Dando um Jeito

Meditação do dia 11/04/2018

E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.”  (Gn 15.16)

Dando um jeito – Desejo deixar um esclarecimento já de início, para ficarmos mais alinhados no nosso propósito devocional de estudar as Escrituras. Não se pode julgar um texto antigo à luz da atualidade, historicamente para efeitos de estudo é um erro. Os contextos morais, culturais e familiares, vão se alterando no decorrer do tempo e a verdadeira interpretação exige que olhemos os fatos, como foram no tempo e no espaço ocorrido. Também há uma diferença relevante entre a visão de vida da cultura oriental com a ocidental e assim, podemos lidar com situações que à luz do contexto em que vivemos hoje as coisas não se encaixariam e seriam até absurdo imaginar. Aqui mesmo no Brasil estamos tendo conflitos sérios com literaturas, expressões do idioma, manifestações populares e artísticas, devido ao novo contexto de direitos humanos, discriminação social, racismo, preconceito e etc. O que à pouco tempo era dito em público sem nenhum problema, agora, vira processo, cadeia, demissão e tudo mais. O que Monteiro Lobado escreveu no Sítio do Pica Pau Amarelo e foi cultura e ensino para gerações em termos de literatura, hoje não pode ser dito mais pois é ofensivo. Nossa sociedade foi formada num cultura familiar monogâmica e indissolúvel, era o que rezava a constituição, sempre com a figura de pai, mãe e filhos; uma segunda esposa, concubina, amante ou outro termo, era pecha feia e com sérios prejuízos para o nome e a reputação, embora isso sempre acontecia, “meio que por baixo dos panos.” Mas legalmente não era permitido. Assim, quando um novo convertido lia na sua Bíblia um texto como esse, ficava com um nó na garganta e sem entender, como que um homem de Deus, o pai da fé, fez um desatino desses. Sara e Abrão estavam aprendendo a andar com Deus e ainda lidavam com escolhas difíceis e quando se viam encurralados por situações, tal qual nós mesmos hoje, agimos por conta própria e apelamos para artifícios humanos moral e socialmente aceitos, quando devíamos esperar em Deus a solução. Eles tinham a promessa, sabiam que seriam pais biológicos de um herdeiro que levaria o nome deles e a continuidade do projeto da promessa de se tornar uma grande nação. Passados dez anos, alguém pensou, será que não é nós mesmos que temos que fazer as coisas acontecerem? Em comum acordo os dois agiram. Valeram-se do peso cultural de que todos deveriam ter filhos e havendo esterilidade na esposa, havia a permissão de uma união extra ou o concubinato com finalidade de gerar herdeiros. Tudo legal, tudo moral, tudo cultural, mas nada espiritual. Mas não me sinto à vontade para criticar alguém da estatura de Abrão. Mas procuro aprender com a lição e com todo o contexto que isso produziu. Paulo disse algo muito sensato: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (I Co 6.12).

 

Pai, obrigado por ser generoso e compartilhar conosco as tuas promessas e permanecer fiel, mesmo quando falhamos. Obrigado pelo perdão e redenção que há em Cristo Jesus. Preciso de coragem moral para decidir por confiar em ti e permanecer firme nas promessas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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