Tempo de Boas Notícias

Meditação do dia 27/12/2015

2 Rs 7.9 “Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos…”

Tempo de boas notícias – O melhor tempo para se ouvir boas notícias é exatamente quando as coisas não vão indo bem. Boas notícias são sempre reconfortantes! Boas notícias trás alívio e esperança. Ser portador de boas notícias é muito gratificante. Esta história é uma lição de vida e quando os personagens tiveram que fazer escolhas e compartilhar com outros, aquilo que eles encontraram e poderiam ter retido e desfrutado a sós. O contexto é o seguinte: A cidade estava cercada por exércitos inimigos, que usaram a muralha da cidade contra ela mesma. Era difícil ultrapassar e invadir para saquear e destruir; então resolveram ficarem acampados em redor e deixar que a população entrasse em colapso por falta de abastecimento e suprimentos, forçando-os assim a abrirem os portões e permitirem a invasão quando já não tinham mais condições de resistir e lutar; seriam presas fáceis. A fome, a sede, foi tamanha que o desespero chegou e não havia perspectivas de solução e o plano do invasor estava dando certo. O que diriam os críticos da fé? De onde viria o socorro? Quatro homens leprosos, excluídos, marginalizados da sociedade, que viviam fora das muralhas, condenados pela doença e a segregação, também tinha seus problemas agravados, pois a possibilidade da generosidade e caridade de alguém levar-lhe alguma coisa também não existia. Eles conferenciaram entre si e partindo da realidade nua e crua, agiram. A conclusão deles foi simples, única e clara: Somos leprosos, condenados a morrer e a fome está antecipando nossa sentença; aqui fora e lá dentro para nós não há diferença – a diferença está no acampamento do exército inimigo, que tem comida, água e abrigo, ou uma morte mais rápida que a causada pela fome. Vamos pra lá! E foram. Deus já havia entrado com providencias e eles seriam os portadores da boa notícia. Não encontraram ninguém e o acampamento abandonado às pressas, e fartura de comida, bebida, e bens e riquezas que eles jamais imaginariam possuir ou mesmo ver. Claro, fizeram a festa e esconderam bastante e então a ficha caiu! Somos portadores de uma notícia que vai salvar uma cidade inteira e estamos aqui pensando só em nós mesmos! Foi aí que as coisas mudaram, para eles e para os outros, incluindo o rei. Por muitos anos este texto me intrigou, porque quando ficamos concentrado unicamente em nossos próprios problemas, na nossa realidade, achamos com toda razão que somos os mais miseráveis de todos e que ninguém mais se importa com a gente ou talvez não queiram se importar, porque eles também tem seus próprios problemas. O inimigo é comum a todos. Dentro ou fora das muralhas que construímos para proteger, elas podem servir de prisão e causa de nossa ruína e perdemos para nós mesmos e assim somos derrotados por um inimigo que vencerá sem sequer lutar. Sem saber do agir de Deus, a ignorância pode ser tão letal quanto qualquer espécie de mal. Ou esquecemos nossa miséria e decidamos ser portadores da graça de Deus ou pereceremos com os que não tem esperança. Saia dessa depressão! Saia dessa amargura! Saia dessa falta de perdão! Deixe de ficar acusando a vida de ter sido cruel, dura e implacável com voce! Deus já espantou o inimigo faz tempo! Troque o discurso, vire a página e se for pouco, troque o livro! Você é o que é, só enquanto aceita ser isso. Deus não tem que fazer as coisas do jeito que você imagina, ou pensa que Ele tenha que fazer! Reaja!!!! Hoje é dia de boas novas e não é tempo de se calar, tem gente, muita gente dependendo de sua mudança de atitude, até o rei!

