétimo dia, rodearam-na sete vezes e então gritaram e fizeram muito barulho e as muralhas caíram de dentro para fora, por um ato sobrenatural de Deus e seu exército de anjos. Todos os tesouros e despojos da cidade foram proclamados como abominação e não poderiam ser recolhidos e apropriados como prémio de guerra e Josué decretou uma pena de maldição sobre as ruinas da cidade, para que ela não fosse reconstruída, mas caso alguém se propusesse fazê-lo, teria que arcar com os custos da maldição. Quando o restaurador lançasse os fundamentos para reconstruir Jericó, ele sofreria a morte de seu filho primogênito e quando ele concluísse a obra, morreria o seu filho mais novo. Quem está disposto a perder seus filhos, em nome de ficar para a história como alguém que desafiou uma maldição e reconstruiu uma cidade maldita? Prefiro ser um anônimo, ou um ilustre desconhecido, do que ter uma estátua na praça ou nome em placas de rua, à custas da vida de meus filhos, ou até mesmo da vida de filhos de outras pessoas. Mas o sr. Hiel, da cidade de Betel, fez isso! Mas não vamos jogar pedras em Hiel, pois nos nossos dias, pais tem sacrificado seus filhos e famílias, por bem menos do isso, ao adotar posturas inapropriadas, perigosas e irresponsáveis, pensando apenas em si mesmos. Faça uma visita aos conselhos tutelares de sua cidade e converse com os conselheiros, ou se informe nas varas de famílias, que você terá elementos de sobra para ficar estarrecido. A idéia a princípio pode ser inofensiva e se der certo, vai ser lucrativa e ajudar muito, mas as consequências podem ser previstas, se olhar com sensatez. Cuidado!

 

Pr Jason

Não ao Nepotismo

Meditação do dia 13/12/2015

1 Rs 15.13 “E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Aserá; também Asa desfez o seu ídolo horrível, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.”

 

Não ao Nepotismo – Modernamente alguém diria: “Que filho mais desnaturado!” Mas a verdade é que esse rei, agiu com rigor não poupando nem mesmo a rainha-mãe, a sua mãe! Ele separou distintamente os negócios de estado das questões familiares e religiosas e espirituais, colocando as coisas em se devido lugar. A fé hebraica era e é monoteísta e sempre que alguém saía dessa linha de fé e aventurava por conceitos politeístas, arrastando a nação para cultos estranhos, logo apareciam as consequências e nunca eram boas. Alguém, recentemente escreveu uma contestação simples de uma máxima brasileira muito popular que afirma: “Futebol, política e religião não se discutem.” Ao contestar essa asseveração a pessoa argumenta que deve ser por isso, ausência de debate e discussão de temais assim, que estamos experimentando tudo isso – Alguém já engoliu os 7 X 1 para a Alemanha? Alguém está satisfeita com os rumos da Fifa, CBF e seus aliados? E a política, quer nacional, quer internacional, quer de direita, de esquerda, democrática ou ditatorial, tá beleza? E a Religião, por não poder discutir, então temos que engolir tantos charlatões e mercadores da fé, que vendem desde bênção, caneta, tijolo, cruzeiros para terra santa até imóvel no céu! Talvez se discutisse não chegaríamos a tanto. Ou não! O rei Asa tinha um coração comprometido com Deus e com a verdade de Deus, sua retidão era comparada à do rei Davi, que agradara a Deus e foi um gestor abençoador do seu povo. As reformas deveriam alcançar não só a religião, mas a espiritualidade do povo e exigia medidas que saneassem os males disseminados pela licenciosidade que tomara conta do povo. A dona Maaca, se achando, porque era da nobreza, e afinal era a mãe do rei, poderia fazer o que quisesse e não haveria impedimento algum, “meu filho não maluco de mexer comigo e com as minhas coisas!” Dançou! A casa caiu! Hoje, vivemos num país com estado de direito, liberdade de pensamento e expressão e direito assegurado de associar-se e reunir publicamente, incluindo a fé e sua livre manifestação, respeitando-se os direitos de todos. Isso dá a mim o direito e o dever poder me comprometer com minha fé e vivenciá-la e expressar livremente. Eu posso ter convicção de fé e testemunhar isso. Não viver e expressar sua fé por medo, pressão social ou status, para ficar bem na fita com outras pessoas que não tem ou não expressam fé, não é exercer o seu direito de cidadania. Asa, entendeu que Deus estava certo, que a nação estava errada e sua mãe estava comprometida com o lado podre da maçã, e alguém tinha que fazer alguma coisa e ele fez. Sinceridade só não basta, a fé precisa estar fundamentada na Palavra de Deus e no sacrifício de Jesus, senão a pessoa vai se perder eternamente. Não ter coragem ou ousadia para confrontar o erro, pode levar a perdição eterna uma vida preciosa! Asa foi corajoso e correto!

