Sacrifícios voluntários

Meditação do dia 26/07/2016

Sl 54.6 “Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom,

Sacrifícios voluntários – Creio que seria bom pensar um pouco no que entendemos por cultuar a Deus com o oferecimento de ofertas e realização de cerimonias e rituais. Nós os evangélicos, especialmente os brasileiros, somos bastante informais, até por aspectos culturais. Nossos cultos são simples e despojados de rituais e cerimonialismo; até mesmo os paramentos com seus simbolismos, são substituídos por hábitos menos convencionais. O Senhor a quem servimos em nossa fé, é um Deus de ordem e descencia, que gosta de coisas bonitas, bem organizadas e precisas nas sus aplicações. Deus tem uma noção muito perfeita de economia e administração. Nada é sem propósito e nada se perde ou se desperdiça; há propósito para tudo em todo tempo e lugar. Desde as primeiras referencias sobre culto que temos na Bíblia, as pessoas construíam altares, uns fixos e permanentes e outros temporários, onde apresentavam ofertas a Deus. Poderia ser holocausto para remissão de pecados, quando um animal limpo e perfeito era sacrificado e totalmente queimado em substituição à vida do ofertante. Havia também as ofertas festivas, de gratidão e louvor, comemorativas e até mesmo festivais de grandes proporções em termos de participação. A Lei, da d a Israel, através de Moisés, regulamentou com precisão o culto e os rituais, o sacerdócio e suas funções, as vestes, os apetrechos e até gestos e formas de apresentarem-se diante de Deus. Na Nova Aliança, com a vinda de Cristo e seus ensinamentos, a tese da fé e do culto não alterou muito, mas a liturgia sim, porque Jesus Cristo consumou em si mesmo muitos daquelas práticas ritualísticas, que eram simbólicas e valiam até quando viesse o verdadeiro e se apresentasse em substituição definitiva, eterna e perfeita. O perdão dos pecados não é mais via holocausto de um animal, e sim através do sacrifício definitivo de Jesus na cruz; seu sangue derramado ali, tem validade eterna e purifica de vez a vida do arrependido e que põe sua fé nele. A salvação não é mais confirmada numa contínua prática religiosa de cumprir os rituais simbólicos. Pois Jesus resolveu isso definitivamente, sendo o salvador e a salvação para todo aquele que nele crê. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). Os israelitas ofereciam seus dízimos e ofertas como reconhecimento do senhorio de Deus sobre todas as coisas; eles consideravam um tributo obrigatório de sua fé e gratidão pelas provisões constantes. Ainda faziam os rituais de culto, que incluíam holocausto, votos, cerimoniais de purificação, gratidão, consagrações, resgates e o provisionamentos sacerdotal para a tribo que respondia pelo cuidado espiritual do povo. Hoje, não havendo mais os rituais, o culto ficou empobrecido e o significado de ofertar sacrificialmente foi se modificando. Alguns espertalhões estão tirando proveito da ignorância e saqueando as pessoas, transformando tudo em cifras e números em nome de bênçãos de Deus ou de expansão da causa de Cristo e na verdade, grande parte disso vai para os bolsos dos líderes. Mas esse desvirtuamento, não anula os preceitos de culto e da fé. Cada um de nós, à luz das Escrituras precisamos reavaliar nossa comunhão e consagração de vida, para que a verdade sobre o que precisa ser feito, não caia por terra. Jesus foi muito preciso quando respondeu a questão entre o que é de Deus e o que é da vida cotidiana e social ou tributária. “E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.20,21). Para mim, as coisas são bem claras: Na moeda tinha a efígie e inscrição de Cesar, então o tributo devido a César deve ser entregue a César. Na Palavra de Deus está escrito e prescrito o que é tributo e culto a Deus e isso deve ser dado a Deus. Não há como fugir disso.

 

Ao Senhor pertence os céus e a terra e tudo o que neles se contém; somos estrangeiros e peregrinos nela, até chegarmos na nossa verdadeira pátria. Pai, o nosso culto deve ser tributo voluntário, de gratidão e reconhecimento de quão grande é o nosso Deus e como tens cuidado de nós de forma tão especial. Receba, ó Pai, a nossa oração de gratidão e consagração daquilo que somos por tua própria graça e misericórdia. Que nossos dízimos e ofertas sejam culto a Deus e não uma obrigação religiosa. Pedimos entendimento e visão espiritual sobre como manter a nossa vida como um toda no teu altar, como oferta e sacrifício agradável. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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