 

Pr Jason

Viva de Olhos Abertos

Meditação do dia 26/12/2015

2 Rs 6.17 “E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.”

Viva de olhos abertos – As boas e grandes lições da vida, aparecem em meio a situações difíceis. Então, dificuldades são sinônimo de oportunidades, que se bem aproveitadas, nos farão crescer, amadurecer e frutificar. Sabemos que temos alguém que olha por nós e vela pela nossa segurança. Ao ler este capítulo, podemos perceber que mesmo quando o governo humano não tem como se proteger de forças e poderes invisíveis do mal, o exército de Deus está de plantão e bem atento. Também, mesmo que estejamos envolvidos com nossas próprias preocupações e nosso mundinho local, há pessoas de Deus, pessoas de oração e com ministérios específicos e atuantes em batalhas espirituais que estão nas torres de vigias, verdadeiramente na brecha, para que os propósitos de Deus se realizem, afinal, o reino de Deus, não começou ontem, ou quando eu comecei a frequentar a igreja e muito menos e tornou mais forte e ativo, porque eu e a minha igreja existimos. Deus sempre contou com um exército, que de anjos, quer de homens, dispostos, preparados e atentos. O rei de Israel não sabia do que estava acontecendo, nem mesmo na esfera material e em se tratando da segurança nacional. Diríamos, que o seu serviço secreto, ou se ministério da defesa, não estava nada preparado, incluindo a guarda pessoal, pois Eliseu fez esse papel várias vezes, até que o próprio rei da Síria, pretenso invasor se irritou com o constante insucesso de suas bem tramadas armadilhas para surpreender o rei de Israel. Vamos pensar em termos espirituais; Eliseu e seu moço, representam a igreja, o poder espiritual e responsável pela manutenção do equilíbrio através da oração e discernimento espiritual. Eliseu sim, estava em condições, mas o moço, ou seja, o seu apoio e auxílio, estava completamente despreparado, ignorante da realidade e sua fé e conhecimento de seu campo de atuação praticamente não existia. Quando viu o exército sírio, já ficou apavorado, indicando que sua preocupação era meramente material. Também não teve nenhum discernimento espiritual da presença das forças armadas de Deus. Ainda bem que Eliseu estava ali e o acalmou e intercedeu por ele para que tivesse acesso a informações espirituais. O mundo espiritual, os anjos, o exército de Deus, estava presente ali o tempo todo, mas o que não é conhecido, não pode ser reivindicado. Como apropriar-se de bênçãos e da ajuda espiritual disponível para o bom desempenho de seu ministério, se nem ao menos acredita em realidades espirituais? Como vencer uma batalha espiritual, se não acredita exista uma? Como buscar discernimento e conhecimento espiritual se acreditas que tudo que podes saber, está disponível intelectualmente? Lembre-se: “O justo viverá pela fé!” Que tal, pedirmos para Deus abrir nossos olhos? Pode ser que nos achemos numa condição de presunção de que já sabemos tudo, já temos tudo… Abra os olhos! Mas primeiro, abra o coração, para Deus!

 

Pr Jason

Um Retrato de Todos Nós

Meditação do dia 25/12/2015

2 Rs 5.1 “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.”

Um retrato de todos nós – Prá começar bem, desejamos a todos um feliz natal! Que esse seja não apenas uma data importante no calendário, mas especialmente nos corações de todos nós. O porque celebramos o natal, isso sim, é deveras importante. Nem tanto pelo presente maior que foi Deus que nos deu, mas porque ele nos deu. Um pai sempre sabe qual é a real necessidade de seus filhos e assim, Deus nos deu um SALVADOR! Quem precisa de salvador? Quem está perdido, claro! Porque Deus na sua infinita sabedoria nos daria um salvador se ninguém por aqui anda precisando de salvação? Seria como os nossos enfeites da árvore de natal? Definitivamente não! Isso é para refletirmos: Porque Deus me deu de presente de natal um salvador? O que será que ele quer dizer com isso? Vou trabalhar o verso da meditação de hoje, nesse sentido, quem sabe se elucida melhor e ajuda na atitude que precisamos ter. Olha no verso acima, as qualidades desse homem Naamã; Observe o seu curriculum; se ele estivesse procurando emprego nos nossos dias, com um curriculum desses, ele não ficaria na fila do salário desemprego por muito tempo. Isso ilustra a história de todos nós humanos diante de Deus. Você, eu, nós, vós, eles e todos os outros…. Ninguém chega a ser capitão sem méritos e capacidades (aqui significa comandante chefe, o número um nacional). Um grande homem, isso era reconhecido nacional e internacionalmente; de muito respeito, espaço e lugar conquistado por uma folha de serviço; ele fora responsável por livrar o pais de exércitos inimigos em combate. Era um herói!! Não é todos os dias que vemos pessoas com tais qualidades e habilidades. Contudo, tem “MAS, PORÉM…” leproso!!! Isso estraga o curriculum de qualquer um. Era uma doença contagiosa, e para aquela época, incurável e que condenava todo e qualquer portador dela um excluído da sociedade e banido para fora do convívio e até literalmente, para fora das cidades, tendo que viver em colônias na companhia apenas de outros tais, já condenados, para assim sobreviverem até o dia final. Biblicamente, isso retrata o pecado. O pecado é uma doença contagiosa, incurável que destrói todo e qualquer laço de fraternidade e expõe a pessoa a viver numa condição ruim, até que um dia vá definitivamente para um lugar ou condição, que todos ali são da mesma condição. Só o Sangue de Jesus, derramado na cruz é capaz de limpar as manchas e marcas deixadas pelo pecado. Assim como a lepra, o pecado não faz distinção alguma entre reis e plebeus, nobres e vis, de alta patente ou sem nenhuma categoria, não importa quanto dinheiro, fama, respeito, medalhas, condecorações, títulos e honrarias… todos são leprosos, como todos são pecadores. Foi por isso que o presente de Deus para o nosso natal, foi um Salvador.