Pr Jason

Mantendo as Aparencias

Meditação do dia 12/12/2015

1 Rs 14.18 “Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei.”

Mantendo as aparências – Esse capítulo da Bíblia, é também um capítulo da história de uma nação, de um povo escolhido de Deus e resume a vida de dois reis que se torna um páreo duro para decidir qual fez mais tolices na vida. Também se torna um capítulo da vida de muitas pessoas que ao longo da vida desperdiça tudo de bom quanto Deus lhe concede e trocam o melhor por algo bem inferior e ainda assim se julgam satisfeitos com os resultados. Fingimento, parece-me que seria uma boa expressão para os acontecimentos descritos aqui. Primeiro o rei manda sua esposa se disfarçar e fingir ser outra pessoa ao consultar a Deus através do profeta Aías. Ele sabia que vivia em desobediência e rebeldia ao que conhecia como a vontade divina para ele e seu governo e não cara para comparecer diante de Deus, arma uma situação, se valendo da doença de seu filho pequeno. Ele não contava que Deus sabe todas as coisas e vê todas as coisas e ela foi surpreendida ao tentar surpreender. O que ela levou para casa foi uma nota triste e isso seria o melhor que iria acontecer aquela família dali em diante. Do outro lado, o desmiolado rei Roboão, que tomou atitudes ruins sucessivamente não manteve um coração puro e ensinável, como seu avô Davi, e mesmo seu pai, o rei Salomão. Entre os tesouros preciosos do reino, haviam trezentos escudos de ouro, que foram confeccionados artesanalmente, e eram decorativos e revelavam a grandiosidade e magnitude daquele reino. Eram usados cerimonialmente em ocasiões especiais. Pois, bem, um rei do Egito invadiu militarmente o país e saqueou todos os bens e preciosidades acumulados ao longo dos anos e entre as coisas, foram os escudos de ouro. Imediatamente, o rei mandou confeccionar outros escudos, agora de cobre e os colocou nos mesmos lugares e os utilizavam nas mesmas cerimonias, como se nada tivesse acontecido. Escudos de cobre, substituindo escudos de ouro, afinal, qual a diferença? Tanto um como o outro brilha, são metálicos, são úteis apenas cerimonialmente, e nunca seriam usados em combate! Será que alguém vai perceber? E se perceber, irão perguntar? Ou irão se importar? Como diríamos na atualidade: “Ele cai, mas não perde a pose!” Roboão ainda faz escola! Pessoas substituem espiritualidade por religiosidade; trocam caridade, por doação onde ele lucra mais ainda; substituem oração por ladainha e comunhão íntima por encontros e dinâmicas. Aparencias, só aparências, são só escudos de cobre reluzindo, já que o show não pode parar. Isso tem um preço, e caro no final.

