Enos – Começaram a Invocar a Deus

Meditação do dia 12/12/2017

Gn 4.26 – “E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor.”

Enos – Começaram a invocar a Deus – Com exceção do próprio Deus, tudo neste mundo (e noutros também) tem começo. Em algum lugar, em algum tempo, por alguma razão, algo começou a ser feito. Muitas destas coisas podem ter sido abandonadas, outras modificadas e outras aperfeiçoadas, mas no dizer do sábio Salomão, tudo tem o seu tempo e propósito. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Entendamos que o registro sagrado dos fatos que começaram a ocorrer após o nascimento de Enos, não significa que até então as pessoas não oravam a Deus, ou não o cultuavam. Isso sempre foi feito; Adão e Eva tinham uma estreita relação com o Criador desde a sua criação e isso foi mantido e cultivado por um bom tempo, até a entrada do pecado em suas vidas. Aqui, se trata da invocação a Deus de forma pública, sistemática e metódica. Digamos que iniciou-se aqui o cerimonialismo. Uma vez que a sociedade humana esta se desenvolvendo e o número de pessoas ia crescendo, alguém viu a necessidade de criar uma sistemática, para evitar uma confusão e possivelmente a profanação ao nome e à santidade de Deus. Eles já haviam experimentado um dissabor, no episódio de Caim e sua oferta e a consequente tragédia familiar. Provavelmente o patriarca Adão, instituiu uma forma mais adequada de transmitir para cada geração, uma maneira adequada e respeitosa de buscar a Deus. Também, se via que a cada nova geração, as informações da criação e do relacionamento de Deus, se tornava mais distante e teórico, pois eles apenas recebiam informações, mas era necessário terem uma experiência pessoal com o Criador, que ainda se manifestava amorosamente a eles. A tradição da transmissão oral da cultura e do conhecimento era o elemento principal do ensino-aprendizado; então requeria-se a experimentação e a repetição constante, para não apenas fazer, mas entender o que se está fazendo e porque se faz. Conhecemos isso com mais ênfase no Novo Testamento, com o ministério de Jesus, discipulando pessoas e comissionando-as para saírem praticando sob sua autoridade. Na proclamação do Evangelho, é nos dito e ensinado e devemos crer de coração na importância de se invocar o nome de Deus, pois aí está o caminho da salvação. “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” (Rm 10.13-15). Só para nossa edificação, há outras indicações na Palavra de Deus, que nos leva a prática da invocação divina e que são muito salutares. “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15). “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jr 29.12,13).

Senhor, meu Deus, obrigado pela graça de podermos comparecer diante do teu trono e apresentar a nossa causa. Obrigado pela assistência que o teu Espírito Santo nos dá, porque nem sempre sabemos orar como convém, por isso ele intercede por nós. Seja sempre louvado e engradecido o teu nome, de eternidade a eternidade entre os teus filhos, comprados por precioso preço, no sacrifício de Jesus, nosso senhor, em nome de quem oramos com gratidão, amém.

Pr Jason

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