Aliança Perpétua

Meditação do dia 18/04/2018

 “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.”  (Gn 17.7)

Aliança perpétua – Alguém eterno, como Deus pode pensar e planejar coisas para longo prazo, longuíssimo prazo, ou seja, a eternidade. Na concepção divina, fomos criados para ter vida eterna e comunhão com ele. A eternidade é parte essencial da pessoa de Deus. No meio do Jardim do Éden havia uma árvore que produzia frutos comestíveis, que era denominada Árvore da vida, da qual ficou impedido de acesso após pecar e se tornar mortal. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24). A morte física que se abateu sobre a humanidade, não é o fim e não aniquila a pessoa. Sabemos que nesse processo, a morte física interrompe a existência aqui na terra, nesse plano material, mas a pessoa verdadeira, que o espírito e juntamente com a alma, que além de animar o corpo, também é que dá a identidade pessoal a cada ser e ambos vão comparecer diante de Deus para prestação de contas dos atos durante a vida existência terrena. Na conversa que o Senhor Jesus teve com os líderes religiosos judeus de seu tempo, ele mencionou esse aspecto eterno – Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos (Lc 20.38). Abraão a essa altura já estava craque em alianças e até se beneficiando delas e caminhando bem no seu relacionamento com o Senhor seu Deus, de forma que estavam ficando cada vez mais amigos. Agora ele recebe uma nova versão daquilo que já lhe era conhecido, ou seja, revelações maiores sobre a abrangência das alianças feitas por Deus com ele, visando a sua posteridade. Agora, ficou expresso para ele que a Aliança era bem exclusiva, com ele e inclusiva com sua descendência, mas não no sentido de apenas seriam beneficiários dela, mas haveria uma aliança com suas gerações por toda a eternidade, em termos jasônicos, é muito tempo. A perpetuação de alguma coisa, sugere filhos, herdeiros sucessivos, o que também implica que ambos os lados precisam assumir determinados compromissos, porque senão mais dias menos dias, uma sucessão de eventualidades pode colocar tudo em risco de deixar de existir. Imagina só, alguém aceitando a idéia de que ter muitos filhos não permite dar qualidade de vida a eles e assim, só tenha três filhos e com o tempo, perde um deles antes de gerar descendência; um dos outros dois se descobre estéril, e o outro adotou conceito de não ter filhos… lá se foi uma linhagem, numa só geração. Temos visto em nossos dias, famílias com no máximo dois filhos e a galera não querendo mais se casar e nem ter filhos e pais de filhos únicos, chorando uma tragédia de perder tudo o que tinham. Deus e Abraão tinham que desenvolver uma cultura e mecanismos que não permitissem a interrupção dos processos de natalidade e para cuidar disso, é muito viável um padrão de moral, ética e santidade sexual e comportamental, para não permitir desvios de condutas que infertilizasse ou conspurcasse a linhagem da aliança. Sei que muita gente boa, olha para questões sexuais bíblicas no Velho Testamento como sendo apenas um amontoado de “não podes” e rigidez exagerada, mas certamente eles separam uma coisa da outra, enquanto Deus vê tudo num só compartimento. Não há sagrado e secular, santo e profano, tudo é santo e tudo sagrada, destinado a uma perpetuidade de linhagens dignas de gerar um Messias e para nós, uma linhagem de remidos, chamados para a santidade e fugir de tudo o que o diabo quer vender barato em banca de liquidação de obras da carne em forma de impurezas e corrupções. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (I Ts 4.3,4,7,8). Será que você e eu verdadeiramente entendemos o significado, a importância e as implicações de estar numa aliança com Deus e em termos de perpetuidade?

 

Senhor, abra os nossos olhos e permita-nos compreender não só com a razão, mas com o coração, no espírito o sentido de tudo o que tens reservado para nós e para os nossos em termos de eternidade. Jesus abriu as portas para nós gentios e agora estamos batizados num mesmo corpo e vivendo para experimentar a eternidade de forma produtiva e significativa. Só a mente humana e muito pouco para compreender e assimilar, por isso o Senhor nos deu o Espírito Santo para habitar em nós e nos guiar a toda a verdade. Obrigado, Pai, obrigado Senhor Jesus e obrigado querido Espírito Santo, guie-nos pelas sendas do calvário, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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