De Abrão Para Abraão

Meditação do dia 16/04/2018

 “Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações;
E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto.”  
(Gn 17.4,5)

De Abrão para Abraão – Outro aspecto cultural muito importante da antiguidade que nós ocidentais não herdamos e não fizemos questão de copiar e preservar é a escolha de nomes dos nossos filhos. Para a cultura hebraica antiga, o nome está diretamente associado à identidade, ao destino e ao caráter da pessoa, sendo muitas vezes oriundo de uma palavra profética sobre a pessoa, a família e até sobre a nação. Muitos casos registrados nas Escrituras, a escolha do nome foi do próprio Deus e normalmente são nomes muito fortes, exatos e precisos. Ele escolheu nomes para Abraão, Sara, Isaque, Israel, Salomão, Josias, João Batista, Jesus e etc. Também não podemos esquecer que ele prometeu que todos ao chegarmos no céu, receberemos um novo nome, (será que nossos pais não escolheram bem, ou estragamos e ele refez com o novo nascimento e está reservando uma bela surpresa? Espero ver você lá para conferirmos). Sempre penso nessa situação aqui de Abrão para Abraão, como uma manifestação do muito bom humor de Deus ao tratar com a gente. Deus e Abrão vem andando juntos por décadas e sempre se revelando em maior profundidade e confirmando as promessas e Abrão como bom representante humano, sempre se vendo em situações humanamente impossíveis ou difíceis e até mesmo dando um jeitinho para acomodar as coisas à conveniência que satisfaz a razão em detrimento da fé e confiança. Agora, aos noventa e nove anos, já depois de dobrar o cabo da boa esperança e o vigor e força física de fato indo com a velhice; O Senhor prega-lhe essa peça. Me permita viajar na imaginação só para ilustrar a cena que crio para me divertir com os fatos – Abrão, o velhinho, marido da irmã Sarai, dez anos mais jovem que ele, mas a essa altura, era uma anciã e estéril, fora infértil a vida toda; mas eles sempre falavam e diziam a todos que seriam pais de muitos filhos e teriam uma descendência numerosa. Provavelmente os vizinhos, empregados e servos já estavam acostumados e não botavam mais fé nisso. Nesse belo dia, Abrão e Sarai comparecem ao “Cartório de Registro Civil” e dizem que querem trocar seus nomes, porque adotarão novos nomes que comprovam que serão de fato pais de muitos filhos e de descendência tão grande quanto as estrelas do céu. Agora, nos conhecerão pelos nomes de Abraão (Pai de muitas nações) e Sara (Mãe de nações). Dá ver a cara do oficial do cartório, boquiaberto imaginando que o velhinho pirou de vez, ficou tão obcecado a vida toda com a paternidade e agora quer confirmar em registro oficial a sua insanidade. Para dar esse passo de fé, a pessoa precisa estar morto para suas ambições e até mesmo sua reputação, pois se expor à possibilidade do ridículo, sem preocupação alguma ou é louco mesmo ou sabe que Deus está no controle e vai cuidar de tudo. Isso tem também a ver com o bom exercício da Mordomia Cristã: Servo, não tem reputação a zelar, a não ser a do seu senhor, o bom nome dele é suficiente para proteger o nosso. Já foi desafiado por Deus a fazer algo que te expunha? Como foi final da história? Falar de Abraão é fácil, o difícil é ser ele!!!

 

Deus de Abraão, meu Deus e Pai, obrigado por saber o que fazes e ter o perfeito controle de tudo. Nada é tão importante como agradar a ti em todas as coisas. Graças, senhor por todas as promessas e bênçãos em nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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