O Altar de Outrora

Meditação do dia 01/03/2018

Até ao lugar do altar que outrora ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do Senhor.” (Gn 13.4)

Altar de Outrora – “Quem não sabe para onde vai, não sabe se chegou!” Não era o caso de Abrão, que sabia muito bem de onde viera e qual era o seu lugar dentro da promessa de Deus para sua vida. Mas como todos os humanos, Abrão saiu a peregrinar em terras alheias em busca de melhora de vida e cuidar daquilo que lhe pertence; mesmo tendo promessas e garantias divinas de apoio, proteção, cuidado e bênção em todo tempo. Fazer experiências faz parte do processo de aprendizado e enquanto uns aprendem fazendo, outros aprendem vendo as experiências alheias e evitando as partes perigosas e sujeitas à fracasso; também há os que aprendem pela obediência às instruções recebidas e agem sob as influencias da capacidade de quem deu as regras poder cumpri-las. As lições aprendidas no Egito e na jornada de volta à terra prometida, deveriam ser confirmadas no coração daquele ancião adorador e apto para aprender com Deus, que se tornara muito real para ele. Quando Abrão chegou, não foi apenas um modo de dizer, mas ele chegou de fato e de direito no lugar de onde provavelmente teria sido melhor não ter saído. Por outro lado, não se deve desprezar o grande aprendizado e o crescimento que lhe aconteceu por ter tomado tais decisões e experimentado a diferença entre a bondade divina e a bondade humana, na pessoa de faraó, que lhe favoreceu enquanto lhe era vantajoso. Nunca devemos esquecer um daqueles versículos que determinam o centro da Bíblia: É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem. É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes” (Sl 118.8,9).  O Altar de outrora não é um altar antigo, velho, em ruínas, abandonado, mas se trata de uma condição de voltar a uma condição antes conquistada e alcançada pela fé na comunhão com Deus. Ainda que andemos muito e progridamos bem, essas marcas sempre existirão e poderemos voltar a elas e retomar a caminhada, partindo dali novamente. Não se trata de recuo, de voltar à trás em retrocesso, mas de recomeçar uma nova etapa à partir de uma base vencedora, que já havíamos conquistado. Nos anos 90, o Conjunto Rebanhão fez muito sucesso com uma música que dizia: “Quero voltar ao início de tudo, encontrar-me contigo, Senhor, quero rever meus conceitos e valores…” (https://www.youtube.com/watch?v=IPxDFOJROZQ). Nós, como adoradores revisitamos nossas bases, revendo os conceitos que porventura desvirtuou-se em alguma circunstancia. Para isso, precisa-se uma boa dose de humildade, submissão e vontade de acertar, sabendo que no andar com Deus, ele sempre terá razão e nós sempre estaremos em condições de expor-nos ao erro. Andar com Deus é um desafio de vida que vale muito à pena. É desafiador, mas glorioso.

 

Pai, obrigado por termos em Cristo uma referencia de como fazer uma jornada bem sucedida. Pedimos uma atitude de humildade, arrependimento e desejo de estar sempre com os olhos fitos em ti. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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