 

Pr Jason

A Mulher e os Filhos do Servo de Deus

Meditação do dia 24/12/2015

2 Rs 4.1 “E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.”

A mulher e os filhos do servo de Deus – O que acontece quando uma pessoa temente a Deus, que o serve com fidelidade, vem a falecer? Bem, de um lado, ele é recebido nas “mansões celestiais” – vai entrar no descanso eterno, receber a recompensa pelos frutos de seu labor ministerial – será recepcionado por anjos de vestes brancas e asas longas e bem cuidadas – vai estar nu lugar maravilhoso, aguardando a ressurreição dos demais irmãos da fé, para assim entrar no gozo definitivo e eterno, reservado para os filhos de Deus que perseveraram na fé – aí então é que a coisa ficará boa mesmo, com o arrebatamento da igreja, o encontro com o Senhor nos ares e assim a eternidade sem dor e lágrimas e na presença viva e real da Trindade Santa, sendo acolhido por Cristo e entrando na grande sala do banquete, o dia da grande ceia com o Senhor Jesus à cabeceira da mesa, para então pela segunda vez celebrar aquela mesma ceia que ele instituiu na noite em que foi traído e preso, depois morto na cruz. Para esse amado, que acaba de adentrar às portas da eternidade, podemos dizer, que ele está a bem menos do um passo do paraíso. Que glorioso! M A S S S . . . Como toda moeda tem dois lados, o que acontece aqui na terra, na cidade e na casa desse mesmo amado, querido e fiel servo de Deus? Vamos tomar como referencia o quadro bíblico do texto da meditação de hoje e adaptar ao nosso contexto. Primeiro vem o choque da notícia da morte do irmão fulano de tal. Que coisa! Homem novo ainda e que aparentemente desfrutava de boa saúde… o que foi mesmo que causou a sua morte? Ah! Sim! Que pena! Vamos sentir muito a sua falta e a igreja também. Nossa, e a irmã fulana, viúva tão jovem, com duas crianças menores de dez anos de idade! O menorzinho, tão apegado com o pai, lembra, estava com ele por todo lado! Segue o velório, o culto fúnebre com as várias palavras de gratidão pela vida, ministério e exemplo de dedicação que ele deixa, como filho, pai, esposo, cidadão e obreiro da seara do Senhor… Depois vem o sepultamento, as lágrimas e os amigos para abraçarem e consolarem a irmã e onze em cada dez diz a ela e aos filhos: “Estamos aqui e voces podem contar com a gente, é só chamar, para o que precisarem…” e cada um entra no seu carro há um novo cortejo de debandada, desta vez mais veloz e menos cerimonial do que o anterior e todos voltam as suas vidas, amém! Já no amanhecer do dia seguinte começam a chegar pessoas dizendo sentir muito pela perda da pessoa, mas infelizmente a vida segue, e por favor me desculpe, mas eu venho trazer essa promissória, esse boleto, essa duplicada, essa fatura, esse compromisso assumido por ele…. O homem de Deus, fiel, e coisa e tal, era tudo, menos previdente e cuidadoso com negócios e responsabilidades financeiras. Nunca pensou na possibilidade de vir a falecer e cuidar para que a família tivesse algum tipo de amparo e proteção. Fiel demais e relaxado mais ainda. A viúva da história aqui, se viu em privação e necessidade, numa época que não havia previdência social pública, seguro de vida e nem bolsa caixão, bolsa cova rasa e coisas do gênero. Os credores vieram e deram ultimato, ou paga, ou levamos seus filhos como escravos! Imagine o coração dessa mãe… ele deve ter pensado: “ainda bem que ele está morto, senão eu mesma acabaria com a raça dele!” Quantas irmãos, viúvas de pastores e obreiros, tem passado por isso, na volta do sepultamento, já estão pedindo a casa pastoral para colocar o novo servo fiel que precisa assumir o trabalho… e a irmã e as crianças? São apenas um detalhe, a obra precisa continuar! Irresponsabilidade do defunto, da igreja e do ministério que não cuida e ampara devidamente a quem serve e abençoa. Essa história, termina com o milagre da multiplicação do azeite, que deu para ela quitar todos os compromissos e viver como saldo. Deus teve que se virar nos trinta para fazer um milagre, para suprir uma necessidade, que poderia ter sido melhor trabalhada pelo “fiel” quando ainda em vida. Ninguém está aqui nesta vida com garantia de até quando, e não nascemos com uma etiqueta de prazo de validade. Cuide bem do que você ama, para que não se repita isso! Sendo recebido com festa na glória e cá embaixo, o choro tem que uma razão!