Pr Jason

Cuidado com o Profeta Velho

Meditação do dia 11/12/2015

1 Rs 13.18 “E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe).”

Cuidado com o profeta velho – No início de carreira ministerial, fui convidado a participar de uma cerimonia de posse de um jovem pastor, que iria assumir o ministério em uma igreja antiga, e de certa tradição dentro do seu contexto denominacional. O pregador da noite, era um ícone da liderança e nacionalmente querido e muito respeitado. Era uma honra e um privilégio ouvi-lo e para um “garoto” como eu, estar assentado ao lado de um “figurão” era muito marcante e realmente o foi. Me lembro muito bem que ele encerrou sua prédica, citando dois conselhos ao jovem pastor, e ele fez questão dizer que isso valia para todo pastor que tomasse posse em uma igreja. Qualquer coincidência não é proposital, mas ontem escrevi sobre um desses conselhos, e hoje surge a oportunidade de falar sobre o outro. São eles: 1. Cuidado com os conselhos do profeta velho e 2. Cuidado com o conselho dos jovens. Aquele ilustre pregador justificou seu argumento, baseando-se em anos de vida ministerial e pastorado, então segundo ele, sempre que um novo pastor toma posse, sempre aparecem os “profetas velhos” do local, alegando ser amigo e querer ajudá-lo passando-lhe um balanço geral de quem é quem nessa igreja…”só para o senhor saber com quem vai lidar…” e por outro lado é preciso tomar cuidado com o conselho dos jovens, aqueles cheios de energia, muitas teorias, nenhuma experiência e prontos para revolucionar tudo, “…vamos detonar e fazer acontecer…” A melhor chamada para uma reflexão nesses casos, vem da letra de uma música: “Irmão você sabe o valor de uma alma?” A resposta é: Para Deus, custou o seu filho e para Jesus custou sua vida! Provavelmente para uma igreja local, custou muita oração, dedicação e um árduo trabalho de evangelismo e discipulado. Agora já estou chegando nos 30 anos de trabalho pastoral, e não sou mais aquele garoto admirador de quem estava velho de estrada, porque também já estou rodando a um bom tempo e vejo que aqueles dois conselhos, foram úteis, não apenas naquela ocasião, mas até hoje eu lanço mão de sua sabedoria. Por outro lado, também começo a prestar atenção, porque mais dias, menos dias, já estarei também na lista dos “profetas velhos” e outros precisarão pesar bem minhas palavras antes de tomar decisões. No fato literal do nosso texto, faltou caráter, para aquele velho senhor, que se valeu do prestígio conferido à pessoas mais experientes da vida em sua cultura e mentiu descaradamente falando uma mensagem que não recebera de Deus. Mas isso, também não isenta a responsabilidade do homem de Deus enviado para aquela cidade e realizar aquela tarefa; ele tinha ordens claras e específicas de Deus, sobre seu procedimento. Quando ele parou no meio do caminho e ficou esperando o que não deveria esperar, abriu oportunidade para o engano alcança-lo. Quando você tiver uma instrução de Deus, cumpra-a, à risca, sem se desviar, nem para a direita e nem para a esquerda! Faça o que lhe foi ordenado e creia na graça de Deus para te capacitar.

Pr Jason

Conselhos e Conselheiros

Meditação do dia 10/12/2015

1 Rs 12.8 “Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham dado, e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele.”

