A Festa Para Isaque

Meditação do dia 22/05/2018

E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.”  (Gn 21.8)

A festa para Isaque – A cultura hebraica, clara, tem seus fundamentos na pessoa de Abraão, o patriarca da nação. Ele aprendeu muito com Deus e assimilou os princípios que fizeram de sua família um núcleo abençoado e influenciador. Foi ele que lançou os fundamentos para as próximas gerações de adoradores do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. Com o passar dos tempos e das gerações, muito do que foi iniciado em um estágio pequeno, tornou-se características marcantes e firmes da cultura e dos costumes do povo de Deus. O advento da revelação das leis e mandamentos, por ocasião do Êxodo, incorporou muitos desses hábitos e práticas que impregnaram no povo de forma que ficou indissociável um do outro. Foram criados e desenvolvidos mecanismos de confirmar a bênção e a transmissão dela dentro do contexto de uma aliança que perpetuaria os propósitos divinos na vida pessoal, familiar e como nação. Era praticamente uma impossibilidade entre eles, alguém nascer, crescer e se tornar um adulto sem que passasse por estágios onde os fatores de bênçãos não acontecessem. A questão de identidade, destino e propósito era muito forte e enraizado em cada pessoa e em cada ação, seja individual ou coletiva. Já ensinamos aqui na Monte das Oliveiras e também faz parte de alguns materiais e ferramentas da Universidade da Família, que naquela cultura, hebraica antiga, firmara-se como se fosse uma agenda, em que sete ocasiões na vida de uma pessoa ela seria abençoada; seis dessas etapas, a bênção vinha da parte dos pais sobre os filhos e a sétima, invertia-se, eram os filhos que abençoavam os pais. O primeiro estágio era na CONCEPÇÃO – havia mecanismos, ferramentas, regras e costumes que induziam a que nenhuma criança fosse concebida fora de uma aliança e o círculo de proteção de bênção. Daí aquelas leis de comportamento sexuais serem tão rígidas e em alguns casos até com penas capitais. O segundo estágio era na VIDA UTERINA – era um tempo de concentração e cuidados para que a mãe tivesse toda sua atenção e cuidado voltado para gerar um filho saudável, abençoado e a comunidade em volta dela propiciava tudo o que fosse possível e facilitava a vida de mãe e filho. O terceiro estágio era no NASCIMENTO – Era cercado de expectativas e alegria para todos, ter um filho era ser uma pessoa abençoada, uma família abençoada e todos se alegravam porque era mais uma geração assumindo seu posto na herança da aliança e das promessas de Deus. O quarto estágio era a PRIMEIRA INFANCIA – um tempo de curtir a criança e infundir nela as marcas do povo de Deus e mostrar a ela a bênção da qual ela era herdeira e de que todos estavam ali para protege-la e ajudar no seu desenvolvimento. O quinto estágio era na PUBERDADE – quando se separava as fases da vida e ela assumia papeis de responsabilidades. Os meninos passavam pelo Bar Mitzvah, aquela cerimonia onde ele se tornava “filho da Lei” e espiritualmente agora era responsável por seus atos diante de Deus e cumprir os devidos rituais e obrigações. O sexto estágio era o CASAMENTO – onde uma nova célula daquela sociedade se formava sob as bênçãos dos pais e familiares de todas as gerações. O sétimo período de bênção era na VELHICE – quando os filhos honravam seus pais e os abençoavam, oferecendo cuidado, distinção e honra. Assim todos davam e recebiam as sete bênçãos no seu devido tempo. Aqui, vemos Abraão dando um grande banquete e celebrando uma mudança de fase de seu filho Isaque quando ele foi desmamado. Significava que as etapas da vida estavam se sucedendo naturalmente e as promessas do Senhor iriam marcar aquela vida e os pais e amigos estavam ali para celebrar isso. Nossa cultura ocidental perdeu praticamente todas as marcas que sustentam uma transição de fases de vida, e devido a isso, enfrentamos uma tremenda confusão de identidade, destino, pessoas que não sabem o que são, porque são e nem mesmo se há algum propósito para suas vidas. Famílias que são mais aglomerados de pessoas segundo certas conveniências sociais do que propósitos. Uniões surgidas e confirmadas de modos mundanos, pagãos e até profanos, validados por cerimonias e celebrações antagônicas aos preceitos de Deus; não é sem razão que estamos como estamos e caminhando para abismos sociais cada vez maiores. Precisamos reavaliar e repensar nossos valores, de onde eles estão vindos e para onde nos levarão.

Pai, obrigado por oferecer na tua Palavra modelos de como a vida deve ser e como ela pode produzir bênçãos e realização. Na família é onde começa todas as coisas e é ali que os teus princípios se firmam, se fortalecem e são transmitidos de geração em geração. Pedimos misericórdia e graça, para voltarmos aos caminhos eternos que trazem paz ao nosso coração. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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