 

Pr Jason

Sem Vento e Sem Chuva

Meditação do dia 23/12/2015

2 Rs 3.17 “Porque assim diz o Senhor: Não vereis vento, e não vereis chuva; todavia este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, o vosso gado e os vossos animais.”

Sem vento e sem chuva – Deus escreve certo por linhas tortas, diz a sabedoria popular, embora muitos rejeitem ações sobrenaturais, como um modo de Deus agir entre os homens, e outros mistifiquem tanto, que não fica espaço para o natural e o convencional. Pessoalmente, acho que Deus se diverte lá de cima, vendo nossos altos debates teológicos e nossas teses, sobre o que ele faz e não faz, o que ele pode e não pode e as incontáveis razões de porquês… Mas também tenho minhas divagações e algumas delas são meras especulações, que poderão ser confirmadas um dia ou não… só não quero incorrer em situações que transgrida a verdade revelada na sua Palavra. Assim sendo, me parece as vezes que o Senhor se inclina para nós cá em baixo fica assistindo como nós os pais fazemos vendo as crianças brincando entre si e as vezes discutindo “altos assuntos” dos quais elas não tem a menor idéia real dos fatos. Então, as estações do ano, o tempo de chuva e seca, é fenômeno natural, pode haver interferência divina voluntária, ou para disciplina de um povo, ou tudo isso não passa de especulação e Deus na verdade não interfere no curso natural das coisas? O que será, será? Eu, Jason, acredito em milagres, acredito em intervenção sobrenatural de Deus, em toda e qualquer área, pois ele é Todo-Poderoso e Criador e sustentador de todas as coisas e nada está fora do seu controle. Isso para mim, é ponto pacífico. O profeta Eliseu trouxe uma mensagem para eles, em que Deus respondia a seus rogos por socorro, porque estavam em uma missão de combate sem provimento adequado de água e isso numa região desértica é fatal. Qual seria a maneira mais natural de Deus prover água para eles? Com chuva, é claro, que normalmente vem antecipada por ventos que trazem as nuvens carregadas; mas dessa vez o Senhor disse que faria diferente, seria silencioso, manso e suave; Eles poderiam se prevenir, abrindo poços, ou valas, que seriam cheias, sem nenhum sinal natural. Quando oramos, buscando a Deus por uma ajuda, em uma situação difícil, a nossa fé nos leva a crer que a resposta das orações virão, por o cuidado do Pai com seus filhos é muito bom e sua fidelidade está sempre disponível. Até imaginamos os caminhos normais pelos quais a bênção chegará as nossas mãos; mas necessariamente não e sempre que isso se confirma. A criatividade divina é fantástica e surpreendente. Ele faz coisas novas o tempo todo. Portas se abrem onde nem mesmo víamos uma parede! Ele tem a seu inteiro dispor, pessoas e todos os meios de recursos para suprir naturalmente ou sobrenaturalmente, para todos os seus filhos. Andar com Deus é um grande desafio com surpresas a toda hora! Se voce tem orado por algo, não precisa esperar por ventos ou chuvas, espere sim, pelo agir paterno de Deus! Não apenas sua missão, sua jornada é do interesse dele, mas especialmente você! Eu e você, você e eu, somos importantes e amados, bem vindos e aceitos diante dele o tempo todo. Deus é bom, não se esqueça disso!

