Circuncisão e Aliança

Meditação do dia 19/04/2018

 “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.”  (Gn 17.7)

Circuncisão e Aliança – Desde que comecei a ler a Bíblia, ainda na minha adolescência, e até muitos anos depois, incluindo até tempo de ministério pastoral, mantinha uma curiosidade sobre essa tal circuncisão e não menos intrigante, porque uma cirurgia num local tão delicado. Mas sinto-me feliz e satisfeito com a descoberta de respostas e também do entendimento espiritual por trás de algo que Deus mandou fazer, sem dar maiores explicações (pelo menos escrito nas Escrituras), mas foi obedecido e sem questionamentos. Isso não está ligado a crença cega de Abraão ou dos povos hebreus dos tempos bíblicos, mas também muito intrinsicamente voltado à questões culturais, onde determinados conceitos já são suficientes por si mesmos e se vem da parte de Deus ou de alguém de muito respeito social, é suficiente. Posso lembrar aqui rapidamente, de Jacó ter lutado com o anjo em Peniel e levado uma joelhada no nervo da coxa (uma paulistinha, em SP e um doce de Leite em GO), e devido a isso os israelitas não comem determinada parte do quarto traseiro bovino (Gn 32.32). Ester, a rainha Judia, no tempo de cativeiro babilônico, decretou o dia e a festa de Purin para que fosse celebrada perpetuamente, e é até hoje uma festa anual judaica (Et 9.27,28). Para servir de sinal externo do pacto entre Deus e Abrão e entre Deus e os descendentes, foi imposta uma pequena cirurgia a todos os do sexo masculino, que teriam removida o excesso de pele da ponta do órgão sexual deles, que se tornaria um ritual obrigatório a ser praticado no oitavo dia de vida da criança. Como Abrão e Ismael já eram grandes, fizeram-no imediatamente. A minha questão era justamente essa, sobre o local e quem sabe até a dramaticidade que damos a isso. Mas sem muito cerimonialismo e sem exagerar na dose de misticismo, a compreensão verdadeira disso, está na mensagem passada a todas as gerações, que eles tinham uma aliança de bênção firmada entre eles, tendo começado com o patriarca Abraão e seguindo por linhagens intermináveis de geração em geração. É difícil esquecer uma coisa como essa, sendo que diariamente todo homem veria e vê na sua carne as marcas que lhe fazem lembrar que ele está numa aliança com Deus e que isso o conecta a uma nação inteira de homens com a mesma marca, algo que todos eles recebem cerimonialmente em suas vidas no mesmo dia 8 de suas existências e ainda mais, essa marca está no órgão do seu corpo que ele terá que fazer uso para produzir descendência para também levar a marca e assim sucessivamente. Segundo entendidos, no oitavo dia é quando o bebê está numa condição privilegiada em termos de força e consolidação de sua condição de sobreviver desde o nascimento. Por minha conta e risco, oito, é o número que simboliza um novo começo, reinício. A semana tem sete dias, no oitavo, está começando de novo, assim, todos os israelitas marcava sua trajetória como cidadão humano, hebreu e agora dentro de uma aliança eterna com o Deus eterno. Ao ver aquela marca, eles sabem tudo o que aquilo traz de implicação e responsabilidade. Lembrando que, Cristo, descendente de Abraão, passou por isso E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido (Lc 2.21). Ele instituiu uma Nova Aliança, da qual agora pela fé fazemos parte e o símbolo de perpetuação agora é celebrar a Ceia do Senhor em Memoria dele até que ele volte. E a circuncisão no Novo Testamento? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm 2.28,29). Também No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo” (Cl 2.11). Mas um texto mais revelador é sem dúvida alguma o de Fp 3.2,3 onde Paulo afirma: Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão; Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.

 

Senhor, obrigado por nos dar entendimento, amor e compreensão para experimentarmos os teus propósitos santos e eternos. Permita-nos crescer em entendimento e assim assimilar as verdades que humanamente parecem não fazer sentido, mas o Senhor sempre tem razão, sempre será verdadeiro e justo em todos os seus caminhos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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