Conselhos e Conselheiros – Popularmente nós, brasileiros não gostamos de conselhos, encaramos culturalmente como se fosse intromissão ou “pitacos” nos negócios. Então se diz que se conselho fosse bom, não seriam dados, seriam vendidos. Biblicamente, conselhos são estimulados, tanto dar quanto receber e tem o prestígio de sabedoria ouvir o conselho de pessoas mais experientes e sábias. Somente pessoas de cabeça pequena não gosta de ouvir conselhos, pois certamente isso coloca em cheque suas idéias e projetos nem sempre viáveis. Aqui, temos uma história que teria tudo para ser um exemplo de sucesso e de experiência bem sucedida de um jovem que assume uma posição importante e que ainda é inexperiente e se vale da sabedoria de pessoas de bem que querem ajuda-lo, pois o seu sucesso fará bem a todos. Mas não deu certo. O Jovem Roboão, filho do grande rei Salomão, assentou-se no trono, com a morte do pai, depois de quarenta anos de governo. Na coroação, o povo apresentou uma petição por alívio fiscal e desoneração tributária, que tanto estava pesando nas receitas das famílias. Para manter toda a pompa e ostentação salomônica, os custos para a população foi muito grande. O jovem rei, sentiu-se numa encruzilhada, pois não tinha experiência e parece que não se preparou devidamente para assumir tamanha responsabilidade; mas agiu prudentemente, pedindo alguns dias de prazo para tomar uma decisão e buscou conselhos dos anciãos que foram assistentes de seu pai. Eles optaram por uma postura de humildade do rei em que ele conquistaria a amizade e a simpatia da população, para assim reinar com justiça e bondade. Ele resolveu ouvir uma segunda opinião e foi ouvir a galera da barulho, os jovens da nobreza que crescera com ele e que não tinham experiências práticas, mas apenas ideais de serem super astros e maiores que todos. Usando uma figura ilustrativa, os amigos de Roboão disseram para que ele mostrasse ao povo que “…Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai…” demonstrando uma mania de grandeza que iria para a história, mas também lhe custaria muito caro. Um pouco de sensatez faz bem a qualquer um, mesmo estando investido de autoridade. Ele não sabia que não é a coroa na cabeça ou o cetro na mão que lhe tornava um rei. Roboão não tinha noção de que estava ali para servir ao seu povo como um instrumento de Deus. Talvez por viver sem nunca ter precisado de nada, o levou a não ver a necessidade dos outros que nem sempre tiveram tanto, mas repartiram para que o reino tivesse tanto. Usar a posição para proveito próprio, pode produzir anomalias como essa. Cuidado! O poder pelo poder, não é bom! Ouça a voz das ruas, o clamor dos que estão em situação de desvantagem, pois dali, pode vir o caminho da justiça, do equilíbrio e da longevidade. Conselhos podem ser bons e conselheiros podem ser úteis, e pessoas que concordam com a gente, só para serem simpáticas ou por desejarem favores, pode levar à ruína.

Pr Jason

Começo, Meio e Fim

Meditação do dia 09/12/2015

1 Rs 11.6 “Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor; e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai.”

Começo, meio e fim – É muito comum ouvir falar que “os fins justificam os meios” – ou dizer que “como acaba é que conta” – Será mesmo? Uma equivalência muito certa que tenho visto nos procedimentos divinos em relação aos homens é sobre o arrependimento, que ele é capaz de mudar o quadro dali em diante, isto é, de onde aconteceu o arrependimento. O profeta Ezequiel relata o seguinte ensinamento: “Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá” (Ez 18.21,24). Aqui se ensina que a pessoa é o que é até o ponto em que decide mudar. Ela pode viver no erro e fazendo o mau até o dia em que resolver dar um basta; mediante o arrependimento e a conversão ela muda completamente o seu destino dali em diante. O mesmo vale para a pessoa que vive fazendo o bem e o certo, até que resolve deixar isso e iniciar uma vida de erros e maldades. Em ambos os casos, o arrependimento é o ponto de partida para anular todo o passado construído até então. Do arrependimento em diante é uma nova história que se está escrevendo. O modo como a justiça e o caráter de Deus trata no relacionamento com o homem, faz com que Deus respeite a decisão tomada, claro, com as devidas consequências de seus atos. Deixando a maldade e abraçando a verdade, a justiça e a retidão, o resultado dessa mudança é a comunhão com Deus e em caso de tudo estar acompanhado da fé em Cristo, vem também no pacote, a salvação ou toda a obra da redenção realizada na cruz. O mesmo se aplica ao que deixou o caminho da retidão e justiça e abraçou o mau caminho do pecado e da desobediência as verdades de Deus, ele perde todos os benefícios que já tinha conquistado e passa a viver sob a maldição da lei e com o risco eterno em iminência. Quem disse que uma pessoa muito inteligente e sábia, não pode fazer bobagem na vida? Salomão com toda a sua sabedoria, revelações divinas, experiências de campo e lições que teve, não resistiu aos encantos e prazeres da carne. Na vontade de agradar o sem número de esposas e concubinas, com as quais se envolveu em nome do estado, da paixão e das ambições desmedidas, se dando ao luxo de ser mais que os demais mortais, não vivendo em disciplina, acabou por entrar por caminhos muito difíceis e que lhe causou muitas dores e prejuízos para o reino de Israel e especialmente para o reino de Deus. Ainda bem, que ao final ele se arrependeu e ao que tudo indica, o livro de Eclesiastes, foi uma descrição dessa mudança de vida e conclusão que o que realmente conta é temer a Deus e guardar os seus mandamentos, pois o resto “é tudo vaidade e correr atrás do vento.” Aprendamos com os erros dos outros, para evitar o que por antecipação já sabemos.