 

Pr Jason

Carruagens de Fogo

Meditação do dia 22/12/2015

2 Rs 2.11 “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.”

Carruagens de fogo – Uma qualidade muito distinta de quem trabalha servindo nos ofícios sagrados dos ministérios à serviço do Senhor Deus, é o anonimato; Isto é, estar disposto a servir sem aparecer, sem levar a fama, ser elogiado, paparicado ou estar nos holofotes. Se alguém se lembra e elogia ou reconhece, a pessoa de Deus, agradece e transfere a honra e a glória de tudo isso a Deus, que a capacita a fazer bem feito. Somos servos, e como tais, louvores e aplausos não são importantes. No Novo Testamento, as expressões usadas para designar essa atitude correta é “renunciar a si mesmo” ou “estar crucificado.” Vou citar duas referencias para confirmar: “…Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34) e também (Gl 2.20) “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Vivendo e servindo nesse nível, é possível enfrentar as rejeições e desprezos ou não valorização a que se está sujeito sabendo que tem alguém muito mais justo e fiel que vai dar a devida recompensa no devido tempo. E a maneira de Deus honrar alguém é incomparavelmente melhor do que qualquer honraria terrena. Desejo mostrar aqui o que eu considero a materialização dessa forma de recompensa divina para honrar alguém que efetivamente serve bem. No episódio do encontro do Profeta Elias com os profetas de Baal, descritos em I Rs 18, após aquela demonstração, Elias subiu ao monte para orar e insistiu em oração até que o seu secretário avistou uma pequena nuvem do tamanho de uma mão; então o profeta mandou ele avisar o rei e apressá-lo a se refugiar porque viria uma abundante chuva. Elias desceu do Monte e seguiu correndo até a cidade o rei vinha com a carruagem e nem se deu ao trabalho de dar uma carona para Elias, que era a razão daquela chuva estar caindo e abençoando a terra e findando um período de chuva. Pois, bem, dar uma carona era um gesto de gentileza e honra e agradecimento devido da parte do rei. Ganhar uma carona na carruagem do rei não era para qualquer plebeu…mas não rolou! Pois bem, o modo como Deus escolheu levar Elias para o céu, não só foi inusitado, pois em toda a história bíblica, isso só teria acontecido a uma outra pessoa, Enoque, antes do dilúvio ainda. Elias foi levado vivo para o céu e foi de carruagens e cavalos de fogo. Portanto, porque lamentar não ter ganhado um voltinha na carroça do rei. Carruagem real é para os fracos, a pessoa a quem Deus deseja honrar ele envia sua frota especial de carros e cavalos de fogo. Não se ressinta se não for homenageado, lembrado, condecorado… o rei a que você serve, no momento  certo vai de exaltar. No salmo 23 Davi fala que Deus prepara um banquete para os seus na presença de seus inimigos… E aí, quer glória aqui, agora, ou quer esperar pela melhor?

 

Pr Jason

O que a Queda do Rei Revelou

Meditação do dia 21/12/2015

2 Rs 1.2 “E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, que tinha em Samaria, e adoeceu; e enviou mensageiros, e disse-lhes: Ide, e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.”