Pr Jason

Impressionante

Meditação do dia 08/12/2015

1 Rs 10.6 “E disse ao rei: Era verdade a palavra que ouvi na minha terra, dos teus feitos e da tua sabedoria.”

Impressionante – Essa talvez seja ainda pouco significativa, a palavra que descrevia o contexto ao redor do rei Salomão. Deus lhe de sabedoria acima da média dos homens e ele fez uso disso de tal forma que impressionava as pessoas e as autoridade que vinham visitar o pais. A Rainha de Sabá, um reino situado no norte da África, naquela época e que se identifica em muito com a atua Etiópia, talvez com alguma variação geográfica nos domínios territoriais, mas sem muita divergência. Na ocasião, era um reino próspero e grande em todos o sentidos em nada se comparando com as atuais circunstancias em que vivem os países africanos, depois de anos de conquistas e domínios estrangeiros exploratórios, marcados pelos saques e destruição servil que foram submetidos aqueles povos, tendo a escravidão como um dos pontos fortes, mantidos por séculos, para alimentar a ganancia do desenvolvimento das grandes potencias mundiais e a colonização do chamado novo mundo. Voltando à visita da rainha de Sabá ao rei Salomão, o contexto mostra o quanto ela ficou admirada com tudo o que viu e percebeu; ela diz sobre a pessoa e a sabedoria de Salomão, mas também que as construções de casas, palácios, templos, erguidos por ele a deixou muito admirada, o que indica que houve uma mudança de padrão e paradigma arquitetônica, que não fora vista ainda em outros lugares. Ela elogia a comida da mesa real; todos sabemos que reis e soberanos, sempre foram adeptos da mesa farta e dos grandes banquetes, especialmente para convidados vips, mas algo ali, causou impressão numa rainha de um reino muito mais antigo e de maior experiência e tradição. Parece que essa qualidade, permaneceu no meio do povo de Deus, pois ainda hoje a turma come bem, e bota bem nisso. Nos seus dias, Jesus era conhecido por ser “bom de garfo” e em muitas citações ele está sempre à mesa e até mesmo conseguindo convites para jantares e ceias e deixou escrito que irá nos receber no seu reino com uma grande ceia… não quero perder isso por nada! A rainha de Sabá também citou as vestes, digamos os uniformes dos criados reais e sobre o modo de estar de seus servos e copeiros – são observações que levam a entender que tudo ali era diferente do que se poderia ver ou esperar no corte de um rei poderoso. Por fim ela falou dos rituais de culto e sacrifícios oferecidos a Deus. Isso aqui nos aponta para a prática da fé do rei e do reino. Ela pode perceber a grandeza do rei, mas como ele adorava e servia um Deus ainda maior que seria a fonte de tudo aquilo. Toda a grandeza da corte e seus periféricos revelam a veneração e reverencia do rei e da nação a Deus. É muito bom ver que as pessoas ao redor conseguem perceber que as coisas que fazem parte da nossa vida, na verdade é a manifestação da bênção de Deus sobre nossas vidas e que isso fica claro. Salomão deve ter levado ela para os cultos, e mostrou como eram os rituais sagrados para perdoar pecados, buscar a santidade e a verdade, para ter vida santa e de intimidade com Deus. Diferente de muitos nos nossos dias, que ao receber visitas, se omitem de irem à igreja e aos cultos e fazem questão de mostrar mais o seu lado social e seu lazer, para propiciar ao visitante uma ostentação de sua vida, do que a sua fé e o culto ao seu Deus. Não somos cristãos por opção religiosa, mas por obra e graça de Deus em Cristo Jesus. O que somos e o que temos, pertencem a Deus, somos apenas seus mordomos e Ele é que merece ser visto e engrandecido! Permita que Deus deixe uma boa impressão no coração de seus amigos e parentes que venham te visitar!

Pr Jason