O que a queda do rei revelou – Parece que a grade ou o parapeito da sacada do palácio não era nada confiável. O rei se debruçou sobre ela e acabou caindo e se machucou no acidente, a ponto de adoecer. Mas esse acidente acabou por revelar outras coisas que também não eram visíveis a todos, ou pelo menos tinham aparências de que estava tudo bem, até que a tragédia revelou a verdade. Mais do que a fraqueza da estrutura de proteção da sacada do palácio, a queda do rei trouxe para a luz também a condição do coração e da fé desse homem. O coração dele em termos espirituais era e estava fraco, longe do Deus verdadeiro e totalmente perdido, desorientado. Sua fé não tinha consistência alguma e sem qualquer condição de avaliar o que é certo e o que é errado, ele se achou na condição de aceitar qualquer tipo de ajuda espiritual, mesmo não sendo na sua comunidade de fé e em suas raízes. Deus e sua Palavra não tinham mais valor do que qualquer consulta espiritual pagã, mística e oculta. Ele nem se lembrou do pacto que sua nação tinha com Deus, que se revelara como “JEOVÁ RAPHA” – O Senhor que te Sara! Sequer deu ao trabalho de considerar que como rei, ele era um ministro a serviço de Deus para governar a nação. Completamente perdido e desviado da fé, ele mandou consultar um deus filisteu, Baal Zebube, conhecido entre os israelitas da época como o “deus das moscas” e no tempo de Jesus era reconhecido e tratado como o príncipe dos demônios. “Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios.” (Mt 12.24) A queda física do rei, da sacada de seus aposentos mostrou que sua condição espiritual estava em ruína tal qual a grade de proteção na qual ele se apoiou. Mesmo assim ele não procurou o caminho certo para a reconciliação. Ao invés de consultar a Palavra de Deus, uma fonte segura de orientação e cura, ele se distanciou ainda mais. Isso só confirma o que estamos acostumados a ver o tempo todo ao nosso redor. Quando as pessoas não possuem uma raíz espiritual, ficam totalmente vulneráveis aos ataques do mal e daí em diante a sequencia é cada vez mais para baixo. O rei Acazias quando caiu da sacada, já tinha caído da fé e da comunhão com Deus, caiu ainda mais ao não buscar ajuda em Deus que estava ao seu lado e caiu mais ainda ao enviar emissários para consultar um deus falso e estranho a sua fé; depois caiu no conceito de Deus que o reprovou e caiu na sepultura, porque morreu prematuramente pelas escolhas erradas que ofendia a Deus; o profeta Elias lhe afirmou claramente por palavra de Deus que ele morreria, não porque estava doente ou acidentado, mas porque foi buscar socorro espiritual nas hostes do inferno e com certeza, nessa condição caiu ainda mais para as profundezas das trevas da morte espiritual. Não é errado buscar socorro médico, remédios, tratamentos, terapias e toda a gama de ajuda que a medicina e a ciência coloca a nossa disposição; mas como cristãos, filhos de Deus e pessoas de fé ativa, podemos orar e consultar a Deus e pedir-lhe a graça e a bênção, a nossa fé não contraria e nem contradiz a ciência. O Deus que servimos é quem dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos; Jesus é o médico dos médicos! Consulte a Deus, consulte sua Palavra! “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara.” (Ex 15.26). Sem fanatismo, só para lembrar, sabemos que as doenças que estamos enfrentado como epidemia, transmitidas por picada de mosquitos, e que agora atingem também os nossos bebês, o inseto transmissor tem origem no Egito!

 

Pr Jason

Ainda Há Algum Profeta?

Meditação do dia 20/12/2015

1 Rs 22.12 “Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?”

Ainda há algum profeta? Pergunta interessante para se fazer numa terra marcada pela presença de Deus e suas manifestações. Profetas eram homens escolhidos e separados pelo próprio Deus para receberem e transmitirem mensagens e revelações ao povo. A nação dos hebreus era governada por um sistema que modernamente designamos de “Teocracia” – Um sistema de governo baseado nas leis de Deus e revelações dadas por ele através de pessoas vocacionadas para isso. Com o passar dos tempos, hábitos e práticas estranhas a isso foram sendo introduzidas por meio de assimilação de culturas que orbitavam ao redor deles e também por introduzir pessoas da nobreza de outras nações na família real através de casamentos políticos para garantir alianças de paz nas fronteiras. Nesse época específica, a rainha de Israel era Jezabel, uma princesa fenícia que se casara com o rei Acabe e trouxera uma vasta idolatria e paganismo, contaminando todo o sistema vigente. O Pais havia se dividido em duas nações após a morte do rei Salomão; a parte norte, com dez tribos, ficou sendo chamado de Israel e a parte sul, com outras duas tribos, ficou conhecido como Judá, pois era a maior das 12 tribos e aliada de Benjamim. Essa parte sul, ficou fiel ao culto e a fé hebraica, enquanto o “Israel” afundou em paganismo crasso. O rei Josafá, de Judá foi fazer uma visita de estado em Israel e foi convidado a juntar forças com o norte para desocupar e reintegrar um território e ele aceitou, desde que se consultasse a Deus. Isso era um costume, antes de declarar guerra ou entrar em combate, os reis faziam isso, para certificar que teriam a bênção e a garantia de vitória. O rei de Israel, aceitou consultar e de imediato já compareceram diante deles um grupo de mais de quatrocentos “profetas chapa branca,” todos bajulando o rei e incentivando-o a fazer o que quisesse, que seria abençoado e vitorioso. Claro que ele gostou! Afinal era para isso que eles eram sustentados e bajulados pela corte. O rei Josafá não engoliu o engodo e fez a pergunta do nosso texto de hoje. No verso seguinte o rei Acabe diz que existia sim, um homem de Deus, mas que não contava com a simpatia real, “pois nunca profetizava coisas boas a respeito do rei…” – É esse homem que precisamos ouvir, disse Josafá! Só para variar, ele confirmou o sentimento do rei Acabe, contrariando a profetada que afirmava sucesso e volta triunfante, ele afirmou: “E disse Micaías: Se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos!” (v.28). Como dizemos atualmente, o rei voltou dentro de um saco preto, para cadáveres. Hoje, estamos no finalzinho do ano de 2015, eu replico a pergunta do rei Josafá: “… Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?” Será que também estamos nas mãos de uma turba de bajuladores do poder e de mãos dadas com a corrupção institucionalizada, de onde tiram suas benesses e se mantém em evidencia com ares de piedade e espiritualidade, mas no fundo são todos farinha do mesmo saco? Nada mudou, desde os tempos de Acabe e Josafá? Pode acreditar que não mudou! Os dois lados continuam andando lado a lado! Um desses lados, sempre é minoria, constantemente sendo execrados e postos de lado. Mas a verdade de Deus continua livre, e homens e mulheres de Deus continuam pregando a mais pura verdade, doa a quem doer, seja rei, soberano, nobres e plebeus, ricos e pobres, grandes e pequenos. Abençoados sejam os que amam a verdade e a proclamam e não se vendem ao poder temporal, acreditando que a bênção que vale a pena, vem de Deus, e isso basta!

Pr Jason

Reunião Solene com Fins Iníquos

Meditação do dia 19/12/2015

1 Rs 21.12 “Apregoaram um jejum, e puseram a Nabote diante do povo.”

Reunião solene com fins iníquos – “Não continueis a trazer ofertas vãs; o ncenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias … não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene!” (Is 1.13) Eu não posso deixar de ligar esses dois textos, pois Isaías expressa a indignação do coração de Deus com o acontecido no texto de I Reis. Sendo isso não foi um caso isolado naquela nação e não o é na história da humanidade. A religião e a fé das pessoas serem manipuladas para interesses pessoais e pior ainda, de pessoas más com finalidades muito ruins. A rainha Jezabel usou a fé de alguns pessoas boas e os elementos de suas confissões para cometer assassinato de um homem bom e correto, apenas para satisfazer o ego do rei Acabe. Mas é claro que não apenas a ímpia mulher e seu marido banana são culpados ou responsáveis. Toda pessoa que tem oportunidade de fazer escolhas e abre mão de seus direitos para ser escravizado pela insanidade de outros é igualmente responsável. A rainha enviou cartas as autoridades locais, tanto civis quanto religiosas e eles leram as instruções e tinham o dever moral de se posicionarem ao lado da verdade e da justiça. Ela apelou para o orgulho religioso deles, já que a rainha está pedindo uma reunião solene marcada por jejum e orações, uma consagração, as pessoas piedosas gostariam de participar disso, sem saber que havia infiltrados, homens de belial, ou seja, pessoas malignas, iníquas, ao ponto de se apresentaram em solenidades públicas e oferecerem denúncias graves, contra pessoas que eles não tinham nada pessoal, mas estavam prontos a praticar perjúrio, e levar uma pessoa boa ao tribunal penal para ser sentenciado à morte, sem apelação. Isso foi privilégio só do judaísmo? Não, mesmo depois de tudo, ainda repetiram com Jesus! É comum no paganismo? Não necessariamente! A questão é que o mal não existe, a menos que alguém o pratique; ele é uma espécie de parasita, que explora a vida e o potencial dos outros para existir. Pessoas de índole má, se valem da religião e da fé dos outros, para num ambiente de piedade e sinceridade, poucos irão de início suspeitar de intenções tão ruins e profanas em ambientes tidos como sacros. Ou como diz um provérbio popular: “A oportunidade faz o ladrão.” Para atingir seus fins, elas utilizam todos os meios possíveis indistintamente. É daí que vem a corrupção sacerdotal e ministerial, carriadas pelas oportunidades lucrativas, sejam financeiras, sejam de poder, ou status e não é difícil que a politicagem esteja com suas mãos sujas no meio ou por detrás de tudo. Deus diz que não dá para suportar a iniquidade e o ajuntamento solene. Convocar uma manhã de Jejum, com a intenção de no meio da solenidade, aparecer dois elementos maus com coragem de fazer falsas acusações gravíssimas a uma pessoa que ali presente como convidado por sua piedade e no meio de outros tantos que estão de fato cultuando e servindo a Deus, juntos com uma massa deliberadamente assassina, premeditadamente preparada para tirar uma vida e depois voltarem para casa à tempo do almoço. Você consegue imaginar algo assim? Ou ir a uma reunião do seu grupo de fé e acontecer algo assim? Oremos, e mantenhamos corações piedosos de verdade! E não misture as coisas, fé e impiedade!

 

Pr Jason

Direito de se Gloriar

Meditação do dia 18/12/2015

1 Rs 20.11 “Porém o rei de Israel respondeu: Dizei-lhe: Não se gabe quem se cinge das armas, como aquele que as descinge.”

O direito de se gloriar – Nossa cultura e idioma são cheios de provérbios, adágios e como dizem lá no sertão, “ditados” que exprimem sabedoria, clássica ou popular, que exprimem conceitos que se deve levar em consideração. As Pessoas mais antigas, ainda preservam muitos dessa sabedoria e se valem dela para transmitirem seus conhecimentos ou suas observações da vida. Imagino que praticamente toda cultura também tem suas formas de expressarem dentro de seus próprios contextos e isso também aparece na Bíblia, afinal ela é também uma coletânea de literatura e sabedoria que transcende tempos e povos, culturas e línguas; suas verdades viram nascer, crescer, florescer e fenecer muitas reinos, reis, impérios e dinastias e para seus admiradores, ela é e continuará prevalecendo, pois sendo Palavra de Deus, permanece para sempre. Gloriar-se é uma forma de pessoas expressarem suas vitórias e conquistas; isso pode ser distorcido e tornar-se negativo, a vanglória. A sabedoria e a experiência de pessoas que merecem ser ouvidas, recomendam equilíbrio e bom senso para evitar prejuízos. Aqui o rei Acabe, se indignou com a arrogância do rei da Síria, que não se contentava com nada e queria mais e mais e demonstrava que faria o que quisesse com quem quisesse e não teria oponente à altura para tentar impedi-lo. Foi assim que Acabe respondeu a ele com esse provérbio militar de seus dias, que em termos simples significava: “Quem está vestindo a armadura para lutar não deve agir como aquele que já está tirando a armadura depois de ter lutado e vencido.” E essa sabedoria se comprovou logo em seguida, porque Acabe venceu seu oponente muito maior e mais bem equipado, porque Deus quis mostrar para Acabe, quem é que realmente tem poder e pode agir com garantia de resultados. O apóstolo São Paulo, é sem dúvida alguma, uma referencia em termos de grandeza humana dentro do contexto de fé e vida espiritual no cristianismo. Desde sua conversão até sua morte, por execução penal do imperador romano Nero Cesar, ele deixou um legado riquíssimo de escritos, ensinos e trabalho abnegado pela expansão do cristianismo e do reino de Deus. Mas também tinha seu conceito sobre isso, ele disse o seguinte: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6.14). Em outra carta ele disse: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (I Co 9.16). O profeta Jeremias, no Velho Testamento transmitiu uma palavra de Deus, muito interessante, na qual o Senhor não limita a possibilidade humana de se gloriar, desde que o faça pelas razões apropriadas. “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jr 9.23,24). Conhecer a Deus e saber quem Ele é e o que Ele faz, isso sim, é justificável de se gloriar, mas quem atinge esse nível, atinge também o patamar ideal de humildade para não se gloriar de nada, absolutamente nada, porque é a graça e a bondade de Deus que permite chegar a tal nível. Então, voltamos à estaca zero, de novo!

 

Pr Jason